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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO
Finais - 1987

O ano de 1987 reservou o mais conturbado Campeonato Brasileiro da história. Depois do torneio de 1986, vencido pelo São Paulo nos pênaltis sobre o Guarani, a CBF decidiu reduzir de 48 para 28 clubes participantes da competição.

O Clube dos 13 (associação formada pelas 13 equipes brasileiras consideradas de maior torcida – Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, São Paulo, Santos e Vasco) não concordou com a nova fórmula e resolveu organizar um campeonato próprio, a Copa União, independente da CBF. Neste torneio, além dos membros do Clube dos 13, foram convidados Coritiba, Goiás e Santa Cruz. A idéia era formar uma competição que rendesse bom retorno financeiro.

A CBF, por sua vez, resolveu chamar a Copa União de Módulo Verde e montou o seu campeonato, o Módulo Amarelo, com outros 16 clubes: América-RJ, Atlético-GO, Atlético-PR, Bangu, Ceará, Criciúma, CSA, Guarani, Internacional-SP, Joinville, Náutico, Portuguesa, Rio Branco-ES, Sport, Treze e Vitória.

Módulo Amarelo

Apesar de estar previsto para ser disputado por 16 times, o América-RJ se recusou a disputar o torneio pois queria jogar a Copa União. Com início em 13 de setembro e final apenas em 7 de fevereiro de 1988, o Brasileiro da CBF teve 126 jogos, com 210 gols – média de 1,8 por partida.

A saída americana foi o primeiro capítulo da confusão que se daria ao final dos Módulos Verde e Amarelo. Em 1986, o Guarani havia sido vice-campeão, e o América-RJ caiu nas semifinais. Mesmo assim, foram preteridos dos confrontos com os principais clubes, e, em represália, os cariocas resolveram abrir mão do campeonato. Com isso, todos os seus jogos foram perdidos por W.O.

Desta forma, o Módulo Amarelo se iniciou com dois grupos, um com oito equipes, e outro com sete. O regulamento previa que os vencedores de cada um dos turnos disputariam as semifinais contra os membros do próprio.

No grupo A, Atlético-PR e Guarani jogaram a fase seguinte e os bugrinos chegaram à final graças a um gol de Boiadeiro na partida de volta, na prorrogação, após dois empates sem gols. Na outra semifinal, o Sport chegou à decisão ao superar o Bangu – perdeu o jogo de ida por 3 a 2 e revidou em Recife por 3 a 1.

Na final, uma situação inusitada. De acordo com o regulamento, se ocorresse uma vitória para cada lado, o duelo iria para a prorrogação e, persistindo o empate, a decisão seria nas penalidades. No primeiro jogo, 2 a 0 para o Guarani. No segundo, 3 a 0 para o Sport. No tempo extra, 0 a 0, e nos pênaltis uma cena rara: empate em 11 a 11 e as equipes decidiram encerrar as cobranças, dividindo o título do Módulo Amarelo.

Copa União

Nos mesmos moldes, a Copa União, disputada por 16 equipes, Flamengo e Internacional disputaram a decisão. No primeiro duelo, 1 a 1 no Beira-Rio. Na volta, no Maracanã, 1 a 0 para os rubro-negros, que se sagraram campeões.

Decisão e confusão

No início dos campeonatos, a CBF havia entrado em acordo com o Clube dos 13 para que os campeões dos Módulos Verde e Amarelo se enfrentassem e, assim, seria conhecido o campeão brasileiro oficialmente. Como o Módulo Amarelo teve dois campeões, a opção foi por um quandragular entre os finalistas, mas Flamengo e Internacional se recusaram.

Desta maneira, a CBF, que já havia inscrito Sport e Guarani como representantes brasileiros na Libertadores, avaliou que Flamengo e Internacional perderam por W.O. seus compromissos nesta fase. E Sport e Guarani repetiram a final do Módulo Amarelo.

O equilíbrio visto na fase anterior foi repetido. A diferença, contudo, foi a escassez de gols. No primeiro confronto, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, os pênaltis, que causaram confusão na outra decisão, foram os destaques. Os pernambucanos abriram o placar aos sete minutos do segundo tempo em cobrança do lateral-direito Betão. O empate dos mandantes aconteceu dez minutos depois, por meio do atacante Catatau.

Na volta, o jogo foi ainda mais nervoso. Pouco antes do intervalo, quando o duelo ainda estava empatado sem gols, os bugrinos perderam um de seus principais jogadores: o artilheiro Evair, que foi expulso. Com um a mais, o Leão da Ilha chegou ao título inédito aos 19 minutos do segundo tempo, com um gol heróico do zagueiro Marco Antônio, que se tornou ídolo da torcida rubro-negra.

Campanha do Campeão

20 jogos

20 pontos ganhos

12 vitórias

5 empates

3 derrotas
29 gols pró
13 gols contra

Classificação
1
Sport – 29 pts
2
Guarani – 25
3
Atlético-PR – 20
4
Bangu – 19
5
Vitória - 18
6
Criciúma - 17
7
Portuguesa – 15
8
Internacional-SP – 13
9
Atlético-GO - 12
10
Rio Branco-ES – 12
11
Treze - 12
12
Ceará – 10
13
Náutico - 10
14
Joinville – 9
15
CSA – 8
16
América-RJ - 0


Final

GUARANI 1 X 1 SPORT
(1º jogo)

Local: Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Data: 31 de janeiro de 1988, domingo
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Assistentes: Luiz Antonio Barbosa Lima e João José da Silva Loureiro (ambos do RJ)
Renda: Cz$ 925.400,00
Público: 4.627 pagantes
Cartões amarelos: Boiadeiro e Catatau (Guarani)
Gols:
GUARANI:
Catatau (pênalti), aos 17 minutos do segundo tempo.
SPORT: Betão (pênalti), aos sete minutos do segundo tempo.
GUARANI: Sérgio Néri; Giba, Ricardo Rocha, Luciano e Albéris (Gil Baiano); Paulo Isidoro, Nei (Carlinhos) e Boiadeiro; Catatau, Mário e João Paulo.
Técnico: Carbone
SPORT: Flávio; Betão, Estevam, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; Rogério, Ribamar (Disco) e Zico; Robertinho, Nando e Neca.
Técnico: Jair Picerni

SPORT 1 X 0 GUARANI
(2º jogo)

Local: Ilha do Retiro, em Recife (PE)
Data: 7 de fevereiro de 1988, domingo
Árbitro: Luís Carlos Félix (RJ)
Assistentes: João Batista Byron e Luiz Antonio Barbosa Lima (ambos do RJ)
Renda: Cz$ 4.905.000,00
Público: 26.282 pagantes
Cartões amarelos: Paulo Isidoro, Ricardo e Catatau (Guarani)
Cartão vermelho: Evair (Guarani)
Gol:
SPORT:
Marco Antônio, aos 19 minutos do segundo tempo.
SPORT: Flávio; Betão, Estevam, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; Rogério, Ribamar (Augusto) e Zico; Robertinho, Nando e Neca.
Técnico: Jair Picerni
GUARANI: Sérgio Néri; Gil Baiano, Ricardo Rocha, Luciano e Albéris; Paulo Isidoro, Nei (Carlinhos) e Boiadeiro; Catatau (Mário), Evair e João Paulo.
Técnico: Carbone

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