
Sempre bem humorado e educado, Roberto Frizzo se notabiliza por uma postura tranquila no comando de futebol do Palmeiras. Mas o tom cauteloso do dirigente foi deixado de lado nesta segunda-feira após receber duras críticas do atacante Kleber.
Com a oferta do Flamengo, considerada extremamente vantajosa pelo Gladiador, foram iniciadas as negociações entre as duas partes em busca de uma valorização. Mas o Verdão deixou claro que não consegue igualar os valores propostos pela equipe carioca.
Assim, Frizzo alega que recebeu uma intimação em uma das conversas. "O Kleber chegou a sentar na minha mesa e falou: Eu quero sair", alegou o dirigente, em entrevista à Estadão ESPN.
Kleber ataca Frizzo: "Ele se esconde e me joga contra torcida"
Segundo Roberto Frizzo, já foram feitas várias reuniões com o próprio Kleber e o empresário Giuseppe Dioguardi. Neste momento, o atleta diz que não quer mais conversar com a diretoria e deixou o caso exclusivamente nas mãos do agente, apesar de assegurar que não exige reajuste. Ainda assim, o Palmeiras prometeu buscar uma alternativa no departamento de marketing para aumentar os vencimentos de Kleber.
"Perguntei os números pretendidos por ele, eram expressivos, algo que o clube não poderia pagar. Ele citou o salário de alguns companheiros de clube, algo que já havíamos encontrado antes de nossa gestão assumir. Falei que buscaríamos um jeito de reconhecer, disponibilizando algo com a imagem dele, com 70% dos resultados ao Kleber e 30% ao clube", explicou o dirigente, que, apesar de toda a polêmica, acredita em uma reconciliação.
Por fim, Frizzo respondeu as acusações feitas por Kleber de que se esconde nas negociações e estaria mais preocupado com seus negócios particulares em relação aos assuntos do clube. "Fico seis, sete, oito horas por dia no clube. Não sou medroso, eu cuido do Palmeiras. Com relação à competência, não sei qual o julgamento, mas eu respeito", finalizou o dirigente.
