Só falta um

Djalma Vassão - Gazeta Press

A missão no Pacaembu se tornou menos difícil.

Uma vitória simples no jogo da volta e o Corinthians vai conquistar a Libertadores pela primeira vez.

E o melhor, invencível!!

Mas vale lembrar, caso empate com o Boca Juniors, o timão também pode conquistar o título na prorrogação. Ou perder nos pênaltis. Que loucura!! O “timón” não jogou bem em Buenos Aires, mas conseguiu um empate importante.

Injusto, porém, valioso. Dificilmente conseguiu acertar três passes consecutivos. Quando fazia, chegava próximo ou ao gol do Boca. Se não tremeu, ficou muito nervoso, permitindo que o astro Riquelme administrasse o jogo o tempo todo. E como joga o camisa 10. Chama a bola de você. Está muito acima dos companheiros.A arbitragem chilena de Enrique Osses foi boa.

Deixou a bola correr, não inventou faltas para picotar o jogo, foi energico com Riquelme, mostrando o amarelo e soube se impor. Viciados no cai-cai da arbitragem brasileira, os corintianos iam para a grama ou desistiam no primeiro contato físico mais forte. Não sei se, por estar encoberto pelo corpo do argentino ou estilo de apitar, não marcou pênalti de Schiavi em Liedson aos 15 do segundo tempo. Não foi tranco legal e sim, empurrão com o braço nas costas, perto do pescoço. No gol do Boca, na primeira cabeçada de Santiago Silva, Chicão salva com a mão, cometendo pênalti, impediu uma situação clara de gol e deveria ter sido expulso. No rebote a bola bate na trave, pintada nas cores do Boca, o que não é permitido e Roncaglia fez 1 a 0.

Os assistentes foram fracos no impedimento. O número 1, Mondria, matou um ataque perigoso do Corinthians aos vinte do primeiro tempo, quando Leandro Castan dominou no peito e poderia até fazer 1 a 0 para os brasileiros. O assistente dois, Astroza, marcou impedimento de Mouche, quando o camis a7 recebeu um passe de cabeça de Castan. Erro primário. É claro que são erros bem visíveis na televisão. Para o segundo jogo a arbitragem será colombiana, liderada por Wilmar Roldan, um dos melhores da atual safra. Não é tão experiente como Carlos Amarilla, mas tem condições de conduzir bem a decisão. O fanfarrão José Buitrago será o quarto árbitro.

Espero que por ser caseiro, não atrapalhe o espetáculo.

Mudança no São Paulo?

Gazeta Press

O técnico Levir Culpi, muito admirado por Juvenal Juvencio, está de volta ao Brasil.
Quem será que ele vai substituir?
Por incrivel que possa parecer, “JuJu” está com o prestígio elevado perante a torcida do São Paulo, ou com aqueles que ganham para torcer, né.

Os erros continuam

Muda o comando da arbitragem no Brasil, mas não melhora a qualidade do serviço prestado pelos homens dos apitos e das bandeiras.

O pênalti que Rafael Craus marcou para o Atlético Mineiro deveria ter sido cobrado pelo árbitro não pelo Ronaldinho Gaúcho.

No clássico entre Palmeiras x Corinthians, o assistente FIFA, Emerson
Augusto impediu uma oportunidade de gol corintiano ao marcar impedimento inexistente de Douglas.

Na Vila Belmiro o Coritiba poderia ter vencido se o Assistente Ediney Mascarenhas fosse mais competente e não anulasse gol legítimo de Pereira.

E o Pericles Bassols heim? Com escudo da FIFA? O padrinho é mais forte do que sua competência. Tá na  hora de andar com a bicicleta sem “rodinhas de apoio”.
Já pensaram se o que aconteceu no jogo Goiás 4 x 3 Vitória , tivesse sido na Série A envolvendo dois rivais de muita tradição e com grandes torcidas?

O Vitória ganhava por 3 a 0 e permitiu a virada do goianos sem a ajuda do Vuadem.

Que loucura!

Agressões sem punições

Infelizmente, a credibilidade na Justiça Desportiva não é das melhores, aliás, em qual dos poderes podemos confiar?

A atitude animalesca do jogador do Gremio, Edilson, contra o palmeirense Henrique, com o jogo paralisado, configura explicitamente AGRESSÃO FÍSICA contra participante do evento, artigo 253 do CBJD, com pena prevista de 120 a 540 dias.

O que o agressor fez não pode ser classificado como jogada violenta (artigo 254), que pune de 2 a seis partidas nem ato de hostilidade (artigo 255), que sempre usam para quebrar o galho dos valentões, suspendendo de 1 a 3 jogos.

Não me venham com frases feitas como: “da cabeça de juiz ou do bumbum de bebê nunca sabemos o que vai sair”.

O faz de conta arrebenta com a relação de respeito, credibilidade, entre as instituíções e os consumidores de serviços, lazer e entretenimento.

Corinthians x Boca Juniors

Árbitros brasileiros e argentinos estão fora da final da Libertadores.

Aumenta a cotação para uruguaios e paraguaios no  jogo que Corinthians e Boca Juniors, levarão para campo a velha rivalidade futebolística e um bom nível técnico e tático de futebol.

Se o sistema defensivo dos brasileiros é enaltecido, não podemos esquecer que o Boca jogou 180 minutos contra
os chilenos e não sofreu gol.

Agora não tem mais essa de gol marcado fora de casa, será que a decisão vai ser na disputa de pênaltis?

Falta de respeito

Já que o assunto é arbitragem, o que escrever sobre Ricardo Marques Ribeiro, bom árbitro mineiro integrante da FIFA, que apitou o “combate”,
entre Palmeiras x Gremio?

Técnicamente ele vai bem. Foi assim naquela final da Copa do Brasil 2009 entre Inter x Corinthians em Porto Alegre. Ali, até no aspecto
disciplinar ele se saiu bem.

Infelizmente, na quinta-feira o mineiro não conseguiu se impor, ser respeitado.

Usou o cartão amarelo como arma inibidora e nem assim evitou o comportamento agressivo dos jogadores.

Tudo o que apitava era motivo para reclamações das duas equipes. Reflexo do comportamento dos técnicos que utilizam muito a tática da motivação emocional para jogos decisivos.

Parecia que o árbitro era uma noiva na porta da igreja, todo mundo queria rodear, abraçar. Há situações em que não basta apitar corretamente é preciso algo mais.

Ser respeitado ou temido pelos jogadores a partir do momento que eles ficam sabendo que você será o árbitro. Apenas um seleto grupo consegue e conseguiu durante a carreira.

FIFA não quer tecnologia

EFE

Interessante o que aconteceu no jogo Ucrânia x Inglaterra pela Eurocopa no último dia 19 de Junho.

Ao não confirmar um gol legítimo dos ucranianos, a arbitragem despetou a atenção do mundo futebolístico para a reunião do International Board, colegiado da FIFA que altera as regras do jogo,  dia 02 de julho.

O Referee Goal, um equipamento eletrônico que fica no braço do árbitro e dispara instântaneamente quando a bola entra totalmente no gol, pode ter seu uso aprovado para todos os jogos ou para alguns eventos específicos.

Particularmente não acredito que seja aprovada alguma medida eletrônica, além do uso do árbitro assistente adicional na linha de fundo. Não sou contra a evolução e sei que alguma coisa precisa ser criada para que o torcedor, que já está usando equipamento eletrônico no próprio estádio, não se sinta lesado ou fique em conflito entre o correto e errado.

Vale lembrar que, no jogo da Eurocopa, tinhamos o árbitro adicional próximo do lance, e  mesmo assim, o ser humano falhou. Erro natural ou
intencional?

Para os que são contra qualquer alteração, como Michel Platini, presidente da UEFA, justificativas existem.

Especificamente no jogo citado, o lance que originou o gol não valídado começou com um atacante impedido participando.

E aí, usa o equipamento eletrônico para confirmar um gol legítimo que começou com um lance irregular?

Pode ser um impedimento ou uma falta. Conflitante não?

Queda em Curitiba

Hedeson Alves/Vipcomm

Por não ter feito um resultado melhor no Morumbi, o São Paulo acabou eliminado da Copa do Brasi. E a torcida tricolor amarga mais uma queda em torneios mata-mata.
O Coritiba foi melhor desde o ínicio. Fez dois gols de cabeça em falta de sintonia dos zagueiros do tricolor e o goleiro Denis que não sai da meta em bola levantada na área.
Na frente, uma confusão só. Todo mundo quer marcar. Se consagrar. Cada um pra si e todos desclassificados.
Luiz Fabiano não brigou mas também não marcou.
Como o Palmeiras, que joga hoje, tem uma boa vantagem sobre o Grêmio, venceu em Porto alegre por dois a zer0, tudo leva a crer que a final da Copa do Brasil será alvi-verde.

Dois passos para a glória

Djalma Vassão - Gazeta Press

Não foi uma exibição de gala do Corinthians, mas,  suficiente para se tornar pela primeira vez, finalista da Libertadores.

O empate de 1 a 1 no segundo jogo contra o Santos foi convincente e somado com a vitória do primeiro jogo, 1 a 0, com méritos, dá ao Corinthians confiança suficiente para decidir o título com possibilidades de conquistá-lo.

Seja quem for o adversário o segundo jogo será em São Paulo.

Quem te viu quem te vê! Leandro Pedro Vuaden mudou completamente seu estilo para conduzir Corinthians x Santos sem mostrar nenhum cartão amarelo. Quem imaginava que isso poderia acontecer?

A situaçãoprovocou a ação. Alan Kardec cortou a testa de Ralf com o cotovelo. mas foi acidental. Nem falta aconteceu. Juan empurrou o gandula que não agiu corretamente e nem foi advertido. O gandula encenou bastante, mas foi expulso.

Rídicula mesmo, só a atitude do assistente Altemir Hausmann que, aos 48
minutos do segundo tempo, entrou no campo com spray na mão e proporcionou uma cena completamente desnecessária para fazer a marca onde deveria ficar os jogadores do Santos na cobrança da falta adversária.

Djalma Vassão - Gazeta Press

Que estrela tem o Danilo! Já marcou sete gols no ano sendo quatro na Libertadores. Sempre, no momentos decisivos, ele aparece para fazer a alegria dos torcedores corintianos.

Mesmo marcado pelo Ganso, teve a tranquilidade que só o tempo e a prática do futebol em alto-nivel permitem para fazer o gol de empate.

Tranquilo , não se empolga com a glória nem se abala nos momentos difíceis.

Taticamente e tecnicamente é um dos mais importantes do grupo e para o grupo.

Djalma Vassão - Gazeta Press

Como pode uma partida de futebol mexer tanto com o emocional das pessoas? Pessoas que por um determinado tempo vivem plenamente a condição de torcedores.

E o pior (ou melhor), todos sabem que vai ser muito feliz ou totalmente infeliz no apito final.

A expressão de alegria, alívio, realização, satisfação se misturavam com lágrimas sinceras.

Marmanjos e crianças. Lindo, lindo tudo isso, tanto quanto ver o técnico Tite agradecendo a graça alcançada com uma imagem religiosa na mão.

Olho no apito

Sergio Barzaghi - Gazeta Press

Novamente o técnico Felipão resolveu protestar contra uma arbitragem que considerou danosa para sua equipe.

Não compareceu para ser entrevistado, evitando criticar publicamente o árbitro gaúcho Leandro Vuadem.

Foi uma vergonha o pênalti que Rodolfo fez em Barcos e o melhor árbitro do Brasil em 2011 não marcou.

Coragem de expulsar técnico de clube paulista ele tem. Foi assim com Tite, Murtosa, ambos contra o Vasco. Quem será o próximo, Tite ou Muricy?

Não foi só por isso que o Palmeiras não quebrou a série invicta do Vasco. O goleiro Bruno formou uma enorme barreira e quis adivinhar  onde o Juninho Pernambucano iria colocar a bola. Goleiro pitoniza.

Será que a contusão do Luan vai obrigar Felipão escalar o Mazinho desde o começo do jogo?

Aliás, como temos árbitros orientados para não criarem complicações.

Elmo Rezende não marcou falta do goleiro Denis que pegou com as mãos,   um recuo explicito com pés feito pelo Rhodolfo do São Paulo.

No Rio, Francisco Carlos marcou pênalti para o Flamengo mas não expulsou o camisa 10 da Vila Belmiro, Gerson Magrão.

Pior que isso só o João Victor  errando a bola de dentro da pequena área. É muita ruindade na bola e no apito.

Vejam se o futebol brasileiro precisa disso.

O vice-presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Manoel Serapião Filho, ex-árbitro baiano, comandou a relação de sorteio da arbitragem e se escalou para ser o delegado Especial do jogo Bahia x Sport, apitado pelo Guilherme Cereta de Lima de São Paulo.

Coincidentemente o Bahia ganhou por 2 a 1 com um gol impedido.

Olho no lance presidente José Maria Marin!