Bristol (EUA) – Um lindo gol de Neymar, de canhota, para abrir o jogo, uma ótima ótima tentativa de Daniel Alves, obrigando Corona a se esticar todo para impedir a bola de entrar em seu canto superior direito, uma excelente finalização de Neymar, ainda de pé esquerdo, que saiu pouco acima do travessão.
Tudo isto com poucos minutos de partida em Fortaleza. Depois o Brasil caiu muito de produção, com Oscar no meio de campo bem abaixo daquele Oscar do jogo contra o Japão, talvez como consequência de uma temporada realmente cansativa com o Chelsea e a Seleção Brasileira.
Hernanes entrou em seu lugar, depois Lucas Moura fez sua aguardada aparição no lugar de Hulk, que pouco antes perdera um gol incrível diante de Corona. O México pressionava e em duas ou três vezes expôs nossa desorganização defensiva.
Contra um adversário mais forte do que a atual Seleção Mexicana, que vem encontrando dificuldades na Concacaf e corre o risco de nem se classificar para a próxima Copa do Mundo, o Brasil poderia ter sido punido com um ou dois gols no segundo tempo.
No fim, em outra jogada individual de grande brilho, Neymar passou entre dois marcadores e teve a categoria de concluir o lance com um clínico passe para Jô fazer o segundo gol – que era também seu segundo gol em dois jogos pelo Brasil, em ambos entrando como substituto.
Neymar mostrou do que é capaz. Agora será acompanhado pelo mundo inteiro porque vai jogar no Barcelona. É o círculo vicioso de que padece o futebol brasileiro: nossos jogadores vão para a Europa porque lá podem ser vistos pelo mundo inteiro e o Brasileirão não é visto no mundo inteiro porque… bem, porque nossos jogadores vão para a Europa.
Mas em uma coisa Neymar ainda precisa melhorar: deixar de cair com tanta facilidade. Se bem que na Espanha e no Barcelona ele vai encontrar outros especialistas em encenações.







