Dureza no Tour de France

Foto: AFP

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Bristol (EUA) – Nesta segunda-feira o Tour de France teve um dia de descanso. Foi merecido, pois amanhã, terça-feira, começa a arrancada para a grande chegada, domingo, em Paris.

O trecho desta terça-feira, nos Pirineus, é talvez o mais duro de toda a prova. É pelo menos o mais longo, com 237,5 quilômetros, e inclui a subida bastante íngreme do Col de Portet-d’Aspet.

Foi lá que o italiano Fabio Casartelli, campeão olímpico, morreu em um acidente em 1995.

Mas a etapa não  termina aí. Em seguida vem a subida de Port de Balès e, depois, 22 quilômetros de descida até a faixa de chegada em Luchon.

Os competidores vão colocar o máximo de pressão no camisa amarela, o italiano Vincenzo Nibali, mas para mim ele continua o favorito para levantar o Tour este ano.

Vai ser também interessante a luta pelo segundo lugar do espanhol Alejandro Valverde contra os franceses Romain Bardet e Thibaut Pinot.

Num capítulo à parte, registra-se o reaparecimento no Tour de Mark Cavendish, o ciclista da Isle of Man, que se acidentou seriamente logo na primeira etapa do Tour deste ano, em Harrogate, na Inglaterra, e precisou colocar um parafuso no ombro. Ele voltou não para competir, mas para assistir e dar entrevistas.

Cavendish já está treinando e ainda disputará provas de ciclismo este ano.

A Máquina do Tempo

Gazeta Press

Gazeta Press

Bristol (EUA) – Acabo de chegar de Minnesota, onde o agradável verão lembra o inverno carioca, e me deparo com a notícia de que a CBF já escolheu o novo técnico da Seleção Brasileira: Dunga.

Detenho-me por um momento e penso: será que, em vez de um avião, entrei na Máquina do Tempo, aquela do professor Papanatas?

Será que o estimável cientista está dando  a  Dunga a oportunidade de se reabilitar daquele desastroso segundo tempo contra a Holanda em 2010, agora que Felipão naufragou diante da mesma Holanda em 2014, só que conseguindo piorar o resultado e jogando mal tanto no primeiro quanto no segundo tempo?

Nada tenho de pessoal contra Dunga, nunca discuti com ele e, no passado, tive oportunidade de algumas vezes defendê-lo não apenas como jogador mas como  técnico.

A verdade porém é que o Brasil precisa de quem o faça olhar para a frente e, com Dunga, fica a inescapável impressão de que estamos fixados no passado.

Com que ideias novas ele nos acena? Vimos na Copa do Mundo seleções apresentando um futebol que, nos dias de hoje, não é comum no Brasil, com ênfase no ataque, na velocidade, em jogadores habilidosos, um meio de campo criativo.

Um futebol bem mais adiantado do que aquele proposto não apenas pela dupla Felipão/Parreira em 2014 como pela dupla Dunga/Jorginho em 2010.

Mas fica também a impressão de que gente como Marin e Del Nero, que representa o passado, não sabe pensar para a frente.

Quer dizer, para pensarmos para a frente, é preciso tirar Marin da CBF e não deixar que ele seja substituído por Del Nero.

Não sei como estão as conversas do Bom Senso F.C. com o governo federal para alterar a estrutura do futebol brasileiro, mas, que é preciso alterá-la, nem há dúvida.

A maior prova é de que a dupla Marin/Del Nero representa apenas o passado, o passado do futebol brasileiro que acaba de ser humilhado na Copa do Mundo.

Os dois embarcaram na Máquina do Tempo do professor Papanatas e estão de há muito entre os dinossauros.

 

 

Campeã, apesar do Aquiles

Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Dawn Werneck foi a vencedora na faixa etária de 65 a 69 anos no Campeonato Americano de Duathlon, na modalidade “sprint”, com o tempo de 1:16:23,41, para as distâncias de três quilômetros de corrida, 20,8 quilômetros de ciclismo e 2,7 quilômetros de corrida.

Ela conseguiu a vitória a despeito de no momento estar em tratamento de uma lesão no tendão de Aquiles. Seu próximo objetivo é representar o Brasil, também na distância “sprint”, no Campeonato Mundial de Triathlon, que será realizado em agosto em Edmonton, no Canadá.

O percurso da prova teve que ser alterado à última hora por causa de uma enchente no rio Mississippi, que passa na cidade de Saint Paul, no Estado de Minnesota.

Rebecca Werneck Stephenson, que teve que competir com uma bicicleta emprestada porque o garfo da sua se quebrou, ficou entre as “top 5″ na modalidade “standard”, faixa etária de 40 a 44 anos, com o tempo de 1:35:12,4 para as distâncias de 4,6 quilômetros de corrida, 31,2 quilômetros de ciclismo e 4,4 quilômetros de corrida.

Ela se classificou para representar os Estados Unidos no ano que vem no  Campeonato Mundial de Duathlon, na Austrália, mas vai preferir  representar o Brasil.

No próximo mês de agosto, Rebecca e eu nos juntaremos a Dawn, competindo pelo Brasil no Mundial de Triathlon, em Edmonton.

Nibali controla o Tour

AFP

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Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Creio que depois desta sexta-feira, na 13a. etapa do Tour de France deste ano – quer dizer, a pouco mais de uma semana para o fim – o italiano Vincenzo Nibali dificilmente perderá a prova.

Ele ganhou com méritos uma etapa de Saint-Étienne a Chamrousse, com trechos de forte inclinação nos Alpes ainda com muitos pontos cobertos de neve, e está agora com três minuos e 39 segundos de vantagem sobre o espanhol Alejandro Valverde.

O ausraliano Richie Porte teve um mau dia e perdeu posições. Parece claro que ele não tinha condições de assumir a liderança da equipe Sky, depois do abandono de Chris Froome. Parece certo também que a Sky errou ao não incluir Bradley Wiggins em sua equipe para o Tour de France deste ano.

Mas a Sky precisa, antes de mais nada, resolver o problema de relacionamento de Chris Froome  com Bradley Wiggins.

Um ponto de vista interessante é que o Tour de France é em geral difícil para os competidores italianos, pois acontece logo depois do Giro d’Italia e, por pressão patriótica, os melhores ciclistas italianos são levados a disputar a prova de seu país.

Mas Vincenzo Nibali, atual campeão italiano, não disputou o Giro este ano e agora está prestes a ser o vencedor no Tour de France.

Em matéria de prestígio, o Tour de France tem mas nome.

Direcionar na direção…

AFP

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Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Para usar suas próprias palavras, em seu novo cargo de Coordenador de Seleções da CBF Gilmar Rinaldi vai “direcionar na direção…”

Com retórica deste nível, estamos mal encaminhados, seja em que direção for.

A nomeação me dá a clara impressão de ser apenas mais um típico remendo  do futebol brasileiro, que não vai levar a nada positivo.

Em suma, estaremos “direcionando na direção errada…”

Vejam que o futebol alemão precisou de 24 anos de muitas reformas, muitos investimentos, desde escolinhas  a estruturas de clubes, e muitas mudanças em cargos de comando – a ponto do presidente do Bayern ,Uli Hoeness, ter sido enviado para a cadeia por três ano e meio, por fraudar o Imposto de Renda – para construir  a base que resultou em outro título.

Um pouco a propósito, um amigo me dizia ontem  que o alemães foram como os portugueses de 500 anos atrás: desembarcaram na Bahia, encheram os indiozinhos de balagandans, desfrutaram as delícias de  algumas indiazinhas, nos fornicaram e ainda levaram o ouro.

Para revertermos tal estado de coisas, vamos precisar de muito mais do que um Coordenador de Seleções que vai nos “direcionar na direção”, ainda mais quando se sabe que sua verdadeira rota é a de agente de jogadores…

 

Conselhos aos triatletas

Minneapolis-Saint Paul (EUA) – Estou  em Minnesota, ajudando minha mulher e minha filha mais velha,  que estarão competindo neste sábado no Campeonato Americano de Duathlon.

Estou também me preparando para competir no próximo mês no Mundial de Triathlon, em Edmonton, no Canadá, juntamente com minha mulher e minha filha mais velha, e aproveito para dar abaixo alguns conselhos de Sérgio Santos, técnico da equipe brasileira, para  quem treina triathlon.

Mantenho a ortografia original do Sérgio, que é português. Bem sei que há um acordo ortográfico entre Brasil e Portugal, para unificar a língua, mas parece que lá na terrinha eles não dão muita bola:

“Caros,

 Poderia iniciar este e-mail com uma série de considerações, mas vou antes de tudo mostrar apenas números. Não são meus, estão na página da ITU para todos verem.

Peço 5’ da vossa atenção para verificarem as competições internacionais realizadas pelas 3 primeiras do ranking da WTS depois da etapa de Hamburgo dos passado FDS. Não contabilizei as competições Nacionais, Duatlos, Aquatlos, Team Relay, GP em França, Bundesliga na Alemanha, e competições de corrida pura, ciclismo, natação etc…

Podem fazer este exercício para qualquer atleta que queiram, mas vão chegar sempre à mesma conclusão…

  1. 1.       Gwen Jorgensen

http://www.triathlon.org/athletes/results/40887/gwen_jorgensen

JO – 1

WTS/Dextro/CM – 20

World Cup – 8

Campeonatos Continentais – 3

Taças Continentais – 10

Total Competições internacionais desde 2010: 42

  1. 2.       Jodie Stimpson

http://www.triathlon.org/athletes/results/11385/jodie_stimpson

JO – 1

WTS/Dextro/CM – 37

World Cup – 7

Campeonatos Continentais – 7

Taças Continentais – 5

Total Competições internacionais desde 2005= 57

 

  1. 3.       Helen Jenkins

http://www.triathlon.org/athletes/results/5573/helen_jenkins

JO – 2

WTS/Dextro/CM – 31

World Cup – 15

Campeonatos Continentais – 8

Taças Continentais – 9

Total Competições internacionais desde 2002= 63

 Nem me atrevi a fazer este trabalho para o GOMEZ… desde a 1ª competição internacional dele, realizada em Portugal em 2002, já vai com 97 ou 98… Vai passar as 100 este ano!

Existem momentos que não são reproduzíveis em treino, e que apenas as competições proporcionam.

A especificidade e intensidade da carga nas competições do circuito e o confronto permanente com situações de limite são uma das vantagens de quem já compete há muitos anos.

A variabilidade de circunstâncias competitivas e capacidade de resolver cada uma dela também aumenta para quem tem muitas competições, e apenas é possível competindo em determinados locais. Só sabe o que é competir em Huatulco quem esteve em Huatulco, e só sabe o que é competir em Vancouver quem esteve em Vancouver… Se quando estiverem 40ºC nunca saírem para treinar, se quando estiver a chover ficarem no rolo, ou se quando a água está fria nunca nadarem em águas abertas, nunca vão estar realmente prontos para situações que surgem frequentemente em competição.

As competições são por excelência os momentos de saída da zona de conforto. Se não for ensaiado com frequência, não pode dar certo no dia da competição…

A formação de um atleta acaba por ser este misto de treino e competições, ao longo de muitos anos

Antes de questionarem se têm capacidade ou não, se estão no caminho certo ou não, questionem o seguinte:

Há quantos anos treino de forma regular, sem paragens ou com poucas?

Quantas competições já fiz em que fui levado ao limite?

Quantas vezes já perdi a oportunidade de treinar com uma determinada qualidade, mas acabei por me acomodar porque estava cansado, estava sozinho para treinar, estava frio, calor,…

O que tenho de fazer para passar a ser mais forte do que alguns que me têm vencido em competição

Depois de responderem a estas 4 questões, algumas duvidas podem ficar mais esclarecidas.

Tenham como certo que para o Alto Rendimento não existem atalhos e os caminhos para atingir a meta têm sempre curvas muito apertadas, em que todos em algum momento caiem, mas alguns levantam-se e seguem, outros ficam na beira da estrada à espera do carro de apoio…

Um abraço a todos

Sérgio Santos ”

 

 

 

 

 

Onde anda Quintana

AFP

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Bristol (EUA) – Outro dia o leitor Serge perguntou onde anda Nairo Quintana, o ciclista colombiano que foi uma das sensações do Tour de França na temporada passada, colocando-se em segundo lugar.

Ele está em treinamento para a Vuelta a España e não foi selecionado para o Tour de France deste ano, por sua equipe, a Movistar.

A razão porém foi boa: proporcionar-lhe um descanso depois de ganhar o Giro d’Italia e dar-lhe a posição de líder da equipe para a Vuelta a España.

É uma pena para quem acompanha o Tour de France, pois o pequeno e leve colombiano, com sua inescrutável expressão de Touro Sentado estampada no rosto mesmo nas mais difíceis subidas de montanha, é de fato uma figura carismática.

Sem Quintana, a grande sensação da 11a. etapa, entre Besançon e Oyonnax, na distância de 187,5 km, foi o americano Andrew Talansky, não por ter ganho a etapa nem por liderar a colocação geral da prova, mas pela perseverança que mostrou.

O vencedor da etapa foi o francés Tony Gallopin e o detentor da camisa amarela continua a ser o italiano Vincenzo Nibali, mas Andrew Talansky roubou as atenções.

Por que? É uma história que começa na semana passada, em Nancy, onde ele sofreu um sério acidente. Nesta segunda-feira, sofreu outro e mal podia andar, quanto mais pedalar.

Passou a terça-feira, dia de descanso, entregue a médicos e massagistas e nesta quarta-feira continuou no Tour, mas cedo ficou para trás, apesar dos esforços dos companheiros de equipe.

Em um determinado ponto, Talansky estava à frente apenas do caminhão de varredura, aquela que fecha o comboio, recolhendo os competidores que desistem da prova.

Talansky parou duas ou três vezes e a opção lhe foi dada por Robbie Hunter, diretor de suas equipe: “Você pode desistir, mas pense bem, porque outros competidores que desistiram no passado disseram que depois se arrependeram”.

Talansky pensou e resolveu continuar. Sua batalha agora era chegar no máximo 37 minutos e 17 segundos atrás do vencedor da etapa. Se não conseguisse, segundo as regras do Tour, seria impedido de participar da 12a etapa, nesta quinta-feira.

Ele chegou 32 minutos e cinco segundos depois de Gallopin.

Está autorizado a continuar nesta quinta-feira. Será que tem condições físicas?

 

 

 

 

Alemães comemoram, o mundo estranha

AFP

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Bristol (EUA) – Confesso que fiquei surpreso ao ligar a televisão esta manhã e ver aquela multidão calculada em 400 mil pessoas ou mais se comprimindo na “Fan Mile” que conduz ao Brandenburg Gate, em Berlim.

O avião da delegação alemã deu uma volta sobrevoando a cena.

Eu assistia ao vivo, aqui nos Estados Unidos.

Por toda a parte, bandeiras alemães e caras pintadas.

A multidão em delírio.

Mais tarde, houve quem estranhasse quando os jogadores improvisaram uma dança em que pareciam zombar dos argentinos.

Ao dirigir para casa, de volta do trabalho, ligo o rádio no carro e ouço um programa em  que diversos observadores e correspondentes internacionais  mostram preocupação com o ressurgimento do nacionalismo alemão.

Achei um pouco irônico, pois moro nos Estados Unidos há muitos anos e este é o único país  que conheço em que até competição ginasial de natação na escola local é precedida da execução do hino nacional, com a plateia com a mão sobre o coração, e o mesmo acontece com qualquer corrida de rua ali na esquina.

A primeira vez que notei uma certa agressividade naquele coro de USA, USA, USA, e o enérgico agitar de bandeiras, foi na Olimpíada de 1984, em Los Angeles.

Eu a cobria, como repórter, e pensei com meus botões: “Um país tão forte e tão rico não precisa destas demonstrações de nacionalismo exaltado”.

O fato inescapável é o seguinte: o esporte como um todo cada vez mais desperta ardores patrióticos que, em alguns casos, são mesmo exagerados.

Eu não diria que os americanos, muito nacionalistas, são os mais indicados para criticar o fervor nacionalista dos alemães, mas, hoje em dia, quem é?

O que acontece, creio eu, é que esta nova geração de alemães já não carrega o sentimento de culpa de seus pais e avós pelos horrores do nazismo.

Está pronta para sair nas ruas exibindo o orgulho por seu país, em sua primeira Copa depois da reunificação.

O tempo dirá se velhos fantasmas ressurgirão, mas há um interessante dado demográfico: hoje, 12% da população alemã são de turcos e outras etnias não europeias, o que se reflete até na Seleção de Futebol.

Há também um jogador negro na Seleção, Boateng.

Na época de Hitler, tais coisas seriam impossíveis.

As portas se abrem

AFP

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Bristol (EUA) – Agora é Alberto Contador que está fora do Tour de France, com uma fratura da tíbia. O italiano Vincenzo Nibali reconquistou a camisa amarela, amanhã, terça-feira, teremos um dia de descanso e já não há favoritos para uma vitória este ano.

Como diz o leitor Lage, competições precisam de uma figura carismática, mesmo que controvertida, como Lance Armstrong (a comparação é minha).

Mas não deixa de ser interessante um Tour em que, com os constantes acidentes e abandonos, agora as portas se abrem para resultados que, há uma semana, pareceriam inverossímeis.

Que tal uma vitória final do australiano Richie Porte, de quem poucos falavam? Ele vai em segundo lugar.

Alejandro Valverde, o espanhol, vem em terceiro. É outra possibilidade.

Além do próprio Nibali.

Com relação à fratura de Contador, já há uma teoria na praça. Esta não é sua primeira fratura e pessoas começam a lembrar que fraturas resultam  em geral de pouco densidade óssea e pouco densidade óssea á uma consequência do uso de drogas para aumentar o rendimento do ciclista.

No passado, Contador já foi apanhado com substâncias proibidas no organismo e surgiu com a explicação de que  comera carne de vaca injetada com hormônios, sem saber.

Mas há outra coisa interessante neste Tour de France. Algumas bicicletas estão sendo dotadas de mini-câmeras nos guidons. As imagens  não vem sendo mostradas na televisão.

Elas precisam ser editadas primeiro porque, para serem transmitidas ao vivo, as câmeras teriam que ser maiores  e, num esporte em que a aerodinâmica é essencial, seu formato e seu peso conspirariam contra a atuação dos ciclistas, especialmente nas subidas.

As equipes porém já estão estudando as imagens que são captadas.

As câmeras no momento pesam pouco mais de  80 gramas. Não é nada, dirão vocês, mas, em longas subidas, já fazem uma diferença.

Para curiosidade dos leitores, informo que até o momento os ciclistas já percorreram 1.783,5 quilômetros.

A décima primeira etapa, na quarta-feira, será de 187,5 quilômetros, entre Besançon e Oyonnax.

 

A bobagem do Campomar

Foto: Acervo/Gazeta Press

Foto: Acervo/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Neste fim de semana, a propósito da Copa do Mundo, o New York Times apresentou um ensaio de um sociólogo, Andreas Campomar, sobre a formação dos povos latino-americanos através do futebol.

Ele fala, entre outras coisas, da arrogância argentina e do  que denomina fragilidade emocional do brasileiro. Para ilustrar esta última, dá o exemplo da véspera da final entre Brasil e Suécia, em 1958, quando o técnico sueco, George Raynor (um inglês) disse aos jornais:

- Se marcarmos um gol na frente, eles vão entrar em pânico.

O que Campomar não explica é que a Suécia de fato marcou um gol na frente, logo de saída, com Simonsson, mas o Brasil ganhou por 5 a 2.

A história se repetiu na final de  1962, quando a Tcheco-Eslováquia fez o primeiro gol, com Masopust, e o Brasil ganhou por 3 a 1.