Não precisa de centroavante

AFP

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Mano Menezes vai acertando o time sem um centroavante especialista. Pode ser chocante para alguns mas, nos dias de hoje, dá para jogar, e bem,  sem centroavante. O Brasil tem jogadores com talento e inteligência para entrar no espaço vago, deixando de ter  um atacante de área, trocando por  quatro, cinco, até seis homens chegando, sem referência de marcação para a zaga adversária. Não é fácil, demanda treinamentos. Eles terão que participar da marcação, de preferência da saída de bola da outra equipe, porque a recuperação próxima à área inimiga facilita a finalização rápida. Mas que dá, dá. Aliás, o Brasil cresceu muito depois que esse esquema foi adotado. Cabem mais jogadores de habilidade, de bom tratamento à bola. O grande centroavante Vavá dizia que “centroavante vive de resto”. Nessa forma de jogar, ninguém pode viver de resto. Todos terão que participar e muito o tempo todo. Os volantes mais hábeis, no caso Paulinho e Ramires, precisam de zagueiros mais fixos, daí ter que improvisar um zagueiro, por falta de laterais e excesso de alas, que não são mais usados no mundo evoluído taticamente do futebol. Claro que será  necessário um homem de área no elenco. Quem sabe dois. Só não, necessariamente, dentro do campo. Os tempos mudaram. Considerando-se que o futebol começou com sete atacantes e três defensores, e hoje se pode ganhar títulos importantes com, apenas, homens habilidosos de meio-campo, vivemos quase outro esporte, comparando-se  com aquele dos primórdios. Também por essa razão é tão encantador.

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