Confissão sem remorso

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Bristol (EUA) – Agora que ninguém mais confia nele, Lance Armstrong está procurando readquirir sua credibilidade, confessando que realmente se dopou durante todos aqueles anos em que energicamente negou que se dopava

Faz sentido? Lance Armstrong quer ver se, ao confessar afinal, tem autorização para voltar a competir. Se não em provas de ciclismo, se não no Tour de France, ao menos em corridas de rua e em triathlons, onde ele acha que, com sua fama, pode ainda faturar algum dinheiro.

Ninguém sabe ao certo quanto Lance Armstrong amealhou em seus muitos anos e muitas vitórias, sobetudo no Tour de France. Foi uma fortuna. Mas ele está apertado por casos legais. Vem sendo acionado pela firma SCA Promotions, no montante de 12 milhões de dólares, entre bonificações pagas por ela e indenizações pelo prejuízo da imagem da empresa. Está sendo processado pelo jornal The Sunday Times, da Inglaterra, que certa vez escreveu que ele se dopava, baseando-no no livro (em francês) L.A. Confidentiel – Les Secrets de Lance Armstrong. Na ocasião, Armstrong processou o jornal inglês e ganhou. Agora o Sunday Times quer a desforra.

É impossível dizer se Lance Armstrong conseguirá mesmo o que pretende, mas creio que será difícil, pois as ramificações legais são muitas, incluindo não apenas o Governo Federal dos Estados Unidos mas também a Agência Anti-Doping dos Estados Unidos (a USADA) e a Agência Anti-Doping Mundial (a WADA).

Armstrong diz que quer recuperar a imagem da fundação que criou contra o câncer, a Livestrong. Mas sua confissão agora, se ele chegar a um acordo para tanto na Justiça, mostra que ele pensa, mais uma vez, em si mesmo.

Aos 41 anos, Armstrong  é extremamente competitivo e quer continuar a competir. Mas onde está o remorso, aquele ingrediente indispensável a uma verdadeira confissão?

Um comentário em “Confissão sem remorso

  1. sempre fui fã do tour de france,porém aqui no brasil não tem oportunidade de ver o tour. me pergunto se o escândalo armstrong não é o maior da história do esporte, pelo grande “extraterrestre” que foi. agora será que os títulos de eddie mercks eram lícitos também?

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