O atacante Hernán Barcos tem cada vez mais dúvida em relação ao seu futuro no Palmeiras. Depois de uma conversa com o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, o Pirata entendeu que perderá espaço nas convocações se disputar a Série B pelo Verdão e, por isso, não gostou de ouvir as recentes declarações de Arnaldo Tirone garantindo sua permanência.
“Falei com o técnico da seleção e obviamente que perderei um pouco de caminho lá se ficar para a Série B. Por isso, o que nosso presidente falou é um pouco irreal, porque tenho cláusula no contrato. Ele tem de saber o que eu quero também e ainda não sabe. Não está confirmado que não sairei por nada deste mundo”, afirmou.
Desde o rebaixamento, Tirone vem declarando ter certeza da manutenção do argentino, levando em conta seu contrato até 2015. Porém, Barcos acha que o discurso do mandatário pode complicar ainda mais a definição de seu futuro.
A multa rescisória do jogador para clubes do exterior é de 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões), enquanto para equipes brasileiras é de R$ 50 milhões. Com 28 gols na temporada e admirado pela torcida, Barcos declara carinho pelo clube, mas reitera seu pensamento na seleção e ainda admitiu que analisa propostas do exterior.
“Tenho de esperar e ver o que fazer, porque não é fácil. Por um lado, tenho amor ao Palmeiras, de coração que quero ficar, mas tem também a seleção, que é muito importante para mim. Falam muito que o Marcos ficou na Série B, mas ele já tinha jogado o Mundial, é totalmente diferente”, ponderou.
Barcos explicou que, se ficar no clube, precisa de um time competitivo para disputar a Copa Libertadores. O torneio continental seria a única esperança de chamar a atenção de Sabella.
“O problema para o técnico da seleção não seria acompanhar o campeonato, mas sim o nível profissional que eu enfrentaria. A competitividade é diferente, porque na seleção teria de jogar contra os melhores. Eu poderia até mandar todos os dias os jogos para ele, mas não é isso que ele quer”, concluiu.
