Os melhores do triathlon

Edmonton, Canadá – Abaixo, os “top 20”, entre homens e mulheres na temporada de triathlon de 2014. A decisão do título será nesta segunda-feira, nesta cidade canadense, onde amanhã, sexta, se disputam as faixas etárias.

Entre os homens, a disputa está indefinida entre o espanhol Javier Gomez e o inglês Jonathan Brownlee.

Fora dos “top 20”, aparecem os brasileiros Diogo Sclebin, na 42a. posição, Reinaldo Colucci, na 62a, Danilo Pimentel, na 108a, Marcus Vinicius Fernandes, na 147a., Bruno Matheus, na 164a., Fábio Carvalho, na 175a., e Juraci Moreira, na 177a., num total de 181 ranqueados.

RSA significa África do Sul, NZL significa Nova Zelândia, SVK significa Eslováquia. Os outros países são mais fáceis de identificar.

Posicão, Nome de batismo, Sobrenome, País, Pontos:
1. Javier Gomez Noya ESP 3833
2. Jonathan Brownlee GBR 3551
3. Mario Mola ESP 3491
4. João Pereira POR 2938
5. Richard Murray RSA 2911
6. Alistair Brownlee GBR 2806
7. Vincent Luis FRA 2598
8. Dmitry Polyanskiy RUS 2398
9. Gregor Buchholz GER 1965
10. Fernando Alarza ESP 1939
10. Aaron Royle AUS 1939
12. Ryan Bailie AUS 1792
13. Aaron Harris GBR  1584
14. Ryan Sissons NZL  1558
15. Alessandro Fabian ITA 1551
16. Sven Riederer SUI  1533
17. Steffen Justus GER  1338
18. Adam Bowden GBR  1316
19. Richard Varga SVK  1303
20. Dan Wilson AUS  1272

Entre as mulheres, uma brasileira, Pâmela de Oliveira, aparece entre as “top 20”. Quanto ao código de países, NED significa Holanda e CZE significa República Tcheca. Os outros são fáceis de identificar. Vejam abaixo, por posição, nome de batismo, sobrenome e pontos:

1. Gwen Jorgensen USA 3885
2. Sarah Groff USA 3037
3. Jodie Stimpson GBR 2982
4. Helen Jenkins GBR 2903
5. Andrea Hewitt NZL 2735
6. Kirsten Sweetland CAN 2540
7. Emma Jackson AUS 2489
8. Alice Betto ITA 2082
9. Nicky Samuels NZL  2046
10. Emma Moffatt AUS  1965
11. Sarah-Anne Brault CAN  1854
12. Juri Ide JPN  1800
13. Vendula Frintova CZE  1719
14. Charlotte Bonin ITA  1679
15. Aileen Reid IRL  1664
16. Ai Ueda JPN  1586
17. Rachel Klamer NED  1523
18. Annamaria Mazzetti ITA  1509
19. Pâmela Oliveira BRA  1479
20. Lindsey Jerdonek USA  1467

Entre as 146 ranqueadas aparecem ainda as brasileiras Luísa Baptista, na 73a. posição, e Beatriz Neres, na 112a.

Uma bela viagem

Edmonton_RiverValley2-MEdmonton, Canadá – Aqui estamos, minha mulher e eu, na província de Alberta, depois de uma bela viagem de trem na Via Rail, a estrada de ferro que substitui a antiga Canadian Pacific.

Nesta época em que o Brasil luta para construir a ferrovia Norte-Sul, é interessante lembrar que a ligação ferroviária leste-oeste no Canadá, numa extensão bem maior, foi completada em 1885.

São 129 anos, meus amigos, e a ferrovia desempenhou um papel importantíssimo na unidade geográfica do Canadá, tanto que a província de British Columbia, a mais ocidental de todas, concordou em unir-se ao país antes mesmo que fossem criadas as províncias de Alberta e Saskatchewan, mais no interior, depois que lhe prometeram que haveria uma ligação ferroviária com o Atlântico.

Hoje a ligação ferroviária serve mais para transporte de carga e pessoalmente contei um trem cargueiro com 215 vagões e quatro quilômetros de extensão.

A viagem, no nosso caso, foi de Montreal a Edmonton, mas encontramos a bordo uma moça que viajara de bicileta de Vancouver, no Pacífico, a Halifax, no Atlântico, e agora voltava à sua cidade, com a bicicleta no bagageiro do trem.

O trem é confortável, limpo, com cabines, com excelente serviço de restaurante, e vagões observatórios, “domes”, onde você pode admirar a região dos lagos, as florestas, as pradarias, os campos de petróleo, as fazendas de criação de gado.

A ferrovia foi construída sobretudo como suor de imigrantes irlandeses, escoceses, escandinavos, chineses, e ainda hoje você encontra cidades como Viking e Portage la Prairie, em que boa parte da população fala línguas outras que não o inglês.

Edmonton é uma cidade limpa, eficiente, ordeira, muito própria de um país que ocupa a oitava colocação mundial no Índice de Desenvolvimento Humano, oitava na renda per capita e a primeira na percentagem de adultos com diplomas universitários.

Há também imigrantes brasileiros, como atestei logo ao chegar, passando por uma Brazilian Steakhouse.

Realiza-se no momento um Festival de Esportes em Edmonton, mas o que nos traz aqui é o triathlon.

Sobre este escreverei em seguida.

A caminho do Mundial (2)

Hornepayne (Canadá) – Estamos aqui neste lugarejo de 1.050 habitantes, ao norte do Lake Superior, à espera que acabe de passar um trem de carga de, espantem-se, quase quatro quilômetros de extensão, puxado por diversas locomotivas.

Nosso objetivo mais imediato é Winnipeg, onde chegaremos amanhã de manhã, depois de ganhar uma hora em fuso horário, a caminho de Edmonton.

Por enquanto, uma ótima experiência, que recomendo a todos no Brasil. Um dos pontos mais interessantes até agora foi nossa partida de Montreal, pois nos chamaram para uma imensa filha e lá ficamos um bom tempo. A largada do trem estava prevista para as 3h40m mas, até minutos antes, a fila não se movera.

Entretanto, nos chamaram, a fila foi absorvida pelos diferentes vagões, a bagagem estocada e, precisamente às 3h40m da tarde, o trem dava a partida.

Na primeira noite, nos chamaram para o Dome, o vagão observatório, nos serviram canapés e champanhe, cortesia da casa, e fomos para nossa cabine, já com os leitos instalados.

Nesta manhã, depois do chuveiro e do breakfast, nossos leitos foram magicamente transformados em poltronas.

Por enquanto, nada a reclamar, a não ser que, se ficarmos assim, só comendo, bebendo e dormindo, vamos, eu e minha mulher Dawn, perder a forma para a disputa do Mundial de Triathlon, por faixas etárias,em Edmonton.

Afinal, serão ainda mais duas noites e dois dias.

Melhor, combaremos à sombra.

A caminho do Mundial

werneck7Montreal (Canadá) – Estou na Gare Centrale desta cidade que visitei pela primeira vez para a Olimpíada de 1976, quando meu companheiro de andanças pelos estádios e, à noite, pelos restaurantes, era o grande jornalista húngaro-brasileiro Janos Lengyel.

Voltei inúmeros vezes e agora aguardo o trem transcontinental que me levará, com minha mulher Dawn, para o Campeonato Mundial de Triathlon, em Edmonton, na província de Alberta, perto das Montanhas Rochosas.

Serão três dia e meio a bordo, com direito a vagão panôramico para admirar a paisagem deste imenso país, maior do que os Estados Unidos e do que o Brasil.

Por causa dos preparativos, andei um pouco ausente do convívio com os leitores, mas prometo fazer o relato do que suceder durante a viagem e das peripécias do Mundial, onde estaremos, Dawn e eu, disputando a distância Sprint, com 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida.

Nossa filha mais velha, Rebecca, que se juntará a nós mais tarde, disputará a distância olímpica, que vem a ser de 1500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e dez de corrida. Exatamente o dobro.

Estive um pouco ausente também porque andei revisando a edição e-book de meu livro Sabor de Mar, que sairá em breve pela Revan. Aproveitei para mudar um par de situações e também corrigir o nome da protagonista em alguns pontos.

Por culpa de minha imperícia com computadores, os erros aconteceram porque, no meio da história, recebi trocar o nome da protagonista e usei um sistema que, acreditei eu, faria a mudança sempre que necessária.

Não fez.

Mas, como cantava Edith Piaf, meu lema é “je ne regrette rien”. Recomeço sempre do zero.

Para quem viveu a época da primeira Maratona do Rio o romance tem o interesse especial de citar alguns personagens que nela estveram presentes, como José Rodolfo Eichler, hoje o responsável pela medição da futura Maratona Olímpica, em 2016, e Alexandre Médicis, habitualmente presente em comentários aos meus “posts”.

Embarco dentro de dez minutos. É o tipo de viagem que não se pode fazer no Brasil, pela absoluta precariedade de nosso transporte ferroviário.

Maratona olímpica indefinida

 

Divulgação

Divulgação

Bristol (EUA) – Minhas fontes no Brasil me informam que ainda não foi definido o percurso da Maratona para a Olimpíada de 2016.

Inicialmente foi aventurada a hipótese de se manter o atual percurso da Maratona do Rio, que sai do Recreio e chega no Aterro, apenas com a alteração de que a chegada seria no Sambódromo.

Como se sabe, no momento o percurso da Maratona do Rio tem uma volta dentro do Aterro, que seria desprezada.

Mas tal percurso se provou inviável.

Agora a ideia parece ser sair do Sambódromo e chegar no Sambódromo, indo a Botafogo duas vezes, via Aterro.

O assunto porém permanece em discussão.

Insisto que o ideal seria largar no Sambódromo, passar pelo centro da Cidade, aproveitando também o Aterro do Flamengo, retornar pelo Porto Maravilha e chegar no Maracanã, na hora da Cerimônia de Encerramento.

O fato de que o Maracanã não mais tem pista de atletismo em nada atrapalharia, pois o gramado é suficientemente extenso.

Estaria restaurada a tradição da Maratona chegar no estádio da Cerimônia de Encerramento, imediatamente antes dela.

Ficaria muito mais bonito.

Há porém o óbice da OBS, o sistema de televisão do Comitê Olímnpico Internacional, que encasquetou a ideia de que a chegada tem que ser no Sambódromo.

Aguardemos os próximos capítulos.

A grama para mulheres

AFP

AFP

Bristol (EUA) – A FIFA lucrou dois bilhões de dólares com a Copa do Mundo no Brasil mas agora está num jogo de empurra com a Canadian Soccer Federation para saber quem vai pagar a grama natural para a disputa do Campeonato Mundial Feminino, em meados do ano que vem.

Seis estádios estão escolhidos, mas todos tem grama artificial e as mulheres já ameaçaram entrar com um processo na justiça canadense, pois reivindicam o direito de jogar em grama natural, como os homens.

Estima-se que o custo da instalação da grama natural (que pode ser colocada sobre a artificial) ficaria entre $150 mil a $400 mil por estádio.

Recentemente, colocou-se grama artificial no Michigan Stadium, nos Estados Unidos, para um único jogo, um amistoso entre o Manchester United e o Real Madrid.

O custo? 250 mil dólares.

Diversas firmas já informaram à FIFA e à Federação Canadense que precisam de um máximo de 72 horas para instalar a grama natural, que chega em caminhões refrigerados.

Os jogadores de basquete Kobe Bryant e Kevin Durant, fãs do futebol, já se declararam solidários com as mulheres.

“Fração de segundos…”

Bristol EUA) – Uma das coisas que mais leio em descrição de partidas de futebol no Brasil é que um lance aconteceu “em fração de segundos”.

Aparentemente, jamais alguém parou para constatar que “fração de segundos” é besteira. Um segundo, dois segundos, três segundos são frações de outros segundos.

Por exemplo, 24 segundos são 4/7 de 42 segundos.

O que as pessoas querem na verdade dizer é que um lance aconteceu em “frações de segundo”.

Campo de conflito

Alex Ferro/Comitê Rio 2016

Alex Ferro/Comitê Rio 2016

Bristol (EUA) – Outro dia escrevi aqui que nos Estados Unidos os campos de golfe estão recorrendo a diversos truques de marketing para atrair uma nova clientela, pois está se tornando evidente que os jovens não nutrem grande predileção pelo esporte.

Os verdadeiros entusiastas pelo golfe são pessoas já de idade mais avançada e, afinal, elas não são eternas.

Os campos de golfe estão recorrendo até a ideias como aumentar o tamanho dos buracos e deixar os praticantes chutarem uma bola de soccer lá pra dentro, em vez de chegarem ao alvo com uma bolinha e um taco.

Isto me lembra o que se passa no Rio de Janeiro, com o controvertido campo público de golfe que resolveram construir em área de proteção ecológica na Barra da Tijuca, para a Olimpíada de 2016.

Há processos na Justiça não apenas quanto à questão ambiental como quanto ao direito de propriedade do terreno.

Outro dia escrevi também sobre as caras instalações olímpicas de Atenas, hoje abandonadas.

Mesmo se o campo de golfe na Barra ficar pronto a tempo da Olimpíada (o que não é certo), pergunta-se:

Será que, depois da Olimpíada, o tal Campo Público terá mesmo público interessado em jogar golfe?

O longo caminho de volta

AFP

AFP

Bristol (EUA) – Mais uma vez, o Chelsea aparece com quatro jogadores na Seleção Brasileira. Sai David Luiz, que está na lista de Dunga mas foi para o PSG, e entra Filipe Luís. Oscar, Ramires e Willian continuam, embora nenhum deles tenha chegado a entusiasmar na Copa.

Aliás, ninguém entusiasmou.

Se a catastrófica dupla Felipão/Parreira não tivesse feito aquela confusão com Diego Costa, que ao fim optou pela Espanha, quem sabe o Chelsea agora teria cinco jogadores em nossa Seleção?

Mesmo assim, a presença de tantos jogadores de clubes estrangeiros mostra como nosso futebol hoje está na dependência de estilos, ideias e práticas que vem do exterior.

A melhor notícia para mim foi a convocação de Miranda, do Atlético de Madrid (outro time europeu), uma grande omissão da última Comissão Técnica (?!X?!).

Justo também que se tenha chamado Philippe Coutinho.

Não teremos Thiago Silva. Felipão e Parreira sempre diziam que ele é o “melhor zagueiro do mundo”, mas não estou convencido. Cansei de ver Thiago Silva cometer não apenas erros técnicos mas erros de julgamento, como no dia em que foi expulso no PSG por achar que, como capitão, podia interpelar o juiz puxando-o pelo ombro, e na ocasião daquele infantil cartão amarelo (o segundo, que lhe custou uma suspensão), por impedir o goleiro colombiano de recolocar a bola em jogo.

Na verdade, no momento o Brasil não tem nenhum “melhor do mundo”, nem mesmo Neymar.

Começamos agora o longo caminho de volta, depois que os analistas da FIFA, com toda a razão, descreveram a passagem da Seleção Brasileira pela última Copa do Mundo como “deplorável”.

Mas voltaremos mesmo?

As Dez Milhas no Espírito Santo

Divulgação

Divulgação

Bristol (EUA) – Recebi de meu fiel amigo e correspondente Rafael Proença o seguinte e-mail sobre as Dez Milhas Garoto, uma prova disputada no Espírito Santo:

“Participei neste domingo da 25ª edição das Dez Milhas Garoto, uma prova de rua disputada entre as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. As Dez Milhas estão para o Espírito Santo assim como a São Silvestre está para São Paulo, a Volta da Pampulha para Minas Gerais e assim por diante.

Foi a minha primeira vez na bela prova capixaba e é possível que eu volte lá nos próximos anos. O ponto alto da corrida é a passagem pela “Terceira Ponte”, que faz a ligação entre as duas cidades e tem um perfil altimétrico bastante duro. Na segunda metade da prova, há muitas pessoas nas ruas incentivando os atletas e voluntários distribuindo água, refrigerante ou coisas que o valham.

Em 2014, a Yescom assumiu a organização da prova. A empresa agora é responsável por gerir as quatro principais corridas de rua disputadas no Sudeste – as Dez Milhas capixabas, a Meia Maratona Internacional do Rio e ainda as já citadas São Silvestre paulistana e a mineira Volta da Pampulha. Como de praxe, a Yescom deixou a desejar. Nos pouco mais de três quilômetros de extensão da Terceira Ponte, por exemplo, não houve indicação de passagem dos quilômetros. O oferecimento de bebida esportiva, importante em provas acima de 10 km, também não aconteceu. Nem mesmo ao final da corrida recebemos o bom e velho Gatorade. O kit oferecido aos atletas também não agradou, tamanha a pobreza – continha uma camisa, uma garrafa e um bombom – e o tradicional jantar de massas oferecido na véspera foi suspenso. Um ponto positivo foi a distribuição de água em garrafas e não em copos, o que não agrada a todos, mas que particularmente eu prefiro.

Como não conhecia a prova, achei melhor fazer uma corrida mais conservadora. Comecei num ritmo mais lento e somente depois da ponte resolvi puxar um pouco mais. Fechei em 1h20, o que dá uma média de 5 min/km, sem forçar muito, que não deixa de ser um bom resultado considerando os fatores estreia e a quantidade de pessoas mais lentas que largam na frente e causam “engarrafamento” nos primeiros quilômetros.

Por fim, mais uma vez é preciso parabenizar o povo capixaba pelo acolhimento e pelo carinho para com os atletas. Mesmo com toda a chuva e o tempo mais frio do final de semana, eles estiveram em grande número nas ruas”.

Pela transcrição, José Inácio Werneck. Ao que o Rafael disse, acrescento que o problema de corredores lentos que largam na frente, atrapalhando os outros, revela a falta de consciência e de preparo de um grande número de participantes de corridas de rua no Brasil.

Outra coisa notável e que não acontece apenas no Brasil mas em outros países é o número de pessoas absolutamente despreparadas que se aventuram a participar de provas longas, quando deveriam saber que não tem condições de terminá-las. Isto aconteceu até no 70.3 Ironman que presenciei neste último fim de semana em Gilford, New Hampshire, e que relato em um “post” abaixo.

Por que tais pessoas não se imbuem de um pouco mais de modéstia (e realismo) e disputam, por exemplo, uma corrida de cinco  quilômetros ou um triathlon “sprint”, com 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida?

É o  que estarei fazendo na próxima semana, no Mundial de Triathlon, em Edmonton, no Canadá.

Viajarei para lá de trem, partindo de Montreal. Olhem no mapa e verão que é uma distância enorme, chegando quase às Montanhas Rochosas.

A viagem de trem por si só será uma experiência interessante e a relatarei para os  leitores.