São Jorge desbanca o Papa

Quem disse que futebol é um esporte justo? Futebol tem é que proporcionar emoção. O contraste da alegria com a tristeza. E foi tudo isso que San Lorenzo e Corinthians fizeram. Pena que o estádio estava vazio. Melhor para o Corinthians, não acredito que conseguiria vencer se la hincha do time do Papa não estivesse suspensa.

O resultado de 1 a 0 para os corintianos não retrata a realidade do que foi o jogo e das inúmeras oportunidades de gols desperdiçadas pelos atacantes do San Lorenzo. Só no primeiro tempo o time mandante perdeu dois gols. Curioso que o goleiro Cássio não fez nenhuma defesa, enquanto que Torrico pegou uma cabeçada de Elias, o melhor do Timão em campo. O empate de 0 a 0 até que foi justo pelo o que produziram as duas equipes.

No segundo tempo o massacre foi muito pior e nem assim o San Lorenzo conseguiu marcar.

Depois de perder gol na risca da meta com Matos chutando na trave, quase que dentro do gol, num contra-ataque Elias tentou passar para Petros, a bola tocou no adversário e sobrou pra ele acertar na tesoura, lá onde a coruja dorme, e fazer o gol que acabou sendo o da vitória corintiana.

O domínio dos argentinos continuou e Cássio precisou fazer milagre num chute de Cauteruccio, quase que na pequena área. Eta goleiro largo, sô.

O que interessa para quem participa da Libertadores são os pontos ganhos, principalmente no campo adversário. O Corinthians soma 6 pontos e pega o Danúbio na próxima rodada. O San Lorenzo vai ter que viajar para o Brasil e enfrentar o São Paulo, ambos, empatados com 3 pontos. É o bicho vai pegar.

Por incrível que pareça o jogo em Buenos Aires foi tranquilo demais em se tratando de argentinos x brasileiros. A primeira falta só foi acontecer aos 15 minutos de jogo quando Buffarini deu uma tesoura em Renato Augusto e nem cartão amarelo recebeu.

Por causa desta entrada o meia corintiano precisou ser substituído no intervalo. Impedimento também tivemos apenas dois no primeiro tempo do ataque corintiano.

O jogo ficou mais pegado no segundo tempo mas, ainda assim, fácil demais para o árbitro equatoriano Carlos Vera. O mais exigido da arbitragem foi o Assistente Christian Lescano que acertou todos os lances de impedimentos marcados e “não marcados” do ataque do San Lorenzo.

Só no finalzinho que Edilson se desentendeu com um adversário e, após o apito final do árbitro tivemos um corre-corre mas sem o registro de agressões. Parabéns para os técnicos Bauza e Tite por não orientarem seus atletas para a prática do anti-jogo. Coisa rara em se tratando de Libertadores.

Bola rolando na Copa do Brasil

E começou a maior competição de futebol profissional brasileiro. A Copa do Brasil, com 86 participantes, deu o pontapé inicial com o jogo Vilhena x Ponte Preta, lá na cidade rondoniana.

Não dá para entender como um clube que enfrenta um tabu para se campeão, caso da Ponte Preta, não coloca em campo sua equipe principal. A Ponte vai se classificar com facilidade no seu grupo ao lado do Corinthians no Paulistão e entra nessa de poupar jogadores. Ao empatar em 1 a 1 com um adversário que poderia ter sido eliminado, terá que enfrentá-lo novamente em Campinas. Decisão inteligente, né?

Mesmo sendo o principal representante do futebol de Rondônia, o Vilhena sofre as consequências do calendário brasileiro para clubes ainda pequenos. Está montando uma nova equipe sob o comando do técnico Márcio Bittencourt, ex-Corinthians.

Havia disputado apenas dois jogos pela Copa Verde, sendo eliminado com um empate e derrota para o Nacional-AM. Mesmo que não foi adiante na Copa do Brasil, poderá ter feito o gol mais rápido da competição. Flávio marcou o primeiro gol da competição aos 27 segundos de jogo. Fábio Santos empatou aos 24 minutos.

O jogo que teve um nível técnico muito baixo chamou a atenção em mais duas situações além do gol relâmpago, ambas proporcionadas pelo árbitro Paulo Henrique Salmazio .

Ele tem apenas 23 anos de idade e não marcou pênalti do goleiro Janilton no atacante ponte’-pretano Fábio Santos. Não é nenhum fenômeno como nosso Paulo Cesar de Oliveira que, com menos idade já apitava o campeonato Paulista, porém, se for bem orientado pode vir a ser um árbitro com destaque no futebol brasileiro.

O jovem precisa saber que, o goleiro, ao atingir o adversário com as mãos, comete o mesmo tipo de falta que um jogador de linha faz ao atingir o adversário com o pé. Ou não?

Numa disputa de bola dentro da área defendida pelo goleiro do Vilhena, ele chega atrasado e acerta um soco no rosto do atacante Fábio Santos que havia tocado na bola com a cabeça. Falta! Tá na regra, dentro da área é pênalti. Lembram-se do pênalti do Rogério Ceni em Pato? A diferença é que em Vilhena o contato foi com a mão no rosto.

O atacante da Ponte Preta precisou de atendimento médico por sete minutos, dentro do campo de jogo. Saiu, retornou, tentou jogar mas não teve jeito. Foi substituído e recebeu 10 pontos (ou três) no rosto.

Interessante como a regra expõe árbitro inexperiente ao ridículo. O jovem apitador estava preocupado com as manchas de sangue nas listras brancas da camisa do atacante que foram removidas ao ser lavada com água pelo massagista.

E as manchas no resto da camisa que era na cor preta? E se a camisa fosse vermelha ou grená? Quem disse que sangue na camisa contamina alguém em campo? Enfim, a culpa não é do árbitro e sim da FIFA mas, quem é da geração vídeo-game fica exposto. Malícia, percepção, bom senso, são qualidades de luxo e escassos nos apitadores de hoje.

E viva o futebol!!

Que coisa linda! Que ideia sensacional teve a diretoria do Internacional de proporcionar uma volta ao passado e colocar lado a lado torcedores adversários para assistir um Gre-Nal devidamente uniformizados.

Parabéns, a iniciativa deve ser estimulada, copiada pelos demais clubes brasileiros e, porque não, indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Emocionante ver a reação dos torcedores nas oportunidades de gol desperdiçadas.

Enquanto uns se levantavam para que a bola entrasse, os adversários se encolhiam secando para que o gol não fosse marcado. Maravilhoso. Mais uma vez o Rio Grande do Sul mostrando que é um estado diferenciado. Parabéns. Vamos imitar. A paz, ainda é possível entre torcedores adversários de bom senso.

Bom senso foi o que faltou para o técnico do Santos Enderson Moreira e para o zagueirão David Braz. Depois da vitória, fácil, sobre o fraquíssimo Linense, candidato ao rebaixamento, ao invés de enaltecerem o objetivo alcançado e valorizarem o resultado, 4 a 2, preferiram criticarem o árbitros por um pênalti que resultou no primeiro gol do time do interior.

Estão de brincadeira né? Até entendo que, pela televisão, não foi pênalti mas, desviarem o foco para cima do jovem árbitro Douglas Flores é muita covardia.

No segundo gol do Linense, se a bola saiu ou não, sem recurso eletrônico é discutível mas, onde estava o becão na cobrança do escanteio? O posicionamento errado dos defensores é culpa do árbitro também? Aliás, David Braz deveria se policiar um pouco mais ao criticar as pessoas. Quem já fez o que ele fez profissionalmente por onde passou, deveria olhar um pouco mais para o umbigo.

Outra vez a estrela da noite no Pacaembu foi Robinho. Marcou dois gols e desperdiçou mais umas três oportunidades na cara do goleiro Anderson. que foi autor de um gol contra. Renato completou o placar.

Mais um jogo e Ricardo Oliveira não foi para o abraço. Pior, foi substituído por Gabriel que deixou Robinho duas vezes em condições de marcar (aproveitou uma e engraxou a chuteira do garoto).

Na coletiva, após o jogo, o técnico Enderson Moreira foi deselegante ao justificar a titularidade de Ricardo e a suplência de Gabriel, expondo que o reserva não joga coletivamente e só pensa em si. Não é o comportamento mais indicado para quem comanda um grupo heterogêneo de jogadores expor os defeitos individuais dos seus comandados.

Inadequado também foi o futebol que o São Paulo jogou em Rio Claro. O placar de 0 a 0 reflete bem a qualidade ofensiva das duas equipes. Teria sido o medo da Dengue que inibiu o futebol de jogadores considerados craques no dia de hoje?

Até o queridinho Pato foi sacado sem nada ter mostrado enquanto ficou em campo. Alan Kardec mais uma vez não aproveitou a ausência de Luiz Fabiano. Que fase heim? Michel Bastos também não repetiu o futebol que tem colocado-o como destaque da equipe.

Depois de sofrer durante o primeiro tempo quando não conseguiu sair do 0 a 0 com o Mogi Mirim, o Corinthians encontrou o caminho do gol com facilidade no segundo tempo e fez 3 a 0.

No intervalo Tite sacou Vagner Love e colocou Danilo e a produção ofensiva da equipe melhorou. Em jogada individual Jadson fez 1 a 0 com um belo chute da entrada da área, Luciano aproveitou bem o passe de Guerrero depois de fazer falta no zagueiro do Mogi que o árbitro Guilherme Cereta e o Assistente Leandro Feitosa não viram. Depois Luciano retribuiu ao servir o atacante peruano que fez o terceiro para alegria dos mais de 30 mil torcedores que compareceram ao estádio corintiano.

No sábado, com dois gols de Robinho, o primeiro em linda cobrança de falta, o Palmeiras venceu o Capivariano com muita dificuldade. Nesse momento do Paulistão estamos vendo o contraste entre grande e pequeno, prevalecendo a preocupação defensiva e a falta de melhor qualidade individual e táticas ofensivas. Quem tem um olho vira rei e decide a favor da sua equipe como aconteceu com Robinho do Palmeiras, Jadson e Robinho do Santos.

Ruim mesmo a rodada foi para os goleiros Paulo Victor do Flamengo e Anderson do Linense. No clássico do Rio de Janeiro o atacante Tomas Bastos do Botafogo chutou a bola bateu na trave, no goleiro do Mengão e entrou caracterizando um gol contra.

Acho uma baita covardia mas, é o que a regra determina. Vitória do Botafogo no aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro sobre o Flamengo por 1 a 0.  No Pacaembu  o lance foi semelhante, desviada pelo companheiro, a bola bate na trave e volta para o campo de jogo.

O goleiro Anderson tenta dar um tapa nela e a bola entra no terceiro gol do Santos contra o Linense. Mais um gol contra de goleiro. Sacanagem com aqueles que têm como função principal evitar o gol, razão principal e mais importante do futebol.

Tricolor desencanta na Libertadores

Mais do que se reabilitar na Libertadores ao golear o uruguaio Danúbio por 4 a 0, o jogo serviu para que os laterais do São Paulo mostrassem um pouco mais de qualidades no ataque.

Pelo lado direito Bruno conseguiu, até que enfim, acertar um cruzamento para que Pato marcasse o seu segundo gol de cabeça e do lado esquerdo Reinaldo fez uma bela jogada individual no primeiro gol antes de cruzar para o gol laço de Pato abrindo o placar e foi dele o chute que desviou no adversário e fez a torcida comemorar o terceiro gol, já no segundo tempo. O quarto gol foi de Jonathan Cafu, pouco depois de ter entrado em campo, aproveitando um chute errado de Hudson.

A equipe uruguaia é fraca e frágil, deverá ser o saco de pancadas do grupo que tem Corinthians e San Lorenzo disputando as duas vagas com o São Paulo. Mesmo diante de tanta facilidade encontrada, Luiz Fabiano deixou o campo como um dos piores em campo. É mole?

Mais um jogo internacional que o Fabuloso não se deu bem, porém, Pato aproveitou bem o momento que o coloca como artilheiro da equipe se dando bem com Pato e Michel Bastos que está desequilibrando quando joga no meio.

Feliz com o desempenho da equipe a torcida que enfrentou chuva, alagamentos, congestionamento, falta de transporte, preço alto dos ingressos ainda encontrou ânimo para gritar e exaltar o nome do técnico Muricy Ramalho que agradeceu mostrando o distintivo do clube em sua camisa.

Vamos ver até quando a diretoria não vai atrapalhar. Pelo Paulistão a equipe recebe a visita do Capivariano se preparando para mais uma decisão que será o jogo contra o argentino San Lorenzo, lá.

O rival Corinthians folgou na Libertadores mas entrou em campo pelo Paulistão indo até Lins para cumprir jogo atrasado da segunda rodada. No péssimo gramado do Linense o adversário não foi páreo.

Vitória fácil por 2 a 0 com o técnico Tite aproveitando o “treino” para fazer experiências colocando em campo desde o início Vagner Love, Petros e Mendoza. Só Love não marcou. Ainda com um jogo atrasado, o Corinthians lidera seu grupo. O Linense é um forte candidato ao rebaixamento.

Barça e Juve largam na frente

Na abertura das oitavas de final da Champions League, dois resultados distintos.

Na Inglaterra, o Barcelona fez um super resultado. 2 a 1 para cima do City com dois gols do uruguaio Suarez e poderia ser ainda melhor, se Messi tivesse convertido o penalti no finalzinho do segundo tempo.  O City ainda teve Clichy expulso para facilitar ainda mais.

Agora no jogo da volta, o Barça pode ate ser derrotado por 1 a 0, que mesmo assim leva. Cá entre nós, a vaga está praticamente na mão.

O Barça de Luis Henrique tem mais bola. Messi, Neymar e Suarez só não marcaram em um jogo quando atuaram juntos e o City sentiu o baque

Na volta, Yaya Toure vai poder atuar para os Citizens, mas nem a presença do craque marfinense deve tirar a vaga catalã.

No outro jogo da terça feira,  Juventus confirmou o favoritismo contra o Borussia Dortmund em Turin.

Carlitos Tevez e Morata marcaram para a “Vecchia Signora” enquanto Marco Reus descontou para os alemães.

Melhor para a Juve que deve levar a vaga. Acredito que tenha mais bola que o Dortmund, no jogo que acontecerá em 18 de Março

Arbitragem “casca dura” no Paulistão

Rodada do Paulistão com lances interessantes na rodada do final de semana. Didaticamente é fácil explicar o que o árbitro deveria ter feito na jogada em que Robinho sofreu pênalti contra a Portuguesa.

Como o jogador santista estava totalmente fora do campo de jogo ao ser atingido e derrubado por Alex Lima, a falta não deveria ter sido punido com pênalti e sim com tiro-livre indireto, o popular “dois-toques”.

Como assim? Não é pênalti mas é falta? Pára o mundo que eu quero descer!

Tiro-livre indireto porque o zagueiro da Lusa estava com parte do seu corpo dentro do campo, se estivesse também totalmente fora o jogo seria reiniciado com bola-ao-chão. É mole?

Agora, imagine para o árbitro que se posiciona de maneira que possa ver o que é normal em um jogo de futebol e acontece um lance raro como este? Quando acontece em qualquer outra parte do campo, desde que não seja nas áreas, o que o árbitro marcar ninguém vai ficar questionando.

Mas no respectivo lance, Marcelo Ribeiro fica de longe, não acompanha de perto e, preocupado em ter boa visão da falta, apita convicto e sem condições de saber ou lembrar-se  se Robinho estava em campo ou não e o que teria que marcar.

Ah, o auxiliar não poderia ajudar em nada. A jogada se dá na diagonal do árbitro. Até para ver se a bola saiu ou não era complicado para o outro integrante da arbitragem embora uma das funções principais é informar se a bola saiu ou não do campo de jogo.

Outro detalhe que só foi ser lembrado posteriormente é que ao cometer o pênalti, Alex Lima foi advertido com o cartão amarelo. Merecido? No segundo tempo ele recebeu outro amarelo e foi expulso. Mereceu? O primeiro cartão entendo que foi correto já que Robinho continuaria a jogada se ficasse em pé.

Aliás, o famoso carrinho dado pelos defensores dentro da própria área foi o vilão da rodada. Tivemos pênaltis no clássico Santos x Portuguesa. Já em Itu, Josa derrubou Edílson e o Corinthians fez 1 a 0 com Cristhian  e lá em Penápolis, Dudu podeira ter feito mais um gol para o Palmeiras mas chutou na trave.

O saudoso Bertolino sempre falava: “becão que bota a bunda no chão dentro da área quer entregar o ouro pro bandido”. Sábias palavras.

O Corinthians sentiu o gosto do próprio veneno diria os maldosos com sentimento de vingança. No meio de semana fez um gol no São Paulo após falta que não foi marcada contra si, em Itu o Timão sofreu o gol de empate porque o confuso árbitro Márcio Henrique de Gois entendeu que Petros não sofreu falta em lance que o adversário quase lhe arranca a meia da perna esquerda. A jogada foi na cara do árbitro deixando todos incrédulos de como ele viu e entendeu legal. Não dá para acreditar mas aconteceu.

Quase que o árbitro Leandro Bizio Marinho se envolve em mais um lance polêmico ao demorar para anular o gol que Cristaldo marcou, impedido, abrindo o placar em Penápolis. O chute de Dudu foi desviado pelo atacante argentino.

O assistente Rafael Souza ficou em dúvida se Cristaldo havia desviado ou não a bola, para o árbitro a visão era melhor. Corretamente eles conversaram e o gol não foi confirmado. É assim que tem que ser e fazer, havendo dúvidas, que se faça uma conferência se for necessário e alguém trate de corrigir o erro.

 

Corinthians “amassa” o São Paulo em Itaquera

Em sua estreia na Libertadores o São Paulo voltou a ser dominado pelo adversário, tal qual acontecera contra o Santos pelo Paulistão só que, desta vez, o goleiro Rogério Ceni não conseguiu impedir que o Corinthians vencesse com tranquilidade por 2 a 0, só não sendo uma goleada porque Danilo desperdiçou duas excelentes oportunidades.

O jogo disputado no estádio do Corinthians teve uma arbitragem elogiada no primeiro tempo e muito criticada na etapa complementar. Nenhum cartão foi mostrado na etapa inicial em que o Timão virou vencendo por 1 a 0 com um lindo gol de Elias, depois de uma jogada em que a técnica na troca de passes entre Elias, Danilo e Jadson deixou a defesa Tricolor de bobeira.

O único erro foi do bandeirinha Guilherme Camilo que marcou impedimento em jogada que Fagner recebeu a bola do adversário. Burrice!

O segundo tempo começou mais pegado e o São Paulo poderia ter ficado com um jogador a menos logo aos 10 minutos se o árbitro mineiro Ricardo Marques tivesse tido peito para expulsar Denilson que, agrediu Elias na disputa da bola.

O cartão amarelo mostrado serviu de incentivo para Jadson chutar Denilson e ser agredido por PH Ganso na jogada seguinte. E o juizão que foi tão bem na primeira metade do jogo só pedia calma, calma. Verdadeiro bananão. Só teve coragem de expulsar um gandula. É bem mais fácil, né.

O São Paulo foi tão inferior ao Corinthians que, nem a falta cometida por Emerson Sheik em Bruno, que terminou no segundo gol corintiano marcado por Jadson, serviu para desviar as reclamações e o foco para cima da arbitragem, que cometeu mais um erro de impedimento inexistente do ataque do São Paulo, novamente com o bandeirinha Guilherme Camilo.

Estava tremendo. Ele poderia ter salvado o árbitro se tivesse assinalada a falta de Sheik em Bruno, tranco e empurrão pelas constas, na sua frente. Ele até parou de correr e se posicionou mas não ergueu a bandeira.

Em campo, o Corinthians taticamente foi tão superior , e sem Guerrero,  que o técnico Muricy Ramalho, no banco, já demonstrava estar contrariado e abatido, ainda no primeiro tempo. Além da diretoria que ficou cobrando o técnico publicamente, a torcida também pressionou os jogadores durante os jogos do Paulistão ao entoarem gritos de “é quarta-feira”.

Pelo jeito, da maneira que a equipe se comportou, a pressão vai continuar até o próximo jogo no Morumbi contra o Danúbio. Lembrando que no final de semana tem o Audax, pelo Paulistão.

Antes de se preocupar com a Libertadores o Corinthians ficará em dia com o Paulistão jogando contra o Ituano em Itu, Linense em Lins e Mogi Mirim em casa. Ganhar do rival Tricolor é garantia de dias tranquilos para o técnico Tite melhorar ainda mais a equipe coletivamente. Guerrero volta?

Olho na arbitragem de Corinthians x São Paulo

Surpresa. Corinthians e São Paulo iniciam suas participações na fase de grupos da Libertadores com arbitragem brasileira. O primeiro confronto que será disputado no estádio do Corinthians será apitado pelo mineiro Ricardo Marques, eleito o melhor árbitro do Brasil ano passado.

Menos mal que será um brasileiro e não estrangeiro como sempre prefere o Tricolor. Porém, se os dois clubes são paulistas, porque a arbitragem não é de Rafael Clauss ou de Luiz Flávio de Oliveira, árbitros do quadro da FIFA e pertencentes à Federação Paulista de Futebol?

Mesmo sendo o primeiro ano dos árbitros paulistas no quadro internacional, eles já estão acostumados com clássicos domésticos. Acontece que Clauss teve problemas com o Corinthians no jogo contra o Palmeiras quando expulsou corretamente o goleiro Cássio.

Para que ele não fosse muito pressionado pela torcida e tivesse que enfrentar um clima ruim bem antes do jogo, foi preterido. Luiz Flávio também não agrada os dirigentes por ser irmão de Paulo Cesar que, para os dirigentes Tricolores, “não dava sorte” em jogos do São Paulo.

O futebol tem cada rótulo. Nunca é demais lembrar que na Conmebol não existe o famigerado e covarde sorteio.

O árbitro mineiro não é disciplinador nem tem perfil enérgico. Tem um bom condicionamento físico, é tranquilo, educado e conquistou o respeito dos jogadores brasileiros que o elegeram o melhor no ano passado.

Em se tratando da rivalidade existente entre os adversários, para ter uma boa arbitragem ele vai depender, e muito, do comportamento pelo menos respeitoso dos atletas e entre os próprios.

Ricardo Marques foi muito criticado por não ter visto que o Goiás marcou um gol legítimo contra o Santos quando a bola bateu dentro do gol e saiu. Ele estava como árbitro adicional no Pacaembu e deu esta mancada que ninguém entendeu.

O que também não dá para entender é o critério que a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol utiliza para punir árbitros que erram grosseiramente como  Marcelo Alfieri no jogo Corinthians x Botafogo.

Ele foi afastado por tempo indeterminado dos jogos da Série A-1. Quer dizer que ele tem condições de trabalhar nas demais Séries? As regras são diferentes? Os clubes das demais divisões não merecem árbitros qualificados?

Árbitro que está numa condição de ascensão na carreira e peca numa divisão superior, tudo bem ele voltar para a divisão inferior, que era o seu lugar.

Porém, faz parte da principal divisão, para não perder ritmo e melhorar seu rendimento deve trabalhar nas divisões inferiores onde ele estará acrescentando prestígio e valorizando o jogo desde que não esteja pagando punição.

Afastado é afastado, vai treinar, estudar, se reciclar, passar vergonha para não repetir mais os equívocos e evoluir. Para determinados erros, graves, o afastamento deve ser até o ano seguinte. Até porque, alguns não farão falta alguma.

Corinthians favorecido contra o Botafogo

O que leva um árbitro de futebol jovem, com boa formação moral, tomar decisões equivocadas sempre a favor do clube considerado grande? Não dá para acreditar que seja por orientação superior de quem organiza a competição ou por má formação técnica do assoprador. Então?

O que vimos pelos mesmos ângulos proporcionados pelos recursos eletrônicos, o que não substituí a visão do árbitro de Corinthians x Botafogo, Marcelo Alfieri, torna difícil entender o que ele viu no lance em que marcou pênalti para o Corinthians no lance envolvendo Dennis e Guerrero.

Tranco pelas costas? Mão na bola? Se ele, de onde estava, não conseguiu ver nada mais além disso, cometeu um grave erro em punir o clube considerado pequeno, no caso o Botafogo, com um tiro livre da marca no pênalti que resultou no primeiro gol do Timão, em bela cobrança de Fábio Santos.

Não houve tranco pelas costas, nem empurrão, nem mão na bola. Pior, na cobrança do pênalti houve invasão da área por jogadores das duas equipes a cobrança deveria ter sido repetida. Pior do que o choque entre Dennis e Guerrero, foi o empurrão que Petros deu nas costas de Zé Roberto, na linha de fundo, na diagonal do árbitro e Alfieri nada viu nem marcou.

No lance que resultou em gol de empate do Botafogo, talvez, por estar com a consciência pesada, já no segundo tempo de jogo, o árbitro fica o tempo todo com o braço esquerdo na horizontal indicando que o arremesso lateral era do Corinthians, mas permite que o jogador botafoguense execute o arremesso e o Botafogo empata o jogo em 1 a 1.

Então ele errou para os dois lados, brada o defensor que acha que vale a pena compensar um erro com ou erro.

Porém, já nos acréscimos, para desespero de quem já sentia o gosto de um empate em plena Arena Corinthians, o árbitro marca mais um pênalti a favor da equipe grande e mandante.

Sem ter nada com isto, Fábio Santos cobrou novamente, com novas invasões, e fez 2 a 1 para o Timão. O torcedor não quer nem saber se foi ou não foi falta, se lances semelhantes aconteceram a favor do Botafogo e ele não marcou. O que interessa e comemorar mais uma vitória e os 100% de aproveitamento no Paulistão.

Será que árbitros que já foram banidos do futebol como Edilson Pereira de Carvalho e Alfredo Loebeling fizeram isto com o apito na boca?

 

Show dos goleiros no clássico da Vila

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O segundo clássico do Paulistão acabou empatado em 0 a 0 graças aos goleiros. O santista Vanderlei foi pouco exigido mas, quando foi, fez ótimas defesas, deixando o torcedor sem saudade nenhuma de Aranha. O veterano Rogério Ceni foi o nome do jogo evitando que o São Paulo subisse a serra goleado. Fez defesas que lembraram o ídolo santista Rodolfo Rodriguez, bem menos, claro.

Se sobrou competência aos goleiros o mesmo não se pode dizer dos atacantes. Pelo lado do Santos o jovem Geuvânio foi o que mais chutou a gol mas não conseguiu superar Ceni. Seus companheiros não estiveram tão bem. Ricardo Oliveira finalizou pouco e foi substituído. Robinho, mesmo não tendo jogado na rodada passada, pouco produziu e deixou o campo sentindo câimbras. É mole? Não foi só ele não. Chiquinho terminou o jogo sem condições físicas e Ricardo Oliveira queria um barranco para encostar.

Já do lado Tricolor o técnico Muricy surpreendeu mais uma vez iniciando o jogo com Ewandro ao lado de Luiz Fabiano e nenhum deles foi bem. Substituídos por Pato e Alan Kardec, respectivamente, pouca coisa mudou, só os nomes. Aliás, as notícias davam conta que Pato não estava sendo aproveitado pelo técnico porque não poderia jogar contra o Corinthians. Ficar no banco pode, iniciar o jogo, não? Professor Pardal?

O árbitro Leandro Marinho teve uma atuação regular. Quando foi exigido disciplinarmente deixou muito a desejar. Complicou ainda mais sua atuação em não marcar pênalti de Denilson em Ricardo Oliveira. Será que ele não viu ou entendeu que o toque que derrubou o atacante santista foi acidental? Exame de vistas nele, Federação. Quando Alan Kardec caiu simulando ter sido empurrado por David Braz, ele não viu, também, mas, acertou em nada marcar. Tanto não viu que nem advertiu o são-paulino.

Embora o São Paulo tenha tido maior posse de bola, foi o Santos quem criou mais oportunidades de gol, fazendo com que Rogério Ceni deixasse o campo como o melhor goleiro do Brasil, para os tricolores, claro. Já o técnico Enderson Moreira, que já tinha uma desculpa pronta para uma derrota: “tivemos um dia a menos para descansar”, achou que o resultado mais justo seria uma vitória do seu time. Também entendo assim.

Mas, agora, mesmo tendo que jogar pelo Paulistão contra o Bragantino no sábado, as atenções do São Paulo estão no Corinthians, quarta-feira, pela Libertadores, no estádio do Corinthians. O técnico Muricy Ramalho já escalou Dória e Centurion contra o time da terra da linguiça para saber se poderá contar com os dois diante do Timão.

Depois de confirmar sua participação na fase de grupos da Libertadores ao empatar com o Once Caldas em 1 a 1 na Colômbia, os corintianos receberam a notícia de que não poderá usar Guerrero. Ele foi suspenso por 3 jogos pela expulsão no primeiro jogo contra o Once Caldas. Se servir de consolo, Luiz Fabiano, ano passado, por uma atitude bem parecida com a de Guerrero, também foi punido com 3 jogos.

A suspensão do atacante peruano antecipará a estréia de Vagner Love, repatriado do futebol chinês. O atacante das trancinhas já treina regularmente e está inscrito, inclusive, no Paulistão. Se puder fazer uma sequência de jogos nas duas competições e voltar a jogar o que já mostrou quando estava nos rivais, Love poderá fazer a diretoria corintiana ou Guerrero repensarem as negociações para renovação do contrato.

O Palmeiras, até que enfim, voltou a ganhar uma pelo Paulistão dentro do novo estádio. Derrotou o Rio Claro por 3 a 0 com gols de Cristaldo, Zé Roberto e Rafael Marques. O gol do Zé foi muito bonito. Ele ainda estava jogando como lateral e, após uma troca de passes, apareceu na pequena área, na cara do goleiro e, com muita tranquilidade e categoria, tirou do goleiro. Quem sabe, sabe. A torcida reconheceu e passou a cantar – al al al, Zé Roberto é animal. Será? O técnico Osvaldo de Oliveira agradece pelos dias de calma que terá para trabalhar.