Gazeta Esportiva

A maioria dos artigos que escrevemos em nosso blog na série “Rio 2016” estava voltada para as questões de natureza ética, da necessidade de nosso país superar os problemas endêmicos de idoneidade de dirigentes esportivos, das empreiteiras e dos próprios políticos. Eles podem invalidar a nossa meta de igualarmos ou mesmo superarmos em termos de organização e sucesso os Jogos recentemente findos na cidade de Londres.

Chegou o momento de falarmos um pouco da importância da nossa presença nas competições da programação daquele mega evento que será sediado por nós. De nada vai valer fazer uma festa cara, dispendiosa, para os demais concorrentes ficarem com as medalhas que poderiam ser nossas e nosso país, como anfitrião, continuar com uma participação tradicionalmente desapontadora.

São vários os fatores que interferem na eficiência e na participação de uma nação entre as mais de duzentas que concorrem aos Jogos Olímpicos. São eles: o número de habitantes de um país, a quantidade de instituições que integram sua infra-estrutura esportiva, a presença do esporte na escala de valores do conjunto da população e, finalmente, a imperiosa pressão econômica que torna o esporte um poderoso motivo de inserção social. Esta motivação coloca na ribalta da classificação geral olímpica alguns países de mínima representatividade sócio-política.

A influência de cada um destes fatores deve ser analisada em profundidade e comparada com dados estatísticos para que sejam tomadas medidas cabíveis que venham a ter influência no quadro final de medalhas.

É importante saber o “peso” de cada um desses fatores na obtenção do número de medalhas. Alguns dirão que é a população (o número de habitantes), baseados no fato dos Estados Unidos, Rússia e China estarem entre os primeiros. Entretanto a Índia, com um bilhão e duzentos milhões de habitantes, está em uma posição nada honrosa: 55º lugar no conjunto. O oposto também ocorre com a Jamaica e Kenia.

Outro fator a ser analisado é a eficiência esportiva pela motivação política, como é o caso de Cuba.

Enfim, a metodologia de análise da questão proposta requer que cheguemos a uma conclusão ampla e geral após uma análise que inclua tudo o que deverá ser considerado para que os brasileiros tenham um motivo para vibrar com as suas vitórias, transformando a Rio 2016 na melhor participação técnica em um século, isto é, desde 1920, quando o Brasil competia pela primeira vez nos Jogos de Antuérpia.

Sem aplauso não há êxito.





RSS feed | Trackback URI

Comentários »

Nenhum comentário ainda.

Nome (obrigatório)
Email (required - never shown publicly)
URI
Seu comentário (smaller size | larger size)