| Gazeta Press |
 |
| Renato Gaucho, Bebeto
e Zico |
Qual seria a reação de um garoto baiano de
19 anos recém-chegado no Rio de Janeiro? Desde o início, José
Roberto de Oliveira Gama, o citado garoto não se espantou.
Ele acabara de ser contratado pelo Flamengo, o sonho de muitos
meninos brasileiros. Mas a vontade de jogar pelo rubro-negro
se tornaria maior ainda com o que estava por vir.
Bebeto, como é mais conhecido, começou muito
cedo sua carreira. Vindo das divisões de base do Vitória,
este baiano de Salvador já havia sido campeão mundial juvenil
pela seleção brasileira em 1983. A promessa despertou o interesse
do poderoso time da Gávea, que acabara de ser campeão mundial
(1981) e já era tricampeão nacional (1980, 1982 e 1983). Seu
passe foi comprado por CR$ 65 milhões. O Palmeiras ofereceu
mais (R$ 80 milhões), mas o pai de Bebeto, Wilson, preferiu
vê-lo no time do Rio de Janeiro. Era seu sonho. Para qualquer
um, o elenco de estrelas como Tita, Raul, Zico, Adílio, Mozer
e outros poderiam assustar e intimidar. Mas não Bebeto. Sua
trajetória no clube estaria fadada ao sucesso na década mais
vitoriosa do Flamengo. Desde o início, Bebeto foi tratado
como sucessor de Zico. Manchete constante nos jornais, especialmente
cariocas, a imprensa se espantava com seu desenvolvimento
físico e profissional.
Já estabelecido como titular, Bebeto conquistou
seu primeiro título em 1986, um Campeonato Carioca. No semestre
seguinte, veio o polêmico título de campeão brasileiro, dividido
com o Sport de Recife. Naquele ano, o futebol brasileiro passava
por uma vergonhosa briga de bastidores. Foi criada a Copa
União, cujo nome refletia, contraditoriamente, a partilha
entre os poderosos (Clube dos 13) e os demais. Os dois anos
seguintes seriam vitoriosos para o baiano. Em 1989, porém,
viria a mais controversa mudança de sua carreira.
Atualizado em 11/03/2004
|