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Zé Carlos supera carreira agitada para ser artilheiro no Criciúma

Eduardo Mendoza, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Passagens apagadas por Portugal e Ásia, expulsão mais rápida da história do Campeonato Brasileiro em pleno clássico Cruzeiro x Atlético-MG e afastamento do Criciúma. Com uma agitada carreira nas costas, Zé Carlos atingiu seu verdadeiro potencial aos 29 anos, quando se sagrou maior artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro em um único ano, o mesmo em que o Criciúma selou o retorno à Série A após oito anos.

Apesar do sucesso, Zé Carlos passou por momentos turbulentos no clube. Após ser contratado em maio de 2011 pelo Tigre, o jogador se firmou como artilheiro do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro de 2011 com 13 gols e logo conquistou a simpatia da torcida. No entanto, 2012 não começou bem: por declarações em que cobrava o elenco durante uma fraca campanha no Campeonato Catarinense, foi afastado da equipe.

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Zé Carlos, porém, acabou reintegrado após apenas seis dias. Hoje, ele garante que não há ressentimento com o diretor de futebol Rodrigo Pastana pelo episódio. "Não tenho mágoas com ninguém, foi uma coisa que já passou e logo voltei a me concentrar em ajudar o time”, garantiu, em entrevista à GE.net.

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Com uma carreira agitada, Zé Carlos superou polêmicas para se tornar maior artilheiro da Série B
O Campeonato Catarinense não parecia um bom prenúncio para a Série B do Campeonato Brasileiro, mas Criciúma e Zé Carlos se recuperaram – mesmo se lesionando por cinco jogos, o atacante marcou 27 gols na competição, quebrando o recorde de Uéslei, que havia anotado 25 pelo Bahia em 1999.

A partida que marcou o retorno de uma lesão na coxa, a mais grave sofrida por ele na temporada, não foi especial apenas por isso: o centroavante abriu o placar na vitória por 2 a 0 sobre o CRB. No final, a equipe alagoana acabou rebaixada por um ponto de diferença em relação ao Guaratinguetá. "É o profissionalismo, porque hoje defendo o Criciúma. Fico triste, sou torcedor desde criança, mas faço o meu trabalho”, afirmou o atleta.

Superando o afastamento, porém, Zé Carlos acredita ter feito história em sua melhor temporada até hoje, como ele mesmo definiu. "Por tudo que eu fiz no Criciúma, acho que já estou marcado como um dos grandes atacantes do time", analisou.

Essa visão é sustentada por um apoio de peso: José Carlos Soares, segundo maior artilheiro da história do clube com 78 gols marcados, credencia o camisa 9 à galeria de ídolos do clube. “É um ídolo, marcou 27 gols em apenas uma temporada da Série B e já está entre os grandes jogadores da história do clube”, elogiou.

A carreira do atacante nem sempre teve esse destaque nacional. Revelado nas categorias de base do Corinthians Alagoano, Zé Carlos não demorou a chamar atenção dos olheiros europeus – foi para Portugal por empréstimo para defender Porto e, mais tarde, Vizela com apenas 19 anos, em 2002.

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Atacante do Criciúma admite ser torcedor do CRB
Depois de passar dois anos sem muito destaque em terras lusitanas, o alagoano retornou ao Brasil para defender o CRB, seu clube de coração. “Sempre torci pelo CRB e foi um time muito importante para a minha carreira, já que foi lá que eu comecei a me destacar no futebol nacional. Aprendi muito lá e tenho o carinho da torcida até hoje”, declarou o jogador.

Após passagens pela Ponte Preta e pelo futebol sul-coreano, Zé Carlos chegou ao Paulista de Jundiaí em 2009. Com dez gols no Campeonato Paulista pelo time do interior do estado de São Paulo, o jogador chamou a atenção do Cruzeiro e recebeu a primeira chance em um grande clube brasileiro.

Começando como reserva, o atacante deu um importante passo para buscar espaço na equipe mineira nas quartas de final da Copa Libertadores de 2009, quando marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo em casa.

As chances vieram, mas o resultado não foi positivo: Zé Carlos foi titular no clássico contra o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro do mesmo ano, mas teve a expulsão mais rápida da história do futebol brasileiro ao acertar uma cotovelada em Renan com apenas 12 segundos de jogo.

Emprestado à Portuguesa no ano seguinte, Zé Carlos lamenta o lance no clássico mineiro e acredita que não houve espaço suficiente para mostrar seu futebol. "Não tive oportunidades. A expulsão aconteceu, todo mundo erra na vida, mas não tive oportunidade de jogar e mostrar meu futebol, já que o grupo já estava formado", afirmou.

Bem na Série B do Campeonato Brasileiro pelo clube paulistano, Zé Carlos teve uma rápida passagem pelo japonês Gamba Ozaka antes de retornar à Portuguesa, novamente por empréstimo, até novas boas atuações atraírem o Criciúma.

O time catarinense buscava retornar à Série A do Campeonato Brasileiro, e o atacante queria provar que tinha espaço na elite do futebol nacional – no final, a parceria que aparentava potencial deu certo, com as duas partes atingindo seus objetivos e, de quebra, um recorde na Série B.

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