Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Mancha se inocenta e Kleina pede "lei seca" após agressão a Capixaba

William Correia São Paulo (SP)

A troca de agressões entre Fabinho Capixaba e um torcedor conhecido como Zeca Urubu, na segunda-feira, irritou Gilson Kleina. A Mancha Alvi Verde divulgou nota na qual se diz inocente no caso, colocando-se à disposição para ajudar a Polícia Militar, mas o que o treinador pede é “tolerância zero”.

Lateral rolou no chão na briga

“Essa tolerância tem que acabar. Como na lei seca, é necessária tolerância zero. Isso tem que acabar no futebol”, discursou o técnico. “Foi o Fabinho, mas poderia ser um de nós. Temos que pedir calma. Não estou dizendo que não pode cobrar, mas partir para a violência não vai dar em nada, não vai resolver nem vamos jogar mais. Pelo contrário, o jogador vai jogar menos”, prosseguiu.

O caso ocorreu quando o lateral direito, após o treino de segunda-feira, pegou carona com Luan para cortar o cabelo em frente ao Palestra Itália, próximo à sede da Mancha Alvi Verde. De acordo com testemunhas, Zeca Urubu o reconheceu e passou a xingá-lo, entrando no salão de cabeleireiros. O jogador reagiu trocando socos, chegando a rolar a calçada, e preferiu não registrar boletim de ocorrência.

“Informamos que a Torcida Mancha Alvi Verde não tem responsabilidade por atos isolados de alguns torcedores ou possíveis membros da torcida. Não orientamos em nenhum momento sócios a praticarem violência, repudiamos qualquer ato dessa natureza. Cada cidadão tem que responder por seus atos, e a Mancha Alvi Verde está à disposição para ajudar nas investigações”, disse a diretoria da organizada em comunicado.

Kleina afirma que Fabinho Capixaba lhe contou que foi somente uma discussão, mas o fato é que o jogador espera o fim de seu contrato, em 29 de abril, para encontrar um novo clube sem dificuldades. O lateral direito só está no elenco ainda porque nenhuma equipe o quis por empréstimo.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Lateral direito tem treinado normalmente depois de trocar socos com torcedor, na segunda-feira
“O Capixaba é pai de família, treina bem todos os dias, quer ficar e pede um voto de confiança. Mas, por mais que esteja blindado e ciente de que está uma grande equipe, escalar um jogador desses, sem respaldo, com uma desconfiança tão grande...”, admitiu Kleina, clamando por paz e tranquilidade no Palmeiras.

“Está comprovado que violência não leva a lugar algum, só gera violência, discórdia, ainda mais no campo esportivo. Vaiar e cobra pode, mas, passando desta situação, não leva a nada. O futebol tem que ser meio de vida, não meio de morte”, definiu, garantindo aos revoltados que não falta esforço na busca pelo sucesso do time.

“Temos que reverter esse tipo de notícia no Palmeiras, começar a colocar alegria e que impere, definitivamente, um ambiente saudável de parceria com a torcida. Estamos trabalhando para dar alegria a eles. As coisas não acontecem porque o futebol não é receita de bolo, a equipe não encaixa da noite para o dia, ainda mais com grandes perdas e problemas”, afirmou o técnico, que tem treinado com Capixaba por trabalhar com um elenco enxuto.

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