Inter-RS
Futebol/Campeonato Gaúcho - ( - Atualizado )

Ataque colorado para no Novo Hamburgo e zero se perpetua

Do correspondente Valter Junior Porto Alegre (RS)

Divulgação/Vipcomm
O zagueiro Rodrigo, do Inter, fez sua parte para evitar, ao menos, que seu time levasse gol
As esperanças coloradas diante da melhor defesa do Campeonato Gaúcho eram Rafael Sobis e Cavenaghi. A dupla de ataque não encontrou a felicidade no Beira-Rio, na terceira rodada do segundo turno, sucumbindo à forte marcação do adversário. O sábado foi de confronto feio, pouca criatividade e nenhum gol. O 0 a 0 se perpetuou do primeiro ao último segundo de jogo. Se os gols não surgiram, as vaias à atuação se multiplicaram no fim da partida.

Velho conhecido da torcida, Rafael Sobis, em seu primeiro jogo no ano, era uma das atrações coloradas para a ensolarada tarde. As apresentações entre jogador e os torcedores eram desnecessárias, mas o sentimento era de uma estreia. O atacante não brilhou nem um pouco como o sol que iluminava o gramado verde do Beira-Rio. Ao lado de Cavenaghi, o ataque não funcionou.

Nem mesmo Damião, que entrou no lugar do argentino, tinha a solução para superar o ferrolho do Novo Hamburgo. Os visitantes, aos poucos, se soltaram, rondaram a área, sem conseguir concluir, tendo o mérito de manter o zero colorado no placar, mas falhando para mudar a sua parte no resultado.

O ponto somado não muda o segundo lugar colorado no Grupo 1, por enquanto. Caso o Ypiranga vença no fim de semana, uma posição será perdida. O Novo Hamburgo ingressa, momentaneamente, na zona de classificação, ocupando o quarto posto da chave.

Na quarta-feira, o Inter experimentará o gramado sintético do Passo D'Areia diante do São José. O Novo Hamburgo receberá o Ypiranga.

O jogo - A opção por um time mais reserva do que misto, de Celso Roth, deixou o time colorado engessado. Tendo a recorrer a três volantes, abrir espaços diante de uma defesa acertada, a melhor do Gauchão, se tornou uma tarefa complicada. Os três homens de marcação, mais o zagueiro Juan, deslocado para a lateral esquerda, não davam opções nos lados do campo. Centralizado, Andrezinho se tornou presa fácil para a atilada defesa anilada.

Sem saída de jogo, com a articulação comprometida, o Inter tentou por cima. As cabeçadas de Rafael Sobis, em seu primeiro jogo no ano, e Glaydson passaram sobre o gol. O Novo Hamburgo explorava o lado canhoto da defesa vermelha. Mesmo sem criar uma chance clara, por ali, os visitantes iam minando a defesa em busca de um erro.

Sobis formou ataque inédito com Cavenaghi. A dupla era cogitada para ser titular, viveu no imaginário do torcedor nos primeiros dias da temporada. Mas lesões do primeiro e os gols em profusão de Leandro Damião relegaram os dois a um segundo plano. Nem mesmo o ingresso de Oscar no intervalo, dando maior mobilidade ao time, fez o futebol do gaúcho de Erechim e do argentino aparecer. Por cima, novamente, Rodrigo e Wilson Mathias tiveram os lances mais salientes do ataque colorado nos minutos iniciais da etapa final.

A solução encontrada por Roth foi simples. Aos 16 minutos, Cavenaghi saiu para a entrada de Leandro Damião, artilheiro do time no ano com 13 gols. Em pouco tempo, ele teve o primeiro arremate, outra vez por cima. No toque de bola, os donos da casa não conseguiam transportar o sistema defensivo do Noia.

A escalação de Roth não agradou. Tão pouco as trocas. As vaias e reclamações apareceram nas arquibancadas. Em campo, Wilson Matias, sempre elogiado pelo treinador, recebia os apupos.

Damião, dessa vez, não foi a solução para superar o ferrolho do Novo Hamburgo. Os visitantes conseguiram algumas escapadas, mas mexer no placar do Beira-Rio se tornou impossível.

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