No início da década de 1970, o São Paulo contratou Pedro Rocha a peso de ouro junto ao Peñarol. A passagem até 77, com dois títulos paulistas e um brasileiro, colocou o uruguaio no rol dos maiores 10 do clube. Sua história na equipe tricolor, porém, começou com camisa "menor", a 8 que no elenco atual Paulo Henrique Ganso envergará pela primeira vez neste domingo, no Morumbi.
Quando Pedro Rocha chegou, o dono da principal camisa era Gérson, o "Canhotinha de Ouro" campeão mundial com a Seleção Brasileira, no México. Quando Ganso chegou, em setembro deste ano, ele não pôde receber a numeração do Santos porque ela já pertencia a Jadson desde o início da temporada.
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"Como o Jadson veio antes, ele ocupou a 10, mas a 8 é uma camisa importante também, que foi vestida por grandes jogadores, como o Kaká (por coincidência, maior ídolo de Ganso). O Ganso valorizou a camisa", minimiza o vice-presidente de marketing do São Paulo, Julio Casares.
Em vez da Reebok, a empresa que cederá os uniformes será a Penalty. A mudança poderia servir como desculpa para alterar a numeração fixa atual do grupo e dar a Ganso, principal contratação da história do futebol brasileiro (R$ 23,9 milhões), o número que ele está acostumado a carregar nas costas.
"A numeração é um entendimento entre o marketing e o departamento de futebol. Eu acho que não vai mudar, embora isso possa ser redefinido no início da temporada. A tendência é a continuidade dos registros deste ano", diz Casares, lembrando que foram vendidas aproximadamente 15 mil camisas de Ganso na semana de sua apresentação.
A alteração não seria novidade. Em baixa neste ano, Casemiro entregou justamente a 8 para o também volante Fabrício, tornando-se o pouco aproveitado 28. Assim que o ex-cruzeirense foi submetido a cirurgia, com previsão de retorno aos gramados dentro de seis meses, o número passou a ser reservado pela diretoria, já de olho na possibilidade de contratar Ganso.
