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Por seleção, Barcos repreende Tirone e não confirma permanência

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O atacante Hernán Barcos tem cada vez mais dúvida em relação ao seu futuro no Palmeiras. Depois de uma conversa com o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, o Pirata entendeu que perderá espaço nas convocações se disputar a Série B pelo Verdão e, por isso, não gostou de ouvir as recentes declarações de Arnaldo Tirone garantindo sua permanência.

“Falei com o técnico da seleção e obviamente que perderei um pouco de caminho lá se ficar para a Série B. Por isso, o que nosso presidente falou é um pouco irreal, porque tenho cláusula no contrato. Ele tem de saber o que eu quero também e ainda não sabe. Não está confirmado que não sairei por nada deste mundo”, afirmou.

Desde o rebaixamento, Tirone vem declarando ter certeza da manutenção do argentino, levando em conta seu contrato até 2015. Porém, Barcos acha que o discurso do mandatário pode complicar ainda mais a definição de seu futuro.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Hernán Barcos teme ficar no Palmeiras para a Série B e perder espaço na seleção argentina
“É trabalho dele tratar que eu fique no clube, mas não pode falar que vou ficar. Se quer colocar pressão, está certo pelo lado dele, mas está me prejudicando. Se eu for embora, é por não querer jogar a Série B”, argumentou.

A multa rescisória do jogador para clubes do exterior é de 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões), enquanto para equipes brasileiras é de R$ 50 milhões. Com 28 gols na temporada e admirado pela torcida, Barcos declara carinho pelo clube, mas reitera seu pensamento na seleção e ainda admitiu que analisa propostas do exterior.

“Tenho de esperar e ver o que fazer, porque não é fácil. Por um lado, tenho amor ao Palmeiras, de coração que quero ficar, mas tem também a seleção, que é muito importante para mim. Falam muito que o Marcos ficou na Série B, mas ele já tinha jogado o Mundial, é totalmente diferente”, ponderou.

Barcos explicou que, se ficar no clube, precisa de um time competitivo para disputar a Copa Libertadores. O torneio continental seria a única esperança de chamar a atenção de Sabella.

“O problema para o técnico da seleção não seria acompanhar o campeonato, mas sim o nível profissional que eu enfrentaria. A competitividade é diferente, porque na seleção teria de jogar contra os melhores. Eu poderia até mandar todos os dias os jogos para ele, mas não é isso que ele quer”, concluiu.

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