Cadeia para os bandidos!!!

Será que a operação policial internacional desencadeada pelo Departamento de Justiça dos EUA vai afastar mais um dirigente brasileiro do futebol pelas portas do fundo?

Responda rápido: o que têm em comum João Havelange, Ricardo Teixeira e José Maria Marim? Dos 14 indiciados pelo órgão americano oito estão presos e sete foi em cana lá mesmo em Zurich, na Suíça, onde estão para o Congresso que elegerá Joseph Blatter para um mandato no comando da FIFA, sexta-feira. Será que teremos eleições.

Ah, para refrescar sua memória a acusação é de recebimento de propina na eleição de Russia e Catar para sediarem as Copa de 2018 e 2022. Também estão esmiuçando os contratos dos direitos de transmissão das principais competições internacionais e algumas, privilegiadas, empresas de marketing esportivo. José Hawila, proprietário da Traffic, já admitiu culpa e se comprometeu em devolver quase MEIO BILHÃO de reais. É mole? Jogou no ventilador e já sobrou para o “parceiro” Kleber Leite, proprietário da Klefer, dona dos direitos da Copa do Brasil até o ano de 2022.

José Maria Marim, aquele que adora uma medalha, sucessor de Ricardo Teixeira na presidência da CBF e eleito vice de Marco Polo Del Nero, tem contra si suspeita de suborno em milhões de dólares por três Copas Américas e Copa do Brasil, também. Guloso, heim?

Em nota oficial o “Pôncio Pilatos” da CBF informou que apoia as investigações e, a exemplo do que fez a FIFA, afastou o vice Marim das suas funções e vai examinar os contratos assinados na gestão passada e válidos. Será que teremos respingos na sede futebolística da Barra Funda? O certo é que o Congresso da FIFA pode até não ter corum. Vixi!

Será que também teremos uma ação assim no COI e no COB. Ah como faz falta um Sérgio Moro ou um Joaquim Barbosa passando a limpo nossas instituições esportivas. Uma velha raposa do futebol sempre dizia: “quem fica muito tempo no poder começa a fazer coisas erradas como se estivessem certas”. É, o uso do cachimbo entorta a boca, ou não?

O Palmeiras não engrena!!

E não é que o Palmeiras continua sem vencer em seu novo estádio jogos válidos pelo Brasileirão? Na agradável manhã que São Paulo teve no domingo o time alviverde foi derrotado pelo Goiás com gol contra de Vitor Ramos (que foi expulso no finalzinho do jogo), depois que Bruno Henrique deitou e rolou, literalmente, pela defesa palmeirense.

Até para fazer falta os zagueiros do time paulista são fracos. Se o resultado não foi justo diante de tantas oportunidades desperdiçadas pelos atacantes do Palmeiras, premiou quem foi competente, pelo menos, para marcar gol.

Para maior desespero e preocupação da sua torcida, o Palmeiras foi o único mandante derrotado. Será que teremos mais um ano com o Palmeiras brigando para não cair?

Como a CBF insiste em escalar o carioca Marcelo de Lima Henrique, agora apitando por Pernambuco, em jogos dos times paulistas, ele conseguiu errar no último lance prejudicando a equipe da casa.

Alan Patrik sofreu falta dentro da área e o apitador transformou um pênalti em falta fora da área e o Palmeiras não conseguiu empatar. Talvez, com peso na consciência por ter expulsado o atacante runo Henrique do Goiás que foi comemorar o gol na escadinha que dá acesso à torcida, ele tenha optado em colocar a bola fora da área.

Nem com um jogador a mais o Palmeiras conseguiu reagir, heim? A coisa tá preta! Ou verde?

O torcedor brasileiro tem um comportamento que reflete muito porque somos o que somos como povo, nação. Os atacantes Luiz Fabiano e Guerrero, até então endeusados, amados, ovacionados, estão sendo hostilizados por causa de atitudes e finalizações individuais infelizes, juntamente com o péssimo momento que, coletivamente, suas equipes vivem.

O Fabigol errou uma cobrança na decisão por pênaltis contra o Cruzeiro, contribuindo para a desclassificação da equipe na Libertadores. Depois do anuncio oficial de que seu contrato não será renovado por questões financeiras, cada gol que Guerrero deixa de fazer se transforma em insultos e provocações. É mole? Até parece que os mesmos torcedores não sabem que a relação sentimental com as equipes é sempre do tamanho da grana que receberão.

Na Espanha, mesmo de saída, anunciada com muita antecedência e por dinheiro, Xavi continua sendo tratado com carinho e recebendo todas as homenagens que merece por parte da torcida do Barcelona. Quanta diferença, heim?

E no segundo gol do Avaí, a bola saiu ou não pela linha de fundo? Lance difícil para o olhar humano do assistente Anderson Coelho.

Congelando a imagem pelos recursos eletrônicos já é difícil de ter uma precisão por causa do posicionamento da câmeras. Imagine então para olhar, raciocinar e agir com a cena já modificada. Para piorar a situação o Flamengo perdeu por 2 a 1 e pode sobrar uma “geladeira” por ai.

Santos em desvantagem contra o Sport

O Santos perdeu o jogo e grande oportunidade de ficar em vantagem contra o Sport para o jogo da volta pela Copa do Brasil. A equipe pernambucana jogou desfalcada de seis titulares e, mesmo assim, abriu o placar logo aos três minutos com Regis, depois de tocar entre as pernas de Werley e finalizar com muita tranquilidade. O Santos reagiu e empatou aos 20 minutos com Lucas Lima num belo passe de Robinho. Esse foi o placar do primeiro tempo.

No segundo tempo o Santos preferiu ter a posse de bola porém, sem atacar o adversário. O técnico Marcelo Fernandes colocou Elano no lugar de Valência e o toque de bola continuou, deixando transparecer que o empate estava agradando. Imenso equívoco, tinha que aproveitar que o Sport não estava completo e jogar para vencer.

Se quem tem medo de vencer acaba perdendo, o castigo santista veio aos 28 minutos em mais uma jogada individual de Regis que entortou Deivid Braz e deixou Rene na cara do gol para fazer 2 a 1 para o Sport.

Mesmo tendo perdido a desvantagem do Santos não é tão grande. Por ter feito um gol fora de casa pode vencer por 1 a 0 que se classifica para a fase seguinte. O Sport tem a seu favo o empate.

Bonito fez o Ituano que, em Itu, derrotou o Goiás por 2 a 0, levando para o jogo da volta, em Goiânia, o benefício de não ter sofrido gol. O Ituano se classifica com o empate e até com a derrota por 1 gol de diferença.

Parece que o Grêmio está fazendo escola no futebol brasileiro mas, da pior qualidade possível. Foi a primeira equipe a ficar sem técnico com a saída de Luiz Felipe Scolari, exemplo seguido pelo Fluminense que dispensou Ricardo Drubviski e pelo Vitória que também está liberando Claudinei Oliveira.

Outra coisa feia que zagueiros do Grêmio fizeram que foi aquele gol contra na derrota para o Coritiba, foi imitado pelos becões do Botafogo no empate contra o Figueirense. Emerson chutou a bola em Giareta, depois de uma dificílima defesa do goleiro Jefferson. Dizem que grossura, pega.

 

Dudu na “cova dos leões”

Como já era previsto a primeira instância do Tribunal de Justiça da Federação Paulista de Futebol puniu o atacante palmeirense Dudu com a pena mínima de seis meses pela agressão ao árbitro Guilherme Ceretta de Lima na final do Paulistão-15.

Difícil saber se o pleno do mesmo Tribunal manterá a pena quando julgar o recurso interposto pelo departamento jurídico do clube. A desconfiança é grande de que a pena será reduzida escrachadamente, sempre com justificativas esdruxulas.

O provérbio popular de que “da cabeça de juiz e de bumbum de neném nunca se sabe o que vai sair” tem muito a ver com as sentenças incoerentes que a Justiça Desportiva continua proferindo no Brasil. O próprio Dudu acabou sendo absolvido pelas ofensas que dirigiu ao árbitro após ser expulso e de te-lo agredido. Como pode ter sido absolvido de tudo o que ele falou?

Pela agressão ao santista Geuvânio, atitude que provocou sua expulsão e ira, o atleta do Palmeiras foi punido com um jogo apenas. Incoerência ou não? Assim pensam nossos auditores da Justiça Desportiva. Nem sempre uma boa defesa absolve ou uma péssima defesa condena. É mole?

Viram só o que a Comissão Disciplinar da Conmebol decidiu no episódio envolvendo Boca Juniors x River Plate? Eliminar o Boca da referida competição era o mínimo que se esperava, até pelo próprio indiciado, mesmo que esteja recorrendo com a intenção de jogar os 45 minutos restantes do jogo que foi encerrado com o placar de 0 a 0, empate que classifica o rival River.

Para a entidade que comanda o futebol em nosso continente a multa de 200 mil dólares é muito mais importantes do que excluir o Boca apenas desta Libertadores e fazê-lo jogar quatro jogos como mandante sem torcida e mais quatro jogos como visitante também sem teus torcedores.

Pelas imagens que rodaram o mundo e chegaram na FIFA, a punição imposta ao clube argentino é muito branda. Tanto é que já está circulando no noticiário esportivo europeu que a Conmbebol perderá uma vaga de classificação para a Copa do Mundo.

A FIFA, já há algum tempo, vem sendo pressionada para que o quinto colocado nas eliminatórias sulamericanas não dispute a repescagem contra o representante da oceânia. Politicamente, uma redistribuição de vagas vai ser benéfica para Blatter se manter no poder por mais alguns anos.

Parece que, sem Ricardo Teixeira, morto politicamente (?) e sem Julio Grodoña, falecido, atrapalhando seus planos o atual mandatário está tratando nosso continente de acordo com a competência que a Conmebol tem demonstrado na organização dos seus campeonatos.

Festa do interior

Quatro cidades estão em festa ao término do Campeonato Paulista da Série-A3, conseguindo o tão almejado acesso para a divisão superior A2. O interessante é que nenhuma delas é comandada por técnicos conhecidos e “famosos” no interior pelos seus feitos na carreira. A Votuporanguense ficou em primeiro lugar no seu grupo e vai decidir o título da competição contra o Taubaté, primeiro do outro grupo. Os respectivos técnicos são Marcelo Dias e Adilson Roque.

Os outros clubes promovidos foram o Atibaia, dirigido pelo Leonardo Silvério e o Moleque Travesso, o querido Juventus, sob o comando de Rodrigo Santana, tendo o ex-corintiano Gil como atacante artilheiro e um dos destaques da equipe. O Atibaia venceu, nos acréscimos o Barretos, que tinha no banco Douglas Flankin, ex-atacante do Santos dos tempos de Pelé e que é ídolo do Bahia. O empate classificava o Touro do Vale, mascote do Barreto.

O regulamento da série A2 exige que os clubes tenham um estádio com capacidade para 15 mil torcedores. Para que? Qual o jogo da competição que lotaria o estádio completamente? Em sendo verdade a Federação Paulista de Futebol precisa rever seus conceitos e se adequar para a realidade do futebol atual. As equipe com chances de classificação até que mobilizam as respectivas cidades mas, ameaçados pelo rebaixamento o público não supera 500 torcedores pagantes. Então, para que estádio enormes?

Na cidade de Votuporanga está sendo construído um estádio para oito mil torcedores. Está bom demais. O Atibaia disputou o jogo final na cidade de Indaiatuba porque seu estádio estava interditado por falta de condições. Fica a dúvida onde o Atibaia vai mandar seus jogos na A2? E o aconchegante e querido estádio Conde Rodolfo Crespi, do Juventus, onde se come o melhor canolis do Brasil, como fica? É um estádio suficiente para nossa realidade. Então, deixa assim, pô.

E as lambanças não são só administrativas em nosso futebol. Lamentavelmente a arbitragem continua cometendo erros primários, inconcebíveis para árbitros que atuam no futebol profissional. No jogo Botafogo 4 x CRB 1, a arbitragem do Mato Grosso do Sul anulou um gol legitimo de Bil. Ele não estava impedido no momento do passe e ainda recebeu a bola tocada por um adversário. O assistente Clayusson Morais ergueu a bandeira e o árbitro Paulo Volkopf apitou. Burrice em dose dupla. Ainda bem que o gol anulado não fez falta para o Botafogo.

Em Bragança Paulista o início do jogo entre Bragantino 1 x 0 Paysandu  foi atrasado em 45 minutos porque o árbitro Antonio Schneider estava com dor de barriga. Pode ser, é possível. Mas, fique sabendo que nenhum dos integrantes da arbitragem levou as respectivas bandeirinhas, instrumento de trabalho dos assistentes. O presidente do Bragantino, Marco Abi Chedid foi até um campo amador e conseguiu com a arbitragem os instrumentos para que o jogo válido pela série B do Brasileirão fosse realizado. É mole?

Também não vi as imagens mas me contaram que no jogo feminino entre Audax x Guarani o árbitro Jander Bandeira marcou impedimento na cobrança de um pênalti pelo Audax em que a goleira do Guarani rebateu. Será que é verdade? Eu não acredito. Um árbitro assim não poderia nem ter passado no vestibular para ingressar na Escola que leva o respeitado nome de Flávio Iazetti e onde tantos árbitros competentes se formaram. De vez em quando tem uns tranqueiras que conseguem aprovação, ainda.

Timão líder do Brasileirão. Até quando??

Rodada melancólica essa do Brasileirão. Tivemos a marcação de 17 gols em 10 jogos e nenhuma vitória dos visitantes. No máximo, empates, três. O placar quer mais chamou a atenção foi a goleada que o Atlético Mineiro impôs ao Fluminense lá em Brasília, 4 a 1. Se a eliminação da Libertadores não fez bem para o São Paulo, que perdeu para a Ponte Preta em Campinas por 1 a 0, os mineiros jogaram tudo o que podiam contra o Tricolor, mostrando que o título do Brasileirão é o que interessa e, para isso, quer contar com a força da sua torcida motivada no Horto.

O São Paulo voltou de Campinas achando que a derrota de 1 a 0 foi pouco, graças as boas defesas do goleiro Rogério Ceni que, mesmo assim, falhou no único gol que a Macaca marcou com Renato Cajá. Lamentável o estádio não ter público. O STJD precisa encontrar uma maneira de punir apenas os cafajestes e não o torcedor ordeiro.

Em Curitiba o Coxa fez 2 a 0 no Grêmio. Não sei se serve de consolo, mas, cá pra nós, o time do técnico Felipão é muito ruim. O segundo gol do Coritiba foi marcado contra de maneira bisonha com Matias Rodrigues chutando a bola no companheiro Erazo. Um lance cômico. O Outro representante do futebol paranaense, o Atlético, foi até Goiânia e perdeu para o Goiás por 2 a 0. Sei não, mas, com duas rodadas já temos clubes matematicamente rebaixados. É mole?

O líder do Brasileirão é o Corinthians por ter vencido a Chapecoense por 1 a 0 em Araraquara, gol de Mendoza e não de Fábio Santos. O lateral chutou e a bola tocou na cabeça do colombiano desviando totalmente a trajetória. Se Mendoza estivesse impedido o gol deveria ter sido anulado, porém, o gol deve ser creditado para o atacante corintiano e não para o lateral.

Figueirense e Vasco ficaram no 0 a 0, placar que deveria ser a nota do futebol apresentado pelas duas equipes. Joinville e Palmeiras também maltrataram a bola e, para felicidade dos torcedores, o jogo foi disputado com portões fechados. Ainda bem, ninguém merece pagar ingresso para ver tanta ruindade.

Mais preocupado com a Libertadores do que com o Brasileirão-15, ainda, o Internacional fez o dever de casa e derrotou o Avaí por 1 a 0. Um dos melhores jogos até agora em duas rodadas foi proporcionado por Santos e Cruzeiro. Na Vila Belmiro o campeão paulista fez 1 a 0 com um belo gol de Geuvânio e não deu chances para os mineiros que estão priorizando a Libertadores. Melhor para o Peixe.

No Maracanã, com a presença do maior público do ano, o Flamengo desapontou sua torcida empatando com o Sport em 2 a 2. A coisa tava feia para os comandados do técnico Luxemburgo que perdiam por 2 a 0 com gols de Diego Souza e Elber. Canteros diminuiu e Ewerton empatou nos acréscimos. Mais do que os placar e a performance das equipes, o que chamou a atenção foi a versatilidade de Diego Souza.

O goleiro do Sport Magrão deslocou o ombro e precisou ser substituído com 2 a 1 no placar para os pernambucanos. Como a equipe já havia feito a três regulamentares, Diego Souza foi para o gol e mostrou que tem aptidão para a posição. Porém, e sempre há um porém, por malandragem, inexperiência ou ignorância, após uma defesa em que ficou com a posse da bola, alertado pelo companheiro Durval da contusão de Elber, que sentia câimbras, o improvisado goleiro chutou a bola pela lateral. Acontece que Elber se levantou dispensando os cuidados médicos.

Pressionados pelo tempo e com o placar negativo, o Flamengo, corretamente, colocou a bola em jogo e não devolveu a posse para o Sport no chamado fair play. Depois de trocar passes por aproximadamente um minuto, o Mengão empatou com um chute de Ewerton que nem Magrão defenderia. Revoltado, Diego Souza deixou o campo bravo com todo mundo e, principalmente, porque o Flamengo não devolveu a bola. Inocente ele, né?

A bola foi chutada por ele para fora do campo para que seu companheiro fosse atendido. Não houve gentileza de adversário para adversário, então, o Sport não deveria esperar a devolução e sim correr atrás e tentar recuperar a bola. Burrice quando é demais mata ou é gol do adversário.

Trio “MSN” é espetacular

Barcelona e Bayern de Munique fizeram uma final antecipada da Liga dos Campeões da Europa. Antes da bola rolar, muitos diziam que a tática de Guardiola poderia fazer a diferença contra o seu “criador”. Afinal, o Bayern conquistou o título alemão com folga e chegou credenciado para a semifinal.

No jogo de ida, o Bayern foi melhor que o Barça até os 30 minutos do 1ºtempo. Mas aí Messi resolveu mostrar porque é um dos melhores de todos os tempos.

E com o “tiro de misericórdia” de Neymar, os catalães foram a Munique com enorme vantagem.

No jogo da Alemanha, alguns falavam em “milagre” para os bávaros levarem a vaga. Até começaram bem, com o gol de Benatia. Ms nem deu tempo de comemorar. O trio “MSN” resolveu agir.

Neymar , duas vezes na bola, dois toques, dois gols. Virada do Barça e a classificação encaminhada. No segundo tempo, Lewandowski e Muller viraram, mas o plavcar já servia ao Barcelona.

Mais uma final para o Barça; Messi em outra decisão da Champions. mas agora com Suarez, agora com Neymar. VIVA O FUTEBOL

São Paulo e Corinthians mostram força no Brasileirão 2015

Inicio muito bom dos paulistas no Brasileirão-15 com duas vitórias e três empates. Porém, sempre há um porém, não podemos nos empolgar já que a condição técnica de alguns adversários são questionáveis.

O Palmeiras abriu a competição empatando com os reservas do Atlético Mineiro em 2 a 2 jogando com os titulares e no seu estádio onde, ainda, não venceu no Brasileirão e, pior, sofreu mais um gol do lateral Patric, aquele que fez os dois primeiros gols, pelo Sport, na inauguração do Allianz Parque.

Os mineiros abriram o placar com Patric, Victor Hugo empatou de cabeça, Jô colocou o Galo na frente de nove e Rafael Marques, no último minuto, empatou para o Porco, tudo no segundo tempo.

O São Paulo, mesmo não estando completo, fez um mistão e derrotou o Flamengo, que ficou treinando um mês, por 2 a 1 com gols de Luiz Fabiano e Pato. Ewerton descontou cobrando pênalti de Ganso colocando o braço na bola.

Nesse jogo tivemos um erro ou uma inovação da comissão de arbitragens da CBF. O árbitro escalado foi um carioca que hoje apita pela Federação Pernambucana de Futebol e que deveria trazer consigo os assistentes de Pernambuco, mantendo-se a “neutralidade”. O que fez a CBF?

Para compensar o vínculo de Marcelo de Lima Henrique com o futebol carioca ela escalou o assistente paulista Marcelo Van Gasse. Se não fosse tão sério podíamos até pensar que o Sergio Correa está de brincadeira.

Esse árbitro é o mesmo que numa final de campeonato carioca ajudou o Flamengo ser campeão prejudicando com suas interpretações o Vasco fazendo acontecer o placar que sua esposa postou em rede social com antecedência. Não pertencem mais ao quadro internacional da FIFA e hoje está em outra Federação.

Ele sim, pode trabalhar em jogos de clubes cariocas contra paulistas sem nenhuma preocupação com possíveis erros interpretativos contra os clubes do Rio de Janeiro. Já Van Gasse continua, mesmo sendo da FIFA, vinculado à Federação Paulista e qualquer equivoco seu provocará protestos dos clubes filiados acima do normal. Mesmo sendo um assistente com paticipação na ultima Copa do Mundo com muita competência o assistente sabe que sua cabeça foi colocada na bandeja.

Corinthians e Cruzeiro fizeram um jogo entre reservas em campo neutro, lá em Cuiabá e o Timão levou a melhor. Edilson chutou de fora da área e Romero, ele mesmo, antecipou desviando para fazer o único gol do jogo.

Vagner Love continua tentando e, mais uma vez, foi muito mal. O local foi escolhido pelos mineiros que estão cumprindo suspensão disciplinar do STJD. Vamos ver como será o desempenho dos titulares das duas equipes no meio da semana em jogos da Libertadores já que ficaram coçando o saco e descansando.

Mesmo entrando em campo com os titulares o Santos parecia que estava treinando ou fazendo um jogo em período de férias. Que sono contra o Avaí em Florianópolis.

Era o campeão paulista contra um quase rebaixado no campeonato catarinense. E não é que o empate em 1 a 1 com gols de Robinho e Marquinhos cobrando falta foi muito bom para os santistas? No segundo tempo o Avaí desperdiçou muitas oportunidades de gol. Ummmm, sei não Santos.

A Ponte Preta fez bonito em Porto Alegre empatando com o Grêmio em 3 a 3. Tá certo que o resultado não dá para deixar a Macaca tão empolgada. O Grêmio do técnico Felipão se classificou para a final do Gauchão com muita dificuldade e não conseguiu quebrar a sequência de títulos do rival Inter.

Porém, não deixa de ser um início animador para os campineiros.  Yuri Mamute fez dois, a Ponte foi buscar com Renata Cajá e Rildo, Matias Rodriguez fez o terceiro do tricolor, mas Diego Oliveira arrancou empate nos descontos.

São Paulo com vantagem e o timão por um fio na Libertadores

Noite de muitas alegrias para o torcedor são-paulino e que será lembrada por muito tempo.

Recorde de público no Morumbi em 2015 com 66.369 pessoas, renda de R$ 3.672.805 reais, futebol bem superior ao do adversário Cruzeiro, vitória convincente por um placar diminuto graças ao goleiro Fábio e, para completar a noite, gol de Centurion que, por incrível que pareça, jogou muito bem. E, tudo isso sem o Michel Bastos. É mole?

Para quem estava com um pé a traz e com receio do comportamento do árbitro paraguaio Carlos Amarilla, também ficou contente. O apitador, que um dia já foi considerado um dos melhores do mundo, se comportou bem e foi respeitado pelos jogadores, diferentemente do que acontece com os árbitros brasileiros que estão desmoralizados e humilhados pelos atletas e dirigentes, refletindo em campo o péssimo trabalho realizado por um longo período pelo Sérgio Correa.

O São Paulo ganhou e o resultado ajudou a amenizar as reclamações de um pênalti não marcado de Léo agarrando Tolói. Embora o lance tenha sido mostrado com muita nitidez pela televisão, para o árbitro é muito difícil ver já que o corpo do próprio Tolói encobre a mão e o puxão do zagueiro cruzeirense.

Pelo futebol apresentado pelas duas equipes o torcedor Tricolor está, e com razão, muito confiante para o jogo da volta em Belo Horizonte. Se repetir o que produziu no Morumbi, o São Paulo só não passa para a fase seguinte se o goleiro Fábio pegar tudo o que dá e o que não dá também. Difícil entender porque o goleiro cruzeirense não foi aproveitado por nenhum técnico da seleção brasileira.

Quem deixou muito a desejar e decepcionou sua torcida foi o Corinthians. Jogando no Paraguai foi derrotado pelo Guarany por 2 a 0 e, pior, merecidamente. A queda de rendimento que vem mostrando já há algum tempo esta relacionada diretamente com os atrasos nos pagamentos dos jogadores? Será?

Ou seria falta de ritmo já que a equipe ficou apenas treinando depois da eliminação no Paulistão? Engraçado né. Quando joga se cansa quando não joga falta sequência. Desculpas prontas e requentadas.

Coletivamente a equipe não esteve bem e 2 a 0 foi pouco diante de tantas oportunidades de gols desperdiçadas pelos atacantes do Guarany. Individualmente o goleiro Cássio tomou um frangasso e ainda mostrou mais uma vez que continua saindo muito mal do gol e o zagueiro Felipe no mano a mano mostrou que tem muitas deficiências. E o ataque, hein? Taticamente a equipe demostrou que o negócio era empatar lá em Assuncion.

Parece que a opção, se é que aconteceu, de enfrentar os paraguaios não foi a mais feliz. Entendo que no jogo da volta o Timão tem condições de superar a desvantagem e seguir na Libertadores. Será necessário uma mudança radical de atitude, mesmo que os pagamentos não estejam em dia. Será que dá?

 

Os campeões pelo Brasil

Alguns ainda entendem que arbitragem boa é aquela em que o árbitro não aparece ou que, depois do jogo, ninguém justifique seu fracasso transferindo a responsabilidade para a arbitragem. Para quem pensa assim Guilherme Ceretta de Lima apitou muito bem o clássico que encerrou o Paulistão com o Santos sagrando-se campeão com a vitória de 4 a 2 no pênaltis. Nem tanto, nem tanto.

A vitória santista no tempo normal por 2 a 1, resultado que levou a decisão para os pênaltis, já que o Palmeiras havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 havendo, então, empate no saldo de gols, ajudou em muito a arbitragem não ser tão comentada ou responsabilizada se o campeão tivesse sido o Palmeiras, equipe que fez de tudo para provocar a ira do torcedor desrespeitando claramente o protocolo do cerimonial preparado par ao início do jogo.

As duas equipe deveriam entrar em campo no mesmo instante e, juntas, perfilarem para a execução do hino nacional. O Palmeiras entrou sozinho depois de 10 minutos quando o hino já estava sendo executado e, num claro desrespeito cívico, preferiu cumprimentar sua torcida. Não sei de quem partiu a ideia mas foi uma atitude muito infeliz.

Logo nos primeiros minutos deu para perceber que o árbitro Ceretta não havia esquecido tudo o que ouviu, passou e observou no primeiro jogo da decisão quando foi o reserva.

Mostrou cartão amarelo aos 3 minutos para Dudu por reclamação. Aos 9 minutos foi a vez de Valdívia ver o amarelo. Tudo correto até então. Jogo disciplinarmente na mão mesmo acompanhando as jogadas distante demais, não sei se por critério ou má condição física.

Como o Palmeiras não jogava bem e o Santos era muito superior a situação ficou ainda mais fácil para a arbitragem quando o assistente Emerson Carvalho acertou em não marcar impedimento do ataque santista e Robinho ajeitou para David Braz fazer 1 a 0. Dois jogadores santistas estavam impedidos mas Robinho estava em codição legal e matou o goleiro Fernando Prass aos 29 minutos.

Aos 44 minutos foi a vez do artilheiro do paulistão Ricardo Oliveira passar com facilidade pela zaga alviverde e fazer 2 a 0, placar que dava o título ao Santos.

Como nem tudo é perfeito, o árbitro cometeu um grande equívoco aos 45 minutos que poderia refletir de maneira negativa se o Santos não tivesse sido campeão. Ele expulsou Dudu e Geuvânio por, na visão dele, se agredirem mutuamente.

Acontece que, só Dudu deveria ter sido expulso pelo vermelho direto ou pelo segundo cartão amarelo e Geuvânio, no máximo, advertido com o cartão amarelo o que já seria um grande exagero. Mesmo errando para a arbitragem foi bom, inibiu os demais e o segundo tempo tinha tudo para ser bem tranquilo.

Aconteceu que, aos 19 minutos o Palmeiras fez 1 a 2 com Lucas em mais um lance que consagrou o assistente Emerson Carvalho em não marcar um possível impedimento do lateral palmeirense.

Como esse placar levava a decisão para os pênaltis o negócio era marcar firme o ataque santista e foi ai que Ceretta cometeu mais um erro grave que provocaria muita reclamação santista se o resultado final fosse outro.

Aos 23 minutos, Gabriel, que já estava pendurado, fez falta em Lucas Lima com um “carrinho” e deveria ter sido expulso pelo segundo amarelo. Ceretta ignorou. Vejam que o Santos poderia ter iniciado o segundo tempo com um jogador a mais e a partir desse momento ter aumentado a vantagem numérica para dois jogadores. Imediatamente o técnico Oswaldo de Oliveira substituiu Gabriel por Amaral.

Talvez, pensando que o árbitro não teria coragem de expulsar individualmente, Victor Ramos fez uma falta desnecessária e violenta em Valência. Poderia ter sido expulso direto pelo vermelho mas, como já tinha o amarelo, o árbitro optou em mostrar o segundo amarelo e o Palmeiras passou a jogar com 9 contra 10 a partir dos 33 minutos.

Mesmo inferiorizado foi o Palmeiras que conseguiu balançar as redes aos 42 minutos com Amaral aproveitando um rebote do goleiro Vladimir em cobrança de falta de Cleiton Xavier. Seria 2 a 2 e, talvez, o gol do título palmeirense se o assistente Emerson Carvalho não tivesse marcado, corretamente, impedimento de Amaral. O jogador estava adiantado no momento da cobrança. O Santos ainda teve uma chance para não ter cobrança de pênaltis mas Fernando Prass defendeu com o pé o chute de Ricardo Oliveira, cara a cara.

Jogo encerrado todo mundo extenuado, feliz e ninguém chiando contra os integrantes da arbitragem. Nem a torcida com 14.662 pessoas que proporcionaram uma renda de R$ 1.555.280 reais estava brava. Incrível, não?

Por motivos táticos e físicos as duas maiores estrelas estavam de fora da decisão com a bola parada: Robinho saiu por cansaço e Valdívia foi substituído pelo zagueiro Jackson com a expulsão de Victor Ramos.

O Palmeiras iniciou as cobranças com Cleiton Xavier que fez 1 a 0, David Braz empatou, o goleiro Vladimir defendeu o chute de Rafael Marques, Gustavo Henrique fez 2 a 1 para o Santos, Jackson chutou no travessão, Victor Ferraz fez 3 a 1, Leandro Pereira diminuiu para 2 a 3 e Lucas Lima marcou 4 a 2 e encerrou a cobranças com o Santos sendo campeão.

A festa santista no gramado e nas arquibancadas substituíram qualquer ação de bronca ou reclamação contra os critérios disciplinares do árbitro. Quem perdeu não tem do que reclamar e quem ganhou quer é festejar. Quem diz que árbitro não precisa ter sorte? Os assistentes Emerson Carvalho e Alex Ribeiro foram competentes. O resultado final absolveu Ceretta.

E, mais uma vez, ficou provado que o futebol é para se ter emoção e não justiça. O Santos começou o ano de uma maneira que ninguém acreditava que, em tão pouco tempo, conseguiria colocar a casa em ordem, disputar um título e conquistá-lo diante de um adversário que fazia tudo certinho como deve ser.

A união foi mais importante do que a organização? Experiente em decisões, o técnico Oswaldo de Oliveira ficou com o vice-campeonato novamente (havia sido vice com o Santos ano passado diante do Ituano) e o novato Marcelo Fernandes, auxiliado por Serginho Chulapa, que pegaram o bonde andando após a demissão de Enderson Moreira, foi campeão no primeiro trabalho solo. O time do Santos é mais idoso porém, foram alguns palmeirense que, mais uma vez, demonstraram estar com câimbras.

Que a derrota não desestimule o trabalho que vem sendo bem feito pelo Palmeiras e que a vitória incentive o Santos a se estruturar melhor ainda para novas conquistas. Parabéns aos campeões e vices.

Cumprimentos também para as equipes da Ferroviária de Araraquara, dirigida pelo técnico Milton Mendes e campeã da Séire A-2 do Paulistão,  Novohorizontino de Novo Horizonte, comandado pelo ex-artilheiro Guilherme Alves, ao  Água Santa de Diadema que tem como técnico Márcio Ribeiro e Oeste de Itápolis dirigido pelo Roberto Cavalo, equipes que conseguiram o acesso para a Série A-1 do Paulistão. Infelizmente não teremos Come-Fogo ano que vem. O Comercial foi rebaixado da A-2 para a A-3 juntamente com Matonense, Catanduvense e Guaratinguetá. Alegria de uns e tristeza de outros.

Feliz também estão os torcedores do Remo-PA, Comercial-MS, Goiás-GO, Santa Cruz-PE, Joinville-SC, Fortaleza-CE, Inter-RS, Atlético-MG, LOperário-PR, Bahia-BA e do Vasco-Rj, pelos títulos de campeões em seus estados. O técnico Doriva, campeão com o Vasco, conseguiu um feito inédito: campeão consecutivamente por equipes do estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Ano passado ele deu a volta olímpica com o Ituano em São Paulo e agora repetiu o feito com o Vasco no Rio de Janeiro.