Nibali e a transparência

AFP

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Bristol (EUA) – A esta altura pode-se dizer que o italiano Vincenzo Nibali será o campeão do Tour de France deste ano, desde que não sofra um acidente nos três últimos dias, um dos quais, sábado, é para um “time-trial”, um contra-relógio.

Nesta quinta-feira, ao ganhar mais uma etapa, perguntaram-lhe se ele podia comparar seu domínio do Tour com as atuações de hepta-campeão Lance Armstrong e a resposta foi quase indignada:

- Minha carreira sempre foi marcada pela transparência. Meu domínio este ano é devido em grande parte às ausências de Chris Froome e de Alberto Contador, em virtude de acidentes, algo fora de meu controle.

Nibali disse ainda:

- Lance se focalizava no Tour, mas eu sempre me concentrei também em outras provas, como a Vuelta a España, que ganhei em 2010, e ao Giro d’Italia, onde fui o campeão em 2013. Em todas as competições em que entro procuro ganhar etapas, mesmo que não possa ser o vencedor geral. No momento estou em grande forma e só este ano resolvei me concentrar especialmente no Tour de France.

Uma coisa porém o siciliano Nibali tem em comum com o texano Armstrong: ele compete pela equipe Astana, a mesma de Lance Armstrong em 2009.

Bolt tem razão

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Bristol (EUA) – Quando até o cavalo da rainha é apanhado com doping, precisamos temer pelos  esportes no mundo – todos os esportes.

A rainha “foi informada e acompanha o caso com atenção”, divulgaram as agências internacionais.

Como a rainha evidentemente tem um mordomo, aponto-o desde já como o principal suspeito.

Quanto a seres humanos, nosso caro amigo e leitor Alex/Rio dizia outro dia andar tão decepcionado com futebol que agora só acompanha atletismo.

Mas eis que uma notícia ruim também nos chega do atletismo.

Como é mais ou menos do conhecimento geral, a punição prevista para atletas que se dopam é de dois anos, na primeira vez.

Na segunda, podem ser banidos.

Entretanto, a USADA, o órgão anti-doping dos Estados Unidos, deu a Tyson Gay, apanhado com o estimulante oxilofrine, uma suspensão de apenas um ano.

O motivo, segundo a USADA, é que Tyson Gay “cooperou” com a agência.

Tal cooperação em geral envolve dedurar outros culpados, mas Lance Armstrong, o do ciclismo, também vem cooperando com a USADA mas continua banido.

A WADA, a agência mundial anti-doping, aprovou a leniência da USADA, assim como fez a IAAF, a Federação Internacional de Atletismo.

Mas o bicampeão olímpico Usain Bolt reclamou, achando a punição muito pequena – e está com a razão.

Bolt cita o caso de seu conterrâneo jamaicano Asafa Powell, que também cooperou com a WADA e teve sua suspensão reduzida apenas de dois anos para 18 meses.

Ele acha que Gay está merecendo tratamento especial e considera que isto é um mau exemplo para o atletismo.

Bolt está certo. Aliás, a redução da suspensão de Asafa Powell de dois anos para 18 meses também está errada.

O caso de Gay porém é mais escandaloso.

O Império dos Agentes

Foto AFP

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Bristol (EUA) – Há mais abaixo um comentário de um leitor que fala da habilidade e da criatividade do jogador brasileiro. Acho que este ponto, sempre repisado no passado, nos leva a conclusões enganosas.

O jogador brasileiro não é diferente dos outros terráqueos nem caiu de Marte por descuido. É um ser humano, como o de qualquer outro país, nem pior, nem melhor.

A ficção de uma habilidade natural superior do jogador brasileiro vem muito das crônicas de Nélson Rodrigues, mas, como ele mesmo dizia, “se os fatos me contrariam, bolas para os fatos”.

Segundo Nélson, um suíço, um alemão, para poder jogar futebol tão bem quanto um brasileiro teria que primeiro fazer estágio como camelô no Largo da Carioca.

Se Nélson estivesse vivo, certamente teria achado uma explicação pitoresca para os 7 a 1 que sofremos diante da Alemanha e quem dicordasse seria inevitavelmente um “idiota da objetividade”.

Analisemos  a Seleção Brasileira da Copa de 2014. O único jogador nosso que poderia figurar numa seleção “dos melhores” seria Neymar. Quanto a todos os outros dez, havia melhores em cada uma das posições, em outras seleções.

O leitor ainda defende Dunga e pessoalmente nada tenho contra Dunga, mas a verdade é que ele formou em 2010 uma Seleção que só sabia jogar no contra-ataque e que, quando defrontada com a necessidade de sair de um marcador desfavorável, como aconteceu contra a Holanda, não tinha um repertório de jogadas ofensivas.

Precisamos mudar, vamos nos convencer.

Outra mudança que precisa ocorrer é na Lei Pelé, que virou o paraíso e o refúgio dos “agentes de jogadores”.

Mas o que temos agora? Temos um agente, ou (segundo ele) ex-agente de jogadores, Gilmar Rinaldi, amigo íntimo de Dunga, exercendo as funções de Coordenador de Seleções.

Enquanto vivermos uma situação em que nossas revelações se tornam propriedade de agentes, que os negociam de Seca em Meca, para os quatro cantos do mundo, nosso futebol continuará no caminho errado.

O problema está na mesa. Temos o Bom Senso F. C. conversando com o governo, procurando solucioná-lo.

Vamos por mãos à obra. Mas vamos partir da realidade de que o jogador brasileiro não é intrìnsicamente superior a nenhum outro e colocar um ponto final no Império dos Agentes.

 

 

Dureza no Tour de France

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Nesta segunda-feira o Tour de France teve um dia de descanso. Foi merecido, pois amanhã, terça-feira, começa a arrancada para a grande chegada, domingo, em Paris.

O trecho desta terça-feira, nos Pirineus, é talvez o mais duro de toda a prova. É pelo menos o mais longo, com 237,5 quilômetros, e inclui a subida bastante íngreme do Col de Portet-d’Aspet.

Foi lá que o italiano Fabio Casartelli, campeão olímpico, morreu em um acidente em 1995.

Mas a etapa não  termina aí. Em seguida vem a subida de Port de Balès e, depois, 22 quilômetros de descida até a faixa de chegada em Luchon.

Os competidores vão colocar o máximo de pressão no camisa amarela, o italiano Vincenzo Nibali, mas para mim ele continua o favorito para levantar o Tour este ano.

Vai ser também interessante a luta pelo segundo lugar do espanhol Alejandro Valverde contra os franceses Romain Bardet e Thibaut Pinot.

Num capítulo à parte, registra-se o reaparecimento no Tour de Mark Cavendish, o ciclista da Isle of Man, que se acidentou seriamente logo na primeira etapa do Tour deste ano, em Harrogate, na Inglaterra, e precisou colocar um parafuso no ombro. Ele voltou não para competir, mas para assistir e dar entrevistas.

Cavendish já está treinando e ainda disputará provas de ciclismo este ano.

A Máquina do Tempo

Gazeta Press

Gazeta Press

Bristol (EUA) – Acabo de chegar de Minnesota, onde o agradável verão lembra o inverno carioca, e me deparo com a notícia de que a CBF já escolheu o novo técnico da Seleção Brasileira: Dunga.

Detenho-me por um momento e penso: será que, em vez de um avião, entrei na Máquina do Tempo, aquela do professor Papanatas?

Será que o estimável cientista está dando  a  Dunga a oportunidade de se reabilitar daquele desastroso segundo tempo contra a Holanda em 2010, agora que Felipão naufragou diante da mesma Holanda em 2014, só que conseguindo piorar o resultado e jogando mal tanto no primeiro quanto no segundo tempo?

Nada tenho de pessoal contra Dunga, nunca discuti com ele e, no passado, tive oportunidade de algumas vezes defendê-lo não apenas como jogador mas como  técnico.

A verdade porém é que o Brasil precisa de quem o faça olhar para a frente e, com Dunga, fica a inescapável impressão de que estamos fixados no passado.

Com que ideias novas ele nos acena? Vimos na Copa do Mundo seleções apresentando um futebol que, nos dias de hoje, não é comum no Brasil, com ênfase no ataque, na velocidade, em jogadores habilidosos, um meio de campo criativo.

Um futebol bem mais adiantado do que aquele proposto não apenas pela dupla Felipão/Parreira em 2014 como pela dupla Dunga/Jorginho em 2010.

Mas fica também a impressão de que gente como Marin e Del Nero, que representa o passado, não sabe pensar para a frente.

Quer dizer, para pensarmos para a frente, é preciso tirar Marin da CBF e não deixar que ele seja substituído por Del Nero.

Não sei como estão as conversas do Bom Senso F.C. com o governo federal para alterar a estrutura do futebol brasileiro, mas, que é preciso alterá-la, nem há dúvida.

A maior prova é de que a dupla Marin/Del Nero representa apenas o passado, o passado do futebol brasileiro que acaba de ser humilhado na Copa do Mundo.

Os dois embarcaram na Máquina do Tempo do professor Papanatas e estão de há muito entre os dinossauros.

 

 

Campeã, apesar do Aquiles

Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Dawn Werneck foi a vencedora na faixa etária de 65 a 69 anos no Campeonato Americano de Duathlon, na modalidade “sprint”, com o tempo de 1:16:23,41, para as distâncias de três quilômetros de corrida, 20,8 quilômetros de ciclismo e 2,7 quilômetros de corrida.

Ela conseguiu a vitória a despeito de no momento estar em tratamento de uma lesão no tendão de Aquiles. Seu próximo objetivo é representar o Brasil, também na distância “sprint”, no Campeonato Mundial de Triathlon, que será realizado em agosto em Edmonton, no Canadá.

O percurso da prova teve que ser alterado à última hora por causa de uma enchente no rio Mississippi, que passa na cidade de Saint Paul, no Estado de Minnesota.

Rebecca Werneck Stephenson, que teve que competir com uma bicicleta emprestada porque o garfo da sua se quebrou, ficou entre as “top 5″ na modalidade “standard”, faixa etária de 40 a 44 anos, com o tempo de 1:35:12,4 para as distâncias de 4,6 quilômetros de corrida, 31,2 quilômetros de ciclismo e 4,4 quilômetros de corrida.

Ela se classificou para representar os Estados Unidos no ano que vem no  Campeonato Mundial de Duathlon, na Austrália, mas vai preferir  representar o Brasil.

No próximo mês de agosto, Rebecca e eu nos juntaremos a Dawn, competindo pelo Brasil no Mundial de Triathlon, em Edmonton.

Nibali controla o Tour

AFP

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Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Creio que depois desta sexta-feira, na 13a. etapa do Tour de France deste ano – quer dizer, a pouco mais de uma semana para o fim – o italiano Vincenzo Nibali dificilmente perderá a prova.

Ele ganhou com méritos uma etapa de Saint-Étienne a Chamrousse, com trechos de forte inclinação nos Alpes ainda com muitos pontos cobertos de neve, e está agora com três minuos e 39 segundos de vantagem sobre o espanhol Alejandro Valverde.

O ausraliano Richie Porte teve um mau dia e perdeu posições. Parece claro que ele não tinha condições de assumir a liderança da equipe Sky, depois do abandono de Chris Froome. Parece certo também que a Sky errou ao não incluir Bradley Wiggins em sua equipe para o Tour de France deste ano.

Mas a Sky precisa, antes de mais nada, resolver o problema de relacionamento de Chris Froome  com Bradley Wiggins.

Um ponto de vista interessante é que o Tour de France é em geral difícil para os competidores italianos, pois acontece logo depois do Giro d’Italia e, por pressão patriótica, os melhores ciclistas italianos são levados a disputar a prova de seu país.

Mas Vincenzo Nibali, atual campeão italiano, não disputou o Giro este ano e agora está prestes a ser o vencedor no Tour de France.

Em matéria de prestígio, o Tour de France tem mas nome.

Direcionar na direção…

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Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Para usar suas próprias palavras, em seu novo cargo de Coordenador de Seleções da CBF Gilmar Rinaldi vai “direcionar na direção…”

Com retórica deste nível, estamos mal encaminhados, seja em que direção for.

A nomeação me dá a clara impressão de ser apenas mais um típico remendo  do futebol brasileiro, que não vai levar a nada positivo.

Em suma, estaremos “direcionando na direção errada…”

Vejam que o futebol alemão precisou de 24 anos de muitas reformas, muitos investimentos, desde escolinhas  a estruturas de clubes, e muitas mudanças em cargos de comando – a ponto do presidente do Bayern ,Uli Hoeness, ter sido enviado para a cadeia por três ano e meio, por fraudar o Imposto de Renda – para construir  a base que resultou em outro título.

Um pouco a propósito, um amigo me dizia ontem  que o alemães foram como os portugueses de 500 anos atrás: desembarcaram na Bahia, encheram os indiozinhos de balagandans, desfrutaram as delícias de  algumas indiazinhas, nos fornicaram e ainda levaram o ouro.

Para revertermos tal estado de coisas, vamos precisar de muito mais do que um Coordenador de Seleções que vai nos “direcionar na direção”, ainda mais quando se sabe que sua verdadeira rota é a de agente de jogadores…

 

Conselhos aos triatletas

Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Estou  em Minnesota, ajudando minha mulher e minha filha mais velha,  que estarão competindo neste sábado no Campeonato Americano de Duathlon.

Estou também me preparando para competir no próximo mês no Mundial de Triathlon, em Edmonton, no Canadá, juntamente com minha mulher e minha filha mais velha, e aproveito para dar abaixo alguns conselhos de Sérgio Santos, técnico da equipe brasileira, para  quem treina triathlon.

Mantenho a ortografia original do Sérgio, que é português. Bem sei que há um acordo ortográfico entre Brasil e Portugal, para unificar a língua, mas parece que lá na terrinha eles não dão muita bola:

“Caros,

 Poderia iniciar este e-mail com uma série de considerações, mas vou antes de tudo mostrar apenas números. Não são meus, estão na página da ITU para todos verem.

Peço 5’ da vossa atenção para verificarem as competições internacionais realizadas pelas 3 primeiras do ranking da WTS depois da etapa de Hamburgo dos passado FDS. Não contabilizei as competições Nacionais, Duatlos, Aquatlos, Team Relay, GP em França, Bundesliga na Alemanha, e competições de corrida pura, ciclismo, natação etc…

Podem fazer este exercício para qualquer atleta que queiram, mas vão chegar sempre à mesma conclusão…

  1. 1.       Gwen Jorgensen

http://www.triathlon.org/athletes/results/40887/gwen_jorgensen

JO – 1

WTS/Dextro/CM – 20

World Cup – 8

Campeonatos Continentais – 3

Taças Continentais – 10

Total Competições internacionais desde 2010: 42

  1. 2.       Jodie Stimpson

http://www.triathlon.org/athletes/results/11385/jodie_stimpson

JO – 1

WTS/Dextro/CM – 37

World Cup – 7

Campeonatos Continentais – 7

Taças Continentais – 5

Total Competições internacionais desde 2005= 57

 

  1. 3.       Helen Jenkins

http://www.triathlon.org/athletes/results/5573/helen_jenkins

JO – 2

WTS/Dextro/CM – 31

World Cup – 15

Campeonatos Continentais – 8

Taças Continentais – 9

Total Competições internacionais desde 2002= 63

 Nem me atrevi a fazer este trabalho para o GOMEZ… desde a 1ª competição internacional dele, realizada em Portugal em 2002, já vai com 97 ou 98… Vai passar as 100 este ano!

Existem momentos que não são reproduzíveis em treino, e que apenas as competições proporcionam.

A especificidade e intensidade da carga nas competições do circuito e o confronto permanente com situações de limite são uma das vantagens de quem já compete há muitos anos.

A variabilidade de circunstâncias competitivas e capacidade de resolver cada uma dela também aumenta para quem tem muitas competições, e apenas é possível competindo em determinados locais. Só sabe o que é competir em Huatulco quem esteve em Huatulco, e só sabe o que é competir em Vancouver quem esteve em Vancouver… Se quando estiverem 40ºC nunca saírem para treinar, se quando estiver a chover ficarem no rolo, ou se quando a água está fria nunca nadarem em águas abertas, nunca vão estar realmente prontos para situações que surgem frequentemente em competição.

As competições são por excelência os momentos de saída da zona de conforto. Se não for ensaiado com frequência, não pode dar certo no dia da competição…

A formação de um atleta acaba por ser este misto de treino e competições, ao longo de muitos anos

Antes de questionarem se têm capacidade ou não, se estão no caminho certo ou não, questionem o seguinte:

Há quantos anos treino de forma regular, sem paragens ou com poucas?

Quantas competições já fiz em que fui levado ao limite?

Quantas vezes já perdi a oportunidade de treinar com uma determinada qualidade, mas acabei por me acomodar porque estava cansado, estava sozinho para treinar, estava frio, calor,…

O que tenho de fazer para passar a ser mais forte do que alguns que me têm vencido em competição

Depois de responderem a estas 4 questões, algumas duvidas podem ficar mais esclarecidas.

Tenham como certo que para o Alto Rendimento não existem atalhos e os caminhos para atingir a meta têm sempre curvas muito apertadas, em que todos em algum momento caiem, mas alguns levantam-se e seguem, outros ficam na beira da estrada à espera do carro de apoio…

Um abraço a todos

Sérgio Santos ”

 

 

 

 

 

Onde anda Quintana

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Bristol (EUA) – Outro dia o leitor Serge perguntou onde anda Nairo Quintana, o ciclista colombiano que foi uma das sensações do Tour de França na temporada passada, colocando-se em segundo lugar.

Ele está em treinamento para a Vuelta a España e não foi selecionado para o Tour de France deste ano, por sua equipe, a Movistar.

A razão porém foi boa: proporcionar-lhe um descanso depois de ganhar o Giro d’Italia e dar-lhe a posição de líder da equipe para a Vuelta a España.

É uma pena para quem acompanha o Tour de France, pois o pequeno e leve colombiano, com sua inescrutável expressão de Touro Sentado estampada no rosto mesmo nas mais difíceis subidas de montanha, é de fato uma figura carismática.

Sem Quintana, a grande sensação da 11a. etapa, entre Besançon e Oyonnax, na distância de 187,5 km, foi o americano Andrew Talansky, não por ter ganho a etapa nem por liderar a colocação geral da prova, mas pela perseverança que mostrou.

O vencedor da etapa foi o francés Tony Gallopin e o detentor da camisa amarela continua a ser o italiano Vincenzo Nibali, mas Andrew Talansky roubou as atenções.

Por que? É uma história que começa na semana passada, em Nancy, onde ele sofreu um sério acidente. Nesta segunda-feira, sofreu outro e mal podia andar, quanto mais pedalar.

Passou a terça-feira, dia de descanso, entregue a médicos e massagistas e nesta quarta-feira continuou no Tour, mas cedo ficou para trás, apesar dos esforços dos companheiros de equipe.

Em um determinado ponto, Talansky estava à frente apenas do caminhão de varredura, aquela que fecha o comboio, recolhendo os competidores que desistem da prova.

Talansky parou duas ou três vezes e a opção lhe foi dada por Robbie Hunter, diretor de suas equipe: “Você pode desistir, mas pense bem, porque outros competidores que desistiram no passado disseram que depois se arrependeram”.

Talansky pensou e resolveu continuar. Sua batalha agora era chegar no máximo 37 minutos e 17 segundos atrás do vencedor da etapa. Se não conseguisse, segundo as regras do Tour, seria impedido de participar da 12a etapa, nesta quinta-feira.

Ele chegou 32 minutos e cinco segundos depois de Gallopin.

Está autorizado a continuar nesta quinta-feira. Será que tem condições físicas?