Gênio Neymar derruba São Paulo no Morumbi

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

O Santos Futebol Clube está na final do Paulistao 2012. Com um futebol técnico, de grupo e muito bem estruturado pelo treinador Muricy Ramalho – o Santos derrubou o São Paulo em pleno Morumbi por 3 a 1 com os três gols marcados pelo Neymar.

Algumas reflexões sobre o clássico:

1. Neymar é gênio e ponto final. Não vou comentar nada sobre esta afirmação. Me parece desnecessário. Ainda deve amadurecer alguns comportamentos desnecessários, mas a evolução deste atleta é fabulosa!

2. E o frango que o Denis levou? Não é a primeira vez que o goleiro do São Paulo falha. E agora? o Leão vai afastá-lo da Copa do Brasil? O Tite afastou o Julio César por menos que isso.

3. Emerson Leão – repito (e vou repetir sempre!) : é um treinador ultrapassado. Assim como Luxemburgo e Felipão. No entanto, com os jogadores que tem em mão, Leão fez um bom trabalho e demonstra um pouco mais de maturidade no comando. Até porque, o São Paulo fez um bom campeonato paulista e a ausência do Luis Fabiano foi sentida pelo elenco tricolor na eliminação para o Santos.

4. O Santos (ainda) é o melhor time do Brasil – disparado! Não conquistou o Brasileirão ano passado porque largou mão do torneio, mas numa dimensão nacional e em termos de América, não vejo nenhum time melhor que a equipe santista.

5. Enquanto o São Paulo fizer trabalho psicológico com médico psiquiatra – o emocional não será trabalhado adequadamente e no formato que a Psicologia do Esporte (ciência) pode oferecer.

O resto é choradeira, reclamação de arbitragem. Derrubar o Santos, hoje em dia, é tarefa para poucos. Bem poucos!

Julio César e o Dia dos Goleiros

Hoje – dia internacional dos GOLEIROS – quero fazer uma homenagem ao JULIO CESAR – goleiro do Corinthians. Por que? motivos não faltam ! Ele é exemplo de amor à camisa – falha como todo BOM goleiro e ser humano “pode” falhar (e não me venham com esta de que “goleiro é o único que não pode falhar – porque isso é idealizar uma situação que só gera mais pressão num atleta que, como os demais, devem estar concentrados e equilibrados). Procurem ver a situação com menos paixão e mais coerência.

Julio César será afastado do time titular na sequência da Libertadores e isso, amigos, é o maior tiro no pé que um clube pode fazer pelo seu atleta. Afaste, sim, o Valdivia pelas conhecidas festas e faltas nos treinos como ele sempre costuma fazer na seleção chilena! afastem, sim, o Adriano pela total falta de comprometimento com o clube que defende – e olha que o Flamengo está prestes a fazer mais uma burrada! (não há tendão de Aquiles que suporte tanto peso!) – afastem, sim, o jogador irresponsável perante a si e ao grupo!

Agora, afastar um atleta exemplar em termos de comportamento, comprometimento e doação ao grupo é estupidez daquelas “de livro”! Sintoma de que a mentalidade frágil e superficial no futebol continua a mesma de sempre! No momento de dar força ao rapaz, os mandatários preferem afastar . Claro, é mais fácil! na cabeça deles, mais coerente. Afinal, ele anda falhando demais – deixem o rapaz pensar um pouco na vida. Como se o silêncio fosse o melhor educador neste caso.

Vocês já pensaram que tipo de mensagem este fato pode sugerir aos demais atletas? Olha, se falhar, tá fora!
E o trabalho psicológico no Corinthians vai ficando para 2o 3o 4o plano e a Libertadores correndo. O drama psicológico institucional que vive o clube (na minha opinião, o maior problema nesta relação turbulenta com a Libertadores) não é encarado da forma que deveria!
Se você é corintiano e não gostou do post, peço desculpas. Há momentos em que se deve conceber uma situação com menos paixão e mais coerência. Afundar que está por baixo, é fácil. Levantar quem precisa, ninguém tenta!
Deixa isso tudo pra lá! Parabéns Julio César, pelo exemplo que você dá de amor e doação ao seu clube. Parabéns a todos os goleiros pelo dia daquele que ocupa o espaço no campo quem nem grama nasce!

Alonso: Massa está mais rápido que você!

Pois é!  Esta mensagem – que não foi emitida pelos chefões da Ferrari e pedida pelo Galvão Bueno – poderia ter mudado  o resultado do GP do Bahrein. O estranho foi ler os jornais da internet e nada encontrar sobre este novo absurdo protagonizado pela equipe italiana que perdeu totalmente a credibilidade diante da opinião pública esportiva.

Quando o contrário ocorre, o rádio da equipe vira um megafone nos ouvidos do brasileiro como na corrida da China em que Massa estava à frente de Alonso e a Ferrari falou que “a estratégia era diferente”. Por que a “estratégia” nunca é a nosso favor? E o espanhol ainda pegou o vácuo de Kobayashi que entrava nos boxes para escapar da ultrapassagem de Felipe Massa e acabou atrapalhando ainda mais seu “companheiro de equipe” fazendo uma manobra ridícula na reta do Bahrein.

Nota ZERO para a Ferrari que é uma equipe de um piloto só e que perdeu a chance de mostrar que tem algum tipo de coerência, seriedade e competência. Na Espanha, quando o Rei vai caçar elefantes – o povo local perdoa. Quando Alonso mostra seu lado Dicky Vigarista (no melhor estilo do desenho “Corrida Maluca”), os espanhóis sempre dão um jeito de proteger e justificar.

Já, por aqui, a coisa parece ser bem diferente. Nem tanto ao mar. Nem tanto à terra. Não precisamos da ignorância absoluta na cega defesa dos absurdos nem, muito menos, da negação completa de uma visão realista e mais bem articulada!

Por menos jornal que isso possa vender!

Formula 1 no Bahrein e o inglês falastrão

A crise político-social vivida pelo Bahrein não preocupa o chefe da McLaren mais do que a violência urbana no Brasil. Foi o que Martin Whitmarsh deixou claro neste sábado, ao defender a realização do GP de Fórmula 1 no país asiático, no próximo final de semana.

Assim como em 2011, quando a corrida no Bahrein foi cancelada por falta de segurança, a nação do Golfo Pérsico segue vivenciado conflitos entre manifestantes e a polícia.

“Nós viajamos ao Brasil, para uma variedade de lugares. Estamos conscientes da segurança que temos que ter para alguns locais que vamos, e não estamos sempre tão confortáveis como gostaríamos de estar, mas nós não decidimos isso”, afirmou Whitmarsh ao jornal britânico Daily Mail.

Pois é, amigos. Gostaria de saber o que este senhor tem a dizer do pânico que o povo inglês diante da possibilidade de ataques terroristas. O que o chefe da equipe inglesa tem a dizer do assassinato do brasileiro Jean Charles em território britânico – ao ser confundido por terroristas.

Ah, sim, lá eles tem a Scotland Yard!

Ninguém fala nada diante de um absurdo destes? Comparar o Brasil ao Bahrein e perceber o silêncio das pessoas é, de fato, comprovar o que Nelson Rodrigues – há 60 anos – já dizia sobre o povo brasileiro: “um país com complexo de vira-lata”.

Tão complexado que é incapaz de defender a própria nação diante de falastrões que não tem moral alguma para falar de nosso país. A ideologia de que “tudo o que vem de fora é melhor” parece ainda permanecer nas ações culturais e sociais de nossos órgãos de imprensa e no senso comum.

Não temos moral para ir contra a fala deste e tantos outros sujeitos que ainda se julgam acima de nós, tupiniquins? Até que ponto, os próprios brasileiros tem culpa nisso tudo? Atletas que nos representam fora do Brasil costumam contar com pouco – ou nenhum apoio construtivo – nas opiniões e críticas do nosso povo. Pelo contrário. Na maioria das vezes, são expostos e detonados por jornalistas do nosso próprio país. Se não impusermos respeito a partir de nossas próprias ações, sujeitos infelizes como este senhor britânico continuarão falando o que bem entenderem sobre o Brasil.

Aí o leitor pode pensar: “Ah, nós podemos falar mal do Brasil para o mundo. Eles não!”.

Depois não adianta reclamar nem ficar de cara feia, certo?

Os pecados de Patrícia Amorim

O Flamengo está fora da Libertadores. Revolta, choro, indignação. De nada adianta agora a tristeza por esta vergonhosa participação do time iniciado por Wanderley Luxemburgo e assumido por Joel Santana.

Nestes (e em tantos outros momentos), a presidente do clube, Patrícia Amorim, deveria refletir um pouco melhor sobre suas atitudes e decisões atrapalhadas em todo o período de sua gestão. Como “prêmio” pelo mandato – foi nomeada ontem chefe da delegação da Seleção Brasileira de futebol feminino. Custo a crer…

Alo, Patrícia Amorim – quero te dar uma NOTA ZERO (bem redondinho) – aquele 0,0 mesmo, sabe? Com gosto e louvor!
Por que?

Você terceirizou (entregou de bandeja) o dpto de futebol do clube para pessoas pouco (ou nada) experientes!

Você abriu mão de dirigir o clube porque não teve pulso para administrá-lo! Tomaram ele de suas mãos?

Você apostou num treinador que já demonstrou que, há muito tempo, não está mais no “pelotão de elite” do futebol brasileiro!

Você está em vias de perder o Ronaldinho Gaúcho que estuda a rescisão de contrato – o que será – possivelmente, sua maior derrota no Flamengo!

Você permitiu a saída do clube do Paulo Ribeiro: um profissional que tinha 21 anos de clube – um dos melhores psicólogos do esporte disparado deste país! Tudo por conta de que? do sr. Kid Madureira. ! Sim, aquele que a senhorita acreditou que tinha um “proxétu”, lembra?

Você se cercou e confiou nas PIORES pessoas que poderia ter “ao seu lado”…

E agora aposta no Adriano – que, há muito tempo deu TODAS as provas que não quer mais NADA com o futebol. Quanto você vai pagar a ele? Qual o rombo da dívida que o clube irá arcar por mais este erro de estratégia?

O Flamengo e sua história são maiores que tudo o que você tem feito pelo clube! Prefiro nem citar o episódio envolvendo o Zico para não tornar o quadro ainda mais caótico – mas você escolheu o lado errado a seguir, Patrícia.

Afinal, clube de futebol não é piscina. E isso você já deveria ter aprendido!

Joel, amigo, abra seu olho…