| Foto Gazeta Press |
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O ucraniano inatingível
RECORDISTA MUNDIAL, BUBKA SÓ TEM
UM OURO OLÍMPICO
Poucos atletas, na história dos Jogos Olímpicos, surpreenderam
e frustraram tanto os torcedores como o saltador ucraniano
Sergey Bubka. Recordista mundial do salto com vara,
dono de uma marca considerada quase impossível de ser
atingida (6,14m), ele venceu apenas uma Olimpíada, apesar
de ser sempre favorito.
Bubka nasceu na cidade de Voroshilavgrado (hoje Luhansk),
na Ucrânia, então uma das repúblicas da União Soviética,
em 1963. Foi uma criança problemática. Aos 3 anos, fugiu
de casa e, aos 4, quase se afogou em um barril de salmoura.
Com 9, estava entre ser astronauta ou atleta do salto
com vara.
Os pais estimularam o garoto a entrar no atletismo e,
aos 20, ele ganhou seu primeiro título internacional
na modalidade, durante o Mundial da IAAF em Helsinque,
na Finlândia, em 83, com 5,7m.
Por causa do boicote comunista aos Jogos de Los Angeles,
Bubka ficou fora da Olimpíada. No ano seguinte, o ucraniano
surpreendeu o mundo ao ultrapassar a marca dos 6m, considerada
intransponível. O salto aconteceu em Paris, no dia 13
de julho de 1985. Depois, ele superaria a marca 44 vezes.
Em 88, durante um campeonato em Nice, na França, Bubka
voltou a bater seu recorde mundial, chegando a 6,06m.
Nos Jogos Olímpicos de Seul, no mesmo ano, o atleta
não foi capaz de repetir a sua marca máxima. Mesmo assim,
conquistou a medalha de ouro, ao atingir 5,90m, novo
recorde olímpico.
Nos Jogos de Barcelona/92, ele não passou da preliminar
e foi eliminado, apesar de ser o recordista mundial.
Afinal, em 1993, em Donetsk ele atingiu o recorde mundial
de 6,15m, em ginásio coberto. E, em 94, em Sestriere,
estabeleceu 6,14m, recorde mundial em pista aberta,
insuperável até hoje. Em Atlanta/96, ele chegou contundido
e não pôde competir.
O mestre da altura
Antes do cubano Javier Sotomayor começar
a dominar o salto em altura, poucas pessoas achavam
possível alguém saltar, sem ajuda de uma vara, a altura
de uma trave de gol. O cubano tornou isso realidade
ao destruir, literalmente, o recorde mundial, saltando
2,45m em uma competição em Salamanca, na Espanha, em
93.
A exemplo de Sergey Bubka, Sotomayor conquistou apenas
uma medalha de ouro olímpica, mesmo sendo favorito absoluto
ao primeiro lugar em todos os Jogos que disputou. O
cubano conseguiu o primeiro lugar no salto em altura
durante os Jogos de Barcelona, em 92. Na competição,
ele saltou 2,40m. Quatro anos depois, contundido, ele
não passou da primeira fase nos Jogos de Atlanta/96.
Em 2000, em Sydney, Sotomayor voltou ao competir bem,
depois de ficar um ano suspenso. O saltador foi flagrado
no exame antidoping depois dos Jogos Pan-americanos
de Winnipeg, em 99, por uso de cocaína. Liberado às
vésperas dos Jogos, ele foi à Austrália, onde ficou
com a prata, saltando 2,32m.
Al Oerter, quatro ouros
Ele competiu contundido Se o salto com
vara e o salto em altura estão marcados para sempre
com as eras Bubka e Sotomayor, respectivamente, o arremesso
de disco tem no nome do norte-americano Alfred Oerter
um de seus mais vitoriosos praticantes.
Entre 1956 e 1968, ele disputou e conquistou todas as
medalhas de ouro na modalidade, sempre quebrando recordes.
Em sua primeira Olimpíada, em Melbourne/56, aos 20 anos,
Oerter foi o primeiro colocado, com 56,36m, à frente
de seus compatriotas Fortune Gordien e Desmond Koch.
Quatro anos mais tarde, nos Jogos de Roma, Al Oerter
teve de se defrontar com a grande força de Richard Babka,
um norte-americano de quase 2 metros de altura. Mesmo
assim, o campeão olímpico conseguiu o recorde mundial
e o ouro com um arremesso que fez o disco pousar a 59,18m.
Nos Jogos de Tóquio/64, Oerter voltou ao lugar mais
alto do pódio, mesmo com uma contusão que o obrigou
a competir com o corpo envolto em sacos de gelo moído.
Com 61m, estabeleceu o novo recorde olímpico.
Na Cidade do México/68, em sua última Olimpíada, Al
Oerter conquistou sua quarta medalha de ouro, com 64,78m,
o melhor arremesso de toda a sua carreira.
E V O L U Ç Ã O
Salto com vara em Olimpíadas
|
1896
|
William Welles-Hoit
|
3m30
|
|
1900
|
Irving Axter
|
3m30
|
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1904
|
Charles Dvorak
|
3m50
|
|
1908
|
Edward Cooke
|
3m71
|
|
1912
|
Harry Babcock
|
3m95
|
|
1920
|
Frank Foss
|
4m09
|
|
1924
|
Lee Barnes
|
3m95
|
|
1928
|
Sabin W. Carr
|
4m20
|
|
1932
|
William Miller
|
4m31
|
|
1936
|
Earle Meadows
|
4m35
|
|
1948
|
O. Guinn Smith
|
4m30
|
|
1952
|
Robert Richards
|
4m55
|
|
1956
|
Robert Richards
|
4m56
|
|
1960
|
Donald Bragg
|
4m70
|
|
1964
|
Frederick Hansen
|
5m10
|
|
1968
|
Robert Seagren
|
5m40
|
|
1972
|
Wolfgang Nordwig
|
5m50
|
|
1976
|
Tadeusz Slusarski
|
5m50
|
|
1980
|
Wlad Kozakiewicz
|
5m50
|
|
1984
|
Pierre Quinon
|
5m75
|
|
1988
|
Sergei Bubka
|
5m90
|
|
1992
|
Maxim Tarassov
|
5m80
|
|
1996
|
Jean Galfine
|
5m92
|
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2000
|
Nick Hysong
|
5m90
|
|