A 18ª edição da São Silvestrinha, versão para crianças da Corrida Internacional de São Silvestre, ocorreu na tarde desta terça-feira, no Estádio Ícaro de Castro Melo no Ibirapuera. Ao todo, 2 mil crianças, de 6 a 15 anos de idade, correram e se divertiram na prova, responsável pelo primeiro contato de futuros atletas com a estrutura que poderão encontrar em competições nacionais e internacionais.
"A São Silvestrinha está cada vez mais forte, fez 18 anos agora e chegou à maioridade. Aqui as crianças começam a ter noção, o contato, com a competição. Com seis anos elas já encontram a mesma estrutura de provas profissionais, como os Jogos Pan-americanos e as Olimpíadas", afirmou o criador da São Silvestrinha e superintendente da GazetaEsportiva.net, Júlio Deodoro. "Nem todos que estão aqui vão ser atletas, mas as crianças aprendem na competição como ser cidadãos melhores", completou.
As crianças e adolescentes que participaram da prova no Ícaro de Castro Melo, recentemente reformado e palco do último Troféu Brasil, correram com chips de cronometragem semelhantes ao de provas profissionais, receberam água, refresco e isotônico para hidratação, lanche e medalhas. Um posto de atendimento médico, com ambulância à disposição, também estava montado no local de competição.
Na edição de 2011, a São Silvestrinha bateu o recorde de inscritos, com 2 mil participantes e a expectativa é que o número se repita nos próximos anos. A prova só não cresce ainda mais e passa a receber número superior de atletas porque deste modo seriam necessários mais dias de competição.
As crianças foram divididas em idade. As de seis e sete anos, correram 50m. Para os participantes com oito e nove, a distância era de 60m. Os atletas de dez e 11 anos, percorreram 80m entre a largada e a chegada. Já os de 12 e 13 anos, 100m. As distâncias maiores ficaram para os mais velhos. A prova para os de 14 anos era de 400m e para os de 15, 600m.
"Pela importância, a gente poderia estar com 3 mil, 5 mil participantes, mas não fazemos isso porque não daria para ser tudo em um dia. Com mais crianças, precisaria usar o sábado e o domingo", explicou Júlio Deodoro.
"A primeira edição a gente fez no Parque do Ibirapuera e os pais queriam até correr junto. Aqui no estádio, a gente coloca as crianças na pista e os pais na arquibancada, para torcer", relatou o idealizador do evento.
*especial para a GazetaEsportiva.Net