O goleiro Cássio começou a compreender neste domingo um pouco da rotina de Basílio desde 13 de outubro de 1977. Ainda no gramado do Estádio Internacional de Yokohama, o gaúcho ouviu várias vezes a frase mais recorrentemente dita ao libertador da Fiel.
“Eu só agradeci ao Cássio, não fiz nada além disso. No vestiário, foi a mesma coisa. Ele foi fundamental”, disse o zagueiro Paulo André. “Eu corri um pouquinho também, mas, depois da defesa no chute do Fernando Torres, fui lá e falei: ‘Obrigado, obrigado’. Foi excepcional.”
Douglas também reverenciou o camisa 12, eleito o melhor atleta do Mundial. “Sem dúvida, foram defesas espetaculares. Vai ficar para a história realmente. É um jogador que tem uma tranquilidade incrível, foi o diferencial da equipe”, elogiou o meia.
“Eu sou chato, ele fica um pouco chateado por eu cobrar, querer que ele adquira o máximo. Todo o trabalho que a gente faz, 20 ou 30 minutos antes de o treino começar, faz somar. Ele é merecedor, trabalhou para isso”, afirmou o preparador.
O tom de Mauri não era o de quem quer roubar os méritos do craque do Mundial. Ele só tentava valorizar o esforço de um jogador que tem limitações e não é hábil como Petr Cech, mas lutou para alcançar o sucesso no clube do Parque São Jorge.
“O Cássio é uma pessoa normal, tem seus erros e acertos. Talvez a gente tenha mais erro do que acerto, mas, no momento crucial, ele acertou. Foi um goleiro perfeito que nos ajudou muito. Fico feliz demais por ele”, concluiu o preparador.
