Molina estava incomodado com especulações sobre a sua saída do Santos no início do ano. Até então pouco aproveitado pelo técnico Vágner Mancini, o meia tranquilizou seus parentes colombianos, também preocupados com a situação, evitou intrigas com os demais jogadores do elenco e correu bastante nos treinamentos para recuperar posição entre os titulares.
"Fechei a boca e fui para o pau", definiu Molina, que ficou com a vaga de Neymar na equipe na goleada sobre o Fluminense, no Maracanã. "Nunca desisti. Sempre acreditei que tinha condições de jogar. Continuei me empenhando mesmo no momento mais difícil, quando algumas pessoas já davam como certo que eu deixaria o Santos. Esses boatos desestabilizaram até a minha família", lamentou.
Aos 29 anos e com passagens pelo futebol mexicano, árabe, argentino paraguaio e sérvio, Molina aprendeu a ter paciência para conquistar o seu espaço. "Não tenho que jogar sempre. Algumas pessoas diziam que eu estava criando um mau ambiente no Santos por isso, o que é uma mentira e me deixou muito chateado. Sempre vou fazer o possível para dar exemplo aos mais jovens", garantiu.
A perseverança de Molina para se firmar no Santos já serve de parâmetro para o novato Neymar, agora reserva do colombiano. O técnico Vágner Mancini, no entanto, não confirma nenhum dos dois no time que enfrentará o Corinthians no domingo, pelo Campeonato Brasileiro. "O Molina foi muito bem nos últimos jogos e tem chances de jogar, mas ainda não defini a equipe", desconversou o comandante santista.
De qualquer forma, o meia continuará calado se não puder ir "para o pau" no clássico de domingo, na Vila Belmiro. "Não tenho motivos para reclamar. A escalação é uma decisão do Mancini. Tenho que respeitar. A oportunidade sempre aparece em um campeonato longo como o Brasileirão. Mas Deus queria que eu não fique fora do time de novo, pois isso é chato, mesmo", reconheceu Molina.
