Na manhã desta quarta-feira, por volta das 10 horas (de Brasília), Andrés Sanchez entregou a sua carta de demissão do cargo de diretor de seleções ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, confirmando o que já se especulava nos dois últimos dias.
Andrés Sanchez foi pego de surpresa na última sexta-feira, quando o técnico Mano Menezes, um dos seus nomes de confiança na entidade máxima do futebol brasileiro, foi demitido da Seleção Brasileira. O diretor afirmou que não concordou com a decisão de Marin e deixou o seu futuro na CBF em aberto.
Na coletiva de imprensa sobre a demissão de Mano, Andrés Sanchez, visivelmente irritado e incomodado, revelou que foi "voto vencido" nesta decisão, mas que respeitou a ordem hierárquica da CBF. De acordo com o agora ex-diretor, Mano Menezes estava "no meio do trabalho" e não deveria sair.
De acordo com as informações dos bastidores, Andrés Sanchez, amigo pessoal de Lula, agora deverá seguir para a Secretaria de Esportes da cidade de São Paulo, na gestão do prefeito Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de 2013.
Técnico da Seleção será anunciado nesta quinta-feira, afirma Marin
Em pronunciamento nesta quarta-feira, na Arena Corinthians, José Maria Marin revelou que a direção de seleções está extinta da CBF. No entanto, será criada uma coordenação técnica, e Carlos Alberto Parreira e Zico, este último que pediu demissão da seleção do Iraque nesta terça-feira, são os nomes mais cotados. Marin afirmou que irá anunciar o novo técnico e coordenador da Seleção nesta quinta-feira.
