Boca merece exclusão da Libertadores

Foto: AFP

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Após o escândalo ocorrido no intervalo do Superclássico argentino, quando torcedores do Boca Juniors lançaram substância química ainda não identificada contra os jogadores do River Plate, a questão é saber qual será a postura da Conmebol em relação a mais uma partida inacabada válida por uma competição sul-americana.

Fato é que, como diversas normas disciplinares esportivas, o código da Conmebol responsabiliza os clubes pelos atos de seus torcedores. As agremiações envolvidas nas competições continentais podem, portanto, ser punidas pela entidade de cúpula do futebol sul-americano ainda que não tenham contribuído diretamente para a incidência de eventos impróprios.

Porém, no episódio de ontem, mesmo que o código da Conmebol não responsabilizasse objetivamente os clubes pelos atos de seus fãs, não haveria como poupar o mandante de punição: afinal, é conduta no mínimo negligente não impedir que torcedores se dirigissem, munidos de substância química, ao túnel por onde passariam os jogadores rivais.

O tribunal de disciplina da Conmebol tem tudo para decidir de forma inapelável, e não deve levar em conta o inegável impacto político, econômico e esportivo que uma decisão drástica poderia provocar.

Atribuir a vitória no confronto ao River Plate – sem prejuízo de outras sanções, como uma longa exclusão da Bombonera – parece ser a medida mais adequada dentre as que poderiam ser adotadas pelo tribunal do futebol continental (que possui, aliás, ampla margem de manobra para decidir).

Mais precisamente, os órgãos de disciplina poderiam, por exemplo, determinar a exclusão do Boca da atual edição da Libertadores (art. 22.1.l).

Além de perfeitamente coerente com o previsto pelo código de disciplina da entidade, uma decisão como tal não penalizaria o clube de Nuñes, que encerrara o primeiro tempo do confronto provisoriamente classificado para a fase seguinte da Libertadores.

Qualquer desfecho diverso faria com que a credibilidade da Conmebol, em particular, e do futebol continental, em geral, ficasse ainda mais abalada após o episódio da Bombonera.

São Paulo pagará comissões a empresa de Hong Kong; conselheiros reagem

Além da crise financeira e das recentes eliminações esportivas, outros temas agitam os bastidores do São Paulo.

A diretoria do clube comprometeu-se a pagar comissão de 15% sobre os valores
envolvidos no contrato de fornecimento de material esportivo firmado com a
norte-americana Under Armor.

A beneficiária das comissões é a Far East, empresa do ramo da construção civil sediada em Hong Kong.

Em dezembro de 2014, um caso semelhante já causara polêmica no clube do Morumbi.

À época, o presidente Carlos Miguel Aidar admitiu que a TML, empresa de sua namorada Cinira Maturana, teria direito a comissões de 20% sobre negócios levados ao clube. Após a
repercussão da informação, contudo, o contrato foi rescindido, sem que nenhuma
negociação fosse concretizada.

Ocorre que o acordo com a Under Armor, estimado em R$ 120 milhões, não faz menção a intermediários.

O pagamento de tais comissões motivou um grupo de conselheiros descontentes com procedimentos adotados pela atual diretoria a pedir esclarecimentos, por meio de um requerimento ao presidente do conselho deliberativo.

Na próxima reunião do órgão (19 de maio), o grupo contestará, vale dizer, não apenas as comissões em questão, mas também o fato de o próprio contrato firmado com a empresa norte-americana não ter sido submetido à prévia aprovação do conselho deliberativo, conforme determina o estatuto social do clube – na próxima semana, os conselheiros são-paulinos terão apenas a oportunidade de referendar ou não o pacto já celebrado.

Sheik fora contra Guaraní paraguaio: rigor excessivo ?

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

Para o tribunal disciplinar da Conmebol, o trança-pé aplicado por Emerson Sheik em Rafael Tolói não apenas mereceu cartão vermelho direto, como também configurou agressão contra o zagueiro são-paulino.

Por isso, o atacante, que já cumpriu suspensão automática na primeira partida das oitavas de final da Libertadores contra o Guaraní paraguaio (0-2), não poderá nem disputar o jogo de volta nesta quarta-feira, nem o primeiro confronto de uma eventual quarta de final.

A decisão em questão não foi publicada pela Conmebol, mas há fortes indícios de que a formação competente para apreciar o litígio tenha entendido que houve agressão (suspensão mínima de três partidas), e não conduta antidesportiva contra rival (suspensão mínima de uma partida).

A questão é saber (i) se o trança-pé em questão mereceu punição com cartão vermelho e, mais do que isso, (ii) se o ato configurou agressão contra o zagueiro tricolor.

Respeitadas as opiniões divergentes – e sem discutir a polêmica expulsão -, parece desproporcional enquadrar como agressão o toque (desleal, é verdade) de Emerson em Tolói, cuja simulação logo após o lance, em contrapartida, passou despercebida tanto pelo árbitro do jogo, quanto pelos julgadores da Confederação sul-americana.

As mortes de Jobson

Satiro Sodre/SSPress

Satiro Sodre/SSPress

Se confirmada, a suspensão de quatro anos imposta pela FIFA ao atacante Jobson, cocainômano confesso, decreta a provável morte esportiva, mas também a possível morte social, do ser humano que até semana passada dava mostras de recuperação com a camisa do Botafogo.

A sanção foi motivada pela recusa do jogador, que é reincidente, em submeter-se a um controle antidoping quando tentava liberação para retornar ao Brasil, mas ainda estava vinculado ao clube saudita Al-Ittihad: em resumo, as regras internacionais aplicáveis à matéria presumem culpado o atleta que se nega reiteradamente a cooperar com a fiscalização antidoping.

Tanto o rigor da sanção de quatro anos, quanto a integridade discutível da entidade responsável por sua aplicação, levantam dúvidas sobre forma como a situação foi conduzida.

Ao menos por uma vez, a FIFA nada mais fez, no entanto, do que aplicar a lei. No caso, o Código mundial antidoping (CMA), cuja aplicação é global e cujas regras sequer são, aliás, obra da entidade de cúpula do futebol mundial.

Se a FIFA lavou as mãos e parece ter jogado às traças o atacante brasileiro, praticamente todas as outras grandes federações internacionais teriam, ao menos em tese, agido da mesma forma, posto que igualmente signatárias do código em questão.

O caso Jobson deve, portanto, servir menos como motivo para repreender a FIFA, e mais como ocasião para discutir modificações no sistema antidoping em vigor: chegou a hora de diferenciar o dependente químico viciado nas chamadas drogas sociais do atleta que faz uso de substâncias ilícitas em busca de melhor rendimento esportivo.

De toda forma, a decisão da FIFA não é definitiva, já que ainda cabem recursos a outro órgão da entidade e ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). A defesa do atacante deverá, inclusive, interpor nos próximos dias recurso com pedido de efeito suspensivo.

Em tempo: o código antidoping não contempla expressamente uma redução de pena na hipótese de utilização de drogas sociais, mas o TAS já procedeu, em casos anteriores, a uma “análise de proporcionalidade”, que poderia contribuir com a defesa do atacante. De modo que, se a absolvição do jogador é improvável, é possível vislumbrar uma redução da sanção.

Federação paulista, muito prazer: este é o código de arbitragem da FIFA

Mesmo sem ver “nada de errado”, o coronel Marcos Marinho decidiu acatar a recomendação da FIFA. Diferentemente do que ocorrera até agora, os árbitros que apitarão as decisões do Paulista não exibirão em seus uniformes a marca do patrocinador do Palmeiras, finalista contra o Santos.

O chefe de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol) é, vale lembrar, a mesma pessoa que, dias antes, afirmara erroneamente ao ESPN.com.br que “a FIFA faz o que quiser com os campeonatos dela, com os da federação paulista é a gente que resolve”.

A despeito da opinião do coronel Marinho, a proibição em questão, tão lógica quanto tardia, é antes de tudo medida de bom senso.

Uma noção que, não em todos os casos, mas certamente neste, até se confunde com senso comum, tamanho o equívoco que é permitir, tanto no futebol quanto na vida, que julgador e julgado vistam a mesma camisa: sempre que isto ocorrer, estará instaurado um conflito de interesses.

Não bastou, contudo, a pressão da imprensa, nem a reclamação dos rivais: a federação paulista só cedeu após ser comunicada pela CBF de notificação endereçada pela FIFA, cujo regulamento aplicado à arbitragem é claro ao vedar que o mesmo patrocinador anuncie sua marca nas camisas dos apitadores e de ao menos um dos clubes envolvidos em uma partida (art. 15.3). A norma em questão ainda estabelece que, não havendo conflito de interesses, o anúncio deve ocupar, contrariamente ao que ocorria em São Paulo, apenas as mangas do uniforme (art. 15.2).

A possibilidade é remota, mas é permitido sonhar que o episódio sirva para que dirigentes paulistas e de outros Estados passem a acreditar que certas reivindicações da opinião pública futebolística não são tão insensatas quanto podem parecer.

Como isto não deve ocorrer, resta ao menos a certeza de que, agora, a FPF já conhece o regulamento de arbitragem da FIFA.

Fekir: filho de argelinos, mas francês

Foto: AFP

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Nabil Fekir, filho de argelinos nascido em Lyon, anunciou, após seis meses de novela, que sua nação esportiva será a França.

A escolha feita pela principal revelação do Lyon (11 gols e 7 assistências), líder improvável do Campeonato Francês a dez rodadas do final, põe fim a um dilema que extrapolou a esfera pessoal e despertou interesses diversos.

Tudo começou quando o atacante de 21 anos passou a ser cortejado por Christian Gourcuff, técnico da seleção do norte da África, e cogitado por Didier Deschamps, comandante da equipe francesa.

Enquanto o pai do atacante nunca escondeu o sonho de vê-lo com a camisa argelina, a reveleção do ano na França já anunciara que tomaria uma decisão apenas neste mês de março.

O caso ganhou contornos ainda mais polêmicos após o técnico da seleção argelina ter revelado que, por telefone, Fekir teria manifestado na última sexta-feira o desejo de defender a antiga colônia francesa.

Especula-se que o jogador – que não nega o telefonema, mas seu teor – poderia ter mudado de ideia por razões menos sentimentais do que racionais, como a perspectiva de maior projeção profissional, seja em termos esportivos (perspectiva de disputar títulos com os Bleus) ou sobretudo econômicos (valorização em negociações futuras por atuar pela França).

Não por acaso, Jean-Michel Aulas, executivo que preside o Lyon, foi, aliás, um dos que apoiaram abertamente e aplaudiram a escolha de seu jogador.

Por essas e outras, o desfecho do caso desagradou a muitos na Argélia: se a imprensa local tratou-o, entre outros termos mais pesados, de vira-casaca, a federação daquele país anunciou no último sábado a intenção de criar uma comissão que poderia banir todo atleta que “afronte a imagem da seleção argelina”. Uma seleção que, por razões afetivas ou oportunismo, é sistematicamente composta por franco-argelinos (14 dos 23 convocados para o último Mundial nasceram na França).

A situação de Fekir é ainda mais curiosa pois as regras da FIFA não impedem que o jogador mude de ideia futuramente: em casos envolvendo atletas com mais de uma nacionalidade estatal, a escolha efetiva da chamada nacionalidade esportiva opera-se apenas no momento da primeira convocação para uma partida oficial. Em outros termos, nada o impediria Fekir de disputar todos amistosos preparatórios para a Eurocopa 2016 com a França, que sediará o evento e não disputará as eliminatórias, antes de passar a defender a Argélia.

A possibilidade descrita acima parece, por si só, pôr em cheque a sistema atual, que abre margem a derivas relacionadas à fixação da nacionalidade para o futebol: em nome da integridade das competições entre nações, o fenômeno da plurinacionalidade não pode se tornar um trunfo para que a escolha por uma ou outra seleção seja definida por interesses alheios ao esporte.

Em tempo: uma entre muitas sugestões seria estipular que a disputa de partida oficial por uma seleção de base já é suficiente para determinar a nacionalidade esportiva de um jogador.

Inglaterra, um reinado iminente ?

A Premier League ficará ainda mais rica. Graças à assinatura de um contrato sem precedentes, os clubes da elite do futebol inglês dividirão nas próximas quatro temporadas, a título de direitos de transmissão, a quantia de 3,2 bilhões de euros por ano, dos quais 900 milhões referentes aos direitos de competições internacionais. Tais números representam uma aumento de 70% em relação aos valores previstos pelo pacto ainda em vigor.

AFP

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Assim, o campeão inglês da próxima temporada deverá receber da televisão algo em torno de 210 milhões de euros, quase cinco vezes a quantia que caberá, por exemplo, ao próximo campeão francês (45 milhões de euros).

Os valores divulgados preocupam, certamente, todos os clubes das outras grandes ligas europeias.

Daqui por diante, a questão é, portanto, saber como confrontar o poderio econômico do futebol inglês.

O desafio será ainda maior em tempos de fair-play financeiro da União Europeia de Futebol (UEFA), já que desde 2013 os clubes daquele continente são impedidos de gastar mais do que arrecadam a cada temporada.

Desse modo, o êxodo de jogadores rumo a uma Premier League fortalecida não poderá sequer ser confrontado por aportes diretos de investidores: parece inevitável que “mecenas” tais quais os russos do Monaco e sobretudo os catarianos do PSG, cujo sonho declarado sempre foi o topo da Europa, tenham de rever seus projetos esportivos e ser criativos em busca de novas fontes de receita.

Se as principais ligas e até os milionários clubes do Velho Continente devem acusar o golpe, o enriquecimento inglês não afetará diretamente o Campeonato Brasileiro. Porque, sinal dos tempos, antes de preocupar-se com a perda de atletas para pequenos da Inglaterra, os clubes nacionais têm de lidar com a ameaça de concorrentes ainda menos prestigiosos: basta lembrar o exemplo do selecionável Diego Tardelli, que trocou o Atlético/MG pelo futebol chinês.

Multado e excluído, Marrocos vai à Suíça contra federação africana

Foto: CAF

A federação do Marrocos recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) contra a dupla punição, esportiva e financeira, imposta pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

 

Por ter desistido da organização da última Copa Africana de Nações (CAN), os marroquinos ficariam fora das duas próximas edições da competição continental e teriam de desembolsar (i) 8 milhões de euros, como reparação a “prejuízos materiais” sofridos pela CAF e por terceiros, além de (ii) 1 milhão de dólares, a título de multa.

 

Se do ponto de vista esportivo a punição da CAF não causou grande surpresa, do ponto de vista econômico a conta saiu bem maior do que esperava a Real Federação Marroquina.

 

Os elementos sugerem que a sanção ao Marrocos configuraria mais um ato revanchista da CAF do que uma maneira de fazer cumprir as regras do jogo.

 

Afinal, o regulamento da CAN 2015 previa, em caso de desistência durante os seis meses anteriores à competição, a imposição de uma singela multa de 50.000 dólares, sem contar a reparação de “todos prejuízos morais e financeiros”.

 

Fato é que, tal qual foram aplicadas, as sanções impostas pela CAF, que abalariam seriamente a estrutura de qualquer grande nação do futebol mundial, tendem a destroçar o futebol do Marrocos. Um país que, vale lembrar, fundamentou sua desistência em razões de saúde pública, por considerar que a realização de um evento continental poderia promover a propagação do vírus Ebola em seu território.

 

Agora, cabe à suprema corte do esporte mundial analisar o caso a partir de uma posição imparcial.

Sem Guerrero contra o São Paulo ?

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O cartão vermelho recebido na partida contra o Once Caldas (COL) pode tirar o atacante Guerrero do provável confronto contra o São Paulo, na Arena Corinthians, que abriria em 18 de fevereiro a fase de grupos da Libertadores.

A questão é saber como os juízes dos tribunais de disciplina da Conmebol interpretarão o movimento de braços do peruano, que acertou o rosto do zagueiro colombiano Camilo Pérez no primeiro tempo da goleada corintiana (4-0) sobre os campeões de 2004 : agressão/conduta violenta ou apenas conduta antidesportiva ?

O código disciplinar do futebol sul-americano prevê punição de ao menos três partidas se configurada conduta violenta ou agressão contra um atleta (art. 10.1.b).

A sanção mínima de uma partida é reservada a casos de conduta antidesportiva (art. 10.1.a).

Independentemente da decisão dos tribunais de disciplina da Conmebol, que devem se manifestar nos próximos dias, o atacante peruano deverá cumprir suspensão automática e está fora do jogo de volta contra o Once Caldas, pela pré-Libertadores.

Flamengo também é culpado por invasão em Macaé

Fla Imagem

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O Macaé não é o único responsável.

 Assim como o clube mandante da partida do último domingo (1-1), o Flamengo merece ser punido pela invasão de vestiário que provocou ferimentos no goleiro Ricardo Berna, que estreava pelo atual campeão da série C nacional. Declarações do ex-atleta do Fluminense e, sobretudo, imagens captadas no momento da invasão não deixam dúvidas de que torcedores do Flamengo foram os responsáveis pelo incidente.

Estranhamente, o regulamento de competições da Federação do Rio de Janeiro prevê apenas punição ao mandante da partida em casos como o de domingo – o Macaé deverá perder mandos de campo e ser multado em até 100 mil reais.

Contudo, o Flamengo não deveria ficar impune.

Uma questão de justiça, mas sobretudo uma questão de aplicação da principal norma esportiva brasileira.

Porque, se o regulamento de competições da FERJ é silente acerca do tema, a imposição de sanções ao Flamengo depende apenas da aplicação do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Como tantas outras normas internacionais e estrangeiras, o principal código nacional prevê punição aos clubes visitantes por atos de seus torcedores (art. 213, §2º).

Um dispositivo lógico, mas ausente no regulamento fluminense.

A inexplicável omissão seria motivada por simples lapso por parte da FERJ ?

Em todo caso, parece confortável aos grandes cariocas – para não dizer covardia – imputar toda a responsabilidade pela violência causada por seus torcedores itinerantes a mandantes bem menos prestigiosos.