Mundial de Triathlon – 56

Bristol (EUA) – Apesar do inverno, continuamos, eu e minha mulher, Dawn Werneck, a nos preparar para o Mundial de Triathlon, em Londres, em setembro. Será uma oportunidade para voltar a nadar no Serpentine, o lago (meio lago, meio rio) que existe no Hyde Park, em Londres, bem perto da junção com o Kensington Gardens, ao lado do qual morei entre 1970 e 1971. Melhor dizendo, o Serpentine começa em Kensington Gardens com o nome de The Long Water e chega ao Hyde Park com o nome de The Serpentine.

Foi ali que se disputou o Triathlon Olímpico do ano passado e ali se disputará também o Mundial de Triathlon deste ano.

É possível que para o Mundial de Triathlon deste ano tenhamos a companhia, como competidora, de Rebecca Werneck Stephenson, nossa filha, que durante um bom tempo competiu como solteira com o nome de Rebecca Werneck. Aos 17 anos, em 1989, Rebecca foi a mais jovem competidora feminina no Primeiro Mundial de Triathlon em Avignon, França. Foi também a mais bem colocada entre todas as brasileiras (competiram ela, Fernanda Keller e Andreia Zippin) e, mais importante do que isto, a mais bem colocada entre todas as latino-americanas, incluindo-se aí competidoras da Argentina, México e Chile.

No ano passado, Rebecca competiu no Ironman do Havaí, repetindo o feito da mãe que, usando ainda seu nome de solteira, Dawn Webb, com o qual se inscrevia na época, competiu na prova em 1983 e 1984.

Nossa outra filha, Sarah Werneck, hoje Sarah Werneck Brown, também competiu em triathlons, mas se dedicava mais à natação, participando do Mundial de Masters, nos Estados Unidos, como representante do Flamengo,

Vocês podem ver que, como competidor, sou de longe o pior da família. Mas o principal é que um pouco dessas histórias estão no mais recente número da revista brasileira Trisport, de Rodrigo Eichler, a propósito do bicampeonato mundial que Dawn conquistou, em Pequim, em 2011, e em Auckland (Nova Zelândia) em 2012.

Em 2013, Dawn e provavelmente Rebecca estarão competindo. Eu estarei apenas participando. Aliás, a frase do Barão de Coubertin, mal traduzida no Brasil, é exatamente esta: “The important thing is to take part”. O importante é participar.

A frase, por sinal, nem é do Barão de Coubertin, mas de um bispo, Ethelbert Talbot, proferida durante um serviço religioso para os atletas na Olimpíada de 1908: “The most important thing in the Olympic Games is not to win but to take part, just as the most important thing in life is not the triumph, but the struggle”.

“O mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, como o mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>