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| Juliana |
Nome: Juliana
Felisberta da Silva Nascimento:
22/07/83 Altura: 1,77m
Peso: 68 kg Títulos
• Campeã do Circuito Mundial
2005 • Rainha da Praia 2005 •
Campeã do Circuito Brasileiro 2005 •
Medalha de prata no Campeonato Mundial 2005 na Alemanha
• Vice-campeã do Circuito Mundial 2004
• Vice-campeã do Circuito Brasileiro
2004 • Eleita melhor ataque do Circuito
Brasileiro 2004 • Eleita a revelação
do Circuito Brasileiro 2004 • Campeã
mundial sub-21 em 2001 • Campeã
brasileira sub-21 em 2002 |
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| Larissa |
Nome: Larissa
França Nascimento: 14/04/1982
Altura: 1,74m Peso:
70 kg Títulos
• Campeã do Circuito Mundial
2005 • Campeã do Circuito Brasileiro
2005 • Medalha de prata no Campeonato
Mundial 2005 na Alemanha • Vice-campeã
do Circuito Mundial 2004 • Vice-campeã
do Circuito Brasileiro 2004 • Eleita melhor
defesa do Circuito Brasileiro 2004 • Medalha
de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo,
na República Dominicana, em 2003 •
Eleita a atleta revelação do Circuito
Brasileiro em 2003 |
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| Resultados
da dupla no Circuito Mundial 2005 |
| CIDADE |
PAÍS |
COLOCAÇÃO |
| Xangai |
China |
Campeãs |
| Osaka |
Japão |
Vice-campeãs |
| Milão |
Itália |
Campeãs |
| Gstaad |
Suíça |
Campeãs |
| Berlim (Mundial) |
Alemanha |
Vice-campeãs |
| Stavanger |
Noruega |
Vice-campeãs |
| São Petersburgo |
Rússia |
Campeãs |
| Espinho |
Portugal |
Terceiro lugar |
| Paris (Grand Slam) |
França |
Vice-campeãs |
| Klagenfurt (Grand Slam) |
Áustria |
Quinto lugar |
| Montreal |
Canadá |
Campeãs |
| Atenas |
Grécia |
Vice-campeãs |
| Bali |
Indonésia |
- |
| Salvador |
Brasil |
Vice-campeãs |
| Acapulco |
México |
Campeãs |
| Cidade do Cabo |
África do Sul |
Vice-campeãs |
|
| Resultados
da dupla no Circuito Brasileiro 2005 (até
penúltima etapa, exceto challengers) |
| CIDADE |
ESTADO |
COLOCAÇÃO |
| Londrina |
Paraná |
Vice-campeãs |
| Florianópolis |
S. Catarina |
Campeãs |
| Campinas |
São Paulo |
Campeãs |
| Campo Grande |
Mato Grosso do Sul |
Quarto lugar |
| Goiânia |
Goiás |
Campeãs |
| Sinop |
Mato Grosso |
Campeãs |
| Fortaleza |
Ceará |
Campeãs |
| Natal |
Rio Grande do Norte |
Campeãs |
| João Pessoa |
Paraíba |
Campeãs |
| Recife |
Pernambuco |
Campeãs |
| Maceió |
Alagoas |
Vice-campeãs |
|
Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net
Quem imaginava que em 2005 a dupla vice-campeã olímpica
Adriana Behar e Shelda continuaria sendo a grande força
do vôlei de praia brasileiro, se enganou completamente.
Ex-jogadoras de vôlei de quadra, a paraense Larissa
e a cearense Juliana mostraram este ano que vieram para ficar.
Praticamente desconhecidas do público brasileiro, as
duas formaram a nova “dupla a ser batida” da modalidade:
foram campeãs do fortíssimo Circuito Mundial
com nada menos que quatro etapas de antecedência, além
de terem ficado com o troféu do Circuito Brasileiro.
E a expectativa é de que o bom nível se mantenha
em 2006.
Inspiradas por Adriana Behar/Shelda, Larissa e Juliana tentaram
se unir pela primeira vez em 2002. O primeiro objetivo era
a conquista do Mundial sub-21. Uma hérnia de disco
da paraense, no entanto, atrapalhou os planos da nova dupla.
Mesmo assim, Juliana encarou a disputa com Taiana e ficou
com o título. Ainda em fase de comemoração
pela conquista, Juliana rompeu os ligamentos do joelho esquerdo
e ficou quase um ano parada. “Foi difícil, mas
nunca pensei em desistir”, afirma a atleta. “Jogar
vôlei na praia foi o que eu sempre quis”, emenda.
Quando finalmente se recuperou, já em 2003, Juliana
ainda teve que enfrentar outra dificuldade: Larissa vivia
uma ótima fase de sua carreira, pois havia acabado
de conquistar o bronze no Pan-americano de Santo Domingo ao
lado da experiente Ana Richa, competição que
considera um marco na sua carreira. Mesmo recuperada, no entanto,
Juliana ainda precisava mostrar que seu bom voleibol estava
de volta. “Tinha que provar para ela que estava bem”,
relembra a cearense, que jogou torneios ao lado de Taiana,
Thati e da campeã olímpica Jaqueline Silva antes
de voltar a atuar ao lado de Larissa. Tantas idas e vindas
acabaram atrapalhando a preparação da parceria,
que acabou ficando de fora das Olimpíadas de Atenas.
As duas decidiram fazer um planejamento para as temporadas
seguintes. Os resultados apareceram já em 2004, quando
foram vice-campeãs brasileiras e segundas colocadas
do Circuito Mundial. Hoje, admitem que pretendiam chegar no
topo da modalide, mas não esperavam que fosse tão
rápido. Em quadra, a garra de Larissa aliada à
técnica de Juliana, eleita pelo Comitê Olímpico
Brasileiro (COB) a melhor atleta brasileira de vôlei
de praia em 2005, tornou a dupla quase imbatível. Quase
porque as brasileiras ainda têm um grande desafio chamado
Walsh e May. As norte-americanas, atuais campeãs olímpicas
e mundiais, são as únicas que fazem frente a
Larissa e Juliana no cenário mundial, com seis vitórias
em sete confrontos.
Curtindo as merecidas férias, Larissa e Juliana deram
uma entrevista exclusiva para a GE.Net, onde falam sobre sua
meteórica ascensão, o exemplo de Adriana Behar
e Shelda e a responsabilidade de manter o alto nível
nos próximos anos. Confira:
Gazeta Esportiva.Net: Como vocês analisam o
ano de 2005?
Juliana: Foi um ano bom, conseqüência
de tudo o que a gente plantou em 2004. Os resultados foram
surpreendentes, mas ao mesmo tempo são frutos do nosso
esforço e do nosso trabalho. A gente conseguiu nosso
espaço no cenário nacional sem tirar o espaço
de ninguém.
Larissa: O ano de 2005 foi um ano de sonhos
realizados para mim. Sempre lutei para ser campeã do
mundo e também ser campeã brasileira. É
um projeto que tenho desde 2002. Estou me sentindo muito feliz
com os resultados alcançados.
GE.Net: Esperavam tanto sucesso?
Juliana: Outro dia eu estava lendo o nosso contrato
e lá está escrito que a gente pretendia ser
top 3 do mundo no final deste ano. Eu tinha certeza que a
dupla iria evoluir bastante, mas os resultados que conquistamos
foram mesmo um pouco surpreendentes.
Larissa: Apesar do nosso planejamento, não
dava para imaginar que todos esses títulos
iriam acontecer já neste ano.
GE.Net: Qual o segredo para alcançar os resultados
que vocês conseguiram?
Juliana: Houve um planejamento. Primeiro, a gente
queria entrar de vez no ranking mundial. Depois, o próximo
passo era encerrar o ano entre as três melhores duplas
do mundo. Em 2004, a gente também jogou muito quali
e country-cota. São torneios bem diferentes, mas que
nos deram muita experiência.
GE.Net: Qual foi a melhor etapa do Circuito Mundial
este ano?
Juliana: Primeiro foi o segundo lugar que conquistamos
na etapa do Mundial, em Berlim, pois era um momento em que
algumas pessoas estavam colocando nosso trabalho em dúvida.
Depois, teve a vitória sobre a Walsh e a May no México.
Acho que este foi o momento mais feliz da nossa vida.
Larissa: Para mim, o México foi a
melhor etapa do ano. A gente ter conseguido bater a Walsh
e May foi um resultado que representou muito para nós.
Foi um marco. Já éramos campeãs do Circuito
Mundial, não tínhamos mais nada para provar,
mas as duas estavam entaladas na nossa garganta. Nós
jogamos muito bem nesta etapa.
GE.Net: Juliana, você acredita que se não
fosse a contusão que você sofreu em 2002 os resultados
da dupla teriam vindo antes?
Juliana: A gente estava começando a jogar
junta quando veio a minha contusão. Fiquei um ano parada
por causa disso, e depois tive que mostrar para a Larissa
que estava bem. Só que Deus escreve certo por linhas
tortas: este foi um dos momentos mais difíceis da minha
vida, mas por outro lado foi bom porque eu consegui pegar
muita experiência com as parceiras que tive depois da
contusão. Aprendi muito com elas. Acho que são
coisas que a gente tinha que passar.
GE.Net: A Walsh e a May são o grande desafio
de Larissa/Juliana nos próximos anos?
Juliana: Sim, ainda precisamos evoluir em alguns
pontos na parte técnica e na parte psicológica.
A Walsh e May são boas porque jogam muito com a razão.
Nós jogamos um pouco pela emoção e isso
às vezes atrapalha. Ainda precisamos trabalhar um pouco
este lado. Também nos falta um pouco de experiência,
mas a gente está bem e temos que ter cuidado para não
atropelar as coisas.
Larissa: Sim, na minha opinião, a
Walsh e a May formam a melhor dupla do mundo. Ainda estamos
caminhando para chegar no nível delas. Elas estão
um passo à nossa frente, mas vamos trabalhar muito
para conseguirmos ganhar novamente delas.
GE.Net: Houve algo de ruim neste ano tão vitorioso?
Juliana: A única coisa ruim para mim é
que eu fiquei muito tempo longe da minha família. De
resto, tudo foi perfeito, inclusive os resultados que conquistamos.
GE.Net: O que a Adriana Behar e a Shelda representam
para vocês?
Juliana: Antes desta temporada, a Adriana Behar e
a Shelda foram os nossos espelhos. Agora, elas são
um perigo para nós. Elas passaram por algumas dificuldades
este ano, mas quando a gente menos espera, as duas voltam
bem. Basta ver o histórico delas este ano: foram à
semifinal em oito de 11 etapas que disputaram no Circuito
Mundial. Ter uma parceria tão longa quanto a delas
é um dos nossos maiores desafios. E repetir tudo o
que elas conseguiram é muito difícil.
Larissa: A Shelda e a Adriana Behar sempre
foram um exemplo para a nossa dupla, mas eu pretendo agora
conquistar o meu espaço. Elas já fizeram muito
pelo vôlei de praia e é muito difícil
chegar aonde elas chegaram. As duas são muito determinadas.
GE.Net: Como é o relacionamento da dupla?
Juliana: Temos um relacionamento muito bom, que com
certeza é uma das causas do nosso sucesso. Se você
não se dá bem com a sua parceira, você
não consegue jogar direito.
Larissa: Com certeza o bom relacionamento
não só da dupla, mas da equipe toda, que somos
nós, nosso técnico e nosso preparador físico,
é uma das causas do nosso sucesso. Todo mundo se dá
muito bem, se sente bem. Há uma solidariedade muito
grande entre a gente.
GE.Net: Qual o papel do Reis (técnico da dupla)
e do Oliveira (preparador físico das atletas) neste
processo?
Juliana: Fundamental. Nosso trabalho é fruto
da seriedade das pessoas que estão em nossa volta,
como os dois. A gente não toma uma decisão sem
falar com eles antes. Todas as conquistas são dos quatro.
Larissa: A nossa equipe está de parabéns.
Todos os nossos resultados são fruto do esforço,
do trabalho, e da boa preparação de todos.
GE.Net: Como lidar com a pressão por bons
resultados agora que vocês são campeãs
do Circuito Brasileiro e Mundial?
Juliana: O sucesso mudou o tratamento que as outras
duplas dão para nós, mas não a ponto
de influenciar o resultado. Vai ser difícil, mas tenho
certeza que a gente vai conseguir lidar com a pressão.
Para falar a verdade, para mim foi só depois do final
Circuito Mundial que a “ficha” de tudo o que aconteceu
começou a cair. Demorei um pouco para perceber onde
chegamos.
Larissa: A gente foi conquistando respeito
com as outras duplas neste ano, que foi perfeito para nós.
Nossos resultados podem mudar alguma coisa para as outras
duplas, mas para a gente, tudo vai continuar igual.
GE.Net: É difícil sobreviver de vôlei
de praia no Brasil?
Juliana: Você tem que ter muita coragem para
jogar vôlei de praia. É um esporte caro, gasta-se
muito com viagens, com técnico. Também é
uma modalidade perigosa porque é fácil se deslumbrar
nela. Ao mesmo tempo em que você está perto dos
jogadores bons, até pela convivência nos torneios,
você está longe. E não é tão
fácil conseguir vencer no vôlei de praia. Muita
gente pensa que é um conto de fadas, mas é um
esporte muito puxado. O calendário não colabora.
Muitas vezes, você é obrigado a cumprir tabela
para não ter que disputar quali depois.
GE.Net: Quais são as expectativas para 2006?
Juliana: Já estamos começando a pensar
em 2006. Ainda temos que melhorar, pois a partir de agora
virão os anos mais importantes da nossa carreira. O
ano que vem será como um laboratório para nós.
Temos muita coisa para amadurecer e aprender.
Larissa: Agora temos que continuar o nosso
mesmo treinamento, pois sei que sempre vai haver alguma coisa
para a gente melhorar. Daqui para frente, as coisas vão
ser um pouco mais complicadas para nossa dupla.
GE.Net: Como uma vê a outra na dupla?
Juliana: A Larissa é fundamental na dupla.
Ela é uma líder e uma pessoa muito boa. Confio
nela tanto como jogadora quanto como pessoa. Com certeza,
ela merece tudo o que está acontecendo.
Larissa: A importância da Juliana também
é fundamental, pois ela é o combustível
da dupla. Na minha opinião, a Juliana é a grande
responsável por tudo o que a gente conquistou.
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