Durante a batalha judicial para a determinação de quem ficará com a herança do falecido Arturo Gatti, sua viúva revelou que teve séria briga na madrugada em que o ex-campeão mundial foi encontrado morto dentro de um flat na cidade de Porto de Galinhas, estado de Pernambuco (Brasil). Amanda Rodrigues, 25, e a família de Gatti prestam depoimentos no Tribunal Superior de Justiça de Quebec, no Canadá.
Rodrigues confirma que os dois estiveram jantando em uma pizzaria, acompanhado de vinho, no dia 10 de julho de 2009, enquanto o filho do casal dormia em seu carrinho. Por volta das 00h30, ela disse que gostaria de ir embora, pois estava cansada. Por sua versão, Gatti não gostou e a empurrou violentamente, inclusive, sem permitir que a brasileira levasse o primogênito.
Instantes depois, o boxeador a teria encontrado e perguntado porque ela estava com os braços com sangue, ao qual Amanda Rodrigues teria dito que fora por “sua causa”. Segundo informação no tribunal, a viúva disse que Gatti se envolveu em briga com cerca de 20 pessoas, pois tudo teria começado depois que um cliente da pizzaria o teria interpelado sobre a agressão à mulher.
O que ocorreu?
Gatti agrediu uma pessoa e, por isso, foi atacado por quase duas dezenas de testemunhas com o arremesso de pedras e mesmo bicicletas – o que teria provocado o ferimento atrás da cabeça, detectado pelas perícias criminais. O advogado da família do pugilista quer saber o que de fato ocorreu entre esse incidente e o momento em que o corpo de Gatti foi encontrado no dia 11 de julho de 2009.
Inicialmente, a polícia brasileira suspeitou de homicídio e prendeu Amanda Rodrigues por cerca de três semanas. Após desse período, a libertaram por identificarem que Arturo Gatti se matou. Uma investigação particular, porém, aponta para homicídio o que aumenta a tensão sobre a batalha pela fortura de US$ 3,8 milhões (R$ 7.220 milhões) deixada pelo ítalo-canadense.
(*) Amanhã à noite, a CBS americana apresenta documentário dentro da série “Mistério” falando sobre o que pode ocorrido há mais de dois anos no Brasil, incluindo depoimentos de Amanda Rodrigues, familiares e amigos de Arturo Gatti.
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