O Brasileirão de pontos corridos é uma grande marmelada, principalmente nas rodadas finais, quando a tal da "mala branca" corre solta. Aliás, desde 2005 quando foi descoberta a Máfia do Apito, esse tipo de disputa mostrou-se vulnerável e tendenciosa. Deram uma enquadrada na arbitragem, mas não conseguiram equilibrar os bastidores da bola nacional. Nada é transparente e tudo está sujeito à corrupção.
Vejam as punições de Palmeiras e Corinthians por causa da bagunça das torcidas. Cabe ainda recurso, mas a medida irá prejudicar sensivelmente o Timão. Pegar o Vasco fora do Pacaembu pode atrapalhar a caminhada rumo ao título, favorecendo um terceiro que, por coincidência, é o Fluminense.
O dito clube carioca é a menina dos olhos de vários integrantes do Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, com sede no Rio de Janeiro. Diga-se, a bem da verdade, que metade deles torce para o Flu e a outra para o Botafogo. Quando essas duas equipes foram prejudicadas ou "enquadradas" na Lei? Nunca.
O Flu chegou a cair para a Terceira Divisão. Na base da maracutaia, voltou para a Primeirona com Carlos Alberto Parreira como técnico. Foi um "pool" de forças para recuperar a equipe das Laranjeiras e a "tradição" pó-de-arroz. E o Fogão? Bem, lembram-se da goleada imposta pelo São Paulo e o caso Sandro Hiroshi? E das denúncias de doping de Dodô e, recentemente de Jobson? Dodô, agora na Portuguesa de Desportos, ficou dois anos fora de jogo. Jobson atuou em 2009 contra o São Paulo, fez dois gols, e desclassificou o Tricolor Paulista. Seis meses depois, voltou a jogar e o clube em nada foi punido.
Agora, resolveram por em prática a Lei da bola. A Lei, ora a Lei, como dizia rindo o finado Getúlio Vargas. Está na cara que, se depender dos "magistrados", o Flu leva essa. Como um clube carioca pode não vencer o Brasileirão? Afinal, Rio será a sede moral da Copa 2014 e sediará as Olimpíadas de 2016. Tudo isso pesa na hora "h".
E assim caminham a sacanagem e a mediocridade...