O Civismo Tornou-Se Prioridade

O ano de 2013 marca o início do Quadriênio dos Mega eventos que o Brasil deve sediar até 2016. O primeiro será efetuado em junho deste ano. Trata-se da Copa das Confederações, uma disputa que nos vai testar para a Copa do Mundo de 2014. Ela, certamente, dará ao nosso futebol a oportunidade de voltar ao topo do ranking da FIFA, que reúne quase 200 nações participantes do esporte nacional do planeta. 2016 será também a ocasião dos Jogos Olímpicos, que congregarão mais de duas centenas de países concorrentes.

Não bastasse este big three de eventos, seremos igualmente sede de mundiais de realizações de outras modalidades e ainda da grande reunião de juventude católica no Rio de Janeiro que contará, inclusive, com a presença do Papa.

Bancar todos estes super eventos será razão para o Brasil fixar sua imagem no exterior e demonstrar claramente o nosso pleno desenvolvimento, deixando para trás o subdesenvolvimento e ingressando no primeiro mundo.

De uma imagem de país amadurecido dependem resultados econômicos, como o turismo (somos um país maravilhoso) e maior personalidade no comércio exterior. A auto estima nacional será consideravelmente ampliada se nos organizarmos.Tudo isso em favor do bem estar do nosso povo.

A população consciente de nosso país terá, diante deste quadro, uma sobrecarga de responsabilidades. Além de zelar pela ética, lisura e fair play com os quais o esporte deve ser praticado, terá de se manifestar contra a inidoneidade endêmica de políticos, empreiteiros e figuras governamentais.

A importância de nossa imagem no exterior tem recebido arranhões contínuos, delatados no último ano pela FIFA e pelo Comitê Olímpico Internacional. Não podemos nos esquecer que a corrupção será a principal adversária para atingirmos as nossas metas.

Ainda em 2012, quando os festejos de fim de ano abarrotaram de turistas as praias mais nobres do Rio de Janeiro, os assaltantes preferiram pousadas e hotéis nas quais as vítimas eram ingleses, americanos e viajantes procedentes da área da Europa. Imaginem que os prejudicados disseram nos seus países de origem do nosso Brasil, nação onde perderam o dinheiro que trouxeram, documentos e o passaporte, além de seus aparelhos eletrônicos.

Por todos os meios possíveis temos a missão de divulgar que a imagem do Brasil está em primeiro lugar.

O civismo tornou-se prioridade.

NO PÉ

NOTA ZERO PARA O COB

Não podemos deixar de divulgar a cópia enviada pela honrada SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) ao presidente do COB. Em vez de se preocupar com o enorme problema citado no artigo acima, eles vão intrometer-se em uma causa nobre, tentando atrapalhar ou “melar” uma ação que estimula a educação de nosso país. Leiam este texto:

São Paulo, 08 de janeiro de 2013

SBPC- 138/Dir.

Ilustríssimo Senhor

CARLOS ARTHUR NUZMAN

Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

Senhor Presidente,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, que atua em defesa do avanço científico e tecnológico do Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), receberam com espanto e indignação a informação de que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) notificou extra-judicialmente a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo uso supostamente indevido da palavra “olimpíada”, no nome da competição que organiza, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.

Ninguém ignora a importância dessas competições científicas – no país já existem 18 delas – para a divulgação da ciência e o aumento do interesse dos jovens pelas atividades científicas, o que é fundamental para o desenvolvimento tecnológico de qualquer nação e o bem estar econômico e social de sua população.

Sem esquecer que jovens que vencem as olimpíadas nacionais depois vão participar de competições internacionais. E muitos deles têm se destacado, contribuindo para divulgar o nome do Brasil e da ciência e educação do país. É o caso, por exemplo, do jovem Matheus Camacho, de 14 anos, aluno de uma escola de São Paulo, que acaba de conquistar em Teerã, uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Ciências, concorrendo com estudantes de 28 países.

Por isso, a proibição do uso da palavra “olimpíadas” para designar competições científicas é uma situação que se configura mais despropositada ainda, quando se sabe que a palavra é empregada mundialmente para designar competições científicas, tais como International Mathematical Olympiad, Math Olympids for Elementray and Midde Schools, The British Mathematical Olympiad Sibtrust, Science Olympiad, entre muitas outras.

Assim, a SBPC e a ABC não concordam com a decisão do COB de ter a exclusividade do uso da palavra “olimpíada”, pois significará um retrocesso trazendo em prejuízo a todas as tradicionais olimpíadas educacionais (matemática, ciências, língua portuguesa, química, astronomia entre outras) que se realizam no Brasil há anos.

Sempre prontas a defender a ciência e a educação brasileira, a SBPC e a ABC subscrevem,

Atenciosamente,

HELENA B. NADER JACOB PALIS

Presidente da SBPC Presidente da SBC

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