A PENÚRIA DO ESPORTE NA ÁREA ESTADUAL

Dada a impossibilidade de um comparecimento pessoal à exposição do Secretário de Esporte, Lazer e Juventude na Assembléia Legislativa, realizada no dia 11 de Dezembro, solicitamos ao nosso amigo e leitor constante Walter Silva, que informasse à nossa coluna o que de importante acontecera na prestação de contas do Sr. José Benedito Pereira Fernandes;
Eis o relato de Walter Silva:

“O Secretário procurou mostrar como aconteceram os diversos eventos da Secretaria e o número de participantes em cada programa. Em que pese o esforço do Secretário e sua equipe para desenvolver o Esporte no Estado de São Paulo, a falta de sensibilidade por parte do governo central continua a manter o orçamento do Esporte em níveis muito baixos, nunca ultrapassando 0,1% e projetando para 2013 a parcela ainda menor de 0,09% do Orçamento do Estado de São Paulo.

Uma das principais reclamações dos presentes à reunião esteve voltada para a Lei de Incentivo, cujas inscrições deveriam ser abertas no mês de Fevereiro. No entanto, elas só aconteceram no mês de Setembro. Com isso, os projetos que poderiam se beneficiar da renúncia do ICMS por parte das empresas ficaram restritos aos meses de Novembro e Dezembro. Ora, além do pífio orçamento da Secretaria, dos 60 milhões que o governo disponibilizou para a Lei de Incentivo só puderam ser contemplados R$ 14 milhões.

Em relação a Lei de Incentivo ocorreu um outro problema. No ano passado, a Secretaria recebeu por volta de 350 projetos para serem analisados. Neste ano, as inscrições a partir de Setembro chegaram num único mês totalizando mais de 700 Projetos. Algumas entidades passaram a noite às portas da Secretaria de Esporte para protocolarem seus projetos no dia seguinte. A surpresa veio depois, quando o projeto de nº 30 foi analisado sem seguir a ordem de inscrição, pulando para 60, depois 100 e em seguida para o nº 534 (aproximado). Essa situação levou um grupo de atletas a ter uma audiência com o Governador do Estado, para as devidas reclamações. Lá, receberam a promessa que as inscrições no próximo ano se iniciarão no dia 02 de janeiro.

Na oportunidade nós (Walter Silva) fizemos um questionamento: lembramos que, na primeira administração do Governador Geraldo Alckmin, foram colocadas como prioridade para o Esporte a reforma do Ginásio do Ibirapuera, a reforma do Baby Barioni e a conclusão da Vila Olímpica Mário Covas (na Raposo Tavares). Passaram-se dez anos e nada aconteceu. Ou melhor, no Governo Serra iniciou-se a reforma do Complexo Vaz Guimarães, agora na sua fase final, com a surpresa que esse Complexo está incluso entre os 550 imóveis que o Estado pretende colocar em alienação, como garantia para a Companhia de Parcerias Público Privadas. O Secretário disse que não se trata de venda, mas da alienação como garantia para a referida Companhia. No entanto, não há nenhum dispositivo que impeça a Companhia de se desfazer do imóvel. O Baby Barioni terá no início do próximo ano o projeto de reforma aprovado. Até agora, entretanto, está tudo desativado. A Vila Olímpica tem ampliado a oferta de atividades à população, mas ela está longe de estar totalmente concluída. Foi feita a observação de que o novo prefeito da cidade, Fernando Haddad, sinalizou o interesse da Prefeitura em fazer uma parceria com o Governo do Estado para a conclusão da reforma dessa Vila Olímpica.

Há um programa na Secretaria que se chama “Jovem em Foco”, com o valor projetado para 2013 de R$ 1,6 milhões. Como o esporte não é utilizado na formação de crianças e adolescentes, o Estado acaba correndo atrás do prejuízo, investindo R$ 1,105 bilhões na Fundação Casa, onde ficam jovens infratores que não tiveram oportunidade de acesso aos instrumentos que contribuem para a formação da cidadania.

Um dos poucos programas da Secretaria voltados para inclusão social de crianças e adolescentes através do Esporte tem a denominação de “Esporte Social”. No Governo de José Serra, essa ação teve o seu orçamento cortado em 50%. No orçamento de 2013, a proposta orçamentária projeta o valor de R$ 3.432.275,00 para atender 8.000 pessoas. Como o programa oferece a participação de 100 crianças e/ou adolescentes por núcleo, só é possível atender 80 entidades e/ou municípios do Estado de São Paulo. Todavia, nem isso deve acontecer, já que neste ano de 2012 a Secretaria de Esporte empenhou nessa ação R$ 980 mil até o mês de Novembro, ou seja, 21,4% do seu valor constante no orçamento.

Embora haja bons Projetos da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, os resultados nunca serão positivos, considerando-se o orçamento pífio destinado ao Esporte”. Assim terminou o nosso colaborador Walter Silva.

NO PÉ

POR QUE CRESCEM O VÍCIO E A DELINQUÊNCIA

Sob este título em nosso blog, o prezado leitor poderá complementar a visão que queremos divulgar sobre a importância do esporte e o ímpeto indomável das autoridades estaduais para se apropriar dos recursos dedicados ao esporte, esforços que, além de contribuírem para a saúde da população, afastam a juventude da bebida, das drogas, da criminalidade e da perversão dos costumes.
O texto acima citado foi publicado em 11 de dezembro, coincidentemente no mesmo dia em que o Secretário de Esporte falava na Assembléia Legislativa.

CÁSSIO PRECISA SER BEM EXAMINADO

Escreve-nos um leitor, com importante currículo na nossa medicina, que observando Cássio, seus dois irmãos e a sua genitora teve a forte suspeita que ele deve ter acromegalia, um tumor benigno na hipófise, mas que pode provocar no atleta morte precoce, hipertensão e cardiopatia. Foi o que aconteceu há muitas décadas com o grande pugilista italiano Primo Carnera.

Diz o provérbio “cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. Por isso é conveniente que ele seja examinado com alguma urgência por um endocrinologista. É importante um esclarecimento conclusivo das condições físicas “do bola de ouro” da Copa dos Campeões, para que ele e os corinthianos se acalmem, e se for o caso, dar início a um tratamento especifico.

EFEITO MULTIPLICADOR

Nosso artigo, publicado em 11 de dezembro com o título “Por que crescem o vício e a delinquência”, teve um efeito multiplicativo. Ele foi reenviado a muitas centenas de integrantes do cadastro do CEV Panathlon.

Igualmente, o esportista Laércio Pereira, de Manaus, que coordena provavelmente o maior CEV esportivo do país, também mandou para mais de mil destinatários a matéria sobre o nosso dirigente olímpico Ferreira Santos, escrita há 50 anos e publicada no dia 15 de dezembro.

É altamente gratificante para o autor do artigo este efeito multiplicador, reencaminhando matérias da sua coluna para um público especificamente vinculado aos temas do esporte ético, do fair play e do esporte como fator de saúde e cidadania.

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