Hora das Federações

Vivi grandes emoções em campeonatos paulistas. Ferroviária, Botafogo, América, minha Ponte Preta, o Guarani, XV de Piracicaba, enfim um monte de times que dava gosto ver atuar. O Botafogo do Sócrates, a Ponte do Dicá, o Guarani do Zenon, a Ferroviária do Dudu e sei lá quantos craques mais. Eram anos de brilho. Mas, o tempo passou. Veio o Campeonato Brasileiro a partir de 1971. No meio dos anos 80, já não era mais a mesma coisa, no entanto ainda tinha alguma emoção. Nos últimos tempos  porém, acabou o sentido. Em São Paulo, Eduardo Farah destroçou o interior, junto com presidentes irresponsáveis, que só pensavam neles. Marco Polo deu sequencia perfeita a destruição. Os regionais hoje, em especial o de São Paulo, só servem para angariar poderes aos presidentes. Os votos de cabrestos são acertados examente com eles. Os clubes do interior, na maioria, são entregues a empresários de jogadores, que usam a vitrine das camisas tradicionais. Não há revelações e se elas vierem, a grana das negociações não retornará aos clubes. Ou seja, eles continuarão exatamente como estavam, situação comoda para a federação. E os grandes são usados. Não conseguem boas pré temporadas, não podem viajar e ainda cedem seus produtos caros, para dar rendas aos  menores, que, como já explicado, não sairão do lugar. Ou seja, começam os regionais e só será bom para as federações, especialmente a de Marco Polo Del Nero, padrinho, de patrocínio,  de um monte deles. Tecnicamente não devemos esperar nada. No entanto, os votos futuros estarão garantidos, para os donos do poder.

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