Gazeta Esportiva

Com o histórico de quatro títulos mundiais em divisões diferentes e um dos mais carismáticos atletas das últimas décadas, o mexicano Erik “El Terrible” Morales, 36, se mostra inconformado com a revelação de uso da substância clembuterol nas duas amostras realizadas antes de seu embate com o americano Danny Garcia, promovido em 20 de outubro do ano ano passado.

Foi a Usada (Agência Americana Antidoping) que revelou a irregularidade nos exames de Morales (52-9-0, 36 KOs), em coletas efetuadas em 3 e 10 de outubro, portanto, dez dias antes do confronto com Garcia. O organismo destaca que há “evidência suficiente de violação nas regras de doping”, em carta datada de 8 de fevereiro.

O mesmo organismo impõe como limite o próximo dia 18 para que o azteca conteste a informação; caso contrário, passa a cumprir suspensão preventiva até o julgamento final que pode deixar o atleta fora de competição por até dois anos. “Não usei nenhuma substância para melhorar meu desempenho. Sou com muito orgulho um lutador limpo”, desabafa Morales.

Clembuterol

O boxeador mexicano relembra que o Conselho e a Associação Mundial de Boxe (CMB e AMB) já sabiam antecipadamente dos resultados dos exames e permitiram o combate. “Clembuterol não é proibido no boxe e nunca a utilizei”, opina Morales, dizendo contar com o apoio das duas entidades pela qual a luta com Garcia valeu os dois cinturões unificados da categoria superleve (63,5k). O azteca perdeu por nocaute no quarto round e comunicou desejo de se afastar do esporte, fazendo apenas uma apresentação de despedida nesta temporada.





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