Gazeta Esportiva

Postados por: joseinaciowerneck

Bristol (EUA) – O San Antonio Spurs se impôs com facilidade ao  Los Angeles Clippers na primeira partida das semifinais da Conferência do Oeste, por 108 a 92, e chegou a 15 vitórias seguidas nos atuais playoffs.

O recorde anterior em playoffs é do próprio Spurs, com 17 vitórias, conseguido em 2004. Mas naquele ano o Spurs acabou perdendo quatro partidas seguidas para o Los Angeles Lakers e acabou eliminado.

Outro detalhe impressionante da atual série de vitórias do San Antonio Spurs é que a diferença média de pontos em favor da equipe tem sido de 17.

O grande destaque desta última partida foi o veterano Tim Duncan, com 26 pontos e dez rebotes, em 34:51 na quadra. O armador francês Tony Parker conseguiu apenas sete pontos em 38 minutos, mas teve 11 assistências.

O brasileiro Tiago Splitter desta vez jogou apenas 12:08, com quatro pontos e um rebote.

A próxima partida é nesta quinta-feira.

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Defunto é uma palavra em português que vem do latim e significa “o que partiu”. Carlos Tevez aparentemente resolveu considerar Sir Alex Ferguson, o técnico do Manchester United, um defunto, ao ostentar a placa “R.I.P. Fergie”. A origem da expressão vem das antigas missas em latim, com corpo presente: Anima eius et animae omnium fidelium defunctorum per Dei misericordiam requiescant in pace”.

A alma dele e as almas de todos os fiéis que partiram, pela misericórdia de Deus descansem em paz.

A tradição acabou dando em inglês a abreviatura R.I.P. (requiescat in pace) – descanse em paz – hoje muitas vezes traduzida como “rest in peace”.

Carlos Tevez provavelmente não sabia de nada disto no desfile da vitória do Manchester City e apenas aceitou um cartaz feito por um torcedor. A razão do cartaz? Alex Ferguson havia declarado há algum tempo que o Manchester City não seria campeão inglês, “enquanto eu estiver vivo”.

Para  todos os efeitos, partiu, virou defunto. Agora Tevez, que foi jogador de Alex Ferguson no Manchester United, está sendo criticado. Criticado até por torcedores do Manchester City, embora tenha entrado na história apenas de gaiato.

Bristol (EUA) – Como escrevi aqui nos últimos dias, o etíope Deressa Chimsa era o favorito para ganhar a Maratona de Praga, na República Tcheca, neste domingo, e ele ganhou mesmo, com o tempo de 2:06:25.

Tempo, por sinal, inferior ao que ele conseguiu ao se colocar em oitavo lugar na Maratona de Dubai, em janeiro, com  2:05:42. Mas, como eu havia afirmado, a Maratona de Praga tem um percurso difícil, com alguns trechos em paralepípedo.

Entre as mulheres, a vitória foi de Agnes Kiprop, do Quênia, com 2:25:41.

Os dez primeiros homens foram africanos. As cinco primeiras mulheres também.

Bristol (EUA) – Os Estados Unidos são o país do mundo com maior número de corredores de rua. São provas e maratonas espalhadas por todo este país com uma população de mais de 300 milhões de habitantes.

Agora, segundo uma notícia oficial divulgada durante o Congresso da AIMS (Associação de Maratonas Internacionais) em Praga, na República Tcheca, sabe-se que o número de mulheres que correm e se inscrevem em competições nas provas americanas ultrapassou o dos homens. As mulheres fazem um total de 53% do número total de corredores.

Incrivelmente, até a década de 60 as mulheres eram oficialmente proibidas de disputar maratonas nos Estados Unidos.

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – A decisão do campeonato inglês neste fim-de-semana é o melhor exemplo da vantagem do sistema de pontos ganhos, com turno e returno. Chegamos à última rodada com Manchester City e Manchester United empatados em pontos ganhos, times brigando pela classificação à Champions League, outros lutando para não serem rebaixados.

Entre os  que lutavam para não serem rebaixados estava o Queens Park Rangers, que enfrentava o Manchester City no Etihad Stadium e tinha uma longa tradição de surpreender o adversário, sobretudo sob o comando do treinador Mark Hughes. O drama foi inigualável, de começo ao fim, pois o Manchester United ia derrotando o Sunderland, em Sunderland, e com isto anulava a diferença de gols em favor do City.

Se acrescentarmos que o City duas vezes saiu de trás no marcador e só conseguiu os dois gols de que necessitava nos acréscimos, seria normal que qualquer viajante espacial julgasse que estava diante do impossível. Realmente estava,mas o impossível às vezes acontece no  futebol.

Houve uma outra ocasião em que algo parecido se passou e foi há 13 anos, quando o Manchester United perdia por 1 a 0 e fez dois gols nos acréscimos, no Bayern de Munique, para ganhar a Champions League. Mas o drama deste fim de semana foi maior porque havia dois jogos sendo disputados simultâneamente, um dependendo do outro, e – como escrevi acima – outros times também precisando de resultados, por outras razões. Quando levamos em consideração  que o capitão do Queens Park Rangers, Joey Barton,  foi acometido de loucura, agrediu Tevez e depois, já com cartão vermelho, agrediu Sérgio Aguero – e, mesmo assim, o Queens Park Rangers passou à frente no marcador – temos que concordar que o drama no campo estava  adquirindo contornos shakesperianos.

Desde 1968 o Manchester City não era campeão inglês. Como eu previ aqui, em dois “posts” anteriores, corria sério risco nesta última rodada. Só os mais inexperientes podiam se atrever a acreditar que o time já era campeão. Ao fim de tudo, vejam as seguintes estatíscas: 44 finalizações para o Manchester City, apenas três para o Queens Park Rangers (sendo que duas entraram), 19 escanteios para o Manchester City, nenhum para o Queens Park Rangers, 81% de posse de bola para o Manhester City, 19% para o Queens Park Rangers.

Com todos esses números em seu favor, ainda assim o Manchester City deixaria o título escapar se não ocorressem aqueles dois gols nos acréscimos. Não podemos acreditar, mas temos que acreditar.

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Micah True, o Caballo Blanco, morreu do que  antigamente se chamava “coração de atleta” e hoje é mais  geralmente conhecido pelo  nome científico de cardiomiopatia – uma dilatação que começa pelo ventrículo esquerdo e em alguns casos atinge também o direito.

Os leitores deste blog devem estar lembrados que em fins de março escrevi sobre a morte de Caballo Blanco, um ultramaratonista, em uma trilha montanhosa no New Mexico, onde ele fora para uma corrida de duas horas – o que, para ele, era uma distância pequena. Na véspera, Caballo Blanco havia corrido durante seis horas.

Apesar do nome de “coração de atleta” indicar que a causa é o esforço físico, há muitos casos que são genéticos. Outros podem ser causados pelo consumo excessivo de bebidas alcóolicas, mas sabia-se que Caballo Blanco apenas ocasionalmente bebia algumas cervejas.

A autópsia, concluída agora,  indica que Caballo Blanco caiu durante a corrida, sofrendo algumas esfoladuras, e dirigiu-se a um riacho para se lavar, quando sofreu o ataque fatal.

Ninguém sabe se Caballo Blanco tinha conhecimento de que era portador de um problema cardíaco. Mas é certo que sua morte não terá impacto no crescente movimento de corridas. É cada vez maior o número de pessoas que correm, sabendo ou não que estão sob risco. Lembro-me que em 1984 quando Jim Fyxx, autor de um famoso livro sobre corridas nos Estados Unidos, morreu durante um treino de não mais de dez quilômetros, muita gente afirmou que a notícia ia assustar pessoas e convencê-las a levar uma vida mais sedentária. Nada disto aconteceu.

No caso de Jim Fyxx, a autópsia comprovou que ele tinha aterosclerose adiantada, com 90% de bloqueio. Era genética, herdada do pai.  Até hoje tampouco se sabe se Jim Fyxx tinha conhecimento do risco que corria.

Bristol (EUA) – Domingo é dia de uma das maratonas mais pitorescas do mundo, em Praga, na República Tcheca. Uma cidade linda e um percurso que não é tão fácil assim, com diversos trechos em paralelepípedo.

Mesmo assim, a queniana Lydia Cheromei não esconde sua ambição de correr os 42.195 metros abaixo de 2h20min. Apenas 17 mulheres no mundo conseguiram o feito até hoje, mas Lydia Cheromei se diz sempre muito à vontade quando corre em Praga, que ela define como “minha segunda casa”.

Cheromei, por sinal, treina no Quênia com Mary Keitany, que recentemente quebrou o recorde feminino daquele país com o tempo de 2:18:37, ao ganhar a Maratona de Londres.

Entre os homens, o favorito neste domingo é o etíope Deressa Chimsa, que em janeiro correu a Maratona de Dubai em 2:05:42, classificando-se em oitavo lugar. Há porém muita expectativa em relação à estreia, na distância,  de Philemon Limo, do Quênia, que no ano passado ganhou a Meia-Maratona de Praga e foi o primeiro homem a fazé-lo abaixo de uma hora, na cidade, com o tempo de 59:30.

Outro bom nome para domingo é do também queniano Nicholas Chelimo, que tem um tempo de 2:07:38.

Foto: AFP

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Usain Bolt,  da Jamaica, recordista mundial nos cem e nos 200 metros rasos, e David Rudisha, do Quênia, recordista mundial dos 800 metros, poderão se enfrentar na Olimpíada de Londres numa prova diferente: a final do revezamento 4×400. É mesmo possível que ambos façam a última perna de seus países, o que daria ao encontro uma atração extra.

Seria curioso, pois os 400 metros vem a ser como um ponto de encontro , meio a meio. Bolt subindo d0s 200  e Rudisha descendo dos 800 metros. O melhor tempo de Bolt nos 400 metros, que vem a ser uma volta na pista, é 45:28, o melhor tempo de Rudisha é 45:50. Nenhum dos dois porém já correu a distância seriamente.

Isto seria possível em Londres, com uma condição, tanto da parte de Bolt quanto de Rudisha: a de que seus respectivos países estejam em condições de ganhar uma medalha. Neste caso, ambos já se prontificaram a entrar na equipe, na final.

Rudisha terá  um incentivo especial :  seu pai, Daniel, ganhou medalha de prata com Quênia no revezamento 4×400 em 1968. Ele quer poder dizer em casa que é  melhor do que o velho.

Rudisha por sinal tem outro incentivo: ao contrário de Bolt, que se consagou nos Jogos de Pequim, ele passou em branco. Não competiu em 2008, por estar machucado.

Bristol (EUA) – Após a partida de segunda-feira em que o Spurs varreu o Utah Jazz, passando adiante nos playoffs da NBA, um repórter perguntou ao técnico Gregg Popovich se ele havia colocado Tiago Splitter na quadra durante mais de 20 minutos para dar um descanso ao grande astro Tim Duncan.

A resposta de Popovich foi enfática:

- Não. Foi porque ele merece.

Splitter ficou na quadra 20:28, menos tempo do que Tim Duncan, com 27:40, mas jogou muito bem e fez 10 pontos, apenas um a menos do que aquele que foi seu ídolo de infância. Quis o destino que Splitter, em 2010 eleito o jogador mais valioso do Campeonato Espanhol, seja agora o sucessor natural de Tim Duncan na NBA.

Não há d’uvida de que é para isto que Gregg Popovich o vem preparando. Nesta segunda-feira Splitter não foi assim tão bem em rebotes, com apenas dois, mas mostrou bom aproveitamento em lances livres (quatro em cinco) e teve uma jogada espetacular, quando roubou uma bola e partiu para a cesta. No desespero, o Jazz conseguiu um toco na última fração de segundo, mas Jackson, que acompanhava a jogada, completou.

Ao fim de tudo, vitória do Spurs por 87 a 81, sendo de ressaltar ainda que Splitter voltou à quadra nos momentos finais, quando o Jazz procurava escapar da varrida, em sua própria quadra.

Outro que jogou bem foi o argentino Manu Ginobili, veterano do Spurs, que conseguiu nesta mais recente partida reencontrar sua pontaria nas cestas de  três pontos.

O Spurs agora espera a definição da série entre Memphis e o Los Angeles Clippers para conhecer seu próximo adversário.

Foto: AFP

Bristol (EUA) – Assim como Ronaldinho Gaúcho no Brasil, David Beckham está procurando ser convocado para a Olimpíada de Londres, para representar a Grã-Bretanha. Notem que é um time britânico, reunindo a Inglaterra, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales,  não apenas a Inglaterra, como acontece na Copa do Mundo.

David Beckham é inglês e quer disputar a Olimpíada. Seu problema é que, aos 37 anos, não é mais aquele. Beckham nunca foi um jogador rápido, nao é bom no drible, nem é o tipo de homem de meio de campo capaz de percorrer grandes distâncias e ajudar na defesa. Suas grandes qualidades sempre foram os passes de longa distância, os cruzamentos e as cobranças em bola parada, seja de faltas, seja de escanteios.

Mas neste último fim-de-semana, quando o Los Angeles Galaxy, time de David Beckham, jogando em seu próprio estádio, perdeu do New York Red Bulls por 1 a 0, pela Major League Soccer (o campeonato americano) o inglês não foi nada bem.

Beckham errou passes, cobrou mal faltas e escanteios e, para piorar, perdeu uma clara chance de gol. O jogo foi assistido pelo técnico da Seleçâo Britânica, conhecida como Team GB, Stuart Pearce, especialmente para avaliar as atuais condições de David Beckham.

Pearce vai anunciar a convocação do Team GB no fim do mês. A julgar pelo que ele viu, David Beckham dificilmente terá uma oportunidade de ser chamado como um dos três jogadores acima da idade olímpica.

Mas pelo menos uma coisa pode ser dita, como esperança para Beckham: ao contrário do que acontece com a Seleção Brasileira Olímpica, o Team GB não faz parte das experiências da Inglaterra para a próxima Copa do Mundo. Não faz parte nem poderia fazer, já que o time representa toda a ilha, não apenas a Inglaterra, e os técnicos são diferentes.