Feitos e desfeitas

Stephane de Sakutin/AFP

Stephane de Sakutin/AFP

Bristol (EUA) – Cada vez que tomo conhecimento de casos como o do sul-africano Oscar Pistorius e me lembro de Lance Armstrong, O. J. Simpson, o goleiro Bruno, do Flamengo, além do noticiário cotidiano sobre atletas judicialmente condenados por uso de doping, verifico como eles estão longe da concepção popular de que o esporte é um “formador de caráter”.

Aqui mesmo nos Estados Unidos temos o pitoresco exemplo do jogador de basquete Ron Artest, que é recordista de suspensões por violência, mas que legalmente conseguiu mudar de nome. Ele agora se chama Metta World Peace. Diz querer promover a paz em todo o mundo.

Está na Internet um vídeo mostrando um goleiro peruano que faz uma defesa, cai como que fulminado por um raio e coloca a bola a rolar mansamente pelo gramado. Um zagueiro ainda tenta salvar, mas um atacante adversário faz o gol.

Eu me pergunto: o goleiro teve mesmo uma indisposição? Ou estava comprado? Como se sabe, realiza-se no momento uma Conferência Internacional em Kuala Lumpur para tratar dos casos de corrupção em futebol e o Chefe de Segurança da Fifa, Ralf Mutschke, confessa que a entidade não tem como combatê-los, dizendo que afetam 50 confederações nacionais.

Pessoas ligadas ao futebol, de diversos países, têm sido perguntadas a respeito e todas apareceram com uma opinião ponderada e prudente, admitindo que alguma coisa de errada anda acontecendo no mundo da bola. Apenas o nosso Felipão, Luiz Felipe Scolari, foi categórico ao dizer que duvida que casos de corrupção existam no Brasil.

Uma afirmativa de extrema ousadia.

A verdade é que o público deve olhar os atletas como seres humanos capazes de notáveis feitos, mas também porcas desfeitas.

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