A permanência de Adriano no Corinthians parece estar com os dias contatos. Visivelmente acima do peso, o atleta – que se nega a pesar – terá dois dias de folga para pensar na vida. Muitos comentam que pode ser o capítulo final desta novela que, infelizmente, se aproxima de um final melancólico.
No campo motivacional, vale frisar que ninguém consegue “instalar” necessidades quando não existe um apelo íntimo e real para a execução adequada de uma tarefa ou, até, no desenvolvimento e manutenção de uma profissão. Por mais que se diga por aí que a questão do Adriano é psicológica – de nada vai adiantar se ele próprio não assumir que precisa de ajuda.
Chega uma hora que os apelos extra-campo são mais fortes e, se o atleta não consegue equilibrar a vida pessoal com a profissional, o resultado tende a ser catastrófico. Especialmente num esporte de alto rendimento como o futebol que exige uma preparação esportiva (física, técnica e mental) acima da média. Além disso, a pressão e expectativa da torcida dificultam ainda mais a força de reação interna que lhe é solicitada a todo instante.
Quer saber? deixem o Adriano seguir seu caminho. Ele não está mais no pique de concentrar, treinar, acordar cedo. Há outras coisas que fazem mais sentido a ele. E não é de hoje. O Corinthians errou ao trazê-lo para a capital paulista. Estive na Itália uma semana após a rescisão de seu contrato com a Roma e o que escutei por lá a seu respeito em nada se diferencia do que ouço por aqui. Noitadas, mulheres, bebidas, sobrepeso e falta de comprometimento.
É um panorama muito ruim para a convivência e harmonia do time. Um atleta que recebe uma fortuna como Adriano e não consegue se manter em forma – pode representar, se não houver um comando técnico/comportamental adequado da situação, uma variável danosa ao senso coletivo e de coesão do grupo.
O certo é que Adriano está muito mais motivado para viver a vida e, se os dirigentes corintianos assumirem o erro e deixar o atacante ir embora, todos ficarão felizes e satisfeitos. Do contrário, a situação ficará como a de adolescente desobediente que cabula uma aula atrás da outra para ir ao shopping. Chega uma hora em que os pais terão de assinar o boletim escolar do filho e aí, amigos, não tem jeito: é bronca e castigo na certa!
Adriano já é homem formado e sabe o que quer da vida neste momento. E assim o fará.
De um jeito, ou de outro, certo?









