O Corinthians preparou uma grande festa para o clássico contra o Santos, neste sábado. O Pacaembu foi decorado com diversas referências à cultura do Japão, onde será disputado o Mundial de Clubes em dezembro, e virou palco de homenagens para Emerson Sheik (eleito o melhor jogador da última Copa Libertadores da América) e para alguns dos campeões mundiais de 2000. Dentro de campo, o empate por 1 a 1 também alegrou a torcida corintiana.
Sem os seus jogadores que defenderam a Seleção Brasileira no Superclássico das Américas, o Corinthians encontrou dificuldades para se organizar taticamente em campo. O Santos, mesmo desfalcado do astro Neymar (suspenso), aproveitou para abrir o placar com Felipe Anderson no primeiro tempo. No segundo, o zagueiro Wallace acabou com a angústia do público corintiano ao cabecear para a rede e igualar o marcador.
Foi o penúltimo jogo do Corinthians antes da participação no Mundial de Clubes. Com 57 pontos ganhos e sem nenhuma aspiração no Campeonato Brasileiro, a equipe dirigida por Tite tem outro clássico para disputar na rodada final. A partida contra o São Paulo está marcada para as 17 horas (de Brasília), outra vez no Pacaembu.
O Santos também disputará um clássico para encerrar a temporada do seu centenário. Será contra o rebaixado Palmeiras, mas às 19h30 de sábado, na Vila Belmiro. A equipe de Muricy Ramalho totaliza 50 pontos na tabela de classificação nacional.
Já o técnico Tite usava justamente o Mundial para se dizer focado no Corinthians, e não na vaga de emprego aberta na Seleção Brasileira a partir da demissão de Mano Menezes. Ele ouviu gritos de “fica” e uma série de perguntas sobre o assunto quando subiu no gramado. Minutos antes, o atacante Emerson tinha recebido premiação por ter sido o melhor jogador da última Copa Libertadores da América.
Apesar das inúmeras distrações, o Corinthians foi melhor nos primeiros minutos de jogo contra o Santos. O meia Danilo, que não costuma aparecer muito para a torcida, empolgou o público que ainda comemorava o rebaixamento do rival Palmeiras à Série B com fintas de um lado a outro do campo. Romarinho e Emerson, com velocidade, reforçaram o perigo à defesa adversária.

Com o passar do tempo, o Santos controlou o ímpeto inicial do Corinthians. A equipe visitante começou a se acertar à medida que o meio-campista Arouca discutia bastante com Paulo André e Emerson. Por sua vez, Muricy Ramalho gritava ainda mais com o jovem Victor Andrade, que não respeitava o posicionamento atribuído pelo treinador – embora Patito Rodríguez errasse tanto quanto.
Aos 35 minutos, Arouca, Muricy, Victor Andrade, Patito e todos os outros santistas berraram juntos no Pacaembu – mas de alegria. Felipe Anderson partiu para cima da marcação de Guilherme Andrade, tabelou com André e chutou no contrapé de Cássio para estufar a rede. De imediato, a torcida do Corinthians recobrou a cantoria do princípio da partida para acordar a sua equipe.
A disposição corintiana também ficou maior. Emerson e seus companheiros, por exemplo, recusaram-se a devolver a bola para o Santos após o goleiro Rafael chutar para fora para receber atendimento médico. A falta de fair play do Sheik, que havia abraçado Muricy Ramalho e alguns reservas do Santos à beira do campo minutos antes, serviu para irritar Arouca novamente.
Sem fazer alterações para o início do segundo tempo, Tite esperava que Emerson e Guerrero adquirissem um entrosamento tão bom quanto já foi o de Marcelinho e Ricardinho. A dupla de atacantes jamais atuara junta antes deste fim de semana. Para os jogadores do Santos, que nem se lembravam mais da ausência do astro Neymar, a ordem de Muricy Ramalho era manter a consistência da primeira etapa.
Aos oito minutos, Emerson teve uma grande oportunidade de deixar os santistas um pouco mais preocupados. Guilherme Andrade fez bom cruzamento da esquerda, e o Sheik ficou livre de marcação depois da descoordenada linha de impedimento rival. Mas isolou a bola. Passado o erro, Tite não aguardou mais para trocar o volante (mal) improvisado Anderson Polga por Guilherme.
A torcida corintiana estava certa ao pedir Jorge Henrique. Foi o atacante quem cobrou a falta, aos 34 minutos, que culminou no muito comemorado gol de cabeça de Wallace. Em seguida, ele se virou para a arquibancada, sorriu e abraçou Tite. O gol fez o Corinthians e principalmente seus torcedores redobrarem a pressão sobre o Santos. Com Gerson Magrão na vaga de Felipe Anderson, contudo, Muricy Ramalho conteve a empolgação do rival e segurou um empate que não desagradou a ninguém.
