Péssima ideia

Bristol (EUA) – A ITU, Federação Internacional de Triathlon, resolveu permitir o “drafting” (quer dizer, pegar vácuo) nas provas em grupos etários, distância “sprint” (750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo, cinco quilômetros de corrida), a partir de 2016.

Os protestos já começaram, com toda a razão.

O que deseja a ITU? Obrigar os competidores das faixas etárias a investirem em novas bicicletas, sem tri-bars, e tornar a competição mais perigosa?

Nem tudo o que funciona bem na competição de elite funciona bem nas faixas etárias e mesmo nas provas de elite há sérias dúvidas quanto à justiça do “drafting-legal”, pois condena quem saiu um pouco atrasado da água (às vezes por algum transtorno) a uma situação desesperadora, enquanto o pelotão vai se revezando e aumentando a distância.

A única esperança de quem fica atrás é achar um competidor que também saiu mal da água e se revezarem. Mesmo assim, só funciona se o pelotão (pois a competição é individual e não por equipe) não se revezar.

Na prática, porém, há um entendimento mútuo e o pelotão se reveza, pois é bom para todos.

É  bom esclarecer que as provas “sprint” que serão drafting/legal em faixas etárias serão apenas as do Campeonato Mundial da ITU.

As demais ficarão a critério das Federações Nacionais. Quer dizer, nos Estados Unidos, a USTF (United States Triathlon Federation) poderá autorizar ou não o vácuo em faixas etárias na distância “sprint”.

Só vai aumentar a confusão. Provavelmente apenas uma vez por ano, no Mundial da ITU, os triatletas em faixas etárias na distância “sprint” competirão com vácuo e terão que arranjar uma bicicleta que não seja tri-bar.

De um para outro

Bristol (EUA) – Os leitores poderão ler abaixo um comentário do senhor Azevedo Lage sobre as mortes em etapa de natação no triathlon. O assunto precisa ser investigado, como ele pede, mas vem sendo ignorado, por negligência ou má fé.

Acho que é da obrigação dos  técnicos, médicos e organizadores alertarem os praticantes.

Quando se trata de um triathlon, como o de Nova York, sob a mira de órgãos importantes como o New York Times, fica muito difícil ocultar o que ocorre. No caso do New York Times, por exemplo, sei até que alguns de seus repórteres participam da prova.

Em outros casos, inclusive no Brasil, cai o silêncio.

Estou consciente do que se passa. Acabo de participar do Mundial de  Triathlon, em Edmonton,  e,  no fim deste mês de setembro, depois de uma viagem que estarei fazendo ao Brasil, vou participar de outro triathlon aqui nos Estados Unidos, na distância “sprint”.

Mas sei da importância de não me deixar levar por excesso de esforço no início da etapa de natação.

O triathlon é o Pilgrimman Triathlon e  será disputado nos dias 27 e 28 em Plymouth, no estado de Massachusetts

As distâncias serão no “sprint” (750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e dez quilômetros de corrida), no “standard” ou olímpica (o dobro em cada etapa) e na distância 70.3, q ue corresponde a um Meio Ironman. Isto é, 1.950 metros de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida.

Haverá ainda distâncias especiais para as idades entre 7 e 15 anos de idade.

Uma particularidade é que a prova é organizada por um casal americano/brasileiro, Heather Cronin e Nílton Motta.

Participarei com minha mulher Dawn na distância “sprint”. Nossa filha Rebecca vai disputar a “standard”.

Haverá prêmios em dinheiro não apenas para os atletas de elite como também nas faixas de idade.

 

 

Uma história estranha

, onde eleEdmonton, Canadá – No início de cada triathlon, há uma área exclusiva para os atletas, onde eles aguardam a chamada para a etapa de natação.

Nesta sexta-feira, em Edmonton, havia por ali, imediatamente antes que eles adentrassem a área, uma banda Mariachi, tocando músicas mexicanas como Cielito Lindo, e um cidadão vestido de saiote escocês, tocando uma bagpipe, aquela gaita de foles.

Pois bem, imediatamente antes que fôssemos autorizados a entrar na área de natação, o cidadão com a bagpipe aproximou-se e, em vez de executar algo inspirador como Amazing Grace, começou a tocar uma música melancólica.

- Ei,  disse um americano ao meu lado. Ele está tocando um “dirge”, uma música fúnebre. Por que?

- Vai ver ele sabe de algo que nós não sabemos – aventurou outro.

Pois bem, dali entramos na água e, em minutos, tivemos o caso do cidadão que sofreu um ataque cardíaco na natação, foi levado às pressas para o hospital, enquanto executavam manobras de ressuscitamente em seu peito e, ao que comentam, morreu,  embora a organização da prova venha se mantendo muda a respeito.

You no creo em brujas, pero…

(Leiam, a propósito, o “post” abaixo.)

 

 

 

O importante é sobreviver

Edmonton, Canadá – A notícia ainda não foi divulgada e espero que a senhora que me informou depois da prova esteja errada, mas tudo indica que um triatleta morreu nesta sexta-feira, em  Edmonton, Canadá, na disputa do Campeonato Mundial de Triathlon, distância sprint.

Que houve algo muito sério, posso confirmar. Eu estava na onda “vermelha”, que reunia as faixas etárias masculinas de 65 anos para cima. Estou com 77 anos, a natação não é o meu forte e, como ia ficando mais para trás, posso informar que, lá pelos 200 metros de uma etapa de 750 metros, alguém pediu por “help”, um “jet-ski” dirigiu-se para o local e um homem foi retirado.

Imediatamente o colocaram deitado na prancha traseira e iniciaram uma tentativa de ressuscitamento cardíaco, comprimindo seu peito diversas vezes, enquanto ele estava de bruços.

Ao fim da prova, uma senhora me disse que o homem  “didn’t make it”.

Espero  que esteja errada, mas quero outra vez colocar em tema um assunto  que já abordei diversas vezes: por que é que os ataques cardíacos fatais ou quase fatais acontecem em mais de 95% do casos na natação?

Não somente na natação, mas no princípio da natação.

Assim aconteceu há cerca de quatro anos no Triathlon de Nova York, quando morreram um homem e uma mulher.

Assim foi no Campeonato Nacional Americano em Burlington, Vermont, quando um homem morreu.

Assim foi também em Las Vegas, mais recentemente.

Tenho minha teoria: ataque de pânico, pois o início da natação,  em triathlons, é quando os participantes estão mais ansiosos.

Alguns procuram começar forte demais, perdem o ritmo e não conseguem recuperá-lo. Nisto também posso dar meu próprio testemunho nesta sexta-feira. Talvez seja porque estou um pouco fora de forma, talvez seja porque, ao ver o que se passava, experimentei uma grande aceleração de meus batimentos cardíacos.

Pensei cá comigo: você tem mulher, filhas e netos. Devagar com o andar porque o santo é de barro.

Foi o pior triathlon de minha vida, coroado (uma péssima coroação) pelo fato de que, logo no início de uma subida longa e íngreme que tínhamos que fazer duas vezes, a corrente da bicicleta saiu.

Colocá-la de volta foi  difícil, mas mais difícil ainda foi, ali, ter que montar de novo e subir a ladeira, sem levar nenhum impulso.

Mas, eu àquela altura, já traçara meus planos: nadar lentamente os 750 metros, pedalar os vinte quilômetros devagar e correr os cinco quilômetros finais (que na verdade, contando a transição, tinham 500 metros extras) em passo de urubu malandro. Cheguei em 2:28:12, mas estou vivo.

Minha mulher, Dawn Werneck, fez como sempre uma excelente prova em 1:38:24, mas ainda não sabe que colocação tirou em sua faixa etária.

EM TEMPO: Minha mulher foi a sétima colocada, entre 32 competidoras. Meu único arrependimento é que eu esqueci de lhe dar a garrafa d’água de que ela precisava antes de entrar na natação. Ela teve sede intensa durante a prova, prejudicando um pouco seu rendimento.

Quanto a mim, fui o nono entre dez inscritos. O décimo não completou a prova. Terá sido o que teve o ataque cardíaco ou ele estava em outra faixa etária? A organização da prova nada informou.

Os melhores do triathlon

Edmonton, Canadá – Abaixo, os “top 20”, entre homens e mulheres na temporada de triathlon de 2014. A decisão do título será nesta segunda-feira, nesta cidade canadense, onde amanhã, sexta, se disputam as faixas etárias.

Entre os homens, a disputa está indefinida entre o espanhol Javier Gomez e o inglês Jonathan Brownlee.

Fora dos “top 20”, aparecem os brasileiros Diogo Sclebin, na 42a. posição, Reinaldo Colucci, na 62a, Danilo Pimentel, na 108a, Marcus Vinicius Fernandes, na 147a., Bruno Matheus, na 164a., Fábio Carvalho, na 175a., e Juraci Moreira, na 177a., num total de 181 ranqueados.

RSA significa África do Sul, NZL significa Nova Zelândia, SVK significa Eslováquia. Os outros países são mais fáceis de identificar.

Posicão, Nome de batismo, Sobrenome, País, Pontos:
1. Javier Gomez Noya ESP 3833
2. Jonathan Brownlee GBR 3551
3. Mario Mola ESP 3491
4. João Pereira POR 2938
5. Richard Murray RSA 2911
6. Alistair Brownlee GBR 2806
7. Vincent Luis FRA 2598
8. Dmitry Polyanskiy RUS 2398
9. Gregor Buchholz GER 1965
10. Fernando Alarza ESP 1939
10. Aaron Royle AUS 1939
12. Ryan Bailie AUS 1792
13. Aaron Harris GBR  1584
14. Ryan Sissons NZL  1558
15. Alessandro Fabian ITA 1551
16. Sven Riederer SUI  1533
17. Steffen Justus GER  1338
18. Adam Bowden GBR  1316
19. Richard Varga SVK  1303
20. Dan Wilson AUS  1272

Entre as mulheres, uma brasileira, Pâmela de Oliveira, aparece entre as “top 20”. Quanto ao código de países, NED significa Holanda e CZE significa República Tcheca. Os outros são fáceis de identificar. Vejam abaixo, por posição, nome de batismo, sobrenome e pontos:

1. Gwen Jorgensen USA 3885
2. Sarah Groff USA 3037
3. Jodie Stimpson GBR 2982
4. Helen Jenkins GBR 2903
5. Andrea Hewitt NZL 2735
6. Kirsten Sweetland CAN 2540
7. Emma Jackson AUS 2489
8. Alice Betto ITA 2082
9. Nicky Samuels NZL  2046
10. Emma Moffatt AUS  1965
11. Sarah-Anne Brault CAN  1854
12. Juri Ide JPN  1800
13. Vendula Frintova CZE  1719
14. Charlotte Bonin ITA  1679
15. Aileen Reid IRL  1664
16. Ai Ueda JPN  1586
17. Rachel Klamer NED  1523
18. Annamaria Mazzetti ITA  1509
19. Pâmela Oliveira BRA  1479
20. Lindsey Jerdonek USA  1467

Entre as 146 ranqueadas aparecem ainda as brasileiras Luísa Baptista, na 73a. posição, e Beatriz Neres, na 112a.

Uma bela viagem

Edmonton_RiverValley2-MEdmonton, Canadá – Aqui estamos, minha mulher e eu, na província de Alberta, depois de uma bela viagem de trem na Via Rail, a estrada de ferro que substitui a antiga Canadian Pacific.

Nesta época em que o Brasil luta para construir a ferrovia Norte-Sul, é interessante lembrar que a ligação ferroviária leste-oeste no Canadá, numa extensão bem maior, foi completada em 1885.

São 129 anos, meus amigos, e a ferrovia desempenhou um papel importantíssimo na unidade geográfica do Canadá, tanto que a província de British Columbia, a mais ocidental de todas, concordou em unir-se ao país antes mesmo que fossem criadas as províncias de Alberta e Saskatchewan, mais no interior, depois que lhe prometeram que haveria uma ligação ferroviária com o Atlântico.

Hoje a ligação ferroviária serve mais para transporte de carga e pessoalmente contei um trem cargueiro com 215 vagões e quatro quilômetros de extensão.

A viagem, no nosso caso, foi de Montreal a Edmonton, mas encontramos a bordo uma moça que viajara de bicileta de Vancouver, no Pacífico, a Halifax, no Atlântico, e agora voltava à sua cidade, com a bicicleta no bagageiro do trem.

O trem é confortável, limpo, com cabines, com excelente serviço de restaurante, e vagões observatórios, “domes”, onde você pode admirar a região dos lagos, as florestas, as pradarias, os campos de petróleo, as fazendas de criação de gado.

A ferrovia foi construída sobretudo como suor de imigrantes irlandeses, escoceses, escandinavos, chineses, e ainda hoje você encontra cidades como Viking e Portage la Prairie, em que boa parte da população fala línguas outras que não o inglês.

Edmonton é uma cidade limpa, eficiente, ordeira, muito própria de um país que ocupa a oitava colocação mundial no Índice de Desenvolvimento Humano, oitava na renda per capita e a primeira na percentagem de adultos com diplomas universitários.

Há também imigrantes brasileiros, como atestei logo ao chegar, passando por uma Brazilian Steakhouse.

Realiza-se no momento um Festival de Esportes em Edmonton, mas o que nos traz aqui é o triathlon.

Sobre este escreverei em seguida.

A caminho do Mundial (2)

Hornepayne (Canadá) – Estamos aqui neste lugarejo de 1.050 habitantes, ao norte do Lake Superior, à espera que acabe de passar um trem de carga de, espantem-se, quase quatro quilômetros de extensão, puxado por diversas locomotivas.

Nosso objetivo mais imediato é Winnipeg, onde chegaremos amanhã de manhã, depois de ganhar uma hora em fuso horário, a caminho de Edmonton.

Por enquanto, uma ótima experiência, que recomendo a todos no Brasil. Um dos pontos mais interessantes até agora foi nossa partida de Montreal, pois nos chamaram para uma imensa filha e lá ficamos um bom tempo. A largada do trem estava prevista para as 3h40m mas, até minutos antes, a fila não se movera.

Entretanto, nos chamaram, a fila foi absorvida pelos diferentes vagões, a bagagem estocada e, precisamente às 3h40m da tarde, o trem dava a partida.

Na primeira noite, nos chamaram para o Dome, o vagão observatório, nos serviram canapés e champanhe, cortesia da casa, e fomos para nossa cabine, já com os leitos instalados.

Nesta manhã, depois do chuveiro e do breakfast, nossos leitos foram magicamente transformados em poltronas.

Por enquanto, nada a reclamar, a não ser que, se ficarmos assim, só comendo, bebendo e dormindo, vamos, eu e minha mulher Dawn, perder a forma para a disputa do Mundial de Triathlon, por faixas etárias,em Edmonton.

Afinal, serão ainda mais duas noites e dois dias.

Melhor, combaremos à sombra.

A caminho do Mundial

werneck7Montreal (Canadá) – Estou na Gare Centrale desta cidade que visitei pela primeira vez para a Olimpíada de 1976, quando meu companheiro de andanças pelos estádios e, à noite, pelos restaurantes, era o grande jornalista húngaro-brasileiro Janos Lengyel.

Voltei inúmeros vezes e agora aguardo o trem transcontinental que me levará, com minha mulher Dawn, para o Campeonato Mundial de Triathlon, em Edmonton, na província de Alberta, perto das Montanhas Rochosas.

Serão três dia e meio a bordo, com direito a vagão panôramico para admirar a paisagem deste imenso país, maior do que os Estados Unidos e do que o Brasil.

Por causa dos preparativos, andei um pouco ausente do convívio com os leitores, mas prometo fazer o relato do que suceder durante a viagem e das peripécias do Mundial, onde estaremos, Dawn e eu, disputando a distância Sprint, com 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida.

Nossa filha mais velha, Rebecca, que se juntará a nós mais tarde, disputará a distância olímpica, que vem a ser de 1500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e dez de corrida. Exatamente o dobro.

Estive um pouco ausente também porque andei revisando a edição e-book de meu livro Sabor de Mar, que sairá em breve pela Revan. Aproveitei para mudar um par de situações e também corrigir o nome da protagonista em alguns pontos.

Por culpa de minha imperícia com computadores, os erros aconteceram porque, no meio da história, recebi trocar o nome da protagonista e usei um sistema que, acreditei eu, faria a mudança sempre que necessária.

Não fez.

Mas, como cantava Edith Piaf, meu lema é “je ne regrette rien”. Recomeço sempre do zero.

Para quem viveu a época da primeira Maratona do Rio o romance tem o interesse especial de citar alguns personagens que nela estveram presentes, como José Rodolfo Eichler, hoje o responsável pela medição da futura Maratona Olímpica, em 2016, e Alexandre Médicis, habitualmente presente em comentários aos meus “posts”.

Embarco dentro de dez minutos. É o tipo de viagem que não se pode fazer no Brasil, pela absoluta precariedade de nosso transporte ferroviário.

Maratona olímpica indefinida

 

Divulgação

Divulgação

Bristol (EUA) – Minhas fontes no Brasil me informam que ainda não foi definido o percurso da Maratona para a Olimpíada de 2016.

Inicialmente foi aventurada a hipótese de se manter o atual percurso da Maratona do Rio, que sai do Recreio e chega no Aterro, apenas com a alteração de que a chegada seria no Sambódromo.

Como se sabe, no momento o percurso da Maratona do Rio tem uma volta dentro do Aterro, que seria desprezada.

Mas tal percurso se provou inviável.

Agora a ideia parece ser sair do Sambódromo e chegar no Sambódromo, indo a Botafogo duas vezes, via Aterro.

O assunto porém permanece em discussão.

Insisto que o ideal seria largar no Sambódromo, passar pelo centro da Cidade, aproveitando também o Aterro do Flamengo, retornar pelo Porto Maravilha e chegar no Maracanã, na hora da Cerimônia de Encerramento.

O fato de que o Maracanã não mais tem pista de atletismo em nada atrapalharia, pois o gramado é suficientemente extenso.

Estaria restaurada a tradição da Maratona chegar no estádio da Cerimônia de Encerramento, imediatamente antes dela.

Ficaria muito mais bonito.

Há porém o óbice da OBS, o sistema de televisão do Comitê Olímnpico Internacional, que encasquetou a ideia de que a chegada tem que ser no Sambódromo.

Aguardemos os próximos capítulos.

A grama para mulheres

AFP

AFP

Bristol (EUA) – A FIFA lucrou dois bilhões de dólares com a Copa do Mundo no Brasil mas agora está num jogo de empurra com a Canadian Soccer Federation para saber quem vai pagar a grama natural para a disputa do Campeonato Mundial Feminino, em meados do ano que vem.

Seis estádios estão escolhidos, mas todos tem grama artificial e as mulheres já ameaçaram entrar com um processo na justiça canadense, pois reivindicam o direito de jogar em grama natural, como os homens.

Estima-se que o custo da instalação da grama natural (que pode ser colocada sobre a artificial) ficaria entre $150 mil a $400 mil por estádio.

Recentemente, colocou-se grama artificial no Michigan Stadium, nos Estados Unidos, para um único jogo, um amistoso entre o Manchester United e o Real Madrid.

O custo? 250 mil dólares.

Diversas firmas já informaram à FIFA e à Federação Canadense que precisam de um máximo de 72 horas para instalar a grama natural, que chega em caminhões refrigerados.

Os jogadores de basquete Kobe Bryant e Kevin Durant, fãs do futebol, já se declararam solidários com as mulheres.