Há ainda que considerar que a economia do Brasil ainda cresce, embora não com a velocidade anterior, enquanto a europeia está parada ou andando para trás.
Mas, ainda assim, o Chelsea tem três jogadores da Seleção Brasileira em sua equipe. O que talvez seja mais do que o Corinthians.
É o resultado da diáspora de nossos melhores talentos em futebol. Coisa que começou há muito tempo, muito tempo mesmo, na década de 30, quando a Itália, campeã do mundo, tinha jogador brasileiro.
Tendência que aumentou nas décadas de 50 e 60, quando Mazzola, o Altafini, foi para a Velha Bota, além de outros, e disputou como “oriundo” a Copa de 1962.
Mas a pequena corrente se transformou em torrente a partir dos anos 90.
A emigração em massa acabou por nos ser prejudicial, pois acabou também com a identificação que os jogadores do passado tinham com a camisa da seleção e hoje, temo, não tem mais.
Não esqueço a entrevista de um Ronaldinho sorridente depois do Brasil ser eliminado pela França em 2006.
Não sou paulista nem torcedor do Corínthians mas, de longe, torço para que os brasileiros campeões do mundo neste domingo em Yokohama estejam com camisa alvi-negra e não azul.
Para que se dê mais um pequeno passo para acabar com a diáspora que vem fazendo mal ao nosso futebol.

Também torcerei pelo Corinthians no domingo, caro amigo. Afinal, são nossos representantes lá fora. Mas, depois do que eu vi o que o Chelsea fez com o Monterrey, não estou otimista.
Na verdade o Corinthians tem mais jogadores que atuaram na seleção brasileira durante a atual temporada do que o Chelsea: Cássio, Fábio Santos, Ralf e Paulinho. De qualquer maneira, concordo que fará bem ao Brasil não apenas manter seus principais jogadores por mais tempo nos clubes de origem como investir também em grandes jogadores da Europa, América do Sul, África e Ásia, o que ajudaria a lincenciar jogos e produtos nestes continentes.