Lá vem eles, de novo

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Volta e meia, os dinossauros do futebol brasileiro dão o ar de sua graça com a velha falta de graça: insistem em acabar com a fórmula de turno e returno, campeão por pontos ganhos, que vigora em todos os países onde os campeonatos são bem organizados, como na Europa.

É incrível  que, ao mesmo tempo em que se apronta uma Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, para tirar os clubes e todo o nosso futebol do atoleiro técnico e financeiro  em que se encontra, os dinossauros insistam em pregar o “mata-mata”.

Mata-mata é muito bom e já existe no mundo inteiro, inclusive no Brasil, na disputa de Copas. Campeonato é outra coisa.

Só pode ser interesse da televisão, pois as notícias de que “estão estudando a volta do mata-mata no campeonato”, sempre aparece nos veículos da organização Globo.

Por  que eles não se ocupam de um assunto que, este sim, seria benéfico para nosso futebol, como partidas em horários mais civilizados?

E o combate á violência nos estádios e nas ruas por parte das criminosas torcidas organizadas?

Parece até de encomenda

Foto: IOCBristol (EUA) – O prezado leitor Alex Rio enviou o link abaixo, a propósito do “post” que escrevi sobre o estado da esgrima brasileira, agora que se aproxima a Olimpíada:

http://www.olympic.org/news/ioc-president-gives-rio-youngsters-a-master-class-in-fencing/243842

Poucos dias depois da denúncia sobre incompetência, favoritismo e corrupção na escolha de atletas para representar o Brasil nas competições de esgrima, aparece o presidente do Comité Olímpico Internacional, senhor Thomas Bach, que competiu na modalidade, na Olimpíada de 1976, em ocasião festiva com esgrimistas brasileiros.

Parece até de encomenda.

 

Golaço de Coutinho

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Outro dia Neymar disse que Philippe Coutinho poderia ser o jogador do ano na atual temporada da Premier League e sua  atuação neste domingo diante do Manchester City, pelo Liverpool, mostra que ele entrou em um  momento de gala em sua carreira.

Está na hora de Coutinho ganhar um lugar na Seleção  Brasileira. No ano passado ele alternou boas atuações pelo Liverpool com outras em que desaparecia em campo. Parecia intimidado pela presença da Luis Suárez e procurava quase sempre fazer jogadas para o uruguaio.

Sem Suárez e também  sem Steven Gerrard,  que este ano tem ficado boa parte do tempo no banco, Coutinho ganhou personalidade e tornou-se, para seus companheiros do Liverpool, “the little magician”, o pequeno mágico, capaz de passes surpreendentes e gols extraordinários.

Aos 30 minutos do segundo tempo deste jogo, em Anfield, Philippe Coutinho levantou a torcida da casa com mais um momento de esplendor. De fora da área, com o pé direito, olhou e chutou de curva no canto esquerdo de Joe Hart. Indefensável,  brilhante.

Sua subida  de forma é muito importante para o Brasil, num momento em que tantos, eu inclusive, vem lamentando a falta de grandes  jogadores no futebol brasileiro do meio de campo para a frente.

Neymar  era a exceção, Coutinho agora talvez venha a lhe fazer companhia.

Caso triste

Bristol (EUA) – Recebi do caro leitor João Antonio de Azevedo Lage o link que reproduzo aqui: http://revistaglamour.globo.com/Lifestyle/noticia/2015/02/esgremista-brasileira-anuncia-saida-de-time-olimpico.html

(Ignoro por que razão o link fala em “esgremista”  e não “esgrimista.)

Não estou a par do que se passa especificamente na área da esgrima, mas o panorama do chamado esporte amador no Brasil ainda é  sombrio.

DivulgaçãoEm grande parte, como  comentei em um “post” abaixo, ele  decorre de nossa condição de país subdesenvolvido e fiz uma comparação, por exemplo, entre o PIB per capita do Brasil e o da Austrália.

Mas há, é claro, outros problemas no  esporte olímpico no Brasil, com dirigentes agarrados a seus cargos durante décadas, como o presidente do COB, homem que entrou por achar que o presidente anterior, Sílvio de Magalhães Padilha, se perpetuava na posição mas que, depois de eleito, tratou de seguir pelo mesmo caminho.

O esporte no Brasil é tratado como oportunidade para  favores e conchavos, coisa natural num país que tem um número imenso de  partidos  políticos, todos sequiosos por cargos. Os Estados Unidos não  tem um Ministério do Esporte. Por que o Brasil precisa dele?

O pior é que, segundo me informaram outro dia, querem criar ainda mais partidos  do que os que já existem.

Mas tenho também lido muita bobagem, como uma colunista, cujo nome não vem ao caso,  que compara o caso da esgrimista Élora com os dos milionários jogadores de futebol Diego Costa e Thiago Motta, que competem respectivamente pela  Espanha e pela Itália.

Qualquer comparação entre futebol e os demais esportes no Brasil é despropositada.

Thiago Motta tem dupla nacionalidade brasileira-italiana desde que nasceu, por causa de seus antepassados. Preferiu a Itália? Não. Ele teve que aceitar o convite para defender a seleção italiana  porque sabia que não tinha vez na  brasileira.

O caso de Diego Costa, que não descende de espanhóis, é um pouco diferente, mas surgiu apenas por causa da inabilidade da dupla Felipão-Parreira que, na Copa das Confederações, o preteriram em favor de Leandro Damião e Jô. Leandro Damião? Jô?

A colunista em questão termina por dizer que, se tivesse  algum talento esportivo, se “venderia a um país estrangeiro”.

Que diferença há entre isto e prostituição?

 

Adeus, fevereiro

Foto: JoSé Inácio WerneckBristol (EUA) – Este é o panorama com que se defronta quem  se aproxima de minha casa: um metro ou mais de neve, nas calçadas, no jardim, no quintal.

Adeus, fevereiro de 2015, não deixarás saudade. Janeiro até que foi camarada e, apesar do frio, pudemos pedalar pelas ruas, pois não havia neve, ou quase não havia. Em fevereiro, porém, no nordeste dos Estados Unidos – enquanto outras partes do país experimentavam temperaturas mais altas – foi uma nevasca depois da outra, por causa do fenômeno conhecido como “vórtice polar”, massas de ar que descem diretamente do norte do Canadá.

Com março, chega a primavera. Que venha depressa.

Quero por minha bike nas ruas. O Mundial de Triathlon vem aí.

O prefeito se contradiz

Divulgação

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Bristol (EUA) – Outro dia o leitor Alex/Rio me enviou um “link” mostrando o andamento das obras para a Olimpíada de 2016 e reproduzo-o abaixo, para os leitores que não o viram entre os comentários no “post” Triathlon sprint no Rio. Aí vai:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2014/12/1565666-rio-divulga-video-com-projecao-definitiva-do-parque-olimpico-veja.shtml

Projeto muito bonito, sem dúvida, mas sempre vale a pena recordar  T. S. Eliot em “The Hollow Men”:

Entre a ideia e a realidade, entre a moção e o ato, entre a concepção e a criação, entre a emoção e a resposta (etc…), cai a sombra.

Duvido muito que, no dia de abertura da Olimpíada, as obras estejam  prontas e completas. Resta saber o  quanto terão de deficiência, se será uma deficiência suportável ou se ultrapassará os limites do admissível.

Como já escrevi diversas vezes, nunca fui contra a realização da Copa do Mundo no Brasil e não sou contra a realização da Olimpíada no Rio de Janeiro.

O que exijo é competência na execução dos projetos e honestidade em suas contas.

No terreno das contas, já basta o que aconteceu com as do Pan-Americano do Rio, até hoje nebulosas e, em muitos casos, inaceitáveis.

Fiquemos pois de olho em nossos cartolas e políticos.

A Olimpíada tem três pontos importantes. Vamos a eles, sem ordem de mérito:

1  - Atrair turistas para o Rio de Janeiro. O turismo internacional é um altíssimo negócio. Entretanto, como eu já disse outro dia, nem o Brasil nem o Rio  recebem um número significativo de turistas. Em relação à Olimpíada há sérios problemas no Rio, como a segurança pública, transportes,  número insuficiente de quartos disponíveis em hotéis, poluição (ah, a Baía de Guanabara…) e, agora, até notícias sobre surto de malária.

2 – Bons resultados para o Brasil nas competições. O objetivo é colocar o Brasil nas dez primeiras colocações, mas as perspectivas não são muito boas. Esporte e desenvolvimento econômico marcham lado a lado e, para não falar dos Estados Unidos, basta citar o exemplo da Austrália, país de população pequena mas formidável potência olímpica. O PIB per capita na Austrália é de US$ 65.600,00 enquanto no Brasil não chega a US$ 11.700,00.

3 – O Legado Olímpico. O que vai ficar para o Rio, não apenas em estádios, mas em transporte, em segurança, em  qualidade de vida? O  investimento será compensado? Este ponto dependerá muito da honestidade na gestão das obras. Nenhum investimento em transportes, em segurança, em saneamento, em qualidade de vida, compensará se o custo for inflacionado pela corrupção, que é endêmica em nosso país. Todas as estatísticas internacionais mostram que a corrupção é uma carga negativa imensa na vida econômica  de um país e o Brasil infelizmente aparece em posição vergonhosa nas listas  sobre transparência em negócios.

A propósito, veja-se  o que se passa com o já tristemente famoso campo de golfe na Barra da Tijuca, construído especialmente para a Olimpíada. Desde o início tenho sido uma das poucas vozes a dizer que o tal campo é um despropósito. O golfe nunca foi, não é e nunca será um esporte popular no Brasil. Tenho escrito que mesmo nos Estados Unidos a indústria do golfe está preocupada com a  queda da popularidade do esporte, sobretudo entre os jovens, e estuda técnicas de marketing para atrair mais público. Dizem que Tiger Woods está para se aposentar e há um quase desespero na indústria do golfe com a notícia, pois ele é considerado talvez o único grande chamariz restante para a prática do esporte.

Mas o que vimos ao longo de todo este tempo? Vimos o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, defender entusiasticamente a construção do tal campo, falando em “turismo sofisticado”. Acho  que não vai haver o tal “turismo sofisticado” e, se houver, não bastará para justificar o  campo. Prevejo que ele acabará dividido em lotes para “futebol-society” e – o que é pior – fala-se em muita especulação imobiliária por trás do projeto.

Entretanto agora  o senhor prefeito quer engabelar o respeitável público, dizendo que “odeia o campo”, que se pudesse “não construiria o campo” e que só o construiu por “exigência da Olimpíada”.

O presidente do Comité Olímpico Internacional, senhor Thomas Bach, ficou estupefato, declarando que sempre viu no prefeito um dos “maiores entusiastas pela construção do campo”.

O presidente do COI ficou estupefato porque esperava estar tratando com gente séria. Esperava.

A realidade é que o Ministério Público denunciou o campo como um “crime ambiental”, a população se movimenta contra ele e o prefeito agora acha mais fácil dizer que não disse o que disse.

 

 

 

Pezão mete os pés pelas mãos

Foto: DivulgaçãoBristol (EUA) – Aconselho o governador fluminense a deixar de se manifestar sobre a poluição da baía de Guanabara.

Todas as vezes em que o ilustre (!?!) político fala sobre o assunto, aumenta o descrédito da assim chamada “Marvelous City” no exterior.

Os jornais estrangeiros sempre fazem uma recapitulação do problema: salientam, com razão, que o governo local já recebeu milhões de dólares do exterior para combater a poluição, que nossos políticos e cartolas juraram de pés juntos que a baía estaria limpa para a disputa da Olimpíada de 2016 e que, entretanto, sofás, aparelhos de  televisão, corpos em putrefação, cocôs e superbactérias continuam a flutuar, olímpicos (perdão) e sobranceiros nas águas de um local “tão pitoresco”.

A última investida do governador fluminense  foi para dizer  que o presidente do Comité Olímpico Internacional certamente se mostrará “compreensivo” se as águas da baía não estiverem limpas para a Olimpíada.

Para efeito externo, o presidente do COI pode até se mostrar compreensivo – mas todos entenderão que não é bem compreensão, é resignação com mais uma demonstração de irresponsabilidade de nossas classes dirigentes.

Mr. Governor,  enough already.

Para piorar, vem agora a notícia de que há um surto de malária no Rio de Janeiro.

Em vez de repelir os mosquitos, repelimos os turistas.

Momentos doces, momento amargo

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Momentos doces para o Barcelona no iníco de sua partida contra o Manchester City, no campo do adversário, com Messi como sempre em seu papel de maestro, Luis Suárez mostrando todo o seu instinto para fazer gols e Neymar também com boa atuação, embora em plano mais discreto.

Não pode haver dúvida de que o Barcelona ostenta o melhor trio atacante do mundo e a surpresa é que tenha saído para o vestiário com apenas dois gols de vantagem, tamanha era sua superioridade.

No segundo tempo o Manchester City cresceu, Neymar sumiu em campo, acabou substituído, (disseram que ele sentiu uma contusão, mas não sei), Messi perdeu uma bola besta para Clichy e, no seguimento do lance, Sérgio Aguero aproveitou para diminuir o marcador.

Embora fosse evidente a maior categoria dos jogadores do Barcelona, o Manchester City ameaçava chegar ao empate.

Ameaçava, até Gaël Clichy ser expulso com um segundo cartão amarelo, numa falta feia e desnecessária sobre Daniel Alves – que foi substituído logo depois e, literalmente, saiu chutando o balde.

A partir dali o Manchester City tratou apenas de evitar o terceiro gol e acabou evitando-o da forma mais inesperada: um pênalti mal cobrado por Messi, , já nos acréscimos, que Joe Hart defendeu parcialmente.

A bola porém sobrou para o próprio Messi mas, num desdobramento ainda mais inverossímel, ele cabeceou para fora.

Até os ídolos tem os pés (ou a cabeça) de barro.

Para o Barcelona, os doces momentos do primeiro tempo tiveram um final amargo. O time continua como favorito para a partida de volta no Camp Nou, mas a tarefa ficou um pouco mais complicada.

 

Pobre Rio de Janeiro

Divulgação

Complexo do Alemão – Rio de Janeiro-RJ / Foto: Divulgação

Bristol (EUA) – Escrevi para o site do jornal “Correio do Brasil” o comentário que reproduzo abaixo, por ser também pertinente a assuntos do esporte:

 

“As perguntas praticamente inescapáveis da longa reportagem na Revista de Domingo do New York Times neste 22 de fevereiro sobre Papo Reto, um grupo de “cidadãos-jornalistas” em favelas cariocas, são: como um país como o Brasil conseguiu sediar a Copa do Mundo de 2014 e como a cidade do Rio de Janeiro vai sediar a Olimpíada de 2016?

 

Os jornais do Primeiro Mundo são fascinados por países como o Brasil – e sobretudo cidades como Rio de Janeiro e São Paulo – em que a extrema pobreza convive com os luxos e a ostentação das classes privilegiadas.

 

Il va sans dire – e a reportagem do NYT não procura dizer – que tais contrastes impedem o Brasil de efetivamente se tornar um país desenvolvido, pois as pessoas que habitam tais favelas estão “fora do jogo”.

 

Não participam efetivamente do processo de desenvolvimento do país, embora não por culpa sua.

 

Tal constatação sugere que há um grande acerto na política de inclusão econômica e social defendida pelo Partido dos Trabalhadores.

 

Infelizmente, como vemos no dia-a-dia do Brasil, entre a ideia e a realidade cai a sombra.

 

Uma sombra que se chama corrupção.

 

A corrupção é secular no Brasil, vem das capitanias hereditárias, com seu regime de favorecimento aos apaniguados da coroa portuguesa.

 

Sua consequência natural é o favoritismo, o nepotismo,  o sistema cartorial que entrava o funcionamento da máquina burocrática, no Executivo, no Legistativo e no Judiciário, pois em todos eles, em consequência das mínimas oportunidades econômicas, instalou-se de há muito a prática de que as coisas só andam movidas a propinas.

 

Atire a primeira pedra quem nunca subornou o guarda da esquina.

 

O clima de desconfiança entre favelados e policiais, como documentado pelos “cidadãos-jornalistas” do Papo Reto, é inquestionável.

 

Infelizmente, há um outro dado, que a reportagem do NYT ignora por completo: o Papo Reto está disposto a documentar apenas a violência policial?

 

Quando alguém como Dona Dalva morre cravada de balas numa rua do Complexo do Alemão, a culpa é só da polícia ou é também dos traficantes de drogas que com ela estavam envolvidos em um tiroteio?

 

O líder  do Papo Reto, identificado como “Raull” (assim mesmo, com um “l” a mais)  parece optar pela primeira hipótese, dizendo “com os traficantes, você conhece as regras, com a polícia, não”.

 

Pobre Rio de Janeiro, pobre não apenas no baixo poder aquisitivo de seus favelados, mas na avassaladora dependência das drogas.

 

Nossos governos ou são inoperantes (e no Rio de Janeiro as quadrilhas de traficantes se tornaram imensamente poderosas a partir do governo de Leonel Brizola e só fizeram crescer depois dele) ou coniventes.

 

Mas fizemos a Copa do Mundo. E a Olimpíada vem aí.”

 

Aprenda, Brasil

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Em 2014, torcedores tinham de sair antes do término do jogo em Itaquera para não perder o Metrô – Foto Fernando Dantas/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Tenho lido com certo alarme informações sobre o que está contido na Medida Provisória que o governo prepara para tratar das dívidas dos clubes brasileiros.

Aparentemente cogita-se de exigir dos clubes um funcionamento “profissional”, como na Espanha. O funcionamento “profissional”  está certo, mas o modelo espanhol não é o melhor.

Lá há dois clubes muito ricos, o Real Madrid e o Barcelona, e uma porção de outros encalacrados financeiramente. Mesmo as finanças  do Real Madrid – considerado o clube mais rico do mundo – e do Barcelona não são muito transparentes. No caso do Barcelona, basta lembrar o processo judicial por causa da transferência de Neymar.

Na Espanha, as cotas de televisão explicam porque o Real e o Barcelona podem tanto e os demais  times se contentam com o que sobra da mesa dos dois poderosos.

Outro erro que temo apareça na iniciativa governamental é quanto ao horário das partidas. Fala-se em prorrogar o funcionamento dos metrôs para que o público tenha transporte para voltar para casa depois dos jogos.

Este é o caminho errado. O certo é realizar as partidas em horário mais cedo.

Os jogos tem horários tardios, todos sabem, por causa da televisão. Mas, com medo da TV-Globo, as pessoas preferem exigir que o metrô funcione até mais tarde.

Sugiro que, em vez de seguir o modelo espanhol, o governo olhe para as cotas de televisão e os horários do jogos na Premier League, da Inglaterra.