Chutando na América

Bristol (EUA) – A história que conto agora me chegou às mãos através de  um jornal da Flórida, enviado por minha filha Sarah Jane, sobre um garoto brasileiro que apareceu em St. Augustine para passar um ano com uma família americana e aprender inglês. Seu nome é Cairo Santos e a família que o abrigou é a de David e Kathie Burnett.

Um dia no colégio Cairo se aventurou a chutar aquela estranha bola oval, com o objetivo de fazê-la entrar entre os postes, acima do travessão. No futebol, a gente chuta por baixo. No futebol americano eles chutam por cima.

O fato é que o sucesso foi total, a tal ponto que ele agora só volta para o Brasil em férias, depois de convencer a mãe Magalie a suportar suas prolongadas ausências. Ele foi recrutado pela Tulane University, em Nova Orleans, uma cidade que lhe agrada pelo clima parecido com o brasileiro.

Não apenas isto, mas Cairo Santos acaba de ganhar o troféu Lou Graza como o melhor chutador da temporada. Mais: ele está sendo chamado de maior chutador da história do Futebol Americano Universitário. Tem mais ainda: Cairo Santos acertou todos os 21 chutes que deu na temporada, quebrando o recorde anterior, que era de 20 acertos em 20 chutes.

Ainda tem mais: seus chutes não foram  todos fáceis de conseguir. Doze deles foram acima de 40 jardas e um, também estabelecendo um novo recorde universitário, foi de nada mais nada menos do que 57 jardas. Algo aí por volta de 52, 53 metros.

Tentem fazer isto no quintal. Ou no parque. A história me lembra que uma ocasião, impressionados com os cobranças de falta  de Nelinho, do Cruzeiro, os americanos mandaram a Belo Horizonte um emissário para convencê-lo a vir a chutar nos Estados Unidos.

Nelinho não quis. Mas Cairo Santos agora está chutando na América.

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