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Retrospectiva Corinthians: um ano para entrar na história

São Paulo (SP)

O mundo não acabou em 2012. Mas passou a ter um novo dono. Na mesma temporada em que o Palmeiras foi outra vez rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Corinthians acabou definitivamente com as gozações dos seus rivais ao conquistar a Copa Libertadores da América e, de quebra, o Mundial de Clubes do Japão. Com o seu segundo título do torneio organizado pela Fifa, igualou-se ao poderoso Barcelona com o recorde de duas conquistas.

Campeão brasileiro em 2011, o Corinthians já havia começado a temporada com discursos ambiciosos – apesar de apostar na manutenção da base do elenco vitorioso no ano anterior. A contratação de maior impacto foi a do chinês Chen Zizao – não por sua qualidade técnica, mas por se tratar de mais um ato de ousadia do departamento de marketing alvinegro, interessado em atrair a atenção do mercado consumidor da China.

Para qualificar o elenco, o Corinthians trouxe ainda jogadores que seriam pouco aproveitados no decorrer de 2012, como o zagueiro Felipe, o meia Vitor Júnior e os atacantes Gilsinho e Elton (todos deixaram o Parque São Jorge antes do Ano Novo). Já Bill retornou de empréstimo – e foi mais um dos que raramente entraram no concorrido setor ofensivo corintiano. Adriano, com seus recorrentes atos de indisciplina, também não representaria uma ameaça para os titulares.

Mas nem todas as contratações do Corinthians foram infrutíferas. O goleiro Cássio, por exemplo, chegou ao clube apenas para compor o grupo, já que o técnico Tite confiava no prata da casa Julio Cesar na posição. Terminou a temporada como um dos principais heróis nos títulos da Libertadores e do Mundial. Já o meia Douglas voltou do Grêmio com o Campeonato Paulista em andamento e, após perder peso, ganhou bastante importância na equipe.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Em um ano para entrar na história, Corinthians chegou ao ápice com a conquista do Mundial de Clubes
CAMPEONATO PAULISTA
Apesar de reconhecer que o seu principal objetivo obviamente era a Libertadores, o técnico Tite sempre tentou valorizar a disputa do Estadual. Ele não gostava nem sequer de usar os termos “preservar” ou “poupar” para definir as vezes em que dava descanso para alguns titulares, priorizando o torneio continental. Com essa mentalidade, o Corinthians fez o seu último teste para o Paulistão em um amistoso com o Flamengo, que acabou empatado por 2 a 2, em Londrina. Os gols alvinegros naquele 15 de janeiro foram marcados por Alex e Liedson – que enfrentaria longo jejum a partir de então.

A estreia no Campeonato Paulista ocorreu menos de uma semana depois, contra o Mirassol. O Corinthians mostrou aos seus 17.576 torcedores que foram ao Pacaembu naquela tarde como seria o ano de 2012: marcado por sofrimento, raça e vitórias apertadas. O time de Tite saiu atrás no placar, porém chegou à virada no segundo tempo, depois de o adversário ter um jogador expulso. O centroavante Elton, substituto do zagueiro Paulo André, marcou o gol de empate. E o zagueiro Dezinho anotou contra para assegurar o primeiro resultado positivo corintiano em 2012.

Nos clássicos que o Corinthians disputou no Paulistão, um campeonato à parte, houve apenas uma derrota. Dentro do Morumbi, o ex-são-paulino Danilo anotou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo e ratificou o novo status que ganhara na equipe: de criticado à peça fundamental no esquema tático. O único tropeço ocorreu diante do Santos, por 1 a 0 (gol de Ibson), na reabertura da Vila Belmiro após reforma no gramado – Tite usou uma equipe mista na ocasião, preocupado com a Libertadores. Contra o até então invicto Palmeiras, que homenageava o falecido humorista Chico Anysio na partida disputada no Pacaembu, o Corinthians virou com Paulinho e Márcio Araújo (contra) depois de Marcos Assunção ter aberto o placar.

Regular na fase classificatória do Paulistão (só perdeu para o Santos), o Corinthians avançou para a etapa seguinte com a primeira colocação. Totalizou 46 pontos, contra 43 do São Paulo, 39 do Santos, 36 de Guarani e Palmeiras, 35 do Mogi Mirim, 29 do Bragantino e 28 da Ponte Preta. A surpresa, contudo, estava por vir. Coube ao time alvinegro de Campinas, que vinha de derrota por 2 a 1 para os próprios corintianos na última rodada, eliminar a equipe dirigida por Tite.

Mesmo empurrado por sua torcida no Pacaembu, o Corinthians sofreu gols de Rodrigo Pimpão, Roger e Willian Magrão (que o clube já havia tentado contratar) e acabou derrotado por 3 a 2 – Alex e Willian balançaram a rede pelo lado corintiano. A desclassificação ficou marcada pelas falhas de Julio Cesar, que perderia a posição de titular para Cássio. Àquela altura, Adriano não estava mais no elenco. A diretoria se cansara de suas faltas e atrasos e rescindira o seu contrato por justa causa.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
A derrota para a Ponte Preta culminou na saída de Julio Cesar do time titular e foi raro momento ruim em 2012
COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA
O Corinthians mostrou o nervosismo que já lhe fora comum em jogos de Libertadores em sua estreia. Atuando na Venezuela, a equipe sofreu um gol bobo do modesto Deportivo Táchira na noite de 15 de fevereiro. Desta vez, no entanto, existia poder de reação. Aos 48 minutos do segundo tempo, o volante Ralf aproveitou uma jogada de bola parada para usar a cabeça e igualar a partida em 1 a 1. O resultado, mesmo sem ser uma vitória, foi encarado como tal e deu confiança para os atletas na sequência do torneio.

Ainda na fase de grupos, o Corinthians superou o paraguaio Nacional (2 a 0 no Pacaembu, com gols de Jorge Henrique e Danilo, e 3 a 1 fora de casa, com outra vez Jorge Henrique, Emerson e Elton balançando as redes) e o mexicano Cruz Azul (0 a 0 como visitante e 1 a 0 como mandante, com Danilo anotando) para garantir a primeira colocação da chave 6. O representante do Brasil somou 14 pontos, contra 11 do também classificado time do México. O último jogo na primeira etapa foi a única grande goleada dos aplicados comandados de Tite na etapa inicial do torneio: 6 a 0 sobre o Deportivo Táchira.

O oponente nas oitavas de final foi o Emelec. No Equador, o Corinthians enfrentou uma arbitragem bastante contestada para segurar um empate sem gols. No retorno ao Brasil, um irritado presidente Mário Gobbi cobrou a Conmebol duramente e chegou a dizer que o Campeonato Paulista tinha mais valor do que a Libertadores. Mais tarde, ele reconheceria que o discurso era uma estratégia para desviar o foco e impor respeito. De qualquer forma, não houve problemas para garantir a vaga nas quartas no Pacaembu: 3 a 0, com gols de Alex, Paulinho e Fábio Santos.

Os confrontos seguintes seriam mais sofridos para o Corinthians, que repetiu a postura adotada contra o Emelec para segurar um 0 a 0 com o Vasco em São Januário, em um gramado com más condições de jogo. No Pacaembu, o goleiro Cássio comprovou que Tite acertara ao escalá-lo como titular já diante do Emelec, na fase anterior, após as falhas de Julio Cesar no Campeonato Paulista. O novo dono da posição fez uma defesa antológica diante do meia Diego Souza, que avançava livre de marcação após falha de Alessandro. O gol da vitória por 1 a 0 foi marcado por Paulinho, de cabeça, que comemorou com a torcida – onde estava o seu treinador, expulso.

Os duelos com o Santos, nas semifinais, foram vistos por muitos como o confronto de um conjunto ajustado, sem individualidades, contra um time que contava com uma grande estrela – Neymar. Quem brilhou na Vila Belmiro, no entanto, foi Emerson Sheik, autor do único gol do jogo. O atacante corintiano não pôde ir a campo na volta, no Pacaembu, por ter recebido o cartão vermelho. Ainda assim, o Corinthians eliminou o seu rival, que estava em meio às comemorações de centenário, com um empate por 1 a 1. Danilo igualou o marcador depois de Neymar dar falsas esperanças aos santistas.

O Corinthians finalmente chegara à sua primeira decisão de Libertadores. O adversário era o temido Boca Juniors. O time argentino, entretanto, não foi páreo para a determinação de Tite e seus atletas. O iluminado e recém-chegado Romarinho teve extrema tranquilidade para pisar no gramado no segundo tempo e anotar o gol da igualdade por 1 a 1 em La Bombonera lotada. O resultado trouxe otimismo para a volta em São Paulo. Emerson Sheik assumiu para si a catimba dos argentinos no Pacaembu, provocou seus rivais e entrou para a história com os gols da vitória por 2 a 0. Era a libertação alvinegra.

A partir de então, 2012 já estava na história do Corinthians – seja qual fosse o resultado no Mundial de Clubes. Mas ainda havia mais por vir.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Os gols de Emerson libertaram o Corinthians do estigma de jamais ter vencido a Copa Libertadores
CAMPEONATO BRASILEIRO
Atual campeão, o Corinthians abdicou do Brasileirão em suas primeiras rodadas para realizar o antigo sonho de ser campeão da América. A postura rendeu cinco tropeços seguidos nos compromissos iniciais (derrotas para Fluminense, Grêmio e Ponte Preta, além de empate com o Figueirense) e praticamente tirou a chance de o time lutar pelo hexacampeonato nacional. Contra os titulares do Palmeiras, porém, os reservas corintianos deram conta do recado. Romarinho, vindo do Bragantino, caiu nas graças da torcida ao fazer os gols da vitória por 2 a 1.

Mas o Brasileirão só começou para o Corinthians, de fato, após a Libertadores. Àquela altura, Tite já dizia que o mais importante era manter o foco, afastar qualquer ameaça de rebaixamento – o que o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil, não conseguiu executar – e testar mudanças em sua equipe para o Mundial de Clubes. Afinal, o elenco sofrera uma leve reformulação. Liedson, com desempenho bem abaixo do esperado, foi para o Flamengo e cedeu espaço para a chegada do peruano Paolo Guerrero, com longa passagem pela Alemanha. Já o argentino Martínez veio do Vélez Sarsfield para ocupar o lugar do negociado Willian. No meio-campo, Douglas herdou a vaga que era de Alex. Na zaga, sem Leandro Castán e o novato Marquinhos (ambos foram para a Roma), Paulo André ganhou a oportunidade que tanto aguardava.

A nova composição corintiana não decepcionou, apesar de estar muitas vezes desfalcada de alguns dos heróis da Libertadores. Os atacantes Emerson e Jorge Henrique, por exemplo, passaram a ser assíduos frequentadores do departamento médico alvinegro. Sem a dupla, o Corinthians fez boa campanha no segundo turno e começou até a incomodar alguns dos postulantes ao título brasileiro. Tite se permitiu agradar a dirigentes e torcedores e enfim promover a estreia de Chen Zizao. O chinês jogou na derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, em 17 de outubro, no Estádio Melão. E até arriscou uma pedalada após substituir Weldinho naquela partida.

Com uma sequência de bons resultados, o Corinthians deixou de se preocupar com uma vertiginosa queda à zona de rebaixamento e voltou as suas atenções exclusivamente à preparação para o Mundial de Clubes. Tite pretendia encontrar uma definição para o seu ataque, uma vez que não restava nem uma dúvida sequer no sistema defensivo (bem armado com Cássio, Alessandro, Chicão, Paulo André, Fábio Santos, Ralf e Paulinho).

Nas duas rodadas finais, o Corinthians disputou dois clássicos no Pacaembu. Empatou por 1 a 1 com o Santos como mandante, com gol do zagueiro Wallace – seu primeiro pelo clube. E perdeu por 3 a 1 para os reservas do São Paulo como visitante. Para piorar, Guerrero, que havia aberto o placar, lesionou o joelho direito no jogo, que foi usado como alerta por Tite antes do Mundial. Sua equipe encerrou a campanha no Campeonato Brasileiro na sexta colocação, com 57 pontos ganhos, atrás apenas do campeão Fluminense (77) e de Atlético-MG (72), Grêmio (71), São Paulo (66) e Vasco (58).

Fernando Dantas/Gazeta Press
Reforço do marketing, Zizao foi utilizado só uma vez, no Brasileiro em que o Corinthians cumpriu tabela
MUNDIAL DE CLUBES
Terminado o Brasileirão, o Corinthians estava pronto para aquilo para que se preparava desde o fim da Libertadores. A torcida se mostrou tão – ou mais – entusiasmada quanto o time de Tite. Aproximadamente 15.000 pessoas foram se despedir do representante brasileiro no Mundial de Clubes no Aeroporto de Cumbica. No Japão, outros milhares aguardavam a equipe.

Após uma rápida e estratégica passagem por Dubai, para minimizar os efeitos do fuso horário, o Corinthians chegou a Nagoya para treinar. O adversário na estreia foi o egípcio Al Ahly, em Toyota. O time de Tite fez um bom primeiro tempo e chegou ao gol com uma cabeçada de Guerrero, após cruzamento de Douglas. Na segunda etapa, contudo, a equipe recuou demais e foi bastante pressionada pelo adversário.

Conforme esperado, o Corinthians encontrou o Chelsea (que bateu o mexicano Monterrey por 3 a 1) na decisão do Mundial. O campeão da Libertadores entrou em campo cem Yokohama com o seu tradicional uniforme alvinegro – para incômodo de alguns torcedores, havia também um logotipo verde (cor do Palmeiras) da Fifa na manga da camisa. O estádio, entretanto, era todo preto e branco. Os ingleses ficaram impressionados com o apoio recebido pelos brasileiros do outro lado do mundo.

Para derrotar o Chelsea, Tite escalou o atacante Jorge Henrique no lugar de Douglas, reforçando a sua marcação. Do outro lado, o técnico Rafa Benítez apostou em uma formação ofensiva e deixou o brasileiro Oscar no banco de reservas. O resultado foi um primeiro tempo equilibrado. No segundo, o peruano Paolo Guerrero entrou para o rol de ídolos do Corinthians ao colocar a bola na rede com uma cabeçada certeira – justo ele, que havia tomado infiltrações para poder jogar o Mundial.

Mas Guerrero não foi o único herói do compacto Corinthians em solo japonês. O goleiro Cássio até o superou, segundo a Fifa, com grandes defesas que renderam o prêmio de melhor jogador do Mundial. A força corintiana, contudo, ainda era o conjunto. Tite e todos os seus jogadores foram novamente reverenciados no retorno ao Brasil, com direito a trio elétrico com o cantor Thiaguinho e muitas provocações a rivais. Foi o último ato de um ano para entrar na história.

Fernando Dantas/Gazeta Press
A torcida teve muitos motivos para festejar com o time que retornou como campeão mundial do Japão

ESTATÍSTICAS:

Jogos: 74
Vitórias: 39
Empates: 22
Derrotas: 13
Gols Pró: 105
Gols Contra: 57
Saldo: +48

ARTILHEIROS
Paulinho: 13
Emerson: 12
Danilo: 11
Guerrero: 8
Douglas: 7
Romarinho: 7
Chicão: 5
Willian: 5
Liedson: 4
Elton: 3
Jorge Henrique: 3
Paulo André: 3
Alex: 2
Cachito Ramírez: 2
Edenílson: 2
Fábio Santos: 2
Guilherme: 2
Martínez: 2
Ralf: 2
Ramon: 2
Adriano: 1
Alessandro: 1
Dezinho (contra): 1
Gilsinho: 1
Giovanni: 1
Márcio Araújo (contra): 1
Wallace: 1
Weldinho: 1

CAMPEONATO PAULISTA
21/01 – Pacaembu – Corinthians 2 x 1 Mirassol (Elton e Dezinho [contra])
25/01 – Dario Rodrigues Leite – Guaratinguetá 0 x 2 Corinthians (Alessandro e Chicão)
29/01 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Linense (Emerson)
01/02 – Novelli Júnior – Ituano 0 x 1 Corinthians (Paulinho)
05/02 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Bragantino (Cachito Ramírez)
08/02 – Romildão – Mogi Mirim 1 x 2 Corinthians (Emerson)
12/02 – Morumbi – Corinthians 1 x 0 São Paulo (Danilo)
18/02 – Anacleto Campanella – São Caetano 0 x 1 Corinthians (Willian)
22/02 – Canindé – Portuguesa 0 x 2 Corinthians (Cachito Ramírez e Willian)
25/02 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Botafogo-SP (Adriano)
29/02 – Pacaembu – Corinthians 2 x 1 Catanduvense (Danilo e Paulinho)
04/03 – Vila Belmiro – Santos 1 x 0 Corinthians
10/03 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Guarani (Elton)
18/03 – Palma Travassos – Comercial 3 x 3 Corinthians (Ramon, Gilsinho e Emerson)
25/03 – Pacaembu – Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Paulinho e Márcio Araújo [contra])
28/03 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 XV de Piracicaba (Ramon)
01/04 – Prudentão – Oeste 0 x 3 Corinthians (Liedson [2] e Willian)
08/04 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Paulista (Willian)
15/04 – Moisés Lucarelli – Ponte Preta 1 x 2 Corinthians (Weldinho e Chicão)
22/04 – Pacaembu – Corinthians 2 x 3 Ponte Preta (Alex e Willian)

COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA
15/02 – Pueblo Nuevo – Deportivo Táchira 1 x 1 Corinthians (Ralf)
07/03 – Pacaembu – Corinthians 2 x 0 Nacional (Jorge Henrique e Danilo)
14/03 – Estádio Azul – Cruz Azul 0 x 0 Corinthians
21/03 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Cruz Azul (Danilo)
11/04 – Antonio Oddone Sarubbi – Nacional 1 x 3 Corinthians (Jorge Henrique, Emerson e Elton)
18/04 – Pacaembu – Corinthians 6 x 0 Deportivo Táchira (Douglas, Liedson, Emerson, Jorge Henrique, Paulinho e Danilo)
02/05 – George Capwell – Emelec 0 x 0 Corinthians
09/05 – Pacaembu – Corinthians 3 x 0 Emelec (Alex, Paulinho e Fábio Santos)
16/05 – São Januário – Vasco 0 x 0 Corinthians
23/05 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Vasco (Paulinho)
13/06 – Vila Belmiro – Santos 0 x 1 Corinthians (Emerson)
20/06 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Santos (Danilo)
27/06 – La Bombonera – Boca Juniors 1 x 1 Corinthians (Romarinho)
04/07 – Pacaembu – Corinthians 2 x 0 Boca Juniors (Emerson [2])

CAMPEONATO BRASILEIRO
20/05 – Pacaembu – Corinthians 0 x 1 Fluminense
27/05 – Independência – Atlético-MG 1 x 0 Corinthians
07/06 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Figueirense (Danilo)
10/06 – Olímpico – Grêmio 2 x 0 Corinthians
17/06 – Moisés Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Corinthians
24/06 – Pacaembu – Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Romarinho [2])
08/07 – Ilha do Retiro – Sport 1 x 1 Corinthians (Liedson)
11/07 – Pacaembu – Corinthians 1 x 3 Botafogo (Chicão)
14/07 – Pacaembu – Corinthians 2 x 1 Náutico (Danilo [2]
18/07 – Engenhão – Flamengo 0 x 3 Corinthians (Douglas [2] e Danilo)
21/07 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Portuguesa (Douglas)
25/07 – Pacaembu – Corinthians 2 x 0 Cruzeiro (Chicão e Paulinho)
29/07 – Pituaçu – Bahia 0 x 0 Corinthians
05/08 – São Januário – Vasco 0 x 0 Corinthians
08/08 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Atlético-GO (Paulinho)
12/08 – Couto Pereira – Coritiba 1 x 2 Corinthians (Paulinho e Romarinho)
16/08 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Internacional (Paulo André)
19/08 – Vila Belmiro – Santos 3 x 2 Corinthians (Danilo e Martínez)
26/08 – Pacaembu – Corinthians 1 x 2 São Paulo (Emerson)
29/08 – Engenhão – Fluminense 1 x 1 Corinthians (Emerson)
02/09 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Atlético-MG (Paulo André)
05/09 – Orlando Scarpelli – Figueirense 1 x 0 Corinthians
08/09 – Pacaembu – Corinthians 3 x 1 Grêmio (Giovanni, Guilherme e Ralf)
12/09 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Ponte Preta (Emerson)
16/09 – Pacaembu – Palmeiras 0 x 2 Corinthians (Paulinho e Romarinho)
23/09 – Engenhão – Botafogo 2 x 2 Corinthians (Douglas e Guerrero)
30/09 – Pacaembu – Corinthians 3 x 0 Sport (Romarinho [2] e Paulinho)
06/10 – Aflitos – Náutico 2 x 1 Corinthians (Guerrero)
10/10 – Pacaembu – Corinthians 3 x 2 Flamengo (Emerson, Paulo André e Edenílson)
13/10 – Canindé – Portuguesa 1 x 1 Corinthians (Douglas)
17/10 – Melão – Cruzeiro 2 x 0 Corinthians
20/10 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Bahia (Douglas)
27/10 – Pacaembu – Corinthians 1 x 0 Vasco (Guerrero)
04/11 – Serejão – Atlético-GO 0 x 2 Corinthians (Guilherme e Martínez)
10/11 – Pacaembu – Corinthians 5 x 1 Coritiba (Paulinho [2], Guerrero, Fábio Santos e Chicão)
18/11 – Beira-Rio – Internacional 0 x 2 Corinthians (Edenílson e Guerrero)
24/11 – Pacaembu – Corinthians 1 x 1 Santos (Wallace)
02/12 – Pacaembu – São Paulo 3 x 1 Corinthians (Guerrero)

MUNDIAL DE CLUBES
12/12 – Toyota – Al Ahly 0 x 1 Corinthians (Guerrero)
16/12 – Yokohama – Corinthians 1 x 0 Chelsea (Guerrero)

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