Lembrança de 2002

AFP

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Bristol (EUA) – Lembro-me muito bem da partida entre Brasil e Inglaterra pela Copa do Mundo de 2002, quando saímos perdendo, mas viramos para a vitória com um gol de Rivaldo e aquele outro de Ronaldinho, cobrando a falta, numa discussão até hoje não resolvida se ele realmente chutou para as redes ou não. Depois Ronaldinho foi expulso, em outro lance polêmico.

Quase 11 anos depois, um amistoso, outra vez com Luiz Felipe Scolari como técnico e com Ronaldinho em campo. Antes da partida, como pede o cerimonial, serão executados os hinos nacionais do Reino Unido e do Brasil. A propósito, reproduzo abaixo o que o jornal inglês Guardian escreveu em 2002, na véspera de Brasil x Inglaterra, com considerações sobre o nosso hino. O Guardian acha o nosso hino o mais bonito de todos, depois do francês (A Marselhesa), com a vantagem de ser alegre e não belicoso.

Realmente, temos um belo hino. O mais das vezes, porém, é assassinado por execuções desastradas de bandas estrangeiras. Vamos ver nesta quarta-feira, em Wembley. A seguir, os comentários do Guardian:

“…Try to be in front of your television by 7.20am tomorrow to catch
another of Brazil’s great gifts to human happiness. With France gone,
Brazil now possesses the best national anthem left in the 2002 World Cup.
First penned by Francisco daSilva in 1841, the Hino Nacional is arguably
the jauntiest, cheeriest, most tuneful and most beguiling national anthem on
the planet. It feels as if it comes ready composed from the opera house,
and the influence of Rossini is hard to miss, though scholars now think
Da Silva may have cribbed the tune from a religious work by his teacher,
José Nunes Garcia. Admirers have included the Creole composer Louis Moreau
Gottschalk, who wrote a set of variations for piano and orchestra on it
that are well worth hearing. In his book “Futebol: the Brazilian Wayof
Life”, our South America correspondent, Alex Bellos, explains how the Englishman
Charles Miller first brought football to Brazil. But by the time Miller
arrived at Santos in 1894, the Hino Nacional had long expressed in song
what Pele and his successors later expressed so wonderfully on the field. While
the Marseillaise makes bellicose calls to arms, the Hino Nacional stirs
national feelings by appeals to Brazil’s “pure beauteous skies,

” its sound of the sea and the flowers” of its “fair smiling fields”. A natural
setting for the beautiful game. When Rivaldo and Ronaldo put another two goals
past Belgium on Monday, thus setting up tomorrow’s quarter-final with England,
the London Evening Standard led its later editions with a huge one-word
headline. It said simply: BRAZIL! Quite a tribute. It is hard to imagine
any other country whose mere name could be used in such a way with such
confidence, in the certainty that the readers would react with pleasure
and excitement. Were England to be playing Argentina, Germany, France or Italy
tomorrow, expectation would be mixed with fear. To play Brazil, on the
other hand, is simply a delight and an honour”.

4 comentários em “Lembrança de 2002

  1. caro WERNECK, me desculpe mencionar isso; sou congolês, nascido na França e moro no Brasil há 5 anos, e tenho uma paixão, fico decorando os hinos de vários países. portanto conheço o hino brasileiro, o alemão (canto ele mas não falo alemão), o italiano (é aqui que chego ao ponto, O MAIS BONITO em minha opinião, também canto, mas não falo a língua), o português, e obviamente o francês. tem uma lenda na frança que diz que ganhamos do Brasil por que cantamos o hino em 1998 com mais coração
    http://www.youtube.com/watch?v=WiSMZ3WYTn8

    mais uma vez, acho o frateli d’itália insuperável.
    tem como fazer os video blogs aqui?

  2. Caro Serge: Não se trata de um artigo. Como tenho uma idade um pouco – digamos- avançada, ao escrever aquela coluna (escrevi-a para o site da ESPN Brasil, ao início da Copa de 2006), me lembrei de ter visto um filme francês, datado de 1955, chamado “Les Héros sont Fatigués” . A imagem me pareceu adequada, pois o que eu queria retratar era justamente que aquela nossa Seleção de celebridades tinha pouca disposição para correr em campo. Incidentalmente, o filme é passado na África, o que sem dúvida é um ponto interessante para você.

  3. O hino francês pode até ser bonito para alguns gostos, mas se trata de uma canção revolucionária (lembra cabeças decapitadas)! Um hino que é bastante subestimado é o dos Estados Unidos: simples e direto.

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