Gazeta Esportiva

Ele jamais admitirá publicamente, mas o renomado promotor Don King, 80, confidenciou a pessoas próximas que o espanhol Gabriel Campillo, 33, deveria ter sido apontado vencedor no combate em que foi declarado derrotado em decisão dividida pelos jurados contra o seu pupilo americano Tavoris Cloud. O encontro ocorreu no último sábado no American Bank Center da cidade de Corpus Christi, estado do Texas (EUA), e o resultado manteve Cloud como dono do cinturão FIB meio-pesado (79,3k).

Sob gritos de “é campeão, é campeão”, Campillo (21-4-1, 8 KOs) desembarcou ontem em Madrid e já não se mostra tão aborrecido quanto estava no momento da divulgação das papeletas. “Não estou decepcionado. Depois de refletir, enxerguei o lado positivo. Fui melhor e todo mundo viu”, analisa o lutador europeu que recebeu apoio de Oscar de La Hoya e até de possíveis rivais como Bernard Hopkins, campeão pelo CMB.

De acordo com Sampson Lewkovicz, manager do espanhol, Don King os procurou na manhã do domingo e, quase sem jeito, teria dito: “O que devo dizer? Ganhou Campillo. Não estou cego. Porém, nunca, jamais direi algo publicamente contra meus boxeadores”. Confortável com a declaração, Gabriel Campillo acredita que o revés para Tavoris Cloud não é o fim de sua carreira nos EUA e sim o princípio de sua trajetória naquele país.

Fora de ação desde a derrota impiedosa para o ucraniano Vitali Klitschko, em setembro passado, o polonês Tomasz Adamek, 35, já pode comemorar seu retorno aos tablados com o acerto do combate contra o dominicado Nagy Aguilera, 25. O confronto está agendado para 24 de março no Aviator Sports Complex, Brooklyn, estado de New York (EUA), país em que os dois atletas estão radicados há muitos anos.

Adamek (44-2-0, 28 KOs) revela a ansiedade em retomar o caminho em busca da possibilidade de brigar pelo cetro dos pesados desde o revés para Vit Klitschko. “Para nós, lutadores, a pior coisa do mundo é esperar até o último minuto, porque ninguém gosta de treinar sem saber com quem combaterá”, declara o polonês.

A partir desse momento, Tomasz Adamek planeja, junto com o técnico Roger Bloodworth, estudar os vídeos de Nagy Aguilera (17-6-0, 12 KOs) que há pouco mais de duas temporadas surpreendeu ao superar o cazaque Oleg Maskaev com nocaute no primeiro round. O principal combate da noite terá a eliminatória FIB superleve (63,5k) entre o experiente e ex-campeão mundial Zab Judah contra o invicto Vernon Paris.

Crédito Foto: Reinaldo CarreraCom disparo de oito tiros, o peso pesado nicaraguense Evans Quinn, 28, matou um rival de sua família dentro de um restaurante em Bluefields, costa caribenha da Nicarágua. Raul Bennet Sambola ainda chegou a ser atendido, foi transportado para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu depois de algumas horas.

Supostamente, Quinn (20-6-1, 18 KOs) teria ficado revoltado com a ação de Bennet Sambola por ter atirado em um de seus primos em bairro do mesmo município. Sem dizer uma palavra, o pugilista se levantou da mesa em que estava com membros de sua família, aproximou-se do rival e deu início ao ataque. Assustado, Bennet Sambola ainda conseguiu correr em direção à cozinha para tentar se proteger.

Até o momento a polícia da Nicarágua não divulgou nenhuma informação sobre a prisão de Evans Quinn que fugiu do restaurante logo após o incidente. O boxeador não atua desde maio do ano passado quando viajou à cidade de Primm (estado de Nevada, EUA) para perder por nocaute logo no primeiro round para o promissor americano Seth Mitchell.

Foto: AFP

Foto: AFP

É fato. Na maioria das vezes as lutas do ucraniano Vitali Klitschko, 40, não produzem muita emoção e mais uma vez foi o que se viu no combate em que superou por pontos o britânico Derek Chisora, 28, para manter pela oitava oportunidade o título CMB dos pesos pesados. O confronto terminou há instantes no Olympiahalle da cidade de Munique, na Alemanha.

“Respeito o que Chisora fez nesta noite”, declara Vit Klitschko (44-2-0, 40 KOs) em performance abaixo do normal, sem conseguir castigar o oponente como desejava, porém, sem correr nenhum risco. Depois de agressões como o tapa na pesagem, provocações e cusparada em Waldimir Klitschko antes do início da luta, Chisora teve comportamento elogiável no combate.

Sem exceção, foi Chisora (15-3-0, 9 KOs) quem caminhou à frente em todos os roundes e só pareceu sentir golpes mais fortes do campeão no sétimo e no décimo giros. “Fui superado pela maior experiência de (Vitali) Klitschko”, sintetiza o atleta do Reino Unido, exigindo uma revanche ou um confronto com o irmão mais novo.

As papeletas indicaram triunfo unânime do ucraniano em 118-110; 118-110 e 119-111. Nós apontamos 117-111 , pois avaliamos que o britânico teve ligeira vantagem no quinto, oitavo e último capítulos. Vit Klitschko espera defender seu cinturão mais uma vez até o fim do primeiro semestre.

Bem diferente das informações veiculadas pelo time do ucraniano Vitali Klitschko, o ainda aposentado britânico David Haye, 31, revela que não tem culpa pela inviabilização do combate previamente agendado para o início de julho próximo. “Eu já tinha concordado com a bolsa, com os termos do contrato e até mesmo com a cláusula de revanche”, explica o britânico.

Haye (25-2-0, 23 KOs) destaca que o acordo estava fechado já no último mês de dezembro, porém, representantes do ucraniano voltaram atrás porque a RTL – emissora alemã – reduziu a verba prevista para o inestimento no confronto e por esse motivo também desejava diminuir os ganhos financeiros do atleta do Reino Unido.

“Eu estava fazendo o papel de escravo no contrato porque agora eu sou o desafiante e é ele quem detém o título mundial”, analisa Haye. O pugilista lembra que Vit Klitschko sempre prometeu nocauteá-lo, mas nunca será capaz de fazê-lo. “Sou muito rápido e talvez ele esteja com medo de perder sua credibilidade histórica de atleta (de muitos nocautes) e também na esfera política”, ataca Haye.

20 segundos – Para o combate de logo mais quando o ucraniano expõe o cinturão, Haye abre a possibiidade de a luta durar apenas 20 segundos. “Se Vitali (Klitschko) quiser o combate poderia ser rápido, mas ele prefere enfrentar um rival como Derek (Chisora) porque sabe que pode segurar por sete ou oito rodadas até que toda a publicidade da TV seja vendida”.

O ex-campeão mundial AMB também se mostra inconformado com a chance recebida pelo compatriota. “Chisora perdeu lutas pelos títulos britânico e europeu recentemente e porque razão ele tem a oportunidade de brigar pelo mundial?”, questiona Haye, reafirmando o pensamento da maioria dos críticos do esporte.

De modo surpreendente e sem nenhuma necessidade ou explicação, o britânico Derek Chisora, 28, desferiu um forte tapa do lado esquerdo do rosto do ucraniano Vitali Klitschko, 40, no instante em que os atletas estavam posando para fotos logo após a pesagem oficial. Irritado com o golpe traiçoeiro, o campeão CMB dos pesados precisou ser contido para não agredir o desafiante. O embate – já com sinais de grande tensão – ocorre amanhã no Olympiahalle de Munique, na Alemanha.

(*) Para ver a agressão em vídeo acesse 

http://www.youtube.com/watch?v=63SDXMfPAzI

“A atitude dele é inaceitável”, dispara Don Charles, treinador de Chisora (15-2-0, 9 KOs) que surgiu na cerimônia com lenço da imagem da bandeira do Reino Unido cobrindo quase todo o rosto. Nenhum membro do time do atleta tinha indícios de que o pupilo poderia adotar o comportamento agressivo e intempestivo diante do adversário.

Para alguns analistas, a ação do britânico revela misto de medo e provocação ao campeão quase imbatível. Chocado, Vit Klitschko (43-2-0, 40 KOs) não conseguiu disfarçar a revolta com o tapa, tampouco as marcas dos dedos de Chisora em seu rosto. Durante o período de promoção do combate, o ucraniano sempre alertou para o desejo desmedido do rival em roubar seu título. Amanhã à noite, talvez o britânico descubra o porquê do mais velho dos Klitschko ser considerado um dos mais eficientes pesos pesados da história.

Com fortes indícios apontando para homicídio, a polícia argentina tenta colher provas para identificar os autores de um crime que está chocando o país. O corpo do ex-boxeador Raul “Tigre” Cárdenas foi encontrado dentro de seu próprio carro – um Fiat Palio Weekend – totalmente calcinado perto de um campo de futebol no bairro Nuevos Pobladores, na cidade de Caleta Olivia, província de Santa Cruz. A morte de Cárdenas foi registrada como sendo na última quarta-feira, apenas nove dias depois de completar 44 anos.

A revolta dos policiais, dos familiares e dos amigos ficou ainda maior quando descobriram que o cachorro de estimação do lutador também teve o mesmo tipo de morte, queimado dentro do veículo. Raul Cárdenas (15-18-2, 7 KOs) teve carreira irregular, encerrando sua participação em 2003, após empate com o compatriota Carlos Montiel. Atualmente, ele exercia a função de técnico de boxe e era apontado como pessoa muito paciente com seus alunos.

Aguardando apenas a formalização do contrato para confirmar o combate, o brasileiro Acelino Popó Freitas, 36, declara que fará preparação como se fosse “disputar um título mundial mais uma vez” à espera do compatriota Michael Oliveira, 21.  Previamente, a luta está marcada para 26 de maio em arena a ser criada na turística Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (Brasil).

Freitas (38-2-0, 32 KOs) já vem planejando o formato de seu condicionamento junto com Ulisses Pereira, seu técnico há 11 anos. “A partir de março estarei incrementando os treinamentos, pois quero chegar em excelente forma”, destaca o atleta, quatro vezes campeão mundial entre os superpenas (58,9k) e leves (61,2k) e atualmente com cercade 76 quilos.

Sem subir ao ringue desde abril de 2007, quando foi superado por Juan Diaz, Popó Freitas acredita que a inatividade não será grande obstáculo, já que mantém certa rotina em prática esportiva, notadamente em partidas de futebol com amigos. Para o confronto com Oliveira, o lutador não se mostra preocupado, pois conta com maior experiência e confia no poder de suas mãos que levaram a maioria de seus rivais ao solo.

Bolsa – Ainda que haja acordo verbal, Acelino Popó Freitas só confirmará a luta quando estiver de posse de contrato assinado e com sua bolsa estipulada em US$ 500 mil (R$ 875 mil). O acordo já deveria ter sido firmado no início do mês passado, mas até o momento o promotor e pai de seu futuro rival, Carlos Oliveira, não apresentou nenhum documento. Freitas, porém, prefere acreditar que tudo será finalizado. “Quero enviar esse garoto para o hospital”, conclui. O embate deve ser transmitido pela SporTV.

Ao menos verbalmente está tudo acertado para o embate que promete tomar conta de todas as mídias no Brasil. O time de Michael Oliveira, 21, dá como certo o desafio ao ex-quatro vezes campeão mundial Acelino Popó Freitas, 36, para 26 de maio em arena a ser montada na Praia de Copacaba, no Rio de Janeiro. “Michael será mais jovem, mais ativo, mais rápido e maior que Freitas”, aposta o treinador cubano Orlando Cuellar.

O técnico, mais conhecido por dirigir há muitos anos o jamaicano Glen Johnson, revela que a preparação de Oliveira (17-0-0, 12 KOs) será composta por oito semanas de trabalho duro, incluindo a contratação de diversos sparrings de estilo semelhante a Freitas. Cuellar deseja impor ao seu pupilo a ideia de que estará diante do melhor adversário, e não contra um atleta que está aposentado há quase cinco temporadas.

Classificado como #14 no ranking CMB, Michael Oliveira acredita que terá algumas vantagens sobre o famoso oponente, a começar pelo peso pactado para o combate – divisão supermeio-médio (69,8k). “Freitas é um lutador excelente, veterano, experiente e astuto. Eu terei a juventude, velocidade e força a meu favor”, estima o pugilista residente em Miami (Flórida, EUA) desde os 15 dias de vida.

Mundial – Sem se importar se os torcedores brasileiros estarão ao lado do renomado oponente, Oliveira diz que se condicionará como se estivesse em disputa pelo primeiro título mundial. Uma das estratégias é treinar fora de Miami “para evitar distrações”. Oficialmente, Oliveira tem 1,74m e Freitas 1,69m. O pai do pugilista, Carlos Oliveira, promete desembarcar no Brasil nos próximos dias para fechar todos os detalhes da programação, além do contrato oficial.

Foto: HENNY RAY ABRAMS/AFP

Aos poucos todas as questões judiciais relativas à morte do ítalo-canadense Arturo Gatti começam a chegar ao fim. Um juiz do Superior Tribunal da cidade de Newark, no estado de New Jersey (EUA), indeferiu o pedido de processo impetrado por Erika Rivera, mãe de Sofia Bella Gatti, 5, primeira filha do boxeador. Rivera acusava a brasileira Amanda Rodrigues pelo desaparecimento do ex-campeão mundial.

Gatti foi encontrado morto em julho de 2009 dentro de flat no balneário de Porto de Galinhas (estado de Pernambuco) e a viúva Amanda Rodrigues foi apontada como suspeita de assassinato. Com base nos primeiros indícios, no ano passado Erika Rivera acionou a Justiça contra a brasileira, casada legalmente com Gatti e com quem teve Arturo Gatti Jr., 3.

A polícia concluiu que Gatti se enforcou com a alça de uma bolsa, prendendo-a no corrimão do quarto, embora peritos contratados pela família do pugilista tenham apresentado relatório independente levantando a hipótese de homicídio. Os advogados de Rodrigues indicaram que Newark não seria o local adequada para qualquer ação e o juiz Glenn Berman aceitou a tese visto que o atleta morreu no Brasil e Amanda Rodrigues mora no Canadá – locais onde o processo eventualmente poderia ser aberto.

Vitória em processos

A morte de Arturo Gatti levantou uma briga nos tribunais do Canadá entre a viúva Amanda Rodrigues e a família do boxeador por fortuna estimada em US$ 3,4 milhões (R$ 5.950 milhões). A brasileira detinha testamento em que Gatti deixava todo seu dinheiro a ela, enquanto a família questionava o documento alegando que, alguns anos antes, ele destinara sua herança para a mãe e os irmãos, sem nunca conseguirem provar nada.

Os triunfos judiciais de Amanda Rodrigues não terminaram com a decisão canadense sobre a manipulação de sua fortuna. A brasileira ganhou ação por calúnia contra os jornais New York Daily News e New York Post e a revista Maxim que a descreveram como ex-stripper antes de conhecer Gatti. Os dois lados chegaram a acordo e o processo está em sua fase final, porém, mantidos sob termos confidenciais.

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