Voltar para a home Sexta, 09 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA LIBERTADORES 2007

Boca Juniors ignora "Imortal" e comemora hexa
Foto Fernando Pilatos/Gazeta Press
Pela sexta vez, a terceira no Brasil, Boca Juniors comemora título da Libertadores. Grêmio não foi páreo para o argentino.

Nem o mais argentino dos times brasileiros conseguiu parar o grande bicho-papão de Buenos Aires. O Boca Juniors marcou bem, teve inteligência, soube administrar a vantagem adquirida no primeiro jogo e engoliu o Imortal Tricolor vivo nesta quarta-feira à noite, no Estádio Olímpico.

Com uma vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio em território inimigo -Palermo ainda desperdiçou um pênalti -, o Boca Juniors fez a festa de seu sexto título de Copa Libertadores e se isolou como o segundo clube com mais títulos na história da competição. Agora, os xeinezes estão atrás apenas do Independiente de Avellaneda, que tem sete títulos.

Juan Román Riquelme foi o nome da competição e marcou os dois gols da partida, os dois únicos sofridos pelo Grêmio em seu estádio durante toda a competição. O meia argentino fez seu último jogo com a camisa do Boca Juniors (o Villareal deve negociá-lo com algum time da Europa) e terminou eleito como melhor jogador da final pela segunda vez. Em 2003, ele também foi premiado.

Aplaudido pela sua torcida, o Grêmio não suportou a força do adversário. Somando-se os dois jogos perdeu por 5 a 0 para o Boca. O jovem Lucas, de 20 anos, não conseguiu brilhar em seu jogo de despedida. O meio-campista tem apresentação marcada para o dia 1º de julho no Liverpool, time que pagou 9 milhões de euros para contratá-lo.

O Grêmio procurou o ataque desde o princípio e o Boca surpreendeu ao adiantar sua marcação mesmo tendo a vantagem de poder perder o jogo por 2 a 0. Apesar do esforço argentino, o Tricolor trabalhava bem a bola pelas pontas e tinha um maior volume de jogo.

O time argentino estava bem postado na defesa e usava toda sua experiência para deixar o relógio correr. Os atacantes cavavam faltas e demoravam no mínimo um minuto em cada cobrança para recolocar a bola em jogo. Graças a bons cruzamentos da esquerda, o Grêmio cabeceava em gol com freqüência. O goleiro Caranta, entretanto, não precisou se esforçar para manter o placar inalterado.

O Tricolor gaúcho só levantou mesmo a sua torcida em uma cabeçada de Diego Souza, que acertou a trave e levantou o torcedor gremista. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou como começou: amarrado do jeito que o Boca queria.

Com Amoroso na vaga de Tcheco, que sentiu contusão muscular, o Grêmio voltou com mais ímpeto do intervalo. Aos quatro minutos, Schiavi cabeceou na trave e Diego Souza dividiu com Caranta, cometendo falta.

O torcedor começou a perder a cabeça a partir dos 15 minutos, quando Riquelme tentou cobrar um escanteio e foi recebido com rojões. A proximidade do fim do jogo só fez crescer a afobação gremista e a soberania argentina com a bola nos pés. Aos 23 minutos, Riquelme, o craque da competição, recebeu a bola no bico direito da área. O meia cortou para dentro e fez um lindo gol, acertando o ângulo de Saja.

Mesmo ciente de não tinha mais chances de reverter o quadro, a torcida gremista não abandonou o estádio e continuou apoiando sua equipe, que emergiu, em um período dois anos, direto da Série B do Brasileirão para uma final da Copa Libertadores.

Final - Jogo de volta
Data/Horário
Resultado
20/06/2007 (qua) 21h45
Grêmio (BRA)
0 x 2
Boca Juniors (ARG)
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