| Foto Gazeta Press |
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Com esse não tem lero-lero
Por Guilherme Costa, especial para a GE Net
Qual a imagem de um herói? A resposta mais comum seria
uma pessoa forte, honesta e bondosa. Uma pessoa com carisma
e dedicada a uma causa.
E a imagem de um político? A primeira imagem é
alguém comunicativo, com uma voz forte, liderança,
uma presença física e um raciocínio rápido.
Este nordestino de 43 anos não se encaixa em nenhuma
das descrições acima. Não age como herói,
tampouco como político. Mas para uma nação
em especial, foi muito de cada uma destas figuras. "Já
ouvi alguns comentários de que sou muito calado, muito
humilde, passo despercebido. Ora, mas eu sou assim".
Os cabelos loiros ainda são compridos, como na época
áurea. A timidez ainda é o traço mais
marcante da personalidade deste nordestino de 1,70m. Antônio
José da Silva Filho fala tranqüilamente, quase
sussurra. A pele bronzeada e os cabelos e bigode oxigenados
fazem dele a imagem que se tem de um surfista aposentado.
Outro esporte, entretanto, marcou a vida dele. Antônio
ficou conhecido como Biro Biro e foi o quinto jogador que
mais vestiu a camisa do Corinthians. Defendeu o clube paulista
por 11 anos. Era o pulmão e um dos líderes do
time.
Biro Biro ainda tem dois grandes amores: o futebol e o Corinthians.
Tenta conseguir sucesso na carreira como treinador, a qual
foi iniciada em 1998 no Mauaense. Em 2002, aos 43 anos, aceitou
jogar pelo pequeno Vera Cruz de Santa Catarina. Ao mesmo tempo,
defende o time de masters do Parque São Jorge.
Poucas vezes um jogador teve tamanha identificação
com a torcida do Corinthians. Biro era mais do que um grande
jogador. Era um grande guerreiro, e isso cativou a Fiel.
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