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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MARIA ESTHER BUENO
Foto Gazeta Press
Foto Gazeta Press
A primeira dama do tênis brasileiro

Por Guilherme Costa, especial para GE.Net

O ano é 1960. A torcida inglesa, conhecida por ser uma das mais fanáticas em seu patriotismo, acompanhava a partida entre a tenista local Christine Trumam e uma brasileira, Maria Esther Bueno.

Como em qualquer confronto envolvendo uma inglesa e uma estrangeira em Wimbledon, o torneio mais tradicional da terra da Rainha e um dos mais tradicionais do mundo, o All England Club foi inundado por uma enxurrada de vaias contra a brasileira.

O jogo começou e pela primeira vez na história esse clima de animosidade foi sendo disperso. Maria Esther estava dando um show de tênis sobre Christine e aos poucos as arquibancadas foram reconhecendo sua superioridade.

Quando o primeiro set estava próximo de seu momento derradeiro e a Estherzinha fazia 5/0, a torcida toda já havia virado a casaca e a brasileira fazia da quadra inglesa a extensão do quintal de sua casa.

Maria Esther era a atual campeã da chave de simples do torneio e foi uma das precursoras do estilo força dentro do tênis feminino, consagrado décadas depois pelas irmãs Willians. Entregava-se a cada ponto e fazia de seus jogos provas de superação.

O set diante de Christine culminou com um inapelável 6/0 com uma grande exibição da brasileira. A conquista da torcida de Wimbledon não foi a primeira de sua carreira. Nem mesmo a última. Mas sem dúvida serviu para mostrar que o público presente na quadra e o mundo estavam curvados em sinal de reverência ao talento dela. Esther conquistou o bicampeonato do torneio de Grand Slam ainda em 1960.

Publicação: 18/07/2003
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