A manobra de Platini

Bristol  (EUA) – Sepp Blatter apresentou oficialmente sua candidatura a um novo mandato presidencial na FIFA, embora sem revelar, inicialmente, os nomes das cinco federações que lançaram seu nome.

Sabe-se porém que a força de Blatter está entre as federações mais pobres, especialmente da África e da Ásia, que apreciam  as benesses recebidas da FIFA, nas diversas gestões do suíço. Em outras palavras, dinheiro dos lucros com competições como a Copa do Mundo para desenvolver o futebol em seus países

Vai se tornando possível especular que o número de tantos candidatos até agora surgidos contra Blatter seja uma manobra de Michel Platini, o francês presidente da UEFA, que é seu principal opositor.

Platini sabia que não seria vitorioso, agora. Espera porém que tantos nomes surgidos contra Blatter possam unir-se depois e conquistar o maior número de votos possíveis.

São eles os português Luís Figo, o holandês Michael van Praag, o francês David Ginola (também ex-jogador), o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein e o diplomata e ex-funcionário da FIFA, Jérôme Champagne.

O  caso de Ginola parece ser mais um golpe publicitário de um bookmaker irlandês.

Hoje, quinta-feira, todos os candidatos a candidatos precisam apresentar o nome de cinco federações que os apóiam, mas é possível que tal prazo seja prorrogado por pelo menos algumas horas.

Panis et circensis

Divulgação/Federação Carioca

Divulgação/Federação Carioca

Bristol (EUA) – Continua o êxodo de jogadores brasileiros e não é surpresa.

Como escreveu outro dia um leitor deste blog, a política do “panis et circensis” nunca deu certo, que o diga o Império Romano. Mas, pelo que leio nos jornais, parece ser exatamente isto o que deseja o presidente da Federação Carioca de Futebol: cobrar ingressos a preços irrisórios, para atrair torcedores.

Ora, João Saldanha, que era comunista, sempre defendeu que se cobrassem pelos jogos de futebol aquilo que eles realmente custam e o fazia porque, tendo sido homem de clube, sabia que eles não podiam sobreviver se cartolas e políticos quisessem baratear os ingressos por pura demagogia.

Um estádio tem partes mais baratas, para quem pode pagar menos, e partes mais caras, para quem pode pagar mais. Só não pode ter partes onde se paga menos do que o custo.

O mesmo princípio se aplica a cinemas, teatros, circos e outros espetáculos. As despesas não podem superar as receitas.

O que acontece no Brasil é que não só muitas vezes (nem sempre, eu sei) há ingressos irrisórios como os clubes subvencionam as “torcidas organizadas” e elas afugentam os torcedores ordeiros – como famílias – dos estádios, com brigas, tumultos e selvageria de comportamento em geral.

Confundir isto com “calor humano” é um erro.

Nos últimos tempos em que morei no Rio, passei um domingo à noitinha pelo estádio do Maracanã, no justo momento em que ia saindo a torcida. Em meu carro ia um senhor alemão, que chegara ao Brasil há pouco e me dizia que queria ir assistir a uma partida no estádio.

Acontece que nos vimos no meio de  um arrastão, com uma turba que agredia e assaltava carros e ônibus.

O alemão nunca mais me falou em assistir a um jogo no Brasil.

Vejam agora o público médio nos estádios alemães ou ingleses, verifiquem como as pessoas lá assistem aos jogos em segurança e conforto, e fica mesmo claro que o “panis et circensis” não pode dar certo.

 

Metade do caminho

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Como bem observou um dos leitores e amigos deste blog, o senhor Azevedo Lage, o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto da bancada da bola de praticamente perdoar as dívidas dos clubes brasileiros, reduzindo os juros e programando  os pagamentos a perder de vista (se é que eles pagariam), é apenas metade do caminho.

Reuniões serão feitas agora para o governo apresentar um novo modelo, um novo projeto.

A propósito, sugiro aos leitores que consultem a relação abaixo, com os 30 clubes mais ricos do mundo até o último dia 31 de dezembro. Ao lado de cada nome vai o faturamento da temporada, em libras esterlinas. Uma libra esterlina vale cerca de quatro reais.

1. Real Madrid – £459.5m

2. Manchester United – £433.2m

3. Bayern Munich – £407.7m

4. Barcelona – £405.2m

5. Paris Saint-Germain – £396.5m

6. Manchester City – £346.5m

7. Chelsea – £324.4m

8. Arsenal – £300.5m

9. Liverpool – £255.8m

10. Juventus – £233.6m

11. Borussia Dortmund – £218.7m

12. AC Milan – £208.8m

13. Tottenham – £180.5m

14. Schalke 04 – £178.9m

15. Atletico Madrid – £142.1m 

16. Napoli £137.8m

17. Inter Milan – £137.1m

18. Galatasaray – £135.4m

19. Newcastle United – £129.7m

20. Everton £120.5m

21. West Ham United – £114.9m

22. Aston Villa – £111.2m

23. Marseille – £109.1m

24. Roma – £106.5m

25. Southampton – £106.1m

26. Benfica – £105.4m

27. Sunderland – £104.4m

28. Hamburg – £100.6m

29. Swansea City – £98.7m

30. Stoke City – £98.3m 

O que a lista tem de notável?

Em primeiro lugar, que não há nenhum clube brasileiro relacionado, embora o Brasil tenha a sétima  maior economia do mundo, maior do que a da Espanha, da Itália, de Portugal, da Turquia, e não muito abaixo da do Reino Unido.

Em segundo lugar, que clubes ingleses ocupam a segunda, sexta, sétima, oitava e nona colocações. Cinco entre dez. Mais notável ainda, ocupam as seguintes outras posições: 13, 19, 20, 21, 22, 25, 27, 29 e 30.

O que caracteriza o futebol na Inglaterra? Duas coisas: 1) divisão bastante equitativa das receitas de televisão, ao contrário do que acontece na Espanha e no Brasil; 2) ausência de violência nos estádios.

O problema dos “hooligans”, grande no passado, acabou quando se construíram estádios modernos, confortáveis, com ingressos mais caros. O comparecimento de público cresceu, em vez de diminuir.

No Brasil, estou cansado de ler que é preciso popularizar o futebol, entendendo-se por isto torná-lo acessível aos torcedores de menor poder aquisitivo.

Infelizmente, a tal acessibilidade na prática  se  traduz no incentivo às famigeradas e criminosas “torcidas organizadas”, que são subvencionadas pelos clubes. Elas afastam o comparecimento de famílias e levam o futebol brasileiro a ter uma ridícula média de público.

A necessidade de uma divisão mais equitativa das receitas da televisão é imperiosa para a sobrevivência dos clubes e do futebol brasileiro.

A Lei Pelé precisa ser revista, no que trouxe de consequência funesta. Que consequência foi esta? A de que os jogadores deixaram de ser controlados pelos clubes e passaram a ser controlados pelos “investidores”.

A solução para este último problema já começou a ser dada pela FIFA, que a partir do próximo mês de maio vai tornar ilegal a ação internacional dos “investidores”, conhecidos no jargão esportivo  como “agentes”.

Mas é preciso que no Brasil eles não encontrem meios de agir nos bastidores.

A longo prazo, a salvação para o futebol brasileiro está num modelo que novamente estimule os clubes a investir (eles, clubes, não os “agentes”) na formação de jogadores.

Um modelo que privilegie o que deixou de ser feito nos últimos tempos: a formação de jogadores de habilidade, não de grandalhões e botinudos.

Um modelo que responsabilize os cartolas por suas ineptas e corruptas gestões. Li  que o objetivo da lei Pelé era transformar os clubes em empresas. Se são empresas, é bom que comecem a se informar sobre algo chamado Lei do Mercado.

Oito ou oitenta

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Enquanto o recém empossado Ministro do Esporte, George Hilton, aparece diante do respeitável público com a surrada tese da “massificação do esporte”, como se fosse uma grande novidade, o novo Secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa,  dá o ar de sua graça para confirmar que o governo vai descumprir o encargo assumido com o Comitê Olímpico Internacional para despoluir a Baía de Guanabara em 80 por cento.

E vai seguindo a procissão… “Massificação do Esporte” é o mais ôco chavão do cenário esportivo brasileiro e declarações a respeito deveriam ser sempre proferidas ao som de “Parole, Parole, Parole…”. Cantam Mina e Alberto Lupo.

Descumprir meta  assumida com o Comitê Olímpico… Bem, a meta foi assumida por um governo, agora é outro que está no poder, embora do mesmo partido. E vai seguindo a procissão…

Pelo que depreendi da leitura dos jornais, a estratégia já está traçada. O governo vai usar os tais “ecobarcos” para tirar o máximo possível de lixo flutuante das raias onde serão disputados os eventos olímpicos.

Quanto ao resto da baía, vai seguindo a procissão…

Repito as palavras do ilustre secretário: “não vai acontecer”. O que vai acontecer é uma reunião “depois do carnaval”, talvez, suponho, para discutir a votação das Escolas de Samba.

Será que alguém acreditou mesmo que os compromissos eram a sério?

A  parte mais ridícula é a declaração do Secretário de que sua verdadeira preocupação é  com o “lixo flutuante” (isto é, a parte visível do problema), não com o lançamento de esgotos. Afinal, os esgotos se diluem. Não são detidos pelas “ecobarreiras” e pelos “ecobarcos”. Os coliformes, micróbios, larvas, bacilos, superbactérias e vermes em geral podem nadar felizes, pois não são tão conspícuos quanto sofás, plásticos e eventuais carcaças.

Depois da Olimpíada… Ah, depois da Olimpíada, quando as inconvenientes atenções internacionais tiverem terminado, poderemos voltar a chafurdar contentes. Onde estava 80 por cento de despoluição, leia-se oito por cento.

 

É velha mas não é boba

AFP

AFP

Bristol (EUA) – A notícia curiosa no momento é que até o Parlamento Europeu está  envolto na próxima eleição presidencial na FIFA.

Os membros da entidade estão participando de uma campanha chamada “New FIFA now”, reunindo não apenas seus representantes eleitos por diversos países como também  educadores, políticos, homens de negócio, torcedores e dirigentes esportivos.

A intenção, parece, é afinal se livrar do atual presidente da entidade, o suíço Sepp Blatter, que está nela há cerca de 40 anos, inicialmente como Secretário-Geral, ao tempo de João Havelange, a quem sucedeu.

Blatter está mais firme a agarrado ao cargo do que craca em casca de navio.

Mas não faltam  candidatos à sua sucessão.

Há o ex-diplomata francês Jérôme Champagne, que apresentou um manifesto em 26 páginas. Parece porém que ele não achou nem cinco países (exigência mínima) dispostos a formalmente apresentar a sua candidatura.

Há o príncipe Ali bin al-Hussein, da Jordânia. Consta entretanto  que nem mesmo na Confederação Asiática ele conta com o apoio necessário para se eleger.

Há o ex-jogador francês David Ginola – que, estranhamento, foi apresentado por um “bookmaker” irlandês.

Ginola, que já foi garoto-propaganda, modelo de moda, fez “ponta” em alguns filmes e aparece regularmente na televisão francesa, tem uma proposta que ele diz ser  revolucionária.

E é mesmo. Ele  quer que a FIFA passe a pagar impostos sobre seus lucros com a Copa do Mundo.

Como se sabe, a FIFA lucrou quatro bilhões de dólares com a Copa do Mundo no Brasil e não pagou um único centavo de imposto ao governo em nosso país.

Agora, surge a possibilidade de que Harold Mayne-Nicholls, ex-presidente da Federação do Chile, apresente sua candidatura. Ele fez parte da comissão que analisou as candidaturas para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, mas suas recomendações não foram apoiadas por Sepp Blatter.

O atual presidente da FIFA por sinal resolveu esnobar a reunião do “New FIFA now” em Bruxelas, sede do Parlamento Europeu.

Ele não quer uma FIFA nova. Prefere a velha.

O pior é que tudo indica que será reeleito.

De boba, a FIFA velha não tem nada.

 

Chega, já é demais

Satiro Sodré/CBDA

Satiro Sodré/CBDA

Bristol (EUA) – Pela 31a. vez, um nadador brasileiro é apanhado em doping, sendo que a sétima vez especificamente pelo uso de diurético.

Trata-se de João Gomes Junior, nadador de peito, que tomou parte em três provas eliminatórias nas quais depois, nas finais, o Brasil foi medalha de ouro no Mundial de Piscina Curta.

Agora, o Brasil corre o risco de perder as medalhas e, consequentemenrte, o título conquistado recentemente, em Doha.

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos declarou-se “chocada” (lembram-se daquela cena em “As Time Goes By”?). Chocada não com o doping, mas com a notícia de que nosso nadador foi apanhado no exame anti-doping.

Coaracy Nunes, presidente da Confederação, disse que só pode ter sido “azar” e um “acidente”.

Acidente é quando um pedestre, num momento de azar, é atropelado na esquina.

Infelizmente, notícias de doping entre nossos nadadores vão se  tornando frequentes e o último caso deixa o Brasil em posição constrangedora no ano que antecede a Olimpíada no  Rio de Janeiro.

Para mim, outro dado curioso e pitoresco no episódio foi verificar que a figura simpática de Coaracy Nunes continua na Presidência da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

Simpatia à parte, lembro-me que, quando morava no Rio de Janeiro, na década de 80, Coaracy Nunes já era presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

Não será um pouco demais? Será o mesmo  Coaracy? Será seu filho? Seu neto?

No mundo político-esportivo brasileiro, tudo é possível.

Ai está o Sérgio Cabral Neto que não me deixa mentir.

 

A dívida e o barão assinalado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Dou meus parabéns à presidente Dilma Rousseff por ter vetado o trem da alegria aprovado no Congresso Nacional para os clubes brasileiros.

Mais uma vez o que eles pretendiam, com o aval da CBF, era o calote, sempre o calote. São relapsos há décadas e vêem como tábua de salvação as burras do governo, quer dizer, do contribuinte. Sedentos pelas burras, tem-nos como burros.

Talvez agora os cartolas compreendam que não podem enganar a todos durante todo o tempo, pois o que o governo diz é que concorda com  uma recomposição das dívidas, desde que haja, por parte dos clubes, uma contrapartida, na forma de gestões responsáveis.

A luta não está encerrada, mas a forma simplista de dizer “devemos R$ 4 bilhões, não negamos, mas não pagamos”, foi para escanteio.

Se o governo simplesmente tivesse cedido à pressão da “bancada da bola” teria confirmado a velha frase do Barão de Itararé:

“Quem empresta, adeus”.

Maratonas em Dubai e Porto Alegre

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Nesta sexta-feira, em Dubai, mais um extraordinário elenco de atletas estará disputando a Maratona da cidade, nos Emirados Árabes Unidos.

No dia 14 de junho, em Porto Alegre, teremos a Maratona local, mas não tenho conhecimento de nenhum grande nome na disputa.

Há, é claro, uma imensa disparidade de recursos financeiros entre Dubai e Porto Alegre.

Em Dubai teremos o super-astro etíope Kenenisa Bekele enfrentando outros grandes nomes, como seu compatriota Lelisa Desisa, e há nada menos do que 21 corredores inscritos na prova com tempos abaixo de 2:10, seis dos quais com tempos abaixo de 2:06.

O elenco feminino também é excepcional, com três  etíopes que já venceram a Maratona de Dubai. Teremos a recordista do percurso, Aselefech Mergia, com 2:19:31, além de Askale Tafa e Mamitu Daska.

Estarão também presentes outras três maratonistas com tempos abaixo de 2:22: Lucy Kabuu, Meselech Melkamu e Aliaksandra Duliba, uma corredora da Bielorússia.

Mas, fora a imensa disparidade financeira entre Dubai e Porto Alegre, o que pretendo dizer é que a Maratona de Dubai é corrida na parte final de janeiro por ser a época mais fria do ano (ou menos quente)  naquela região do Oriente Médio.

No Brasil, temos também o problema de temperaturas elevadas e o fato de que a Maratona de Porto Alegre foi marcada para o dia 14 de junho, este ano, já é um progresso, pois em 2014 foi em maio.

Mas estive consultando os sites meteorológicos e acho que Porto Alegre faria melhor ainda se adiasse sua Maratona para princípios de julho.

Segundo registros históricos, os dias de início de julho são aqueles em que ocorrem as temperaturas mais baixas em Porto Alegre, com o benefício extra de que são também os menos chuvosos.

Como o percurso em Porto Alegre é em sua maior parte plano (em Dubai ele é totalmente plano), as temperaturas mais baixas ajudariam a prova a ter melhores resultados.

Melhores resultados que atrairiam mais patrocinadores e mais corredores de elite.

Perguntinha

Bristol (EUA) – O Ministério do Esporte foi criado em 1995. De lá para cá, caiu muito o prestígio do futebol brasileiro.

Será que estão chutando para fora?

Quanto as esportes olímpicos, continuam no rame-rame habitual.

O Ministério é mesmo necessário ou apenas mais um órgão para satisfazer necessidades políticas?

Os Estados Unidos não tem um Ministério do Esporte. No ano que vem, na Olimpíada do Rio, demonstrarão mais uma vez que ele é supérfluo.

Futebol por loucos

Dennis Calçada/Santos FC

Dennis Calçada/Santos FC

Bristol (EUA) – Sempre que leio a imprensa esportiva brasileira fico com a impressão de que nossos clubes são dirigidos por loucos e irresponsáveis de toda a ordem.

É talvez reflexo de atividades em outros setores, pois temos no Ministério do Esporte um cidadão que confessadamente tem pouquíssima intimidade com esportes e no Ministério da Ciência e Tecnologia um desafeto da ciência e da tecnologia – que antes havia sido chamado, mal ou bem, para apagar incêndios no Ministério do Esporte por seus atoleimados e/ou corruptos antecessores.

Vejam o que se passa com o Santos, que nos últimos anos revelou jogadores como Diego, Robinho e Neymar. Todos os três e seus “investidores” – isto é, os suspeitos indivíduos cujas atividades a FIFA resolveu afinal cercear – estão muito bem de vida, enquanto o Santos, outrora glorioso, está na bancarrota.

É difícil compreender como isto pode ter acontecido tão cedo após Neymar ter sido vendido numa transação que estabeleceu  novo  recorde mundial.

Ah, sim, na transação quem menos viu a cor do dinheiro foi o  Santos.

Se olharmos para os outros clubes, a situação não é muito mais promissora.

No Brasil há loucos por futebol e um futebol por loucos.