Apocalipse. Agora?

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Bristol (EUA) – As notícias internacionais sobre o Brasil em geral, a Copa do Mundo e a Olimpíada no Rio de Janeiro em particular, continuam muito ruins.

Ainda agora noticia-se sobre a onda de crimes na Bahia, com a Policia Militar em greve.

As manchetes sobre atrasos em obras, gastos excessivos, protesto populares, incompetência de políticos e cartolas são constantes.

Um jornalista dinamarquês escreveu um artigo dizendo que, depois de conhecer Fortaleza, desistiu de cobrir a Copa do Mundo.

Tudo isto é verdade, mas o massacre no  noticiário está começando a me fazer crer que, quando os eventos finalmente se materializarem, o diabo talvez não venha a ser tão feio quanto o pintam.

Já escrevi diversas vezes que sou totalmente favorável aos protestos populares. É uma legítima demonstração de democracia.

Só espero que não descambem para a desordem e a destruição. Isto só favorece quem quer golpe e ditadura.

Algo me diz que não descambarão.

E que, no fim, os pessimistas, os que esperam que a Copa e a Olimpíada venham a ser fracassos redundantes  estejam errados.

Tenho também escrito que não sou nem contra a Copa nem contra a Olimpíada.

Mas, mais do que em favor da Copa e da Olimpíada, sou a favor da vigilância da mídia e da população sobre politicos e cartolas.

Com a vigilância -  e talvez sobretudo graça à vigilância –  afinal não tenhamos o Apocalipse agora.

 

Triathlon é aqui mesmo

Divulgação

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Bristol EUA) – Mais de 160 faculdades e universidades nos Estados Unidos tem “clubes de triathlon”, o esporte que reúne natação, ciclismo e corrida.

Há cerca de 1.200 atletas universitários competindo em campeonatos nacionais, nos Estados Unidos, segundo a Federação Americana, a USA Triathlon.

A USA Triathlon no momento tem mais de 176.400 “membros anuais”, sem contar aqueles que pagam uma taxa só para participar de uma ou outra prova esporádica.

Tudo isto explica porque a N.C.A.A, a National Collegiate Athletic Association, resolveu considerar o  triathlon um “esporte emergente”, o primeiro passo para ter, entre as mulheres,  um Campeonato Nacional Universitário –  como, por exemplo, o basquete.

Será um processo lento e a N.C.A.A. está começando com o triathlon feminino porque requer um número menor de faculdades e universidades para se  tornar um Campeonato Nacional.

O triathlon masculino irá na esteira.

É inegável porém que o triathlon continua a crescer em escala geométrica nos Estados Unidos.

Boston, um ano depois

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Bristol (EUA) – Nesta terça-feira memorou-se o atentado terrorista na Maratona de Boston em 15 de abril de 2013.

A próxima Maratona de Boston será segunda-feira, 21 de abril. A prova é sempre na  terceira segunda-feira do mês de abril, quando se celebra o Dia do Patriota.

É um feriado que acontece apenas no estado de Massachusetts e vem dos tempos coloniais, na luta contra as tropas da coroa britânica.

Como é sempre numa segunda-feira, é uma data móvel.

Esta terça-feira foi um dia chuvoso em Boston, mas todas as autoridades importantes do estado e alguma federais, como o Vice-Presidente Joe Biden, estavam lá.

Naquele dia morreram três pessoas. Um dos perpetradores, Tamerlan Tsarnaev, morreu poucos dias depois, num confronto armado com a polícia.

O outro, seu irmão Dzhokhar Tsarnaev, aguarda julgamento e poderá ser condenado à morte.

Mais de 260 pessoas foram feridas na explosão de duas bombas na linha de chegada, muitas delas perdendo braços e pernas.

Mas, a julgar pelo grande número de pessoas treinando para a próxima segunda-feira, a Maratona de Boston será um sucesso absoluto, com 36 mil corredores oficialmente inscritos e  muitos outros  que participarão mesmo sem número.

Um grande número de atletas de elite vai correr, entre eles a brasileira Adriana Aparecida da Silva.

Entre os homens, há nomes como os do queniano Dennis Kimetto, que tem um melhor tempo de 2:03:45.

Os tempos obtidos em Boston não valerão para recorde mundial, por causa das regras do atletismo.

Mas esta Maratona mais do que centenária  vai mostrar mais uma vez no dia 21 de abril que ocupa um lugar muito especial no coração de todos os corredores, no mundo inteiro.

Seriedade ou fracasso

Foto: Divulgação

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Bristol (EUA) – Creio que a próxima realização da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio de Janeiro representa um marco na história brasileira.

Serão ambas uma espécie de guerra que pode acabar bem, mas no momento não apresenta sinais muito promissores.

Somos um país sério ou uma tragi-comédia, como vemos em países aqui mesmo em nossa vizinhança na América Latina ou, do outro lado do oceano, na África?

Não precisamos ir muito longe. Basta ver o exemplo da Argentina, ao tempo da Primeira Guerra Mundial um dos países mais ricos do mundo, mas que hoje vive mergulhada em seguidas crises econômicas.

As elites argentinas, vivendo em Buenos Aires como se estivessem em Paris, exportavam carne e cereais para o resto do mundo numa época  em que o comércio internacional lhes era favorável e julgaram que poderiam viver assim para sempre.

Não se prepararam para o futuro.

Se há algo que marca  tais países é o absoluto desprezo de suas elites e seus governos pelos cidadãos comuns. São países, como já vimos na própria Argentina, no Zimbábue, na Coreia do Norte e no Brasil – com o plano Collor – em que de repente, a pretexto de uma “crise monetária”, os governos confiscam as poupanças dos cidadãos comuns.

Enquanto as elites – pois afinal são elas que  tomam tais medidas – precadavidamente já sacaram seu dinheiro dos bancos ou  o transferiram  para o exterior.

Alguém já imaginou tal coisa acontecendo nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, na Alemanha, na França?

Estes são países que tem respeito à propriedade individual, seja material ou intelectual. Não é de admirar que tenham criado o Direito de Patente, que o apliquem e que de lá venham todas as invenções e inovações tecnológicas que levam o mundo para a frente.

Por isto, sempre repito a frase de Winston Churchill: “A democracia é o pior  sistema de governo, com exceção de todos os outros”.

No Brasil a democracia vem avançando, ainda que a passos trôpegos. Precisa continuar, pois só a inclusão política de toda a população resulta em sua inclusão econômica.

Em outras palavras, em progresso.

Mas sofremos ainda de uma burocracia que vem dos primórdios de nossa colonização e que, por ser emperrada, é fonte permanente de incentivo à corrupção. Nada se resolve sem o “jeitinho”, sem molhar a mão do guarda na esquina ou do funcionário na repartição.

Como militei muitos anos na advocacia no Brasil e agora trabalho no Sistema Judicial nos Estados Unidos, posso também testemunhar  que, enquanto não houver uma reforma profunda em nosso Poder Judiciário, o Brasil poderá avançar, é verdade, mas carregando um imenso peso nos ombros.

Por que a Copa do Mundo e a Olimpíada são marcos tão importantes?

Porque o mundo está prestando atenção a nossas mazelas,  à nossa corrupção e a sonhos mirabolantes   como o Pré-Sal, que ou não se realizam ou se realizam em um nível muito inferior àquele que nossos governantes prometeram.

A Copa e a Olimpíada são dois acontecimentos na área esportiva, mas podem levar o mundo a decidir se somos ou não um país sério.

O caso da Paula

Bristol (EUA) – Como continua a ser discutido entre os leitores qual é o recorde mundial feminino na Maratona, transcrevo abaixo uma decisão da IAAF (Federação Intrnacional de Atletismo) amplamaente divulgada pela imprensa inglesa.

Por ela os leitores podem ver que a IAAF não aceita os tempos de Paulo Radcliffe em Chicago em 2002 (2:17:18) e em Londres em 2003 (2:15:25) como recordes mundiais, por que ela correu atrás ou ao lado de homens, melhorando o seu ritmo.

A IAAF aceita apenas o tempo de Paula Radcliffe em Londres em 2005 (2:17:42) como recorde mundial feminino.

A AIMS (Associação Internacional de Maratonas) e a WMM (World Marathon Majors), que eu saiba, tentaram demover a IAAF de sua decisão mas não conseguiram.

Paula Radcliffe considerou a decisão injusta, mas disse que não vai “esquentar a cabeça”, já que o assunto escapa a seu controle.

De qualquer forma, a recordista mundial é ela.

Mulherzinha danada.

Leiam abaixo o noticiário, em inglês:

The International Association of Athletic Federations, the world governing body for track and field, has decided that for female athletes, only times run in “women’s only” races can be set as marathon records. Times in “mixed” races, where men are part of the race, will not qualify as races to set world records any longer – only “world best”.

Radcliffe’s London marathon time of 2:17:42 from 2005 is now classed as the world record. She questioned the change in criteria and the way it has been retrospectively applied. “I think it is a decision that is going to be hard to fully enforce. Look at how many national and area records are set in mixed races. I also think it is a little unfair. If they were going to make that rule, it should have been so from the beginning, when world records came in on the roads. Now it is messy.”

“In my two mixed races it was not my decision to have male runners with me, but that of the race organisers, and in each case I very consciously ran alongside them rather than ever behind. Indeed, in London, I was actively racing the two guys. Furthermore, I fully believe that I would have run pretty much the same time that day alone. However, rules are rules and I can’t stress about things that are out of my control.”

The World Marathon Majors (WMM) and the Association of International Marathons (AIMS) made a statement following the decision, saying they did not believe the changes represent what is required by the sport of road-running. “AIMS and WMM will continue to acknowledge both types of performances as world records and will discuss this matter further with the IAAF.”

O Liverpool na reta final

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Bristol (EUA) – A quatro rodadas do fim,  o Liverpool está a caminho de levantar o campeonato inglês, coisa que não faz há 24 anos.

Neste domingo o time conseguiu uma espetacular vitória por 3 a 2 sobre o Manchester City, com o gol decisivo marcado pelo brasileiro Philippe Coutinho.

Coutinho aproveitou muito bem uma falha do zagueiro Kompany, que deu uma espirrada na bola, dentro da área.

Coutinho deu uns dois ou três passos, girou o corpo e chuteu com categoria e consciência no canto.

Para Kompany foi um castigo um tanto merecido, pois alguns minutos antes ele fizera um pênalti em Luis Suárez que o juiz deixou passar em branco.

Suárez procura se jogar em tantos lances, para levar o juiz a marcar um pênalti, que quando o pênalti acontece mesmo o juiz acha que ele está apenas mergulhando outra vez.

A vitória para o Liverpool foi especialmente emocionante porque saiu na frente por 2 a 0, deixou o Manchester City empatar e o silêncio caiu como um pesado manto  sobre Anfield.

O Manchester City parecia a caminho da vitória e mesmo o empate o deixaria ainda com o destino do campeonato em suas próprias mãos (ou pés).

Foi quando aconteceu o gol de Coutinho, faltando cerca de dez minutos para o fim do tempo normal.

Vitória emocionante também porque esta semana marca a passagem de um quarto de século da tragédia de Hillsborough, para sempre cravada na psique do Liverpool.

No fim, grande sofrimento com os cinco minutos de acréscimo, mas a torcida já recobrara forças para de novo cantar “You’ll Never Walk Alone”.

Escrevo antes do jogo do Chelsea contra o Swansea e o Liverpool enfrentará o Chelsea, em Anfield, creio que em duas semanas.

Mas mesmo que o Chelsea ganhe neste domingo, o Liverpool só depende de si mesmo para ser campeão.

Depois de 24 anos.

 

Farah não fez, mas fará

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Bristol (EUA) – Esta foi a primeira tentativa de Mo Farah, o medalhista de ouro olímpico nos 5.000 e nos 10.000 metros em pista, na distância da Maratona. Aconteceu em Londres, cidade que ele, imigrante da Somália, considera agora sua “hometown”.

O grande vencedor da prova foi o queniano Wilson Kipsang, atual reordista mundial. Ele ganhou com 2:04:27, novo recorde de percurso em Londres, seguido por seu compatriota Stanley Biwott 26 segundos atrás (2:04:53).

Tsegaye Kebede foi o terceiro, em 2:06:29.

Farah, apesar do encorajamento dos espectadores, foi ficando para trás desde o início e jamais acompanhou o grupo da frente, puxado pelo ilustre coelho Haile Gebrselassie. Mo Farah pretendia passar pela meia maratona com 1:02:15, mas passou apenas com 1:03:07, 53 segundos atrás do que desejava.

Pior, estava correndo sózinho, sem o ritmo de corredores fortes a seu lado.

Na semana passada tivemos a ótima estreia em maratonas do etíope Kenenisa Bekele, ganhando em Paris com recorde de percurso. Como Farah, Kenenisa também foi grande personagem  em 5.000 e 10.000 metros em pista, e  lançou um desafio: “Gostaria de no futuro correr uma maratona contra Farah”.

Apesar da decepção que sofreu em Londres, terminando apenas em oitavo, com 2:08:20, tempo que nem ao menos quebrou o recorde britânico de Steve Jones, Farah declarou-se pronto para o duelo.

- Cometi um erro tático, mas vou voltar a correr a Maratona, sem dúvida.

Outra estreia muito aguardada era a da etíope Tirunesh Dibaba entre as mulheres, mas ela também cometeu um erro sério, ao voltar para pegar uma garrafa de água que deixara cair e perdendo dez metros. Mesmo assim, Dibaba acabou em terceiro lugar, em 2:20:35

A vencedora foi a queniana Edna Kiplagat, com 2:20:21, seguida pela compatriota (mas não parente) Florence Kiplagat, três segundos atrás.

Os dois recordes na distância de Paula Radcliffe, um, controvertido, correndo em companhia masculina, e outro apenas com mulheres, não foram ameaçados.

Mas dizem que Dibaba pode correr a Maratona abaixo de 2:13.

Aguardemos.

 

 

O curioso caso do laboratório

Bristol (EUA) – A propósito do “post” abaixo O Vexame de que Poucos Falam, recebi de meu amigo carioca Alexandre Médicis o seguinte e-mail:

“Esta historia (ou  estória) do descredenciamento do Laboratorio, aqui do Rio, de controle  de doping é meio esquisita. O Diretor Chefe do Laboratório, que se não me engano é da Universidade Federal do Fundão, é  Francisco Radler de Aquino.   O Francisco é considerado por qualquer autoridade mundial   como das maiores ou talvez a maior autoridade em controle anti-doping do mundo.

Todos os anos o Francisco vai 2/3 vezes à Europa , Estados Unidos  e outros países para ministrar cursos  sobre o controle anti-doping.  Agora mesmo ele esteve na Rússia fazendo parte e talvez até chefiando toda a equipe de controle das Olimpíadas de Inverno. O seu nome é top top  e ele é sempre requisitado para cursos e duvidas sobre o controle.

Foto: CBV

Foto: CBV

Os problemas surgidos com relação ao controle feito pelo laboratório da Universidade que terminou com o pretenso….. descredenciamento do mesmo começou quando eles descobriram doping num atleta do vôlei de praia , filho da Isabel do vôlei e do Rui Solberg.  Conseguiram, através de medidas jurídicas  e outras, cancelar a punição, alegando que o controle estava errado.  Coisa parecida com o Lance Armstrong, mas no nosso país.

Conversei com o Francisco logo que  a polêmica começou e ele , discretamente – ele é muito calmo e discreto – me garantiu que na verdade o menino tinha se dopado.

Não sei a força deste pessoal que  conseguiu o tal do suposto descredenciamento junto à imprensa.  O Francisco continua com seu prestigio internacional cada vez maior, dando cursos no exterior, com grande sucesso,  e sendo convidado para todas as  importantes atividades físicas para  efetuar os controles, com todos os seu conhecimentos científicos.

Procure você através de suas fontes saber quem é Francisco Radler de Aquino  no cenário mundial de controle anti-doping.

Esquisito descredeciarem um laboratório cujo chefe é uma das maiores autoridades mundiais sobre o assunto.

PS – Conheço muito bem toda a familia Solberg, foram todos os três  homens lá do Padre Antonio Vieira: Pedro – grande pediatra – Ian – tem firma de Engenharia – Ruy , que não sei o que faz – e Helena,  cineasta.  São todos ótimos.”

Este foi o e-mail do Alexandre Médicis, pessoa de grande seriedade, com uma vida inteira dedicada ao esporte.

Procurei me informar e creio que o nome completo do diretor do laboratório é Francisco Radler de Aquino Neto, descendente de um ilustre cientista brasileiro, falecido em 1954. Como o Alexandre me garante que ele é muito discreto, creio que não vai se pronunciar.

Mas o caso merece ser elucidado, sem dúvida.

Boicote doméstico

Bristol (EUA) – Em 1980, os Estados Unidos e países de sua órbita boicotaram a Olimpíada de Moscou.

Em 1984, a União Soviética e países de sua órbita boicotaram a Olimpíada de Los Angeles.

Agora, a inoperância que cerca os preparativos (?!?!) para a Olimpíada do Rio em 2016 leva a supor que o Brasil vai boicotar-se.

A verdade, nada mais que a verdade

Foto: GABRIEL BOUYS/AFP

Foto: GABRIEL BOUYS/AFP

Bristol (EUA) – Aos poucos, mais coisas vem sendo conhecidas da saga de Lance Armstrong, o mitológico ganhador de sete Tours de France, cuja desmoralização como habitual consumidor de doping ameaçou e ainda ameaça  o renome do  ciclismo como esporte.

Pela primeira vez, ao responder por escrito perguntas em uma ação judicial nos Estados Unidos, Lance Armstrong concorda em dizer que era “um trapaceiro, um embusteiro”. Antes,  em sua entrevista a Oprah Winfrey, ele diz que não se considerava como tal, “já que todos os outros ciclistas também estavam dopados”.

Agora ele reconhece que burlou “as regras do ciclismo”.

Outro ponto importante da atual ação judicial foi que, também pela primeira vez – e por escrito – Armstrong concordou em revelar os nomes de alguns de seus cúmplices em doping, entre eles três médicos: Michele Ferrara, Pedro Celaya e Luís Garcia del Moral. Outros cúmplices são Johan Bruyneel, durante longos anos manager de sua equipe, Chris Carmichael, seu técnico e conselheiro, Pepe Marti, antigo treinador, Thom Weisel, investidor financeiro na carreira de Armsrtrong.

Lentamente, a sórdida história no mundo do ciclismo de alto nível começa a aparecer. Quando toda ela for exposta, Armstrong terá prestado uma contribuição mais valiosa para o ciclismo do que suas vitórias no Tour de France.