Gazeta Esportiva

Postados por: joseinaciowerneck

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Bristol (EUA) – Um lindo gol de Neymar, de canhota, para abrir o jogo, uma ótima ótima tentativa de Daniel Alves, obrigando Corona a se esticar todo para impedir a bola de entrar em seu canto superior direito, uma excelente finalização de Neymar, ainda de pé esquerdo, que saiu pouco acima do travessão.

Tudo isto com poucos minutos de partida em Fortaleza. Depois o Brasil caiu muito de produção, com Oscar no meio de campo bem abaixo daquele Oscar do jogo contra o Japão, talvez como consequência de uma temporada realmente cansativa com o Chelsea e a Seleção Brasileira.

Hernanes entrou em seu lugar, depois Lucas Moura fez sua aguardada aparição no lugar de Hulk, que pouco antes perdera um gol incrível diante de Corona. O México pressionava e em duas ou três vezes expôs nossa desorganização defensiva.

Contra um adversário mais forte do que a atual Seleção Mexicana, que vem encontrando dificuldades na Concacaf e corre o risco de nem se classificar para a próxima Copa do Mundo, o Brasil poderia ter sido punido com um ou dois gols no segundo tempo.

No fim, em outra jogada individual de grande brilho, Neymar passou entre dois marcadores e teve a categoria de concluir o lance com um clínico passe para Jô fazer o segundo gol – que era também seu segundo gol em dois jogos pelo Brasil, em ambos entrando como substituto.

Neymar mostrou do que é capaz. Agora será acompanhado pelo mundo inteiro porque vai jogar no Barcelona. É o círculo vicioso de que padece o futebol brasileiro: nossos jogadores vão para a Europa porque lá podem ser vistos pelo mundo inteiro e o Brasileirão não é visto no mundo inteiro porque… bem, porque nossos jogadores vão para a Europa.

Mas em uma coisa Neymar ainda precisa melhorar: deixar de cair com tanta facilidade. Se bem que na Espanha e no Barcelona ele vai encontrar outros especialistas em encenações.

Foto: ROBYN BECK/AFP

Foto: ROBYN BECK/AFP

Bristol (EUA) – Os Estados Unidos estão praticamente classificados para a Copa do Mundo no Brasil depois de uma vitória apertada sobre Honduras, em Itah, terça-feira à noite.

Mais uma vez o gol (seu quarto, em quatro jogos) foi do atacante Jozy Altidore, que joga na Europa. 1 a 0, num jogo cheio de lances ríspidos, disputado debaixo de uma temperatura de mais de 30 graus.

Os Estados Unidos agora lideram o grupo da CONCACAF, com 13 pontos. Ainda faltam quatro partidas e considera-se certo que qualquer país que consiga 16 pontos garante uma das três vagas automáticas da região. O quarto colocado disputará playoffs em dois jogos contra a Nova Zelândia.

Muitos dos jogadores americanos são radicados na Europa, onde são acompanhados atentamente pelo técnico Jurgen Klinsmann, artilheiro de seleções alemãs no passado.

Jozy Altidore joga no AZ Alkmaar, da Holanda, depois de ter passado pelo Villareal, da Espanha, além de temporadas na Inglaterra e na Turquia. Ele marcou aos 29 minutos do segundo tempo, aproveitando um cruzamento de Fabian Johnson.

Foto: Jesse D. Garrabrant/NBAE/Getty Images/AFP

Desta vez, Manu Ginobili foi uma sombra na quadra (Foto: Jesse D. Garrabrant/NBAE/Getty Images/AFP)

Bristol (EUA) – Em 15 segundos, o Miami Heat destruiu a festa pela vitória do San Antonio Spurs por mais um título na NBA, no jogo seis, em Miami. Em 15 segundos desapareceu a vantagem de cinco pontos de San Antonio, com cestas de três pontos de LeBron James e Ray Allen, este último aproveitando um rebote ofensivo de Chris Bosh.

A partida foi para a prorrogação e, de crista caída, o San Antonio não teve como resistir. Ao contrário do que acontecera na partida anterior, desta vez Manu Ginobili foi uma sombra na quadra, com apenas nove pontos em quase 35 minutos em ação.

Tiago Spllitter, mais uma vez reserva, fez cinco pontos em 8 minutos e 13 segundos.

Nem a grande atuação de Tim Duncan, com 30 pontos, 17 rebotes e apenas duas bolas desperdiçadas, conseguiu salvar o San Antonio Spurs.

Agora teremos o jogo sete, ainda em Miami. Conseguirá o técnico Gregg Popovich reanimar sua equipe?

Acho difícil. Mas será uma pena se Tim Duncan não encerrar sua carreira com mais um título, que tanto merece.

Foto: TASSO MARCELO/AFP

Foto: TASSO MARCELO/AFP

Bristol (EUA) – Gostaria de escrever hoje sobre a Copa das Confederações ou o jogo seis das finais da NBA. Talvez ainda o faça. Mas é impossível que eu não me detenha um pouco sobre as manifestações que vem ocorrendo no Brasil.

Sou totalmente a favor dos protestos, embora não das maluquices do tipo de querer transporte público gratuito. Como dizia Milton Friedman, não existe almoço de graça. O dinheiro tem que surgir de algum lugar. Subsídios significam apenas que a conta é passada para o contribuinte.

Sou também, como já escrevi abaixo, contra tolices como a de impedir a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Preferem lampiões de querosene e carros de boi?

Sou, evidentemente, contra quebra-quebras, saques e roubos. Sou, é claro, contra a violência policial.

Aqui nos Estados Unidos convivi diversos meses com o movimento Occupy Wall Street, em Nova York, e cheguei a pensar em ir lá, mas moro longe. O movimento durou diversos meses, protestanto contra a roubalheira dos “big shots” e o desequilíbrio social, com 99% da população ganhando cada vez menos e 1% ganhando cada vez mais.

Mas foi um movimento pacífico, sem quebra-quebras e sem tiro nos manifestantes. Só acabou mesmo porque o inverno chegou e é duro acampar na neve e no gelo.

No Brasil não há inverno (a não ser nas páginas da moda) e aí temos uma grande oportunidade de levar os protestos adiante.

Os manifestantes terão meu pleno apoio (apoio desimportante, bem sei) se protestarem contra a corrupção de politicos e cartolas que solapa o país, se protestarem contra as promessas de investimento em educação, saúde e obras de infraestrura que nunca saíram do papel, contra os orçamentos para a Copa do Mundo e a Olimpíada (como já aconteceu nos Jogos Pan-Americanos) que ultrapassam em muito as previsões, sem uma explicação razoável.

Seria ótimo se ao fim de tudo os corruptos fossem encaminhados, algemados e expostos à execração popular, para o presídio, em vez de legislarem contra os juizes que os condenaram.

O que impede o Brasil de se tornar um país desenvolvido é a corrupção e a indiferença diante da corrupção. Se, a propósito da Copa do Mundo e da Olimpíada, os protestos populares levarem o país a acordar, estaremos todos de parabéns. Todos menos os corruptos.

A corrupção custa bilhões de dólares ao país e está na hora de dizer basta.

Mas antes de mais nada devemos impedir os poucos maus elementos de conspurcarem os protestos legítimos.

Foto: ANDREW D. BERNSTEIN/NBAE /Getty Images/AFP

Foto: ANDREW D. BERNSTEIN/NBAE /Getty Images/AFP

Bristol (EUA) – Desde o dia 6 de junho do ano passado Manu Ginobili não tinha começado uma partida pelo San Antonio Spurs. Naquela noite, com ele de titular, o Spurs perdeu para o Oklahoma City Thunder, no jogo seis das semi-finais da Conferência do Oeste, foi eliminado e viu afastado o sonho de mais um título na NBA.

Neste domingo, Ginobili finalmente voltou a começar uma partida pelo San Antonio Spurs, em detrimento do brasileiro Tiago Splitter, que foi para o banco e só participou do jogo em pouco mais de dez minutos no total.

Alguém dirá que Ginobili e Splitter tem posições diferentes e aí exatamente esteve o segredo da alteração tática do técnico Gregg Popovich. O Spurs entrou na quadra com um time mais baixo e mais ágil, para responder ao Miami Heat, que já tinha feito o mesmo ao substituir Udonis Hasleem por Mike Miller e empatara a série em 2 a 2.

A alteração tática deu certo. Desde o começo, Ginobili mostrou que estava disposto a agarrar a nova oportunidade, com um arremesso de longe e três assistências. Estava solto na quadra e, com a formação tática de três armadores, o Spurs dominou com autoridade.

O velho trio – Tony Parker, Tim Duncan, Manu Ginobili – conseguiu 67 pontos, um ponto a mais do que o novo trio, com LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh. Ginobili marcou 24 pontos, teve dez assistências e dois rebotes.

Tony Parker, aparentemente recuperado de sua lesão muscular, teve 26 pontos, cinco assistências e um rebote. Tim Duncan compareceu com 17 pontos, 12 rebotes e uma assistência.

É uma volta ao passado, uma brilhante volta ao passado, não só para Ginobili como para o técnico Gregg Popovich. O San Antonio Spurs, time que não tem os recursos financeiros de um New York Knicks, de um Boston Celtics ou de um Los Angeles Lakers, tem sido ao longo dos anos um exemplo de consistência e trabalho sério.

O time domingo comemorou ainda o fato de que Danny Green quebrou o recorde de cestas de três pontos em finais da NBA, que antes pertencia a Ray Allen, agora no Miami Heat.

Tiago Splitter, quando entrou na quadra, não decepcionou, com quatro pontos, um toco e dois rebotes. Resta saber se Popovich manterá a “escalação pequena” deste domingo ou se voltará à fórmula com Duncan e Splitter, ambos de 2,11 metros, juntos na quadra.

O caminho para mais um título do San Antonio Spurs ainda será difícil, pois a tabela agora marca dois jogos seguidos em Miami, o primeiro nesta terça-feira. O Spurs precisará vencer um deles para ser o campeão.

Mas a hipótese agora já não parece tão remota. E a ressurreição de Ginobili tem muito a ver com isto.

Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press e AFP

Bristol (EUA) – Os leitores encontrarão em comentários no tópico sobre a vitória da Espanha duas pertinentes reclamações dos leitores Mário (que me parece italiano) e Serge (que sei francês) sobre a ausência de um “post” meu sobre o jogo da Azzurra no Maracanã – além em uma análise também muito interessante do senhor Lage sobre o estilo tiqui-taca da Espanha.

Não comentei o jogo da Itália porque fui, mais uma vez, vítima da tecnologia. Sou dos tempos em que gravar uma fita na televisão era algo bem simples: você apertava um botão e pronto. Acontece que ontem foi Dia dos Pais, aqui nos Estados Unidos, e saí para ser homenageado com um piquenique. Deixei o VCR adredemente preparado, mas esqueci de um detalhe final: o botão do cable-box, o aparelho da transmissão a cabo, tem que estar ligado, e eu não olhei para verificar.

Sou há muito tempo fã de Andrea Pirlo e me alegro que ele, com sua velha categoria (lembro-me de quando Pirlo desmontou a Inglaterra na última Euro-Copa, com gol de pênalti, “cavadinha”, numa partida totalmente dominada pela Itália) merecia o que lhe aconteceu: no Maracanã, um dos dois estádios mais famosos do mundo, em sua centésima partida pela Azzurra, marcar um gol de placa em cobrança de falta.

Assisti ao gol hoje, segunda-feira, na Internet, onde já vem sendo celebrado pelo mundo afora. Pude então compará-lo com outra cobrança magistral, a do uruguaio Luis Suárez, contra a Espanha. As duas cobranças são mais ou menos do mesmo lugar, da mesma distância, meio à esquerda da área, por jogadores que chutam com o pé direito. Nas duas, o goleiro está no canto oposto, a bola se alça sobre a barreira, faz a curva, descai um pouco e entra no ângulo esquerdo.

Iker Casillas se esticou todo e não conseguiu chegar na bola. O goleiro mexicano também foi na bola mas compreendeu no meio do caminho que estava perdido e não esticou o braço.

Dois grandes gols, por dois jogadores que, com personalidades diferentes, são mestres de sua arte. O de Pirlo com a importância extra por ter acontecido em seu centésimo jogo pela Itália no icônico Maracanã.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Bristol (EUA) – A Espanha entrou em campo, deu uma aula de tiqui-taca, o Uruguai limitou-se desde o início a perder por pouco. Jogando pelo regulamento. a Celeste Olímpica esqueceu sua velha garra e refletiu com seus botões que o melhor mesmo é decidir a segunda vaga no grupo com os complicados nigerianos, já que o simpático Taiti, com seu jogador que é especialista em subir em coqueiros, está no Brasil apenas porque a Austrália passou para a Confederação da Ásia e a Nova Zelândia estava pensando mais em rugby do que em futebol. Ou na morte da bezerra.

Não me interpretem mal. Acho o Taiti extraordinariamente simpático e desejo o melhor possível a seus jogadores, mas o fato é que neste grupo de quatro só existem mesmo três times ou talvez dois times e meio, já que a Nigéria quase nem aparecia no Brasil por causa de problemas salariais.

Assim, o Uruguai se armou na defesa, com poucos minutos já levara uma bola na trave (Fábregas, se a memória me serve), chegou ao 1 a 0 com um gol que para mim foi gol contra de Lugano, tamanho o desvio que a bola sofreu, e lá pelo meio do segundo tempo já perdia de 2 a 0.

O tipo de partida para irritar a plateia, pois o Uruguai na verdade nunca saiu para o jogo. O marcador de 2 a 1, com o gol uruguaio numa bela cobrança de falta de Luis Suárez, é totalmente enganoso. A posse de bola espanhola, de cerca de 75%, diz melhor o que foi (ou não foi) a partida.

Mas fica um reparo: é bom que os jogadores espanhois parem com tanta encenação, rolando pelo campo a todo hora como se tivessem sido mortalmente atingidos. Talvez por isto, já nos acréscimos, quando houve um pênalti em Soldado, o juiz japonês resolveu ignorar.

Menos drama, senhores da Furia.

Bristol (EUA) – Enquanto morei no Brasil, nunca ouvi falar em Jogo Bonito como a definição por nós adotada para nosso estilo de futebol. Mas quando me mudei para o exterior passei a encontrar a expressão diariamente, como legítima representante de nosso linguajar.

Jogo Bonito afinal não é mais do que nosso antigo toque de bola, que os espanhois transformaram em “tiqui-taca” como se o tivessem inventado.

No fim, qualquer estilo no futebol vale, desde que a bola se encaminha para as redes, até um chutão pra frente. Tudo tem seu tempo certo, tudo tem sua hora.

Com o aparecimento de Neymar, a imprensa estrangeira voltou a afirmar que o Brasil busca reencontar o seu “Jogo Bonito”.

Veremos.

O que se viu na partida entre Brasil e Japão, no Mané Garrincha, foi uma bela presença feminina na plateia. Algumas mesmo belas, outras apenas esforçadas, mas a beleza esteve em que as mulheres parece que começam a reaparecer em estádios, uma presença que antes era arredia por causa dos grupos de bárbaros que menciono em um tópico abaixo.

Mulheres e crianças, sede bem-vindas.

Quanto aos protestos fora dos estádios, são manifestações normais, compreensíveis e, muitas vezes, justas. Só não entendi as faixas clamando contra a usina de Belo Monte.

Afinal, precisamos da energia elétrica se queremos investir em educação, empregos, maior renda per capita, saneamento, saúde, tecnologia. O Brasil tem uma das mais avançadas tecnologias do mundo em construção de hidrelétricas. Basta dizer que Itaipu, embora menor do que a represa de Three Gorges (Três Gargantas) na China, produz mais energia elétrica do que ela.

Ou preferimos ficar nos lampiões de querosene e carros de boi?

Bristol (EUA) – Escrevi em um tópico abaixo que no Brasil imita-se tudo o que chega dos Estados Unidos. É algo que acontece até com a linguagem, pois um dos mais conhecidos jornais do país publicou neste fim de semana uma reportagem informando que, na partida de abertura da Copa das Confederações, havia uma presença “massiva” da polícia.

Massiva? Esta palavra vem diretamente de “massive”, em inglês. A palavra em português é “maciça”.

Os jornais antigamente tinham um “Manual de Redação”. Se existir ainda, deve ser em inglês.

Foto: Evaristo Sá/AFP

Bristol (EUA) – Nada melhor do que começar um torneio com uma vitória fácil. Minha televisão só recebeu o sinal de transmissão ao vivo depois que a bola começou a rolar e, se vi o primeiro gol, num lance de fato muito bonito, de Marcelo a Fred, de Fred com uma matada no peito para Neymar e este com uma bela finalização para o fundo das redes, perdi o divertimento anterior, em que o público vaiou a presidente da República e o presidente da FIFA, Sepp Blatter.

O senhor Blatter, mostrando mais uma vez sua irresistível vocação para cômico, resolveu pedir aos torcedores uma demonstração de “fair-play” – o que, é claro, lhe valeu mais vaias ainda.

Meus informantes no Brasil já me disseram que muita coisa não funcionou no estádio. Uma, por sinal, eu pude testemunhar com meus próprios olhos: o gramado era horroroso.

Como é que despendem fortunas num estádio para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo e mostram ao mundo um gramado como aquele? Corria antigamente no futebol a afirmação de que a posição de goleiro é tão maldita que, onde ele atua, nem a grama cresce. Com novas técnicas de plantio e tratamento da grama, tal afirmativa perdeu sua razão de ser, pois hoje é perfeitamente possível ter-se um gramado que é um verdadeiro tapete verde até na área do goleiro.

Menos, como acabamos de ver, no Mané Garrincha, onde, logo na partida de abertura da Copa das Confederações, as duas pequenas áreas já mostravam trechos sem grama. No resto do campo, era fácil ver que a grama se soltava e voava com os menores impactos.

Como gastaram uma fortuna para colocar aquele péssimo gramado, agora certamente gastarão outra fortuna para consertar o serviço mal feito. Temos tempo. A Copa do Mundo é só no ano que vem.

Três a zero, com um gol logo no início do primeiro tempo, um gol logo no início do segundo tempo e um gol nos acréscimos. Nos largos intervalos entre esses lances, domínio do Brasil, sobretudo no segundo tempo, quando a Seleção Japonesa, que não chegou com muita folga para se adaptar ao fuso horário, deu evidentes sinais de cansaço.

No primeiro tempo, enquanto tiveram pernas, os japoneses ainda deram um susto ou outro. Tínhamos um Luiz Gustavo burocraticamente plantado à frente dos zagueiros, Neymar pela esquerda e Hulk pela direita, apesar de ser canhoto. Por ali ele conseguiu uma boa finalização e parece que vai se firmando como titular.

Na defesa, a Comissão Técnica precisa dizer a Thiago Silva que ele de fato tem categoria mas às vezes insiste em tentar o passe difícil quando o fácil se apresenta convidativo.

Paulinho andou fazendo algumas faltas por trás em Kagawa que deveriam ter lhe valido um cartão amarelo do juiz português. Jogou bem , movimentou-se bastante mas, em seu gol, contou com a colaboração do goleiro japonês.

Por sinal que nunca ouvi falar de um grande goleiro japonês. Se existe algum, estou para ver.

Para mim, o melhor no time do Brasil foi Oscar, um jogador inteligente, de boa visão, que deu um excelente passe para o gol de Jô. Fred deve ter sido substituído por causa de sua contusão na costela e vamos ver se Jô, um centro-avante rodado, que já jogou em diversos países, mas só se deu bem mesmo no CSKA, da Rússia, vai aproveitar a oportunidade da distensão de Leandro Damião e conseguir um lugar na Seleção para o ano que vem.

No passado, quando convocado, não convenceu. Terá que progredir bastante.

A Seleção também ainda precisa progredir. Já mostrou alguma coisa nos dois últimos jogos e isto ao menos dará tranquilidade a Luiz Felipe Scolari para continuar o seu trabalho.

É um trabalho em progresso.