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Boca Juniors ignora "Imortal"
e comemora hexa
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Foto Fernando Pilatos/Gazeta Press
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| Pela sexta vez, a terceira no Brasil,
Boca Juniors comemora título da Libertadores. Grêmio
não foi páreo para o argentino. |
Nem o mais argentino dos times brasileiros conseguiu parar o grande
bicho-papão de Buenos Aires. O Boca Juniors marcou bem, teve
inteligência, soube administrar a vantagem adquirida no primeiro
jogo e engoliu o Imortal Tricolor vivo nesta quarta-feira à
noite, no Estádio Olímpico.
Com uma vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio em território
inimigo -Palermo ainda desperdiçou um pênalti -, o
Boca Juniors fez a festa de seu sexto título de Copa Libertadores
e se isolou como o segundo clube com mais títulos na história
da competição. Agora, os xeinezes estão atrás
apenas do Independiente de Avellaneda, que tem sete títulos.
Juan Román Riquelme foi o nome da competição
e marcou os dois gols da partida, os dois únicos sofridos
pelo Grêmio em seu estádio durante toda a competição.
O meia argentino fez seu último jogo com a camisa do Boca
Juniors (o Villareal deve negociá-lo com algum time da Europa)
e terminou eleito como melhor jogador da final pela segunda vez.
Em 2003, ele também foi premiado.
Aplaudido pela sua torcida, o Grêmio não suportou
a força do adversário. Somando-se os dois jogos perdeu
por 5 a 0 para o Boca. O jovem Lucas, de 20 anos, não conseguiu
brilhar em seu jogo de despedida. O meio-campista tem apresentação
marcada para o dia 1º de julho no Liverpool, time que pagou
9 milhões de euros para contratá-lo.
O Grêmio procurou o ataque desde o princípio e o Boca
surpreendeu ao adiantar sua marcação mesmo tendo a
vantagem de poder perder o jogo por 2 a 0. Apesar do esforço
argentino, o Tricolor trabalhava bem a bola pelas pontas e tinha
um maior volume de jogo.
O time argentino estava bem postado na defesa e usava toda sua
experiência para deixar o relógio correr. Os atacantes
cavavam faltas e demoravam no mínimo um minuto em cada cobrança
para recolocar a bola em jogo. Graças a bons cruzamentos
da esquerda, o Grêmio cabeceava em gol com freqüência.
O goleiro Caranta, entretanto, não precisou se esforçar
para manter o placar inalterado.
O Tricolor gaúcho só levantou mesmo a sua torcida
em uma cabeçada de Diego Souza, que acertou a trave e levantou
o torcedor gremista. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou como
começou: amarrado do jeito que o Boca queria.
Com Amoroso na vaga de Tcheco, que sentiu contusão muscular,
o Grêmio voltou com mais ímpeto do intervalo. Aos quatro
minutos, Schiavi cabeceou na trave e Diego Souza dividiu com Caranta,
cometendo falta.
O torcedor começou a perder a cabeça a partir dos
15 minutos, quando Riquelme tentou cobrar um escanteio e foi recebido
com rojões. A proximidade do fim do jogo só fez crescer
a afobação gremista e a soberania argentina com a
bola nos pés. Aos 23 minutos, Riquelme, o craque da competição,
recebeu a bola no bico direito da área. O meia cortou para
dentro e fez um lindo gol, acertando o ângulo de Saja.
Mesmo ciente de não tinha mais chances de reverter o quadro,
a torcida gremista não abandonou o estádio e continuou
apoiando sua equipe, que emergiu, em um período dois anos,
direto da Série B do Brasileirão para uma final da
Copa Libertadores.
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Final - Jogo de
volta
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Data/Horário
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Resultado
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| 20/06/2007 (qua) 21h45 |
Grêmio (BRA)
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0 x 2
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Boca Juniors (ARG) |
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