Futebol/Liga dos Campeões da Europa - ( - Atualizado )

Milan dá pausa na fase ruim, defende e consegue vencer o Barcelona

Milão (Itália)

 Longe da liderança do Campeonato Italiano e classificado no sufoco para as oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o Milan abriu a fase de mata-mata nesta quarta-feira, no estádio de San Siro, com um resultado extremamente animador. Apesar da superioridade do Barcelona em posse de bola, chances claras de gol e jogadas de habilidade, faltou criatividade aos espanhóis, que voltam para casa derrotados por 2 a 0 – os gols dos primorosos marcadores foram marcados pelos ganeses Boateng e Muntari.

Mesmo com forte domínio, o Barcelona insistiu demais na troca de passes em um gramado pesado e propositalmente alto em Milão, onde a torcida ajudou os comandados de Massimiliano Allegri a bloquearem qualquer tentativa ofensiva dos visitantes e, nas raras chances de ataque, finalizarem o adversário. Se o poderoso Barça não conseguia se infiltrar no sólido ferrolho milanês, coube a Boateng e Muntari a responsabilidade de definirem o resultado.

AFP
Ao contrário dos defensores do Milan, os do Barcelona não conseguiram segurar o ataque adversário: 2 a 0
Sem Balotelli, que já jogou a Liga dos Campeões da Europa pelo Manchester City e não pode mais entrar em campo nesta temporada em disputas continentais, o Milan abre uma importante vantagem em busca da vaga nas quartas de final da principal competição europeia de clubes. Os times voltam a se enfrentar em Camp Nou, no próximo dia 12, quando Messi terá nova chance de tentar furar a defesa italiana.

Depois de dois anos, o Barcelona enfim perde um jogo por dois gols de diferença, lembrando até mesmo a decisão da Liga dos Campeões de 93/94, quando o time de Romário e Guardiola foi goleado pelo Milan de Maldini e Sivisevic por 4 a 0. Com o resultado positivo, os italianos ainda encerraram uma sequência de sete jogos sem vencer e duas eliminações seguidas nos dois últimos encontros na fase final do torneio.

O Jogo – O dono do Milan, Silvio Berlusconi, sugeriu antes do embate desta quarta-feira que o técnico Massimiliano Allegri utilizasse marcação individual em Lionel Messi. Não houve necessidade, pelo menos no primeiro tempo. A equipe da casa sabia o tempo todo o que fazer, já que anulava qualquer tentativa do Barcelona tanto pelos lados do campo quanto nos momentos em que Iniesta tentava centralizar as jogadas.

AFP
O retrato dos herois: os ganeses Boateng e Muntari marcaram os gols da vitória do Milan
O primeiro lance de eficiência na partida acabou sendo do Milan, com uma tentativa de lançamento de Muntari para o compatriota Boateng e a saída pela linha lateral. Naquele momento, os dois ganeses pediram para que os volantes do time italiano apertassem a saída de bola adversária. Em um 4-5-1 pouco eficiente ofensivamente, Allegri inverteu a formação e encostou Boateng e El Shaarawy como terceiro atacantes ao lado de Pazzini. O trunfo estava na marcação dos laterais.

Aos 14 minutos, Muntari conseguiu um lançamento preciso para El Shaarawy, que invadiu a área pela esquerda, mas antecipou demais a bola. A ótima chance do Milan acabou cortada por Puyol no erro do Faraó, mas mostrou a tônica de jogo dos italianos: anular as jogadas laterais do Barça e chegar justamente por aquele setor, onde a marcação do adversário era fraca. No complemento do lance, El Shaarawy cobrou escanteio e Boateng desviou no meio da área. A bola saiu lenta, pelo lado esquerdo do gol de Valdés.

Sem atuar mais aberto como nos tempos de Pep Guardiola, Iniesta foi o jogador do Barcelona a mais procurar o jogo durante o primeiro tempo. Com a última linha de marcação do Milan presa sem permitir infiltração, Shaarawy e Boateng acompanhavam as descidas dos laterais – principalmente Jordi Alba, já que Daniel Alves segue em má fase -, portanto a partida viveu raros momentos de emoção. Um deles foi proporcionado por Ambrosini, que pisou na bola e permitiu a Messi avançar livre e obrigar Méxes a uma falta de emergência.

O Barcelona rodava a bola na entrada da área do Milan, mas não conseguia penetrar. Durante a etapa inicial, o time espanhol chegou a deter 65% de posse de bola, custando a finalizar. Uma das jogadas em que a situação ficou mais exposta envolveu Daniel Alves, que puxou contra-ataque pela direita e passou para Xavi, responsável por ajeitar a bola no meio da área. Ninguém chegou. Com Messi sem confiança e brecando a cada tentativa de invadir a área do Milan, a etapa inicial terminou dando sono aos torcedores presentes em San Siro.

AFP
Messi esteve em noite de pouca inspiração em San Siro, de onde sai derrotado pelos eficientes italianos
Ainda compactado, o Milan viu sua estratégia de jogo dar certo logo aos dez minutos do segundo tempo. Depois de segurarem algumas raras e pouco eficientes investidas do Barcelona, os italianos finalmente abriram o placar, quando Montolivo recebeu a bola em cobrança de falta curta e chutou no canto direito de Valdés. A bola desviou na mão de Zapata, sem o árbitro marcar nada, e sobrou para Boateng marcar.

Mantendo a paciência, o Milan fez o segundo aos 35 minutos do segundo tempo, em bela jogada: pouco depois de entrar na partida, Niang recebeu passe longo de Montolivo e centralizou para El Shaarawy, que acertou passe com precisão, e por cima, para Muntari concluir de voleio e aumentar a vantagem milanesa. Nos cinco minutos de acréscimo por conta de atendimentos médicos, o ferrolho defensivo voltou a dar as caras para garantir o resultado.

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