Um Ironman brutal

Foto: Arquivo Pessoal

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Kona, Havaí (EUA) – Disputar o Ironman na Big Island, com seus 3,9 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42.195 metros de corrida, debaixo de um forte calor, nunca foi fácil, mas neste ano de 2012 as condições foram ainda mais severas, com um vento contra na parte de bicicleta que praticamente empurrava os competidores para fora da estrada. Pelo menos um deles foi literalmente varrido para o acostamento e teve que ser recolhido por uma ambulância.

Para termos uma ideia, basta dizer que o vencedor, o australiano Pete Jacobs, com o tempo de 8:18:32, completou o percurso oito minutos mais lento do que conseguiu no ano passado, quando foi apenas o segundo colocado. O americano Andy Potts foi o primeiro homem a sair da água mas perdeu a liderança com menos de 20 quilômetros no ciclismo e acabou a prova na sétima colocação.

Jacobs foi apenas regular na natação e no ciclismo, mas fez uma boa maratona, com 2:48:05, com uma temperatura de derreter os untos. Sua vitória foi fácil, pois o segundo colocado, o alemão Andreas Raelent, chegou mais de cinco minutos atrás, com 8:23:40. O belga Frederik Van Lierde foi o terceiro, com 8:24:09.

Entre as mulheres ganhou a britânica Leanda Cave (os britânicos continuam a se destacar em triathlons, tanto entre homens quanto entre mulheres), com 9:09:02, seguida pela suíça Caroline Steffen. Leanda Cave foi erroneamente listada pela organização como “americana”, mas é inglesa. O mesmo aconteceu com Rebecca Werneck Stephenson, listada pelos organizadores como “americana”, embora seja brasileira. Oe eventos americanos frequentemente listam como representantes do país estrangeiros que lá simplesmente residem.

Não tenho ainda um panorama completo dos brasileiros. Posso apenas informar que Rebecca Werneck Stephenson, na faixa etária de 40 a 44 anos, completou a prova com 12:19:33, apesar dos problemas que relato no “post” abaixo, e que fui convocado pela organização da prova para ajudar no socorro a um paranaense, de nome Luis Fernando Ohde, que passava mal na tenda de assistência médica e não conseguia se fazer entender pelo pessoal que o assistia. Felizmente ele se apresentou melhoras, conseguiu se levantar e, auxiliado por amigos, retornou ao hotel Sheraton, onde está hospedado.

Luís Fernando já havia completado outras provas Ironman no Havaí mas, depois desta última experiência, disse: “Nunca mais”.

Um comentário em “Um Ironman brutal

  1. Prezado José Inácio Werneck

    Meu nome é Nelton Araujo, historiador em fase de desenvolvimento de projeto de doutorado sobre cobertura jornalística das corridas de rua no Brasil nos anos 70 e 80 e gostaria enormemmente de trocar 2 dedos de prosa com o senhor, que é peça fundamental para o desenvolvimento desse trabalho. Se puder retornar com algum contato de email, o meu é Nelton.araujo@gmail.com. Grato.

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