Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Zizao aprende o que é “pedalada” e almeja gol pelo Corinthians

Helder Júnior São Paulo (SP)

O Corinthians tinha uma série de novidades no treinamento desta quinta-feira. O argentino Martínez, os peruanos Ramírez e Guerrero, os laterais Alessandro e Fábio Santos e o volante Ralf haviam voltado a trabalhar no CT Joaquim Grava. As câmeras de cinegrafistas e fotógrafos, no entanto, estavam direcionadas para um jogador bem menos experiente: o meia-atacante chinês Chen Zizao, que estreou na derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro e mostrou ousadia até para “pedalar” diante de seus marcadores, um dia antes.

“Peda... O quê? Pedalhada?” Pedalada!, comentou Zizao, surpreso, ao aprender o nome do drible que tentou executar em Varginha. Bem-humorado, o chinês ainda mexeu as pernas de um lado a outro enquanto explicava como chamava o nome do movimento em chinês.

Tímido, Zizao fez uma expressão de assustado quando olhou para os jornalistas que o aguardavam à beira do gramado do CT. Ainda assim, caminhou na direção dos microfones com passadas destemidas – e sem a necessidade de pedalar. Avisou que já sabia pronunciar algumas palavras em português, porém preferia conversar em inglês.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Zizao treinou e concedeu entrevista em português um dia após a estreia com pedalada contra o Cruzeiro
“O que é estreia? Mas estou muito feliz com o jogo. Gostei”, disse Zizao, que ganhou elogios de amigos e familiares com quem conversou pela internet e foi destaque na imprensa chinesa depois da partida contra o Cruzeiro. O meia-atacante pretende agora ir além das pedaladas. “Gols? Quero muito!”, sorriu. “O futebol brasileiro é mais ofensivo. Todo mundo quer atacar”, completou. A animação foi mais contida quando ele foi questionado sobre a possibilidade de disputar o Mundial de Clubes em dezembro, no Japão. “Ainda não sei.”

Ao menos por enquanto, Zizao almeja retornar à Ásia somente profissionalmente ou a passeio. O chinês garantiu que está entusiasmado com o objetivo de se firmar em um clube sul-americano, apesar de sentir saudades dos parentes que deixou em seu país – o pai voltou para lá para revalidar o visto de permanência no Brasil. Do outro lado do mundo, o filho começou a gostar de “feijoada” e “churrasco”. “Conheço a música do bando de loucos, mas não sei cantar bem”, justificou. Ele também não namora em São Paulo, evita bebidas alcoolicas como a caipirinha nem assiste a telenovelas. “Não entendo isso. Meu português é ruim”, explicou, outra vez tímido.

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