Chi Chi Chi Le Le Le

Mesmo sob toda e qualquer desconfiança que a Conmebol mereça, principalmente, nas escalas de árbitros da Copa América, o Peru não pode transferir para o venezuelano Jose Argote a sua eliminação para o Chile.

A expulsão do seu zagueiro Zambrano aos 20 minutos do primeiro tempo foi correta. O pé no adversário poderia ter sido perfeitamente evitado. Para azar do peruano, o árbitro estava ao lado e com perfeita visão da ação que tinha por finalidade a intimidação. O juiz só cumpriu a regra, não precisou nem interpretar.

Outro lance que poderia ser utilizado como desculpa para a derrota e consequente eliminação por 2 a 1 foi o primeiro gol marcado por Vargas (?) aos 41 minutos do primeiro tempo.

No momento em que o lançamento foi executado o jogador está com parte do corpo, sem considerar o braço, à frente da linha de zaga. Houve a participação do companheiro Sanchez em condição legal que faz o chamado corta-luz dificultando ainda mais o raciocínio e ação do assistente equatoriano Byron Romero.

A bola toca na trave e volta para Vargas (?) que, no momento do lançamento, estava impedido e o gol deveria ter sido anulado. Lance fácil de ser visto pela televisão mas, muito difícil para o assistente, portanto, erro que pode ser classificado como humano, de competência.

No segundo tempo um erro do assistente venezuelano Jorge Urrego, prejudicando o Chile, acabou compensando. O assistente errou grosseiramente ao marcar impedimento do atacante Vargas (?) e anular gol legítimo que seria 2 a 0 (?). Se havia uma pré-disposição da arbitragem em ajudar a seleção da casa e organizadora da competição o gol seria validado, ou não?

A noite era mesmo para consagrar o atacante Vargas. Logo depois que o Peru empatou o jogo em 1 a 1 com um gol contra de Medel aos 16 minutos do segundo tempo, o iluminado atacante que jogou no Brasil pelo Grêmio e São Paulo, sem tanto brilho e gols, acertou um lindo chute de fora da área, aos 18 minutos, fazendo a torcida que lotou o estádio Nacional ir ao delírio e festejar a classificação para a decisão do título.

Mas os minutos finais foram tensos e o Peru criou oportunidades para empatar e levar a decisão para os pênaltis porém, não foi competente. O Chile conseguiu se defender como pode e a arbitragem, mesmo vendo lances em que poderia ajudar a seleção da casa com “faltinhas” aqui ou ali, deixou o jogo correr e ao término foi criticado por alguns peruanos como o atacante Guerrero muito mais para justificar a desclassificação.

Hoje tem Argentina x Paraguay, que já se enfrentaram e empataram em 1 a 1 na fase de grupos, com apito brasileiro. O até então afastado Sandro Meira Ricci foi escalado para desespero dos argentinos que prefeririam seu definitivo banimento depois do que fez no jogo entre Chile x Uruguay. Lembram-se das expulsões de Cavanighi e Fucile e do que fez Jara e nada aconteceu com o chileno, no jogo, sendo suspenso posteriormente?

O medo dos argentinos é saber que o Chile já é um dos finalistas e, dependendo de como Sandro Ricci agir no jogo de hoje, o outro finalista pode ir para o confronto final desfalcado. Para quem está tendo conhecimento das escutas telefônicas envolvendo dirigentes argentinos no caso que já está sendo chamado de AFAGate, sabe que precaução e caldo de galinha não faz mal à ninguém, já dizia Jorge Benjor.

Em se tratando de Conmebol e muitos dos dirigentes do passado lá estão até hoje, inclusive cuidando da arbitragem, e, conhecendo os bastidores como os argentinos conhecem, ficar com o pé atrás tem sentido. Sandro Ricci será auxiliado pelos brasileiros Emerson de Carvalho e Fábio Pereira. Uma coisa é certa, todos os erros por mais humanos que sejam serão criticados e suspeitos. Tomara que não.

O dilema de Osório

A exemplo do que aconteceu com o técnico argentino Ricardo Gareca no Palmeiras, o colombiano Juan Carlos Osório também está passando pelo mesmo no São Paulo. Ambos iniciaram seus trabalhos durante os campeonatos e, pior, desconhecendo a rivalidade regional e as consequências de um resultado negativo vexatório nos clássicos locais.

Gareca começava suas entrevistas pedindo desculpas para a torcida e o mesmo fez Osório depois dos 4 a 0 que o Palmeiras impôs ao Tricolor. Como diria Havallone: “um, dois, três, quatro”.

O primeiro tempo até que foi equilibrado mesmo com o Palmeiras indo para o vestiário com a vantagem de 2 a 0, gols de Leandro Pereira e Victor Ramos, com a colaboração direta do são-paulino Souza. No chute de Leandro Pereira ele desvia a bola involuntariamente com a mão, dificultando a defesa para Rogério Ceni e, no segundo, não atrapalhou a subida e o cabeceio do zagueiro.

O São Paulo criou oportunidades de gol com Pato chutando na trave, Luiz Fabiano dando trabalho para a zaga e Michel Bastos exigindo que Fernando Prass evitasse o gol com o pé.

Diferentemente do que fez nos jogos anteriores, o técnico Osório ficou o primeiro tempo todo fora da área técnica discutindo mais com o quarto árbitro do que orientando sua equipe.

Para complicar ainda mais a situação do Tricolor, Osório resolveu contestar o cartão amarelo mostrado pelo gaúcho Anderson Daronco para o lateral Bruno aos 13 minutos de jogo e foi expulso, entendendo que o cartão foi injusto mas, colocando o dedo em riste no rosto do árbitro. Milton Cruz dirigiu a equipe.

O lateral Bruno foi advertido por ter reclamado acintosamente contra o assistente Rogério Zanardo que marcou lateral para o Palmeiras quando, corretamente, o arremesso seria para o São Paulo. Mesmo sendo advertido com gestos pelo árbitro para que ficasse calmo, Bruno insistiu e foi punido com o amarelo. Irresponsabilidade profissional dupla e torcida humilhada.

O segundo tempo foi totalmente dominado pelo Palmeiras que, com o apoio da sua torcida – mais de 29 mil pagantes, explorou bem os contra-ataques chegando ao terceiro gol com Rafael Marques em falha de marcação de Dória e ao quarto gol com Cristaldo tendo colaborado Michel Bastos e o Rogério Ceni. Conhecedor das qualidades do lateral Egídio, o técnico Marcelo Oliveira explorou sem as viradas de jogo e os passes longos do ala que participou diretamente dos dois gols. Até olé a torcida palmeirense teve a satisfação de gritar.

Cá pra nós, com Luiz Fabiano, Pato, Ganso e Centurion em campo, o Tricolor nunca estará em condições de igualdade numérica.

Outro paulista que se deu bem foi o Corinthians e, com ele, o atacante Vagner Love, autor do primeiro gol e foi nele o pênalti cometido por Thiago Heleno para que Jadson marcasse o segundo. Mesmo sendo um adversário frágil como é o Figueirense fora de casa, o esquema mais ofensivo utilizado pelo técnico Tite com apenas Bruno Henrique como volante surtiu efeito.

Para os próximos dias o Timão deve definir a permanência de Elias (o dirigente Edu Gaspar garante que ele fica no Corinthians), a vinda do atacante Teo Gutierrez e continuará acompanhando o que a Conmebol vai fazer com o caso envolvendo o árbitro Carlos Amarilla e as escutas das conversas entre dirigentes do futebol argentino.

O Santos, por mais que jogue bem, continua sem vencer fora de casa. Foi a Porto Alegre e perdeu para o Internacional por 1 a 0, gol sem querer de Valdívia cobrando falta. Ele foi cruzar e a bola surpreendeu o goleiro Vladimir. Que fase? Para piorar as coisas, assim que sofreu o gol o zagueiro David Braz foi reclamar que a falta que resultou em gol não deveria ter sido marcada pelo árbitro Dawson Freitas e foi expulso.

Quantas irresponsabilidade. A falta já foi marcada, cobrada e o gol era uma realidade. A equipe precisava reagir, já que havia tempo para tentar o empate, e o profissional é expulso diminuindo o poder da equipe e desfalcando-a para o próximo jogo. Não satisfeito deixou o campo reclamando e tentando se justificar com o assistente e batendo boca com o quarto árbitro até ser colocado para dentro do túnel pelo auxiliar técnico Serginho Chulapa. Quanta burrice! Para o próximo jogo Lucas Otávio está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Robinho fica sem contrato, mesmo estando de volta da fracassada seleção brasileira.

Parece que os “milagres” imediatos proporcionados pela cômoda troca de técnicos já deixou de acontecer no Cruzeiro. Depois de três vitórias consecutivas com a troca de Marcelo Oliveira por Vanderlei Luxemburgo, o Cruzeiro perdeu duas para adversário considerados “teoricamente fracos”: Chapecoense no Mineirão e Coritiba em Curitiba, ambas por 1 a 0. A torcida está revoltada e pressiona, desta vez, a diretoria exigindo reforços.

É, parece que os jogadores já se acostumaram com os métodos de Luxa.

Estando lá pertinho da zona dos desesperados, o Goiás bem que poderia ter alcançado um resultado positivo diante da sua torcida e sem o técnico Hélio dos Anjos. Começou vencendo o Fluminense por 1 a 0 com gol de Wellingon (?), tomou a virada com gols de Wagner e Edson e poderia ter empatado na cobrança de um pênalti cometido por Gun (foi expulso) e desperdiçado por Felipe Menezes na defesa de Diego Cavalieri. Quando a fase tá ruim, é soda!

Se existe uma instituição futebolística que não podemos confiar é a Conmebol. Até quando ela age com punições que entendemos ser corretas como a que impôs à Neymar e agora para o chileno Jara, suspenso por três jogos pelo o que fez com o uruguaio Cavanghi, sempre há surpresas.

Ela mesma divulgou que o árbitro brasileiro Sandro Meira estava suspenso ou afastado da sequência da competição pelo o que fez a favor do Chile no jogo contra o Uruguai. E não é que era tudo brincadeirinha, pegadinha. Sandro Meira volta mais forte do que nunca  apitando a semi-final entre Argentina x Paraguay. A opção seria por falta de melhores opções ou o Brasil mostrou que ainda é forte nos bastidores sul-americanos? Claro que a eliminação da nossa seleção ajudou mas, resta aguardar para ver se ele não terá que pagar favores para que tenha intercedido a seu favor.

A outra semi-final entre Chile x Peru terá arbitragem venezuelana de José Argote. Se o selecionado peruano dificultar as coisas quero ver se o venezuelano segura as pontas tendo um país inteiro a lhe pressionar. Chilenos e peruanos são adversários históricos como povos e, consequentemente, na bola não é diferente. Então, vamos conferir.

A pior geração da Seleção Brasileira

Ouvindo as desculpas ou justificativas dadas pelo nosso zagueirão Thiago Silva do pênalti imbecil que cometeu na eliminação para o Paraguai na Copa América penso que é um caso que merece ser estudado.

Qual era o índice de concentração, mentalização, motivação e outros “ãos” para não recordar que, mesmo com os olhos fechados, não recordar que sua mão tocou em alguma coisa ou objeto que não era parte do corpo humano de alguém? A ciência explica? Ele está expressando a verdade ou trata-se de mais uma covarde explicação?

Ele poderia até tentar convencer de que não teve intenção, “foi sem querer”, se desequilibrou ao trombar no adversário e ser atrapalhado pelo companheiro Daniel Alves e por ai afora.

Mas, dizer que não se recorda de ter tocado a mão na bola e uma manifestação que Tim Maia e Raul Seixas, se vivos, não conseguiriam entender, também. O becão te convenceu?

Mais do que a derrota e consequente eliminação é saber que esse mesmo grupo, com raras exceções, defenderá o Brasil nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo na Rússia.

Já é um vexame não participar da Copa das Confederações, já pensaram se tivermos que buscar a classificação na repescagem? Vale lembrar que, diferentemente da Copa América onde jogamos contra seleções, nas eliminatórias enfrentaremos países. Quem ficou de fora e que poderá ser convocado para melhorar nosso selecionado? A opção empresários não vale.

Aliás, como Dunga fez bem para jogadores que, através das convocações, conseguiram milionárias transferências mesmo não sendo nem titulares do nosso escrete. Mesmo com discursos e decisões motivadas pelos 7 a 1, na prática, as atitudes serviram para maquiar a realidade técnica do futebolista brasileiro e a nossa seleção continua negociando mais e conquistando menos. A coisa tá feia, a coisa tá preta!!!

 

O polêmico e confuso Sandro Meira Ricci

Não querendo ser repetitivo, mas sendo, não consigo entender o que está se passando com o árbitro Sandro Meira depois da Copa do Mundo??

Como pode um juiz de futebol mudar tanto de comportamento e tomar tantas decisões equivocadas após participar com brilhantismo de uma competição internacional como é o mundial de seleções?

Fez um brasileirão com atuações lamentáveis ficando entre os piores do ano passado. Este ano teve a oportunidade de se redimir no jogo válido pela Libertadores entre São Paulo x Corinthians e mais uma vez pisou no apito.

Mesmo assim, amparado no fator experiência foi levado para a Copa América, que está sendo disputada no Chile e mais uma vez ou, melhor, duas vezes, apitou jogos difíceis com um comportamento completamento diferente daquele Sandro Meira que mereceu a indicação para uma Copa do Mundo. Lamentável!

A competição disputada no Chile foi organizada de uma maneira que o organizador chegue na final mas, não precisa receber ajuda tão explícita da arbitragem como fez Sandro Meira no confronto eliminatório entre Chile e Uruguai.

O árbitro brasileira expulsou Cavani aos 18 minutos do segundo tempo quando deveria ter sido no máximo advertido ou sido expulso junto com o chileno Jara que enfiou o dedo indicador no bumbum do atacante uruguaio. Será que nenhum integrante da arbitragem, nove ao todo, viu?

Não satisfeito em deixar a equipe da casa com um jogador a mais facilitando muito a abertura do placar pelos chilenos com um gol de Isla, restando dez minutos para o término do jogo o juizão, quando o Uruguai pressionava em busca do empate, marcou falta inexistente e expulsou Fucile, deixando a Celeste com nove jogadores e sem o técnico Oscar Tabarez que também foi expulso.

Sacanagem?

Não chego a pensar assim mas, mesmo com toda pressão dos chilenos que lotaram o estádio nacional e a necessidade da conquista de um título, a arbitragem não pode ser manipulada como estamos vendo.

Para se ter uma ideia o jogo ficou paralisado por cinco minutos e Sandro Meira acrescentou apenas quatro. Ou seja, além de não compensar o tempo perdido ele diminuiu o tempo de jogo corrido. Medo? Cagaço? Obediência ou incompetência?

Se já não bastasse as gravações dos dirigentes argentinos envolvendo o nome do árbitro paraguaio Carlos Amarilla, Sandro Meira se propõe a apitar da maneira que apitou e a exemplo do que fez a Federação Paraguaia afastando Amarilla, o colegiado de arbitragem da Copa América também, covardemente, afastou Sandro Meira.

Os árbitros não aprendem que, quando aceitam determinadas situações, estão apenas sendo usados pelos dirigentes, muitos deles safados, embora, lá na frente, o árbitro que se expõe hoje pode ser recompensado com importantes escalas ou indicações para torneios internacionais. É o famoso canto da Sereia. Ainda tem quem se sujeita e se submete a isso.

Como tenho orgulho da insignificante carreira internacional que fiz, mesmo ficando no quadro da FIFA por oito anos. Moral e credibilidade não se compram nem se vendem.

 

Marcelo Oliveira terá problemas no Palmeiras

A experiência que a Comissão de arbitragem da CBF está fazendo em colocar árbitro da mesma federação e do mesmo estado de uma das equipes envolvidas no jogo pode ter prejudicado o Palmeiras no confronto contra o Grêmio em Porto Alegre, ou não? O paulista Rafael Claus acertou em não marcar pênalti de Yuri Mamute em Zé Roberto?

Se ele não fosse paulista ou não estivesse vinculado a mesma federação do Palmeiras ele poderia ter marcado o pênalti sem o peso da acusação de ser parcial ou tendencioso. Certo ou errado?

A derrota palmeirense por 1 a 0 para o Grêmio na estréia do técnico Marcelo Oliveira serviu para mostrar que o problema não se resume a uma simples troca de comando.

Tudo bem que o resultado poderia ter sido outro se o goleiro gremista não tivesse feito duas excelentes defesas mas, nada mais do que sua obrigação, não é?  Goleiro está lá para defender as que dá e as que não dá também, diferentemente do que fez o goleirão Cássio na derrota do Corinthians para o Santos, na Vila, por 1 a 0, mesmo tendo acertado duas bolas nas traves santistas. A trave não se mexe.

Embora o chute de pé esquerdo do artilheiro Ricardo Oliveira tenha sido forte e cruzado, goleiro com as qualidades que Cássio possui não pode deixar de defender seja com o pé ou com as mãos.

Por falar em mão, entendo que o árbitro Luiz Flávio Oliveira acertou, se é que ele viu, em não marcar pênalti para o Corinthians no lance em que a bola toca no braço do lateral Daniel Guedes.

O assistente Rogério Pablos Zanardo foi muito feliz em não marcar impedimento do atacante santista no lance que terminou em gol. O lateral Wendel dava condições de jogo para Ricardo Oliveira. A assistente também acertou, com a mesma precisão, ao marcar posição incorreta de Geuvânio em jogada que poderia ter resultado no segundo gol santista.

A competência que sobrou para Zanardo faltou para o carioca Rodrigo Pereira Jóia que anulou gol legítimo de Alexandre Pato no jogo em que o São Paulo empatou com o Avaí em 1 a 1. Nos lances difíceis é que o assistente mostra sua competência erguendo ou não sua bandeira.

Mesmo com um erro grave da arbitragem, o São Paulo só não conseguiu os três pontos também por falha individual do zagueiro Toloi que, quase no fim do jogo, errou ao tentar tirar a bola da área e deixou o ex-são-paulino André Lima em condições de empatar o jogo. Ah, Toloi!

Competente foi o goleiro Renan Ribeiro ao substituir o titular Rogério Ceni. Embora tenha muito pouca oportunidade de iniciar um jogo, tanto é que foi a segunda partida em três anos de São Paulo, se saiu muito bem deixando a torcida e o técnico Juan Carlos Osório confiantes se o titular não puder jogar em outras oportunidades.

A rodada do Brasileirão-15 teve ainda a derrota do Flamengo em pleno Maracanã lotado para o Atlético Mineiro por 2 a 0 na estréia do atacante Sheik. Com o tropeço do São Paulo o Sport assumiu a liderança da competição ao derrotar o Vasco por 2 a 1 na Arena Pernambuco.

O Vasco é a unica equipe que ainda não venceu um joguinho sequer e já trocou o técnico Doriva por Celso Roth.

Depois de três vitórias consecutivas o Cruzeiro de Luxemburgo foi surpreendido em casa, em pleno Mineirão pela Chapecoense. Derrota de 1 a 0. É mole? No primeiro clássico Atle-Tiba no novo estádio do Atlético ninguém venceu mas o empate em 2 a 2 deixou as torcidas felizes com o desempenho das equipes.

Feliz também ficou a torcida do Joinville com a primeira vitória da equipe na competição e, melhor ainda, de virada, 2 a 1 no Goiás.

A rodada teve apenas 9 jogos já que Fluminense e Ponte Preta jogam quarta-feira dias 24. Foram quatro vitórias dos mandantes, três empates e duas vitórias dos visitantes e apenas 17 gols. O santista Ricardo Oliveira, mesmo com 36 anos, é o artilheiro da competição com cinco gols.

Vergonha monumental

AFP

O que era sabido por muitos, finalmente foi demonstrado no jogo Brasil 0 x  1 Colômbia. O time brasileiro  é fraco e tem sim a “Neymar dependencia”. Não, a Colombia não é essa maravilha toda.

Os “hermanos” atuam juntos com boa dose de tempo, mas tecnicamente, o futebol do Brasil não pode ser tão pobre e fraco como foi demonstrado nesse jogo.

Um time apático, sem jogadas agudas e dependendo do craque do Barcelona para tentar algo.

Pobre, muito pobre de Neymar, que sofre com os problemas extracampo ainda relacionados a sua situação no Barcelona e o fisco espanhol em cima da pinta.

O Brasil não pode depender só de Neymar. Isso é vergonhoso. E na noite em que o craque tem pessima atuação, errando passes, nervoso, ainda leva cartao aamrelo e é expulso, o Brasil sofre com a possiblidade de ser eliminado para a Venezuela, sim, a “coitadinha” da Venezuela.

Vergonhoso, patético. Reflexo de um país que perdeu a magia de seus craques e de um treinador que ainda vê coisas boas, onde não existem.

Que saudade das seleções de 97 e 99 com Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu, Roberto Carlos, Marcos entre outros. Hoje só Neymar, aliás, nem ele mais.

Neymar será o “cara” da Copa América??

A Copa América segue a todo vapor e na primeira fase, só Neymar efetivamente foi o “cara”.

Nem Messi conseguiu ter desempenho satisfatório no empate da Argentina contra o Paraguai. Apesar do gol de pênalti (que não foi), Messi tem uma situação diferente do que acontece no Barcelona.

Lá, ele será eternamente o Rei, com todos jogadores buscan so o craque para as principais jogadas, mesmom com a presença de Suarez , Neymar e Iniesta. Na Argentina, Messi joga mais recuado, armando jogadas para Aguero, Higuain e outros.

E por falar em Suarez, o “vampiro” parece fazer falta a Celeste. No primeiro jogo contra a Jamaica, futebol fraco e vitória magra só por 1 a 0. E Argentina x Uruguai é a próxima atração, lembrand0 que os uruguaios eliminaram o rival na última Copa América.

Já a seleção chilena teve a chance de fazer seis pontos, mas “La Roja” deixou o México empatar , mesmo com apoio da torcida em massa.

O Brasil é aquilo. Neymar, Neymar e Neymar. Só o craque do Barça resolve. Será que Dunga não vai tirar “coelho da cartola”

 

Só Neymar salva!!!

Falar de seleção, é falar de Neymar. Só ele é craque e resolveu contra o Peru , certo?

Então vamos de arbitragem.  Se você acha que nossa arbitragem não está bem é só assistir jogos da Copa América para ver que tem coisa pior.

O colombiano Vilmar Roldan que apitou Argentina 2 x Paraguai 2, quando estava 2 a 0 para os argentinos deixou de expulsar Gonzalez (entrou no intervalo) aos cinco minutos do segundo tempo, preferindo conversar. Vejam só no que deu.

Na vitória do Brasil contra os peruanos o mexicano Roberto Garcia jogou fora tudo de bom que tem na arbitragem daquele país. Uma lástima.

Não conseguiu se impor, não puniu as divididas violentas das duas equipes, não aplicou a lei da vantagem, inventou faltas e deixou de apitar as existentes e contribuiu em muito para que o jogo perdesse muito tempo com paralisações para atendimentos médicos desnecessários.

Reflexo em campo dos desmandos administrativos da Conmebol. Até quando vão permitir que Neymar e Messi sejam cassados em campo? Talento tem que ser preservado, pô.

Tricolor de Osório na liderança

 

A chegada do técnico colombiano Juan Carlos Osorio ao São Paulo está fazendo  bem ao Tricolor. O time assumiu a liderança do Brasileirão ao vencer a Chapecoense lá em Santa Catarina por 1 a 0 e, com a derrota do Atlético Paranaense para o Grêmio por 2 a 1, colocou o futebol paulista no topo da classificação.

Como as coisas estão favoráveis, Souza acertou um belo chute de fora da área e fez um golaço logo no início do jogo.

Nem o desfalque de quatro jogadores considerados titulares, entre eles Ganso e Denilson, foi suficiente para que a Chapecoense continuasse invicta no seu estádio.

A vitória serviu para mascarar as deficiências do Tricolor como pouca posse de bola e um número elevado de faltas cometidas. Foi o anti-jogo que deu certo. Lembram-se da época de Telê Santana?

Pelo menos o clube vai ter dias de tranquilidade e confiança para resolver os problemas internos como o terceiro cartão amarelo de Luiz Fabiano e a ação que Pato impetrou na Justiça contra Corinthians e São Paulo reivindicando pagamentos atrasados e liberação do vínculo trabalhista.

Pelo menos, com a venda de Rodrigo Caio para o Sevilla todo mundo vai ficar com os salários e direitos de imagem em dia. E o time é líder, heim?

O Corinthians também conseguiu dar alegria para sua torcida ao vencer o Internacional em seu estádio por 2 a 1, de virada. Nilmar, mais uma vez, fez um lindo gol para os gaúchos.

O empate veio em uma linda cobrança de falta por Jadson e o gol da vitória foi marcado por Vagner Love que, também, sofreu a falta do primeiro gol. Será que agora vai? Se o futebol apresentado não chegou a empolgar tanto, o resultado serve para aumentar a confiança do grupo no trabalho do técnico Tite. Coincidência ou sorte, Cristian, que iniciou o jogo, se contundiu logo no início e foi substituído por Ralf, que deve estar pensando: “você vai ter que me engolir Tite”.

Sufoco foi o que não faltou na vitória, também de virada, do Palmeiras contra o Fluminense. Pressionado por entrar em campo estando na zona do rebaixamento e com o técnico Alberto Valentin esquentando o banco para Marcelo Oliveira assumir, a equipe decepcionou sua torcia ao permitir que o Fluminense saísse na frente com gol de Jean. O empate veio da cabeça de Rafael Marques, ainda no primeiro tempo.

O gol da vitória marcado por Cristaldo só aconteceu nos acréscimos do segundo tempo e quando o Fluminense estava com dois jogadores expulsos. Aliás, a primeira expulsão de Magno Alves foi de uma irresponsabilidade imensa do jogador da equipe carioca.

Ele chutou por duas vezes o volante Gabriel, intencionalmente, até ser expulso. Já o zagueiro Gun estava advertido e recebeu o segundo amarelo por uma falta desnecessária na entrada da área que, na cobrança  de Egídio e no rebote de Diego Cavalieri, Cristaldo, em condição legal, cabeceou na trave e na volta tocou de joelho para, enfim, poder comemorar a vitória. Ufa!

Será que só a mudança de técnico vai resolver? A coisa tá feia. Pior, só a situação do Vasco. Incrível. Contra o Cruzeiro a equipe estava jogando bem, dominando o jogo, criando e desperdiçando oportunidades de gol, pressionando os mineiros que, num contra-ataque, fez 1 a 0 com Leandro Damião.

O goleiro Charles tomou um frango em chute despretensioso do xará Charles e, quando nada está dando certo Guiazú desviou uma bola que foi parar nos pés de Leandro Damião que não desperdiçou, 3 a 0.

O árbitro Leandro Pedro Vuadem deixou a desejar no aspecto disciplinar permitindo que o zagueiro vascaíno Rodrigo distribuísse socos e pontapés em todos os adversários que disputavam a bola com ele. Tamanho descontrole mostra como os vascaínos estão pressionados por não terem vencido nenhum jogo até agora. Claro que a conivência do árbitro também ajuda na violência. Já que não foi expulso, Rodrigo fez o gol de honra dos cariocas cobrando falta e acertando um petardo no gol de Fábio, 3 a 1.

 

Dança das cadeiras no Brasileirão 2015

A dança das cadeiras ou dos bumbuns continua no Brasileirão-15. Em se tratando de Brasil não dá para ficar boquiaberto, está igual corrupção e violência que acontecem a todo momento e já faz parte do nosso cotidiano.

Entendo ser uma tremenda hipocrisia esse negócio do clube não poder negociar com outro técnico antes de demitir o seu funcionário. Hora bolas, o dirigente, competente ou não, honesto ou não, precisa saber se o profissional que lhe interessa está disposto a trocar de clube, estando empregado, ou dar sequência ao trabalho iniciado por outro colega ou inimigo. Qual o executivo que se demite primeiro para depois procurar outro emprego? Raramente isto acontece, ou não?

Portanto, a troca que o Palmeiras está fazendo liberando Oswaldo de Oliveira para trazer, ao que tudo indica, Marcelo Oliveira ou um outro profissional não tem nada de anormal, sujo ou imoral.

Mesmo que o substituto estiver ou estivesse empregado é a livre concorrência de mercado. Entendo que, a critério de cada um, compete ao procurado informar, por lealdade ou amizade, ao provável demitido o que está para acontecer.

O que pode ser discutido é se Oswaldo merecia ter seu planejamento interrompido ou não? O trabalho estava sendo bem feito e os resultados não agradavam ou a situação estava invertida com bons resultados e trabalho ruim ou nenhuma das duas situações estava agradando torcedores e dirigentes?

Quem falhou: diretoria, dirigente, comissão técnica ou jogadores? Mudando só o técnico resolve ou haverá necessidade de novas contratações como já está acontecendo com a chegada de Alecsandro e, possivelmente, Barrios?  Se o time precisa de “reforços” porque não dá-los para Oswaldo de Oliveira?

Marcelo Oliveira é o nome mais comentado por ser o técnico que levou o Cruzeiro à conquista do bi-campeonato brasileiro com um grupo de jogadores individualmente não tão badalado e por ter formado uma bela dupla de trabalho com Alexandre Mattos. Só não entendo, pelo o que leio, porque um contrato com a duração de dois anos? Se os resultados não acontecerem o contrato será cumprido?

A mesma situação que viveu Oswaldo de Oliveira no Palmeiras está acontecendo com Marcelo Fernandes no Santos. O funcionário que assumiu a condição de técnico sem ter recebido um aumento pela nova função e conquistado o título do Paulistão-15 está, a cada rodada sem vitória, tendo seu trabalho e competência questionados.

Quem viu o que aconteceu nos três jogos em que o Santos terminou empatado em 2 a 2, contra o Sport, Ponte Preta e Atlético Mineiro não pode crucificar o treinador. A equipe, individualmente, é muito limitada e as vitórias só não aconteceram por falhas infantis e grosseiras de alguns jogadores que resultaram nos gols dos adversários. A culpa é do técnico?

Mais uma vez, contra o Atlético Mineiro, o Santos saiu na frente com um belo gol de Ricardo Oliveira e depois cedeu o empate com um gol contra de Werley e permitiu a virada com Dátolo que, dentro da pequena área, teve tempo de dominar, se ajeitar, trocar de pé e chutar com muita tranquilidade sem que fosse pressionado por um defensor santista.

Parecia jogo de solteiros contra casados ou pelada de fim-de-ano. A culpa é do técnico? Ainda bem que Gabriel conseguiu desencantar depois de tanto tempo e fazer o gol de empate. Menos mal.

Foi o melhor jogo da equipe sem a presença de Robinho. O que fica muito evidente é que, para disputar uma competição como o Brasileirão, a diretoria precisa contratar jogadores que possam ser apresentados na condição de reforços e não, apenas, de contratados. E, sem grana, fica difícil, né.

Vejam a seleção brasileira onde, teoricamente, estão os melhores brasileiros espalhados pelo mundo reunidos pelo técnico Dunga. Sem Neymar em campo e contra um adversário que pressionou a saída de bola nossa seleção encontrou muita dificuldade para vencer Honduras por 1 a 0. Pode até ser que alguns “craques” tenham se poupado com receio de uma contusão na véspera da Copa América, temendo um corte como o que está acontecendo com Danilo, substituído por Daniel Alves.

Mesmo completando uma série invicta de 10 jogos, todos com vitórias, o técnico Dunga continua dependendo muito do talento individual de quem está na seleção muito mais pela escasses de talentos do que pelas próprias virtudes. A Copa América será um bom teste para que nosso selecionado recupere o prestígio do futebol brasileiro em competições internacionais.

Então, só nos resta torcer e opções é o que não faltam. A seleção sub-20 está nas quartas-de-final contra Portugal, a feminina está indo bem e a principal inicia a competição enfrentando o Peru domingo, às 18h30. Dá-lhe Brasil. Dá-lhe Pacheco.