Futebol/Amistoso - ( - Atualizado )

Edílson pede perdão por caneta em Ademir e 'esquece' Paulo Nunes

Edoardo Ghirotto* e William Correia São Paulo (SP)

Se Marcos era o grande homenageado no jogo de sua despedida, nessa terça-feira, quem saiu do Pacaembu como vilão foi Edílson. O ex-atacante atuou pela Seleção Brasileira de 2002, marcou um gol e participou do segundo no empate por 2 a 2 com o Palmeiras de 1999. Mas antes disso já era xingado por seu passado no Corinthians e tirou a torcida do sério ao tentar dar uma caneta em Ademir da Guia. Deixou até Paulo Nunes bravo por não ter feito embaixadinhas, descumprindo o acordo entre ambos.

De tudo o que o transformou em antagonista da noite, o Capetinha só lamenta pela tentativa de passar a bola entre as pernas de Ademir da Guia, de 70 anos, logo após desarmá-lo. “Foi sem querer. Não vi que era o Ademir, tentei a caneta achando que era um jogador normal. Peço desculpas a ele e aos torcedores.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Capeta fez gol e participou do outro do Brasil-02, mas já era vilão no adeus de Marcos antes disso
O ex-atacante vê até sorte pela falha no drible. “Ele é meu ídolo. Ainda bem que não consegui dar a caneta”, comentou, chateado por sair de campo questionado pelo lance. “Pô, vou ficar marcado por isso também? Não, né? Chega de polêmica.”

Mas Edílson estava disposto a gerar mais polêmica. Na final do Paulistão de 1999, pelo Corinthians, o então atacante fez embaixadinhas para provocar os palmeirenses e logo levou um chute de Paulo Nunes, gerando uma briga generalizada que acabou com o jogo antes do tempo. Mais de 13 anos depois, o Capetinha queria repetir o gesto no reencontro com Paulo Nunes.

Edílson conta até ter treinado os lances no hotel em que ficou na capital paulista. “Combinamos de acontecer as embaixadinhas. Mas ele saiu antes, no primeiro tempo ainda, e não teve como”, lamentou Paulo Nunes, que saiu no intervalo e não voltou mais, ao contrário de Edilson, que retornou para fazer seu gol em cabeceio e chutar a bola que, no rebote, se tornou gol de Luizão - os dois lances ocorreram já com Sérgio no gol do Palmeiras de 1999.

Nem foi necessária uma reedição da provocação de 13 anos atrás. Ela parecia viva na cabeça dos palmeirenses, que xingavam e vaiavam Edilson cada vez que ele tocava na bola. Os fãs de Marcos comemoraram como um gol fortes entradas de Edmundo e Tonhão, seus companheiros no Verdão entre 1993 e 1994. O Capetinha minimizou tudo.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Paulo Nunes combinou reedição das embaixadinhas e se frustrou, mas fez seu gol

“Minha história no Palmeiras é linda. E fiquei feliz em poder participar desse jogo de comemoração e rever meus companheiros de Seleção e de Palmeiras”, comemorou. “Foi legal pra caramba. O mais importante foi a festa para o Marcos, que merece. A torcida do Palmeiras foi show de bola, prestigiou o seu ídolo. Na verdade, não somos nada. A festa foi toda do Marcão. A estrela foi ele e a torcida do Palmeiras”, completou.

Sem rever as embaixadinha, Paulo Nunes fez sua parte com a torcida palmeirense: concluiu grande jogada de Edmundo, iniciada por Evair, marcando seu gol.

“É maravilhoso reencontrar uma torcida que te acompanhou em vários títulos. A festa que fizeram foi um absurdo, estão de parabéns demais, o Marcos merece. E no jogo não poderia faltar meu gol, né? Mais um presente para a torcida do Palmeiras, que sempre me tratou com muito carinho e respeito. Fiquei muito feliz, foi um dia especial”, sorriu.

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