No último domingo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recebeu mais uma bandeira. Desta vez o fato ocorreu na grande festa que encerrou a Paralimpíada. Este evento, voltado para a área dos portadores de necessidades especiais, repetiu o mesmo êxito dos Jogos Olímpicos de Londres, o maior em 116 anos de olimpismo da era moderna.
Como na passagem de bastão num revezamento, a entrega do estandarte paralímpico continha uma mensagem dos ingleses aos brasileiros: “O problema, de agora em diante, é de vocês”.
Eduardo Paes, isto é, o Brasil, já estava de posse da bandeira olímpica. Na última quinzena, teve ocasião de acrescentar o compromisso de organizar não um, mas dois mega eventos.
O peso desta responsabilidade foi ampliado pela seriedade e o entusiasmo com os quais o Reino Unido encarou a Paralimpíada. Estádios lotados e atletas enquadrando-se como verdadeiros astros (ou estrelas), obtendo a mesma fama de muitos heróis dos próprios Jogos Olímpicos. “Casa cheia” foi o maior qualificativo que os órgãos de comunicação empregaram para ressaltar esta nova vitória londrina.
O Brasil teve uma presença técnica melhor na Paralimpíada do que nos próprios Jogos Olímpicos. Nossa representação recebeu mais aplausos do que críticas. A meta do 7º lugar na contagem de medalhas foi obtida e já existem planos para, em 2016, no Rio de Janeiro, conquistarmos a quinta colocação. Nossos compatriotas saíram-se muito melhor do que há 4 anos em Pequim. Voltaram da Europa com 43 medalhas (vinte e uma das quais de ouro, 14 de prata e 8 de bronze). Perdemos somente da China (95 ouros), Rússia (36 ouros), Grã Bretanha (33 ouros), Ucrânia (32 ouros) e Estados Unidos (31 ouros).
Para que os brasileiros, como os londrinos, venham a ter justos motivos para ficarem orgulhosos de seu país, também é preciso começar a preparar a organização e a participação da Paralimpíada desde já. Que apareçam outros astros do nível de Daniel Dias, que voltou com seis medalhas de ouro, e Alan Fonteles, que venceu o super star Oscar Pistorius, são os nossos votos.
Para que isto ocorra, a forma somente pode ser uma: trabalho, trabalho … e trabalho!
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