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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

Suiça - 1954

BRASIL
O Brasil detona nas eliminatórias

Por causa da maldita derrota diante dos uruguaios na final da Copa de 50, o Brasil viu-se obrigado a disputar pela primeira vez as eliminatórias. O time pegou Paraguai e Chile, passando como um rolo compressor pelos adversários. Em Santiago, o Brasil enfiou 2 a 0 no Chile, e diante do Paraguai teve uma vitória magra por apenas 1 a 0, em Assunção.

Nas partidas realizadas no Brasil, a seleção atuou no Maracanã, vencendo o Chile por 1 a 0 e o Paraguai por 4 a 1. Com isso, o país assegurou sua participação na Suíça, onde tentaria superar o trauma do Maracanã e conquistar sua primeira taça.

Confira os jogos das eliminatórias da América do Sul:

Paraguai 4 x 0 Chile
Chile 1 x 3 Paraguai
Chile 0 x 2 Brasil
Paraguai 0 x 1 Brasil
Brasil 1 x 0 Chile
Brasil 4 x 1 Paraguai


Trapalhadas marcam a passagem brasileira

Acervo/Gazeta Press
A Hungria não toma conhecimento da seleção brasileira: 4 a 2

A superstição marcou a expedição brasileira rumo à Suíça. Acreditando que a Copa de 50 foi perdida por outros fatores, a Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF) resolveu exorcizar a camisa branca usada na final contra o Uruguai. Foi escolhido um novo uniforme em um concurso promovido pela entidade, que acabou coroando o gaúcho Aldir Schlee. O modelito é o que utilizamos até hoje: camisa amarela e calção azul.

Com uma nova mística, mas ainda com a cena do gol de Ghiggia na cabeça, o Brasil reformou sua equipe e chegou até às quartas-de-final, quando caiu diante da Hungria por 4 a 2. Na estréia, o time passou pelo México por 5 a 0, com dois gols do atacante Pinga. Didi exibiu sua "folha seca" e Julinho e Baltazar selaram a vitória brasileira.

No segundo compromisso, uma cena patética promovida pelos jogadores. Um empate contra a Iugoslávia classificava os dois países para a próxima fase, mas ninguém da delegação brasileira sabia disso. O resultado foi uma correria desesperada promovida pelos jogadores dos dois times. O Brasil lutando para marcar, enquanto os iugoslavos estavam desesperados com a insanidade adversária.

Acervo/Gazeta Press

O jogo terminou empatado e os brasileiros saíram arrasados do gramado. Muitos choraram no ônibus e sentiram a perda. Tudo em vão, a queda brasileira viria nas quartas-de-final, quando tivemos a Hungria pela frente. O Brasil não teve a menor chance e ainda proporcionou uma briga antológica com os húngaros, que ficou conhecido como a "Batalha de Berna". Nela sobrou para todo mundo. Dirigentes, jogadores, jornalistas e torcedores quebraram o pau no vestiário e os brasileiros desembarcaram no Rio de Janeiro com a pinta de vencedor. Teve taça de campeão e festa para os "heróis brasileiros".


O destaque brasileiro: Julinho

Júlio Botelho foi um ponta-direita infernal. Talvez, o melhor ponta , depois de Mané Garrincha. Nascido em 1929, Julinho começou sua carreira na Portuguesa, onde foi um dos maiores destaques da equipe lusa. O time baseava todo seu jogo naquele jogador, que driblava e entortava zagueiros com muita facilidade.

Foi o atleta mais batalhador de toda delegação brasileira na Copa, quando infernizou a vida dos grandalhões húngaros, que não conseguiam pará-lo facilmente. Julinho foi o artilheiro brasileiro, ao lado de Pinga e Didi, com dois gols. O ponta nunca foi um artilheiro nato, mas se destacou em todos os clubes que passou.

Antes da Copa, foi um dos feitores da Academia montada pelo técnico Osvaldo Brandão no Palmeiras. Seu sucesso na Copa levou o jogador para a Itália, onde defendeu a Fiorentina, clube em que é ídolo até hoje. Mas, sem sombra de dúvida, a camisa que mais o destacou foi o alviverde do Parque Antártica.


Jogos do Brasil

Brasil 5 x 0 México

Data: 16 de junho de 1954
Local: F.C. Servette (Genebra)
Público: 17.500
Brasil: Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho, Bauer, Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues. Téc: Zezé Moreira
México: Motta; López, Gómez, Cárdenas, Romo, Ávalos, Torres, Naranjo, Lamadrid, Balcazar e Arellano. Téc: Vial.
Gols: Baltazar, aos 23, Didi, aos 30, Pinga, aos 34, e Julinho, aos 43 minutos, do primeiro tempo; Pinga, aos 24 minutos, do segundo tempo.
Árbitro: Paul Wyssling (Suíça)

Brasil 1 x 1 Iugoslávia
Data: 20 de julho de 1930
Local:
Público: 1.200 espectadores
Brasil: Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho, Bauer, Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues. Téc: Zezé Moreira
Bolívia: Beara; Stankovic, Crnkovic, .
Gols: Moderato, aos 37 minutos do primeiro tempo; Preguinho, aos 12, Moderato, aos 28 e Preguinho, aos 38 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Thomas Balway (França).

Hungria 4 x 2 Brasil
Data: 27/06/1954
Local: Estádio Wankdorff (Berna)
Público: 63.200 pessoas
Árbitro: Arthus Ellis (Inglaterra)
Expulsões: Nilton Santos e Humberto; Bozsik
Gols: Hidegkuti, aos quatro e Kocsis, aos sete minutos do primeiro tempo; Djalma Santos, de pênalti aos 18 do primeiro tempo; Lantos, de pênalti aos 15, Julinho, aos 20 e Kocsis, aos 43 da etapa complementar.
Brasil: Castilho; Pinheiro e Nilton Santos; Djalma Santos, Brandãozinho e Bauer (capitão); Julinho, Didi, Índio, Humberto e Maurinho. Técnico: Zezé Moreira.
Hungria: Grosics; Buzanszky e Lantos; Bozsik (capitão), Lorant e Zakarias; M. Toth, Kocsis, Hidegkuti, Czibor e J. Toth. Técnico: Gusztav Sebes.

Jogadores do Brasil

Goleiros: Joel (América), Velloso (Fluminense)
Zagueiros: Brilhante (Vasco), Itália (Vasco), Zé Luiz (São Cristóvão).
Meio-campo: Hermógenes (América), Fausto (Fluminense), Fernando (Fluminense), Pamplona (Botafogo), Ivan Mariz (Fluminense), Benevenuto (Flamengo), Fortes (Fluminense), Oscarino (Ypiranga).
Ataque: Poli (Americano), Nilo (Botafogo), Araken (sem clube), Preguinho (Fluminense), Teófilo (São Cristóvão), Benedito (Botafogo), Doca (São Cristóvão), Manoelzinho (Goytacaz), Carvalho Leite (Botafogo), Russinho (Vasco), Moderato (São Cristóvão).
Técnico: Píndaro de Carvalho
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