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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BOTAFOGO
Foto Gazeta Press
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A estrela Solitária reluz

O BOTAFOGO FOI FUNDAMENTAL PARA AS CONQUISTAS
DOS MUNDIAIS DA SUÉCIA, DO CHILE E DO MÉXICO

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O Botafogo de Futebol e Regatas - resultado de uma fusão do Club de Regatas Botafogo e do Botafogo Football Club - contribuiu decisivamente, ao lado do Santos, para que o futebol brasileiro fosse considerado como o melhor do mundo.

Nas décadas de 50, 60 e 70, o Alvinegro do Rio de Janeiro foi fundamental para as conquistas dos campeonatos mundiais da Suécia (58), do Chile (62) e do México (70).

Quem tem mais de 50 anos certamente deve lembrar da importância do Botafogo para o Brasil na Copa da Suécia. Além dos inesquecíveis craques Nílson Santos, Didi e Garrincha, o clube da mística "Estrela Solitária" cedeu o preparador físico Paulo Amaral.

Quatro anos depois, no Chile, o Botafogo foi praticamente a Seleção Brasileira. Nílson Santos, Didi, Garrincha, Amarildo e Zagalo foram titulares absolutos daquele time campeão, que teve mais uma vez a presença de Paulo Amaral como preparador físico.

E veio 1970, no México, onde o Brasil dislumbrou o mundo com seu futebol e conquistou em definitivo a Taça Jules Rimet. Naquele timaço, figuraram os craques inesquecíveis do Botafogo. É o caso de Jairzinho - o Furacão da Copa e artilheiro da competição com 7 gols - Paulo César Caju, Roberto e Rogério, além do técnico Mário Lobo Zagalo, do preparador físico Admildo Chirol e do médico Lídio de Toledo.

Apesar da tradição, o clube da Estrela Solitária não tem brilhado nos últimos anos. Mesmo com o título brasileiro de 1995 e tendo jogadores como Gottardo, Bonamigo, Juninho, Beto, Sérgio Manoel e o matador Túlio Maravilha, o Botafogo deveria disputar a segunda divisão brasileira em 2000. Mas uma virada de mesa fez o time permanecer na elite, disputando o Vergonhão.

Garrincha, a alegria do povo

17 de março de 1962. Em campo, com o maior estádio do mundo (Maracanã) lotado, Botafogo e Palmeiras decidem o Torneio Rio-São Paulo. O clube da "Estrela Solitária" precisa de um simples empate para ser campeão. Mas quem tinha Garrincha, a alegria do povo, e outras "feras" como Joel, Nílson Santos, Rildo, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagalo, nem precisava se defender para atingir seu objetivo.

Naquela decisão - como em inúmeras outras - o time comandado pelo técnico Marinho Rodrigues só pensava em dar show de futebol a sua torcida. E não deu outra: vitória do Botafogo por 3 a 1, com Garrincha, um dos maiores atacantes do mundo, dando um baile na defesa do Palmeiras, virando-a pelo avesso.

O Botafogo da década de 60 venceu praticamente todos os campeonatos que disputou. O time era formado por Manga; Joel, Zé Maria, Nílson Santos e Rildo; Aírton e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo e Zagalo.

A partir de 1967, o Botogo formaria outro time inesquecível, que tinha Rogério, Gérson, Roberto, Jairzinho e Paulo César Caju, jogadores que também estão no Hall da Fama do Maracanã.

Mas ninguém, na gloriosa história do Botafogo, foi superior a Mané Garrincha, cujo apelido veio do nome de um passarinho que o atacante gostava de caçar nos tempos de infância.

Clube tem três datas de fundação

Qual time no mundo inteiro teria três datas de fundação e, conseqüentemente, três idades distintas? A resposta está numa cérebre frase de autor desconhecido: "Há coisas que só acontecem ao Botafogo".

Neste ano, o Clube de Regatas Botafogo (o Estrela Solitária) completou 106 anos; o Botafogo Futebol Clube soprou 96 velinhas; e, finalmente, o Botafogo de Futebol e Regatas, como passou a ser chamado oficialmente, completou 58 anos dia 8 de dezembro. A história é antiga e já foi contada milhares de vezes. Esses Botafogos convivem há 48 anos.

Quarentinha
Waldir Cardoso Lebrego foi o maior artilheiro da história do clube: marcou 302 gols em 442 jogos
Nílton Santos
Foi a "Enciclopédia do Futebol" por sua técnica apurada, inteligência e visão de jogo
Amarildo
Jogou 238 vezes pelo Botafogo, marcando 135 gols. Na Copa de 62, substituiu Pelé e foi bicampeão
Didi
Pai da folha-seca, foi um jogador clássico, elegante, criativo e de lançamentos perfeitos
Zagalo
Como atleta, foi bicampeão carioca pelo Botafogo e bi mundial (58 e 62) pela Seleção


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