Passado de crime faz campeão ter medo de assassinato

Ser campeão do mundo e saborear as glórias da conquista não deixam tranquilo o colombiano Jonathan Romero, 26. Na madrugada de domingo, ele superou em decisão dividida o mexicano Alejandro Lopez, abocanhou o cetro FIB supergalo (55,3k), mas vive um drama que o acompanha desde os tempos de adolescência: o medo de ser assassinato em seu próprio país.

Romero (23-0-0, 12 KOs) nasceu e cresceu no Distrito de Água Branca, pertencente à capital Cali e, durante algum tempo, envolveu-se com gangues que, armadas, atacavam passageiros dentro de ônibus com o único objetivo de roubar. Seu grupo também travou batalhas com outros bandos e, esse passado de crimes, deixou seu nome gravado para vingança entre os “inimigos”.

“Quando vou a Cali sempre tenho que andar armado, com medo de que alguém imediatamente queira me causar dano”, admite Romero que, há cerca de três anos, foi atingido por tiros nas costas e na perna – para sua sorte sem nenhuma gravidade. Sua família, porém, paga um preço muito alto pela violência na região, pois, dos quatro irmãos homens, apenas Romero está vivo já que os outros três foram assassinados.

Com a esperança de que sua história possa servir de exemplo e mostrar a outros garotos que “Deus sempre nos dá oportunidade se sair de situações ruins”, surpreendentemente Jonathan Romero confessa que o boxe não é sua paixão. “Pratico porque estou indo bem, mas sequer gosto muito de assistir outras lutas”, fulmina o colombiano que, por forças poderosas, conseguiu trocar as armas pelos punhos.

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